segunda-feira, agosto 30, 2004

O Poema, de Fernando Pessoa

Dentro de mim dorme um poema
Capaz de exprimir minha alma toda.
Sinto-o vago como som ou vento
Embora já esculpido inteiro para sempre.

Sem estrofes, versos ou palavras.
Nem sonhar ainda é.
Mera emoção dele, esfumado apenas
Bruma feliz em volta do pensar.

Dia e noite em meu mistério
Sonho-o, leio-o, de novo o soletro,
E sempre a fímbria das palavras me aborda
Como adejando sua vaga integridade.

Sei que nunca será escrito.
Nem sei, não sei sequer que é.
Mas a sonhá-lo sinto-me feliz,
E alegria, mesmo falsa, é alegria.

No outro dia peguei num livro para começar a ler, de lá de dentro caíu uma folha. Nessa folha estava este poema lindo. Agradeço à minha irmã por se ter esquecido lá dela, pois isso permitiu que eu me cruzasse com O Poema. É engraçado quando lemos as palavras de outrém e encontramos nelas um espelho daquilo que pensamos.

quarta-feira, agosto 25, 2004

Estou revoltada!

Estava a conversar com um colega bloguista, o Bilhas, acerca de um post antigo quando reparei que os comentários que esse post tinha haviam desaparecido. Inocente, ainda pensei que fosse só naquele post. Fui ver os outros e a surpresa de lugar à raiva. Até os comentários do meu primeiro post desapareceram! Sacanas dum raio!
Fui ao site da Haloscan e parece que é normalíssimo, eu é que não tinha lido a parte onde eles dizem que os comentários com mais de 4 meses são arquivados e se eu os quiser recuperar tenho que passar a conta para premium, ou seja, pagar!
Isto não faz sentido nenhum, até porque, para mim, esta coisa dos blogs e dos comentários sempre se baseou num princípio muito importante: era tudo gratuito.
Já pensei em passar a ter só os comentários do Blogger, mas para além de não gostar muito do sistema aí desaparecia mesmo tudo.
Se tivesse aqui alguém da haloscan já lhe tinha feito a folha, é que não se apaga o primeiro comentário que uma pessoa teve assim sem mais nem menos! Filhos de uma grande ***, seus grandes ***, espero que vos **** e que vos custe muito!

terça-feira, agosto 24, 2004

Sonho recorrente

Há uma situação com a qual sonho com frequência. Sonho que estou a fugir, de polícias ou de bandidos, durante a fuga consigo dar saltos enormes e parece que consigo planar.
Nunca me deixo apanhar, mas nunca paro de fugir. Sinto-me mais forte e mais esperta do que aqueles que me perseguem, mas sinto uma ansiedade e um medo terríveis.
Seja que sonho for, quando acordo continuo a sentir o mesmo que sentia durante o sonho. Já acordei e chorei porque chorava no sonho, tive medo porque estava apavorada no sonho e sorri porque no sonho estava feliz. Seja qual for o caso a única recordação que tenho é a do sentimento que estava a experimentar durante o sonho, a situação que provocou esse sentimento desaparece como se fosse através do nevoeiro.
Hoje de manhã a ansiedade e o medo continuavam comigo. Tinha o coração apertado e manteve-se assim durante uma parte da manhã. Depois, da mesma forma que aparece, desaparece. Claro que o dia não vai ser o mesmo, ficam sempre alguns vestígios que só desaparecem na próxima noite.
A única recordação boa que fica destes sonhos é a liberdade que sinto quando estou a planar. Sinto-me mesmo bem, parece que tudo é meu, afinal se posso quebrar a lei da gravidade posso quebrar todas as outras...

segunda-feira, agosto 23, 2004

Baboseira de Ouro

É sempre bom vermos o telejornal, não pela informação pois esta cada vez surge em menor quantidade sendo substituída pelo entretenimento e espectáculo, mas porque se ouvem grandes piadas.
No sábado o atleta português Manuel Silva ficou em antepenúltimo lugar nos 3000m obstáculos. Após essa classificação veio dizer que a deslocação a Atenas tinha sido paga por si, que treinava com sapatilhas rotas e que não recebia quaisquer apoios da sua federação nem do comité olímpico.
No domingo, veio retirar o que tinha dito e ainda acrescentou que se não tinha apoios era porque não os tinha pedido. Polémicas aparte, a situação que me chamou a atenção foi quando o jornalista perguntou ao atleta:
"Isso é um discurso de mea culpa?"
E o atleta, brilhantemente respondeu:
"Não é meia culpa, é culpa total."
Após isto deixo aqui um conselho para o Manuel Silva: rapaz, vê lá se melhoras a corrida e começas a ganhar dinheiro com isso, porque se a tua sobrevivência depender da tua inteligência...

sexta-feira, agosto 20, 2004

Há dias assim...

