Juro que queria voltar do fim-de-semana e poder fazer um post sobre qualquer coisa inteligente (seria a primeira vez...) ou sobre uma qualquer baboseira (para manter a tradição), mas não consigo.
Só consigo pensar que amanhã é o concerto da Madonna, que o concerto começa às 21.30, as portas abrem às 20h e eu só vou sair da F.P.F. às 17.30. Será que vou conseguir arranjar um lugar em condições? Se calhar vou ter que sair mais cedo, acho que o Gil vai compreender...
Eu e a minha irmã parecemos duas miúdas em véspera de Natal, a diferença é que em vez de cantarmos o Jingle Bells, fazemos um medley do repertório da Madonna.
Até o meu nome do messenger que tradicionalmente é "Ana http://anajaneiro.blogspot.com" já foi alterado para "Like a virgin... touched by madonna... for the very first time!"
A minha mãe costuma dizer "quem não tem que fazer faz colheres". As minhas preocupações de hoje são apenas a confirmação disso. Se entretanto me lembrar de alguma coisa em condições eu vou tentar vir partilhá-la convosco.
segunda-feira, setembro 13, 2004
sexta-feira, setembro 10, 2004
Torre Eiffel
Ando a ler O Código da Vinci, de Dan Brown. Sim, eu sei que ando eu e mais de metade das pessoas que lêem livros no nosso país. No entanto não posso deixar de vos aconselhar a lerem o livro. Penso que é uma excelente obra e não digo isto por estar na moda ler esse livro, mas porque o estou a adorar.
Há já muito tempo que um livro não tinha este efeito sobre mim, quase todos os dias venho no autocarro a ler e fico super mal-disposta e quando estou na Federação não posso ter o livro à minha vista porque senão tenho vontade de me esconder num sítio qualquer para o ir ler.
Para além de ser uma história muito rica, cheia de descrições da cidade de Paris e expeculações históricas acerca da história de Jesus e da Igreja Católica é, também, um enredo misterioso em que estamos sempre à espera para ver o que acontece a seguir.
Mas venho-vos aqui falar deste livro não para fazer uma recensão crítica, mas para vos transcrever uma passagem acerca de um dos monumentos mais conhecidos do mundo:
"...Os simbologistas faziam com frequência notar que a França - um país afamado pelo seu machismo, costumes dissolutos e líderes diminutos e inseguros como Napoleão e Pepino, o Breve - não podia ter escolhido como emblema nacional nada mais apropriado do que um falo com trezentos metros de altura".
Depois de ter parado de me rir sozinha, deixei cair a ideia de vos contar acerca da vez em que subi até ao último andar da Torre Eiffel...
Há já muito tempo que um livro não tinha este efeito sobre mim, quase todos os dias venho no autocarro a ler e fico super mal-disposta e quando estou na Federação não posso ter o livro à minha vista porque senão tenho vontade de me esconder num sítio qualquer para o ir ler.
Para além de ser uma história muito rica, cheia de descrições da cidade de Paris e expeculações históricas acerca da história de Jesus e da Igreja Católica é, também, um enredo misterioso em que estamos sempre à espera para ver o que acontece a seguir.
Mas venho-vos aqui falar deste livro não para fazer uma recensão crítica, mas para vos transcrever uma passagem acerca de um dos monumentos mais conhecidos do mundo:
"...Os simbologistas faziam com frequência notar que a França - um país afamado pelo seu machismo, costumes dissolutos e líderes diminutos e inseguros como Napoleão e Pepino, o Breve - não podia ter escolhido como emblema nacional nada mais apropriado do que um falo com trezentos metros de altura".
Depois de ter parado de me rir sozinha, deixei cair a ideia de vos contar acerca da vez em que subi até ao último andar da Torre Eiffel...
quarta-feira, setembro 08, 2004
A língua portuguesa nas escolas
Calma visitantes, não desesperem, o texto não vai ser nenhum tratado.
Tive uma colega na escola que reivindicava constantemente que era uma parvoíce o curso não ter uma disciplina de português. Nunca me dei bem com tal pessoa e espero não ter que voltar a lidar com ela.
Nunca pensei que ela chegasse ao cúmulo de repetir a mesma história no trabalho final do curso. Segundo esta mente iluminada uma das maiores falhas do curso era o facto de não haver uma disciplina de português.
Por algumas vezes tentei alertá-la para o rídiculo da sua afirmação, mas a pessoa dizia que durante os 12 anos de escola que precedem o ensino superior os seus professores de português não a ensinaram a escrever correctamente e portanto era obrigação da instituição de ensino superior fazê-lo (note-se que o ensino superior não é obrigatório). Quando ela dizia isto eu virava costas e ía-me embora. Era demais para os meus ouvidos.
Basta estarmos ligeiramente atentos ao mundo que nos rodeia, especialmente ao que é escrito para ver que as pessoas tratam muito mal o português. Frequentemente vemos erros ortográficos nos meios de comunicação social, em livros, nos próprios manuais escolares e isto só para falar nas pessoas que tinham obrigação de saber escrever em condições.
Penso que é importante valorizar-se o ensino do português, começando logo no primeiro ciclo, pois é aí que se adquirem as bases para o futuro. Se uma criança tiver um mau professor na primária vai ter muito mais dificuldades no futuro.
Tive uma excelente professora na primária, só foi pena ter descoberto isso apenas alguns anos depois. Hoje sei que se sei escrever alguma coisa isso deve-se a ela.
Durante cinco anos convivi com futuros professores e digo-vos que às vezes ficava assustada quando pensava que são aquelas pessoas que vão ensinar as crianças.
Como é que uma pessoa que dá erros ortográficos, não sabe pontuar um texto, tem dificuldades na construção frásica, não sabe conjugar verbos, etc, se pode tornar num bom professor?
Parece que afinal isto acabou por se tornar num mini tratado. Gabo a paciência de quem leu até aqui. Foi só um desabafo porque a hipócrisia repugna-me, atirar as culpas para cima dos outros mete-me nojo e o sistema "quem vier atrás que feche a porta" é desprezível.
Tive uma colega na escola que reivindicava constantemente que era uma parvoíce o curso não ter uma disciplina de português. Nunca me dei bem com tal pessoa e espero não ter que voltar a lidar com ela.
Nunca pensei que ela chegasse ao cúmulo de repetir a mesma história no trabalho final do curso. Segundo esta mente iluminada uma das maiores falhas do curso era o facto de não haver uma disciplina de português.
Por algumas vezes tentei alertá-la para o rídiculo da sua afirmação, mas a pessoa dizia que durante os 12 anos de escola que precedem o ensino superior os seus professores de português não a ensinaram a escrever correctamente e portanto era obrigação da instituição de ensino superior fazê-lo (note-se que o ensino superior não é obrigatório). Quando ela dizia isto eu virava costas e ía-me embora. Era demais para os meus ouvidos.
Basta estarmos ligeiramente atentos ao mundo que nos rodeia, especialmente ao que é escrito para ver que as pessoas tratam muito mal o português. Frequentemente vemos erros ortográficos nos meios de comunicação social, em livros, nos próprios manuais escolares e isto só para falar nas pessoas que tinham obrigação de saber escrever em condições.
Penso que é importante valorizar-se o ensino do português, começando logo no primeiro ciclo, pois é aí que se adquirem as bases para o futuro. Se uma criança tiver um mau professor na primária vai ter muito mais dificuldades no futuro.
Tive uma excelente professora na primária, só foi pena ter descoberto isso apenas alguns anos depois. Hoje sei que se sei escrever alguma coisa isso deve-se a ela.
Durante cinco anos convivi com futuros professores e digo-vos que às vezes ficava assustada quando pensava que são aquelas pessoas que vão ensinar as crianças.
Como é que uma pessoa que dá erros ortográficos, não sabe pontuar um texto, tem dificuldades na construção frásica, não sabe conjugar verbos, etc, se pode tornar num bom professor?
Parece que afinal isto acabou por se tornar num mini tratado. Gabo a paciência de quem leu até aqui. Foi só um desabafo porque a hipócrisia repugna-me, atirar as culpas para cima dos outros mete-me nojo e o sistema "quem vier atrás que feche a porta" é desprezível.
terça-feira, setembro 07, 2004
O tuga que há em nós
A maior parte de nós tem um tuga dentro de si (no bom sentido, claro...). É aquela parte da consciência que vai sempre à procura do mais barato e pensa que fez um grande negócio.
Durante esta época estival ouvimos sempre histórias de pessoas que deixaram "o tuga dentro de si" falar mais alto e apostaram em grandes negociatas que acabam por sair bastante caras.
Já tivemos aquele grupo que foi para um país qualquer tipo Turquia (esta memória não ajuda muito) através de uma agência que tinha preços excelentes e que acabaram num hotel que tinha bichinhos na cama, unhas espalhadas pelo chão e tudo o que de nojento e mau se possa imaginar. Foi um grande negócio para a agência que acabou por negar qualquer responsabilidade.
Agora temos o grupo de tugas que foi para Cancun através da Yes porque tinha tarifas excelentes. Resultado: o avião teve problemas quando saíram da Portela. Por pouco não conesguiam chegar ao destino, pois o avião voltou a ter problemas (dessa vez no trem de aterragem) e por segurança andaram a sobrevoar a pista para gastar a gasolina. Assim, caso corresse mal e explodisse o aparato não era tão grande...
Quando é que as pessoas aprendem que, frequentemente, para se conseguirem preços mais baixos temos que sacrificar a qualidade?
É como comprar DVD's piratas e depois queixarmo-nos que a imagem é má e o som não presta.
É assim o tuga que há em nós: sempre há procura de grandes negócios e sempre à procura de um motivo para reclamar.
Durante esta época estival ouvimos sempre histórias de pessoas que deixaram "o tuga dentro de si" falar mais alto e apostaram em grandes negociatas que acabam por sair bastante caras.
Já tivemos aquele grupo que foi para um país qualquer tipo Turquia (esta memória não ajuda muito) através de uma agência que tinha preços excelentes e que acabaram num hotel que tinha bichinhos na cama, unhas espalhadas pelo chão e tudo o que de nojento e mau se possa imaginar. Foi um grande negócio para a agência que acabou por negar qualquer responsabilidade.
Agora temos o grupo de tugas que foi para Cancun através da Yes porque tinha tarifas excelentes. Resultado: o avião teve problemas quando saíram da Portela. Por pouco não conesguiam chegar ao destino, pois o avião voltou a ter problemas (dessa vez no trem de aterragem) e por segurança andaram a sobrevoar a pista para gastar a gasolina. Assim, caso corresse mal e explodisse o aparato não era tão grande...
Quando é que as pessoas aprendem que, frequentemente, para se conseguirem preços mais baixos temos que sacrificar a qualidade?
É como comprar DVD's piratas e depois queixarmo-nos que a imagem é má e o som não presta.
É assim o tuga que há em nós: sempre há procura de grandes negócios e sempre à procura de um motivo para reclamar.
sexta-feira, setembro 03, 2004
Regresso à infância
No fim-de-semana passado fui para Setúbal com os meus pais e irmã. No sábado não tinhamos muito tempo para estar na praia (a presença da família era requisitada num jantar) por isso optámos por uma solução de recurso e fomos para um sítio ali perto. Com os incêndios que houve na Serra da Arrábida a escolha de praia ficou muito reduzida e a única que não estava a abarrotar passou a ser conhecida no seio familiar como "praia da bosta", não pela existência de dejectos, mas porque é mesmo uma bosta.
No domingo fomos para a Comporta, um local mais a sul que já é banhado pelo Oceano. Ao contrário das praias de Setúbal esta tem ondas. a minha ida para Setúbal teve apenas uma exigência: irmos para uma praia com ondas.
Foi um dia excelente em que ficava na água na água até ter os dedos enrugados. Enquanto estava de molho brincava com a minha irmã, pulávamos, mergulhávamos, ...
O tempo passado na areia foi ocupado a comer, secar, dormir e gozar com os muitos espanhóis que bebiam que nem camelos - até whisky com gelo aqueles alarves tinham!
À noite ainda fui beber café com uma grande amiga, mas na segunda estava de rastos. Não sei se foi do sol que se juntou aos efeitos do ar condicionado do emprego ou de qualquer outra coisa, só sei que parecia que estava com uma ressaca brutal.
Mas o que importa é que não me arrependi, valeu a pena ter ficado estoirada porque naquele dia voltei à minha infância e fui genuinamente feliz, sem qualquer tipo de preocupações ou problemas. Fui simplesmente feliz como já não era há muito tempo. Feliz sem pensar no dia passado ou futuro.
Um verdadeiro dia de carpe diem...e que bem que soube...
No domingo fomos para a Comporta, um local mais a sul que já é banhado pelo Oceano. Ao contrário das praias de Setúbal esta tem ondas. a minha ida para Setúbal teve apenas uma exigência: irmos para uma praia com ondas.
Foi um dia excelente em que ficava na água na água até ter os dedos enrugados. Enquanto estava de molho brincava com a minha irmã, pulávamos, mergulhávamos, ...
O tempo passado na areia foi ocupado a comer, secar, dormir e gozar com os muitos espanhóis que bebiam que nem camelos - até whisky com gelo aqueles alarves tinham!
À noite ainda fui beber café com uma grande amiga, mas na segunda estava de rastos. Não sei se foi do sol que se juntou aos efeitos do ar condicionado do emprego ou de qualquer outra coisa, só sei que parecia que estava com uma ressaca brutal.
Mas o que importa é que não me arrependi, valeu a pena ter ficado estoirada porque naquele dia voltei à minha infância e fui genuinamente feliz, sem qualquer tipo de preocupações ou problemas. Fui simplesmente feliz como já não era há muito tempo. Feliz sem pensar no dia passado ou futuro.
Um verdadeiro dia de carpe diem...e que bem que soube...
quinta-feira, setembro 02, 2004
A minha primeira vez
Desenganem-se aqueles que vêm à procura de um qualquer relato sobre uma experiência do foro privado, até porque este blog não é desse tipo e eu sou uma menina muito reservada e púdica que nem sequer diz asneiras (pelo menos aqui no blog).
(Anita concentra-te e vai directa ao assunto!)
Ontem assinei o meu primeiro contrato! Rejubilemos!
Está certo que é apenas um contrato para um estágio profissional, mas não deixa de ser a minha primeira vez.
Porém fiquei um pouco decepcionada. Então uma situação daquelas e nem sequer uma foto para a posteridade? Para além de que se eu soubesse que ía ser ontem tinha levado a caneta que me ofereceram no final do curso - sempre dava mais alguma dignidade à situação...
Mas enfim, assinei que é o que interessa, agora só falta começar a receber o ordenado milionário (ah ah ah) mas já sei que o IEFP demora um pouco a começar a pagar. Se calhar o melhor é ir começando a pensar onde é que vou gastar tanto dinheiro...excusam de se oferecer para serem beneficiários!
(Anita concentra-te e vai directa ao assunto!)
Ontem assinei o meu primeiro contrato! Rejubilemos!
Está certo que é apenas um contrato para um estágio profissional, mas não deixa de ser a minha primeira vez.
Porém fiquei um pouco decepcionada. Então uma situação daquelas e nem sequer uma foto para a posteridade? Para além de que se eu soubesse que ía ser ontem tinha levado a caneta que me ofereceram no final do curso - sempre dava mais alguma dignidade à situação...
Mas enfim, assinei que é o que interessa, agora só falta começar a receber o ordenado milionário (ah ah ah) mas já sei que o IEFP demora um pouco a começar a pagar. Se calhar o melhor é ir começando a pensar onde é que vou gastar tanto dinheiro...excusam de se oferecer para serem beneficiários!
quarta-feira, setembro 01, 2004
A árvore milagrosa
Eram 7.30 da manhã, estava eu acabadinha de sair do banho e a preparar o meu pequeno almoço quando a minha avó chega ao pé de mim e diz:
"A nossa ameixeira dá tomates!"
Eu, meio adormecida, respondi com toda a minha eloquência matinal:
"aã? O que é que dá o quê?"
"A nossa ameixeira dá tomates!" - respondeu a avó com um sorriso.
Primeiro olhei à volta e pensei "porra, mas isto não é o Entroncamento, pois não?". Depois acordei e comecei a reflectir sobre as implicações disto.
Tinha que chamar já a TVI e preparar tudo rapidamente. Já estava a imaginar romarias para ver a minha ameixeira. Teria que cobrar "uma pequena quantia à entrada para despesas de manutenção da árvore milagrosa". Toda a gente havia de a querer ver, afinal se visitam santinhas que choram lágrimas de sangue, porque não visitar a minha árvore?
Ía ser um autêntico santuário. Até já estava a ter ideias para uma linha de merchandising. Estava tudo encaminhado e o dinheiro ía entrar a rodos!
Durante esta fracção de tempo a minha avó olhava para mim. Deve ter sido na altura em que viu o meu olhar a brilhar (era o reflexo do dinheiro que ía entrar) que ela se lembrou de dizer:
"Houve um pé de tomate que subiu pela ameixeira e agora parece que a árvore dá tomates em vez de ameixas, não é giro?"
De repente, o dinheiro que era bem mais giro esfumou-se, afinal só tinha uma história digna do Jornal do Insólito ou do Diabo com um título "Romance entre ameixeira e pé de tomate dá frutos (ou vegetais, neste caso)".
"A nossa ameixeira dá tomates!"
Eu, meio adormecida, respondi com toda a minha eloquência matinal:
"aã? O que é que dá o quê?"
"A nossa ameixeira dá tomates!" - respondeu a avó com um sorriso.
Primeiro olhei à volta e pensei "porra, mas isto não é o Entroncamento, pois não?". Depois acordei e comecei a reflectir sobre as implicações disto.
Tinha que chamar já a TVI e preparar tudo rapidamente. Já estava a imaginar romarias para ver a minha ameixeira. Teria que cobrar "uma pequena quantia à entrada para despesas de manutenção da árvore milagrosa". Toda a gente havia de a querer ver, afinal se visitam santinhas que choram lágrimas de sangue, porque não visitar a minha árvore?
Ía ser um autêntico santuário. Até já estava a ter ideias para uma linha de merchandising. Estava tudo encaminhado e o dinheiro ía entrar a rodos!
Durante esta fracção de tempo a minha avó olhava para mim. Deve ter sido na altura em que viu o meu olhar a brilhar (era o reflexo do dinheiro que ía entrar) que ela se lembrou de dizer:
"Houve um pé de tomate que subiu pela ameixeira e agora parece que a árvore dá tomates em vez de ameixas, não é giro?"
De repente, o dinheiro que era bem mais giro esfumou-se, afinal só tinha uma história digna do Jornal do Insólito ou do Diabo com um título "Romance entre ameixeira e pé de tomate dá frutos (ou vegetais, neste caso)".
terça-feira, agosto 31, 2004
Lição do dia
O autocarro é um mundo que não pára de me espantar. De manhã estão todos muito mais calmos, mas há sempre alguém que tem a conversa para pôr em dia. Na semana passada foi esta:
Senhor 1: Então está de luto?
Senhor 2 encolhe os ombros como se não houvesse nada a fazer.
Senhor 1: Os meus sentimentos.
Neste momento a observadora (eu) pensa "porra, que falta de sensibilidade, se pudesses ter sido mais abestalhado tinhas sido!"
Senhor 1 - Podiam ter sido uns 4 ou 5...
Observadora pensa "foi alguém que morreu num acidente de carro que podia ter tido consequências mais graves e afinal o gajo sempre conseguiu ser pior"
Senhor 1 - Estava mais furioso com aquele Benfica...
A observadora reflectiu sobre a importância do futebol no quotidiano das pessoas e pensa "aí tens a lição do dia: por mais alto que as pessoas falem tenta abstrair-te e vê se dormes que o teu mal é sono!"
Senhor 1: Então está de luto?
Senhor 2 encolhe os ombros como se não houvesse nada a fazer.
Senhor 1: Os meus sentimentos.
Neste momento a observadora (eu) pensa "porra, que falta de sensibilidade, se pudesses ter sido mais abestalhado tinhas sido!"
Senhor 1 - Podiam ter sido uns 4 ou 5...
Observadora pensa "foi alguém que morreu num acidente de carro que podia ter tido consequências mais graves e afinal o gajo sempre conseguiu ser pior"
Senhor 1 - Estava mais furioso com aquele Benfica...
A observadora reflectiu sobre a importância do futebol no quotidiano das pessoas e pensa "aí tens a lição do dia: por mais alto que as pessoas falem tenta abstrair-te e vê se dormes que o teu mal é sono!"
segunda-feira, agosto 30, 2004
O Poema, de Fernando Pessoa
Dentro de mim dorme um poema
Capaz de exprimir minha alma toda.
Sinto-o vago como som ou vento
Embora já esculpido inteiro para sempre.
Sem estrofes, versos ou palavras.
Nem sonhar ainda é.
Mera emoção dele, esfumado apenas
Bruma feliz em volta do pensar.
Dia e noite em meu mistério
Sonho-o, leio-o, de novo o soletro,
E sempre a fímbria das palavras me aborda
Como adejando sua vaga integridade.
Sei que nunca será escrito.
Nem sei, não sei sequer que é.
Mas a sonhá-lo sinto-me feliz,
E alegria, mesmo falsa, é alegria.
No outro dia peguei num livro para começar a ler, de lá de dentro caíu uma folha. Nessa folha estava este poema lindo. Agradeço à minha irmã por se ter esquecido lá dela, pois isso permitiu que eu me cruzasse com O Poema. É engraçado quando lemos as palavras de outrém e encontramos nelas um espelho daquilo que pensamos.
Capaz de exprimir minha alma toda.
Sinto-o vago como som ou vento
Embora já esculpido inteiro para sempre.
Sem estrofes, versos ou palavras.
Nem sonhar ainda é.
Mera emoção dele, esfumado apenas
Bruma feliz em volta do pensar.
Dia e noite em meu mistério
Sonho-o, leio-o, de novo o soletro,
E sempre a fímbria das palavras me aborda
Como adejando sua vaga integridade.
Sei que nunca será escrito.
Nem sei, não sei sequer que é.
Mas a sonhá-lo sinto-me feliz,
E alegria, mesmo falsa, é alegria.
No outro dia peguei num livro para começar a ler, de lá de dentro caíu uma folha. Nessa folha estava este poema lindo. Agradeço à minha irmã por se ter esquecido lá dela, pois isso permitiu que eu me cruzasse com O Poema. É engraçado quando lemos as palavras de outrém e encontramos nelas um espelho daquilo que pensamos.
quarta-feira, agosto 25, 2004
Estou revoltada!
Estava a conversar com um colega bloguista, o Bilhas, acerca de um post antigo quando reparei que os comentários que esse post tinha haviam desaparecido. Inocente, ainda pensei que fosse só naquele post. Fui ver os outros e a surpresa de lugar à raiva. Até os comentários do meu primeiro post desapareceram! Sacanas dum raio!
Fui ao site da Haloscan e parece que é normalíssimo, eu é que não tinha lido a parte onde eles dizem que os comentários com mais de 4 meses são arquivados e se eu os quiser recuperar tenho que passar a conta para premium, ou seja, pagar!
Isto não faz sentido nenhum, até porque, para mim, esta coisa dos blogs e dos comentários sempre se baseou num princípio muito importante: era tudo gratuito.
Já pensei em passar a ter só os comentários do Blogger, mas para além de não gostar muito do sistema aí desaparecia mesmo tudo.
Se tivesse aqui alguém da haloscan já lhe tinha feito a folha, é que não se apaga o primeiro comentário que uma pessoa teve assim sem mais nem menos! Filhos de uma grande ***, seus grandes ***, espero que vos **** e que vos custe muito!
Fui ao site da Haloscan e parece que é normalíssimo, eu é que não tinha lido a parte onde eles dizem que os comentários com mais de 4 meses são arquivados e se eu os quiser recuperar tenho que passar a conta para premium, ou seja, pagar!
Isto não faz sentido nenhum, até porque, para mim, esta coisa dos blogs e dos comentários sempre se baseou num princípio muito importante: era tudo gratuito.
Já pensei em passar a ter só os comentários do Blogger, mas para além de não gostar muito do sistema aí desaparecia mesmo tudo.
Se tivesse aqui alguém da haloscan já lhe tinha feito a folha, é que não se apaga o primeiro comentário que uma pessoa teve assim sem mais nem menos! Filhos de uma grande ***, seus grandes ***, espero que vos **** e que vos custe muito!
terça-feira, agosto 24, 2004
Sonho recorrente
Há uma situação com a qual sonho com frequência. Sonho que estou a fugir, de polícias ou de bandidos, durante a fuga consigo dar saltos enormes e parece que consigo planar.
Nunca me deixo apanhar, mas nunca paro de fugir. Sinto-me mais forte e mais esperta do que aqueles que me perseguem, mas sinto uma ansiedade e um medo terríveis.
Seja que sonho for, quando acordo continuo a sentir o mesmo que sentia durante o sonho. Já acordei e chorei porque chorava no sonho, tive medo porque estava apavorada no sonho e sorri porque no sonho estava feliz. Seja qual for o caso a única recordação que tenho é a do sentimento que estava a experimentar durante o sonho, a situação que provocou esse sentimento desaparece como se fosse através do nevoeiro.
Hoje de manhã a ansiedade e o medo continuavam comigo. Tinha o coração apertado e manteve-se assim durante uma parte da manhã. Depois, da mesma forma que aparece, desaparece. Claro que o dia não vai ser o mesmo, ficam sempre alguns vestígios que só desaparecem na próxima noite.
A única recordação boa que fica destes sonhos é a liberdade que sinto quando estou a planar. Sinto-me mesmo bem, parece que tudo é meu, afinal se posso quebrar a lei da gravidade posso quebrar todas as outras...
Nunca me deixo apanhar, mas nunca paro de fugir. Sinto-me mais forte e mais esperta do que aqueles que me perseguem, mas sinto uma ansiedade e um medo terríveis.
Seja que sonho for, quando acordo continuo a sentir o mesmo que sentia durante o sonho. Já acordei e chorei porque chorava no sonho, tive medo porque estava apavorada no sonho e sorri porque no sonho estava feliz. Seja qual for o caso a única recordação que tenho é a do sentimento que estava a experimentar durante o sonho, a situação que provocou esse sentimento desaparece como se fosse através do nevoeiro.
Hoje de manhã a ansiedade e o medo continuavam comigo. Tinha o coração apertado e manteve-se assim durante uma parte da manhã. Depois, da mesma forma que aparece, desaparece. Claro que o dia não vai ser o mesmo, ficam sempre alguns vestígios que só desaparecem na próxima noite.
A única recordação boa que fica destes sonhos é a liberdade que sinto quando estou a planar. Sinto-me mesmo bem, parece que tudo é meu, afinal se posso quebrar a lei da gravidade posso quebrar todas as outras...
segunda-feira, agosto 23, 2004
Baboseira de Ouro
É sempre bom vermos o telejornal, não pela informação pois esta cada vez surge em menor quantidade sendo substituída pelo entretenimento e espectáculo, mas porque se ouvem grandes piadas.
No sábado o atleta português Manuel Silva ficou em antepenúltimo lugar nos 3000m obstáculos. Após essa classificação veio dizer que a deslocação a Atenas tinha sido paga por si, que treinava com sapatilhas rotas e que não recebia quaisquer apoios da sua federação nem do comité olímpico.
No domingo, veio retirar o que tinha dito e ainda acrescentou que se não tinha apoios era porque não os tinha pedido. Polémicas aparte, a situação que me chamou a atenção foi quando o jornalista perguntou ao atleta:
"Isso é um discurso de mea culpa?"
E o atleta, brilhantemente respondeu:
"Não é meia culpa, é culpa total."
Após isto deixo aqui um conselho para o Manuel Silva: rapaz, vê lá se melhoras a corrida e começas a ganhar dinheiro com isso, porque se a tua sobrevivência depender da tua inteligência...
No sábado o atleta português Manuel Silva ficou em antepenúltimo lugar nos 3000m obstáculos. Após essa classificação veio dizer que a deslocação a Atenas tinha sido paga por si, que treinava com sapatilhas rotas e que não recebia quaisquer apoios da sua federação nem do comité olímpico.
No domingo, veio retirar o que tinha dito e ainda acrescentou que se não tinha apoios era porque não os tinha pedido. Polémicas aparte, a situação que me chamou a atenção foi quando o jornalista perguntou ao atleta:
"Isso é um discurso de mea culpa?"
E o atleta, brilhantemente respondeu:
"Não é meia culpa, é culpa total."
Após isto deixo aqui um conselho para o Manuel Silva: rapaz, vê lá se melhoras a corrida e começas a ganhar dinheiro com isso, porque se a tua sobrevivência depender da tua inteligência...
sexta-feira, agosto 20, 2004
Há dias assim...
Há dias em que devíamos acordar, pressentir que ía tudo correr mal, virarmo-nos para o outro lado e voltarmos a dormir até ser manhã outra vez.
Poupávamos chatices, umas quantidade enorme de aborrecimentos e sempre descansavamos.
Se há dias assim, a quarta-feira foi, sem dúvida alguma, um deles. É impressionante como cheguei ao fim do dia e não consegui encontrar rigorosamente nada de bom.
O dia começou logo mal, o que me deixou com uma grande neura. Como diz o povão "o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita". O trabalho correu mal, a neura agravou-se, andava com umas trombas de palmo e meio nas quais toda a gente reparava.
Como me conheço minimamente bem, sei que o melhor que posso fazer nessas situações é ficar sossegadinha à espera que passe, é como a chuva, não há nada a fazer. Mas na quarta não deu, tinha coisas a tratar e não pude recolher-me.
Fui para casa e as coisas não podiam correr pior. Devo ter saído no sorteio do progenitor que estava deveras mal disposto, resultado: gritaria, acusações, a irmã a chorar e eu a tentar alienar-me da questão. Estar a dormir há meia hora e ser acordada porque tinha deixado umas coisas (dois tachos) desarrumados na cozinha não é bonito.
Surpreendentemente consegui abstrair-me, não pensar muito na questão e principalmente (a minha grande vitória) não responder para não piorar a situação.
Há muitos provérbios para ilustrar o que me estava a passar pela cabeça, mas há um que lá em casa é muito usado: "há mais marés que marinheiros" e eu preferi não alinhar naquele histerismo.
Como sempre, a mim dá-me com força mas passa-me depressa. No dia a seguir tudo estava bem comigo e a minha atitude era radicalmente diferente. Depois da tempestade veio a bonança...
Poupávamos chatices, umas quantidade enorme de aborrecimentos e sempre descansavamos.
Se há dias assim, a quarta-feira foi, sem dúvida alguma, um deles. É impressionante como cheguei ao fim do dia e não consegui encontrar rigorosamente nada de bom.
O dia começou logo mal, o que me deixou com uma grande neura. Como diz o povão "o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita". O trabalho correu mal, a neura agravou-se, andava com umas trombas de palmo e meio nas quais toda a gente reparava.
Como me conheço minimamente bem, sei que o melhor que posso fazer nessas situações é ficar sossegadinha à espera que passe, é como a chuva, não há nada a fazer. Mas na quarta não deu, tinha coisas a tratar e não pude recolher-me.
Fui para casa e as coisas não podiam correr pior. Devo ter saído no sorteio do progenitor que estava deveras mal disposto, resultado: gritaria, acusações, a irmã a chorar e eu a tentar alienar-me da questão. Estar a dormir há meia hora e ser acordada porque tinha deixado umas coisas (dois tachos) desarrumados na cozinha não é bonito.
Surpreendentemente consegui abstrair-me, não pensar muito na questão e principalmente (a minha grande vitória) não responder para não piorar a situação.
Há muitos provérbios para ilustrar o que me estava a passar pela cabeça, mas há um que lá em casa é muito usado: "há mais marés que marinheiros" e eu preferi não alinhar naquele histerismo.
Como sempre, a mim dá-me com força mas passa-me depressa. No dia a seguir tudo estava bem comigo e a minha atitude era radicalmente diferente. Depois da tempestade veio a bonança...
terça-feira, agosto 17, 2004
Jogos Olímpicos
Sou uma fã do mundo helénico, penso que temos muito a aprender com aquela civilização.
Durante muito tempo não conseguia compreender como é que após os impérios helénico e romano se tinha seguido uma era tão tenebrosa como a idade média. Não fazia sentido esta ordem. Mas afinal o que não faz sentido é o ser humano.
Vi um documentário sobre os Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, os originais, onde era dito que quanto mais os Jogos modernos evoluem mais se aproximam da alta fasquia deixada pelos Jogos Antigos.
Naquela altura um atleta podia sobreviver apenas do desporto. Tinha um sistema de prémios e subsídios. Mas apenas os melhores eram atletas. Competir era um prestígio e uma honra. O segundo lugar não servia para ninguém e quem fazia falsas partidas podia ser severamente chicoteado. Os atletas prestavam juramentos a Zeus e eram acompanhados por treinadores pessoais. Como é óbvio, não defendo o chicoteamento, mas quando vemos atletas a recorrerem ao doping (afinal, uma forma de batota) dá vontade de pedir penas muito mais duras.
Qualquer homem livre podia ser atleta, claro que isto tinha implicações, mas estamos a falar do séc. V a.c.
Muitos séculos mais tarde vivia-se, na Inglaterra, a época vitoriana. Durante este período o jogos passaram a ser mais "selectivos". Quem participava não podia trabalhar, nem receber qualquer prémio ou recompensa pelos seus êxitos desportivos. Não era suposto que os cavalheiros participantes se esforçassem demasiado, não ficava bem.
Os trabalhadores eram excluídos porque podiam derrotar os senhores ricos.
Os Jogos transformaram-se numa festa particular de pessoas que se exibiam, onde os melhores tempos efectuados nem sequer atingiam os mínimos actuais.
Muitos anos passaram desde então: Jogos foram boicotados por motivos políticos, atletas foram assassinados em plena Aldeia Olímpica e Jogos foram interrompidos para que a guerra não parasse.
Penso que este último facto é exemplificativo do que vos quis mostrar durante este texto, afinal, durante a época helénica a guerra era interrompida durante os Jogos Olímpicos. Estes eram considerados uma celebração da paz e era necessário assegurar a segurançã de todos os que participassem ou assistissem.
Sei que se eu vivesse naquela altura nem sequer podia votar, mas será que tínhamos que desaprender assim tanto? Será a Humanidade incapaz de acumular experiência? Será o ser humano assim tão estúpido e ignorante?
Durante muito tempo não conseguia compreender como é que após os impérios helénico e romano se tinha seguido uma era tão tenebrosa como a idade média. Não fazia sentido esta ordem. Mas afinal o que não faz sentido é o ser humano.
Vi um documentário sobre os Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, os originais, onde era dito que quanto mais os Jogos modernos evoluem mais se aproximam da alta fasquia deixada pelos Jogos Antigos.
Naquela altura um atleta podia sobreviver apenas do desporto. Tinha um sistema de prémios e subsídios. Mas apenas os melhores eram atletas. Competir era um prestígio e uma honra. O segundo lugar não servia para ninguém e quem fazia falsas partidas podia ser severamente chicoteado. Os atletas prestavam juramentos a Zeus e eram acompanhados por treinadores pessoais. Como é óbvio, não defendo o chicoteamento, mas quando vemos atletas a recorrerem ao doping (afinal, uma forma de batota) dá vontade de pedir penas muito mais duras.
Qualquer homem livre podia ser atleta, claro que isto tinha implicações, mas estamos a falar do séc. V a.c.
Muitos séculos mais tarde vivia-se, na Inglaterra, a época vitoriana. Durante este período o jogos passaram a ser mais "selectivos". Quem participava não podia trabalhar, nem receber qualquer prémio ou recompensa pelos seus êxitos desportivos. Não era suposto que os cavalheiros participantes se esforçassem demasiado, não ficava bem.
Os trabalhadores eram excluídos porque podiam derrotar os senhores ricos.
Os Jogos transformaram-se numa festa particular de pessoas que se exibiam, onde os melhores tempos efectuados nem sequer atingiam os mínimos actuais.
Muitos anos passaram desde então: Jogos foram boicotados por motivos políticos, atletas foram assassinados em plena Aldeia Olímpica e Jogos foram interrompidos para que a guerra não parasse.
Penso que este último facto é exemplificativo do que vos quis mostrar durante este texto, afinal, durante a época helénica a guerra era interrompida durante os Jogos Olímpicos. Estes eram considerados uma celebração da paz e era necessário assegurar a segurançã de todos os que participassem ou assistissem.
Sei que se eu vivesse naquela altura nem sequer podia votar, mas será que tínhamos que desaprender assim tanto? Será a Humanidade incapaz de acumular experiência? Será o ser humano assim tão estúpido e ignorante?
segunda-feira, agosto 16, 2004
Anita vai de fim-de-semana para o Espinheiro
Este fim-de-semana a Anita foi passear com a família. Fomos para uma aldeia perto de Santarém. Apesar de viver no campo há 7 anos, soube-me bem a mudança ainda que tivesse sido por tão pouco tempo, até porque o campo onde eu moro é um tédio de primeira.
No entanto devia ter percebido que aquilo não podia correr muito bem, afinal estamos a falar da minha família...Os primeiros problemas surgiram antes de sairmos de casa, os gritos "Ana estamos todos à tua espera!" quase não me deixavam raciocinar.
Entretanto as coisas foram correndo dentro do previsto: comiamos, bebiamos, dormiamos. Enfiam, vida de menino Jesus: nas palhinhas deitado ou nas palhinhas estendido.
A cereja no topo do bolo surgiu quando, no domingo à tarde o meu pai decidiu dar o exemplo e ajudar a tirar a mesa. Subia as escadas com duas garrafas vazias de vinho nas mãos. Caíu, cortou a mão, teve que ir para o hospital e ser suturado. Ainda por cima, eu estava a ver o filme "As horas" e fui atraida pelo alarido como uma borboleta pela luz. Resultado não consegui ver o filme e o meu pai ficou com 5 pontos que o impossibilitam de fazer muitas coisas.
Mas estes dias fizeram-me pensar em muitas coisas, em mim, na forma como ando a ocupar o meu tempo, na proximidade do meu aniversário...acho que é melhor aumentar o ritmo do trabalho para ver se a habitual depressão pré-aniversário não tem oportunidade para aparecer. Os outros assuntos que me ocorreram durante o tempo que passei a olhar para as estrelas ou para a paisagem vão aparecer nos próximos posts. Aposto que os conseguem reconhecer, são assuntos típicos de quem não tem nada que fazer e se põe a pensar, baboseiras claro!
No entanto devia ter percebido que aquilo não podia correr muito bem, afinal estamos a falar da minha família...Os primeiros problemas surgiram antes de sairmos de casa, os gritos "Ana estamos todos à tua espera!" quase não me deixavam raciocinar.
Entretanto as coisas foram correndo dentro do previsto: comiamos, bebiamos, dormiamos. Enfiam, vida de menino Jesus: nas palhinhas deitado ou nas palhinhas estendido.
A cereja no topo do bolo surgiu quando, no domingo à tarde o meu pai decidiu dar o exemplo e ajudar a tirar a mesa. Subia as escadas com duas garrafas vazias de vinho nas mãos. Caíu, cortou a mão, teve que ir para o hospital e ser suturado. Ainda por cima, eu estava a ver o filme "As horas" e fui atraida pelo alarido como uma borboleta pela luz. Resultado não consegui ver o filme e o meu pai ficou com 5 pontos que o impossibilitam de fazer muitas coisas.
Mas estes dias fizeram-me pensar em muitas coisas, em mim, na forma como ando a ocupar o meu tempo, na proximidade do meu aniversário...acho que é melhor aumentar o ritmo do trabalho para ver se a habitual depressão pré-aniversário não tem oportunidade para aparecer. Os outros assuntos que me ocorreram durante o tempo que passei a olhar para as estrelas ou para a paisagem vão aparecer nos próximos posts. Aposto que os conseguem reconhecer, são assuntos típicos de quem não tem nada que fazer e se põe a pensar, baboseiras claro!
quinta-feira, agosto 12, 2004
Adivinha
Na terça à noite estava com vontade de vegetar e por isso pus-me a ver tv.
Como estava quase a adormecer mudei para o canal que me exigia menos esforço mental: a TVI, claro!
Passava pouco das 20h e eu pensei que estivesse a dar o telejornal, mas depois vi uma "coisa" (penso que notícia, reportagem ou peça não são termos indicados) sobre os dez mandamentos do preguiçoso. Parece que até há uma associação acerca disso e como, aparentemente, é algo de extrema importância até foram recolher declarações de pessoas que passavam na rua.
Por tudo aquilo que aprendi na escolinha, isto não pode ser um telejornal. Alguém me sabe explicar o que é?m Estou à espera de explicações dos jovens jornalistas que visitam este espaço, penso que como experts no assunto me consigam ajudar a resolver esta questão.
Como estava quase a adormecer mudei para o canal que me exigia menos esforço mental: a TVI, claro!
Passava pouco das 20h e eu pensei que estivesse a dar o telejornal, mas depois vi uma "coisa" (penso que notícia, reportagem ou peça não são termos indicados) sobre os dez mandamentos do preguiçoso. Parece que até há uma associação acerca disso e como, aparentemente, é algo de extrema importância até foram recolher declarações de pessoas que passavam na rua.
Por tudo aquilo que aprendi na escolinha, isto não pode ser um telejornal. Alguém me sabe explicar o que é?m Estou à espera de explicações dos jovens jornalistas que visitam este espaço, penso que como experts no assunto me consigam ajudar a resolver esta questão.
quarta-feira, agosto 11, 2004
The day to remember
Peço, antecipadamente, desculpa pelo facto de o post estar escrito em inglês, mas não havia outra solução para passar esta mensagem.
An year ago something happened in my life. I never imagined that something like that could happen, specially between the two of us.
We know it was a magical moment that made us smile for a long time. Maybe we shouldn't have done it and probably we shouldn't have repeated it in the following days. But that doesn't matter anymore, it was stronger that us and it's over.
We knew eachother before that, but in the night of the 11th of August of 2003 we discovered eachother in a different way.
The distance between us and the fact that i wasn't ready to go ahead (like you were) forced me to put a full stop in what we had (whatever it was...). A period of pain followed that and we were often mad at eachother. When the situation became more calm we started talking and now we act like friends separated by distance and we still fight. I think that will never change.
Sometimes we talk about what happen and about what might happen when we see eachother. when we do that something still moves inside of me and i know the same happens with you.
No-one, ever, made me feel as special as you did. Next to you, during that brief period, I felt like flying. You made me feel like the most important person in the world. I knew what was love because you showed me and i like to believe that I also showed you a couple of things. I know that you won't forget me, no matter waht happens, and I know that I will never forget you (my heart won't let me do that) no matter who or what will happen.
An year ago you happened in my life.
An year ago something happened in my life. I never imagined that something like that could happen, specially between the two of us.
We know it was a magical moment that made us smile for a long time. Maybe we shouldn't have done it and probably we shouldn't have repeated it in the following days. But that doesn't matter anymore, it was stronger that us and it's over.
We knew eachother before that, but in the night of the 11th of August of 2003 we discovered eachother in a different way.
The distance between us and the fact that i wasn't ready to go ahead (like you were) forced me to put a full stop in what we had (whatever it was...). A period of pain followed that and we were often mad at eachother. When the situation became more calm we started talking and now we act like friends separated by distance and we still fight. I think that will never change.
Sometimes we talk about what happen and about what might happen when we see eachother. when we do that something still moves inside of me and i know the same happens with you.
No-one, ever, made me feel as special as you did. Next to you, during that brief period, I felt like flying. You made me feel like the most important person in the world. I knew what was love because you showed me and i like to believe that I also showed you a couple of things. I know that you won't forget me, no matter waht happens, and I know that I will never forget you (my heart won't let me do that) no matter who or what will happen.
An year ago you happened in my life.
sexta-feira, agosto 06, 2004
Breve
Já repararam bem na voz da nova cantora da República da Geórgia que canta "this is the closest thing to crazy I have ever been, feeling 22 and acting 17".
Acho a música excelente e a voz da rapariga, cujo nome eu desconheço, fantástica. Para além disso ainda anda a fazer aquilo que eu gostava de fazer, comportar-me como se tivesse outra vez 17 anos. Estes 22 cada vez me parecem mais como 42...
Se alguém me souber dizer o nome da menina ou da música eu agradeço e já sabem que não se oferecem alvíssaras.
Acho a música excelente e a voz da rapariga, cujo nome eu desconheço, fantástica. Para além disso ainda anda a fazer aquilo que eu gostava de fazer, comportar-me como se tivesse outra vez 17 anos. Estes 22 cada vez me parecem mais como 42...
Se alguém me souber dizer o nome da menina ou da música eu agradeço e já sabem que não se oferecem alvíssaras.
quinta-feira, agosto 05, 2004
Dois traços distintos
No outro dia olhei para o céu. Estava azul claro, sem nuvens, por isso não é de estranhar que aquilo que inicialmente me pareceu ser um traço de avião me tenha chamado a atenção. Fiquei durante algum tempo a olhar para ele e a pensar.
Na verdade, reparei depois, eram dois traços, de dois aviões. No príncipio fizeram a sua viagem lado a lado, sem se separarem. A certa altura começaram a afastar-se e quando chegaram ao outro lado do céu já levavam rumos diferentes.
Fez-me lembrar algo que se passou comigo.
Tinha uma amiga com quem andava sempre, íamos para todo o lado. No entanto, e avançando 7 anos, a vida levou-nos por caminhos diferentes.
Ainda existiram tentativas de re-aproximação que resultavam em curtos períodos em que parecia que tudo tinha voltado a ser como antigamente, para depois nos voltarmos a chatear ou a afastar com maior intensidade.
Depois as tentativas começaram a escassear, as discussões a piorar e as reconciliações a enfraquecerem.
Até que a última aconteceu. Parece-me que agora não há retorno e mesmo que volte a haver nunca mais vou confiar nas palavras dela quando me vier dizer "desta vez é a sério, prometo que não volto a afastar e a abandonar-te, vou mudar a minha atitude e dar-te o valor que mereces, afinal és a minha melhor amiga e sei que não agi correctamente".
Acho que desta é de vez.
De qualquer forma, acho que mais vale acabar já com algo do que andar a prolongar uma situação que se anda a arrastar há demasiado tempo. É como um golpe de misericórdia, acabar com o sofrimento do animal que está mortalmente ferido.
P.S. Este post já foi escrito há algum tempo. Apesar de morarmos lado a lado e de nos vermos de vez em quando já não nos falamos. Quando a vejo cumprimento-a, mas não passa daí. Não sei se isto alguma vez irá mudar, só sei que não tenho interesse em me dar com uma pessoa que não me dá o valor que eu acho que mereço. Acho que demorei demasiado tempo a perceber isso.
Na verdade, reparei depois, eram dois traços, de dois aviões. No príncipio fizeram a sua viagem lado a lado, sem se separarem. A certa altura começaram a afastar-se e quando chegaram ao outro lado do céu já levavam rumos diferentes.
Fez-me lembrar algo que se passou comigo.
Tinha uma amiga com quem andava sempre, íamos para todo o lado. No entanto, e avançando 7 anos, a vida levou-nos por caminhos diferentes.
Ainda existiram tentativas de re-aproximação que resultavam em curtos períodos em que parecia que tudo tinha voltado a ser como antigamente, para depois nos voltarmos a chatear ou a afastar com maior intensidade.
Depois as tentativas começaram a escassear, as discussões a piorar e as reconciliações a enfraquecerem.
Até que a última aconteceu. Parece-me que agora não há retorno e mesmo que volte a haver nunca mais vou confiar nas palavras dela quando me vier dizer "desta vez é a sério, prometo que não volto a afastar e a abandonar-te, vou mudar a minha atitude e dar-te o valor que mereces, afinal és a minha melhor amiga e sei que não agi correctamente".
Acho que desta é de vez.
De qualquer forma, acho que mais vale acabar já com algo do que andar a prolongar uma situação que se anda a arrastar há demasiado tempo. É como um golpe de misericórdia, acabar com o sofrimento do animal que está mortalmente ferido.
P.S. Este post já foi escrito há algum tempo. Apesar de morarmos lado a lado e de nos vermos de vez em quando já não nos falamos. Quando a vejo cumprimento-a, mas não passa daí. Não sei se isto alguma vez irá mudar, só sei que não tenho interesse em me dar com uma pessoa que não me dá o valor que eu acho que mereço. Acho que demorei demasiado tempo a perceber isso.
quarta-feira, agosto 04, 2004
Pum....
Pum...........................................................................
.................................................Pum..........................
...............Pum............................................................
.................................................................Pum..........
Sócrates, o pistoleiro de esquerda, continua a apontar ao próprio pé...
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Sócrates, o pistoleiro de esquerda, continua a apontar ao próprio pé...
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