Há dias em que devíamos acordar, pressentir que ía tudo correr mal, virarmo-nos para o outro lado e voltarmos a dormir até ser manhã outra vez.
Poupávamos chatices, umas quantidade enorme de aborrecimentos e sempre descansavamos.
Se há dias assim, a quarta-feira foi, sem dúvida alguma, um deles. É impressionante como cheguei ao fim do dia e não consegui encontrar rigorosamente nada de bom.
O dia começou logo mal, o que me deixou com uma grande neura. Como diz o povão "o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita". O trabalho correu mal, a neura agravou-se, andava com umas trombas de palmo e meio nas quais toda a gente reparava.
Como me conheço minimamente bem, sei que o melhor que posso fazer nessas situações é ficar sossegadinha à espera que passe, é como a chuva, não há nada a fazer. Mas na quarta não deu, tinha coisas a tratar e não pude recolher-me.
Fui para casa e as coisas não podiam correr pior. Devo ter saído no sorteio do progenitor que estava deveras mal disposto, resultado: gritaria, acusações, a irmã a chorar e eu a tentar alienar-me da questão. Estar a dormir há meia hora e ser acordada porque tinha deixado umas coisas (dois tachos) desarrumados na cozinha não é bonito.
Surpreendentemente consegui abstrair-me, não pensar muito na questão e principalmente (a minha grande vitória) não responder para não piorar a situação.
Há muitos provérbios para ilustrar o que me estava a passar pela cabeça, mas há um que lá em casa é muito usado: "há mais marés que marinheiros" e eu preferi não alinhar naquele histerismo.
Como sempre, a mim dá-me com força mas passa-me depressa. No dia a seguir tudo estava bem comigo e a minha atitude era radicalmente diferente. Depois da tempestade veio a bonança...

terça-feira, agosto 17, 2004

Jogos Olímpicos

Sou uma fã do mundo helénico, penso que temos muito a aprender com aquela civilização.
Durante muito tempo não conseguia compreender como é que após os impérios helénico e romano se tinha seguido uma era tão tenebrosa como a idade média. Não fazia sentido esta ordem. Mas afinal o que não faz sentido é o ser humano.
Vi um documentário sobre os Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, os originais, onde era dito que quanto mais os Jogos modernos evoluem mais se aproximam da alta fasquia deixada pelos Jogos Antigos.
Naquela altura um atleta podia sobreviver apenas do desporto. Tinha um sistema de prémios e subsídios. Mas apenas os melhores eram atletas. Competir era um prestígio e uma honra. O segundo lugar não servia para ninguém e quem fazia falsas partidas podia ser severamente chicoteado. Os atletas prestavam juramentos a Zeus e eram acompanhados por treinadores pessoais. Como é óbvio, não defendo o chicoteamento, mas quando vemos atletas a recorrerem ao doping (afinal, uma forma de batota) dá vontade de pedir penas muito mais duras.
Qualquer homem livre podia ser atleta, claro que isto tinha implicações, mas estamos a falar do séc. V a.c.
Muitos séculos mais tarde vivia-se, na Inglaterra, a época vitoriana. Durante este período o jogos passaram a ser mais "selectivos". Quem participava não podia trabalhar, nem receber qualquer prémio ou recompensa pelos seus êxitos desportivos. Não era suposto que os cavalheiros participantes se esforçassem demasiado, não ficava bem.
Os trabalhadores eram excluídos porque podiam derrotar os senhores ricos.
Os Jogos transformaram-se numa festa particular de pessoas que se exibiam, onde os melhores tempos efectuados nem sequer atingiam os mínimos actuais.
Muitos anos passaram desde então: Jogos foram boicotados por motivos políticos, atletas foram assassinados em plena Aldeia Olímpica e Jogos foram interrompidos para que a guerra não parasse.
Penso que este último facto é exemplificativo do que vos quis mostrar durante este texto, afinal, durante a época helénica a guerra era interrompida durante os Jogos Olímpicos. Estes eram considerados uma celebração da paz e era necessário assegurar a segurançã de todos os que participassem ou assistissem.
Sei que se eu vivesse naquela altura nem sequer podia votar, mas será que tínhamos que desaprender assim tanto? Será a Humanidade incapaz de acumular experiência? Será o ser humano assim tão estúpido e ignorante?

segunda-feira, agosto 16, 2004

Anita vai de fim-de-semana para o Espinheiro

Este fim-de-semana a Anita foi passear com a família. Fomos para uma aldeia perto de Santarém. Apesar de viver no campo há 7 anos, soube-me bem a mudança ainda que tivesse sido por tão pouco tempo, até porque o campo onde eu moro é um tédio de primeira.
No entanto devia ter percebido que aquilo não podia correr muito bem, afinal estamos a falar da minha família...Os primeiros problemas surgiram antes de sairmos de casa, os gritos "Ana estamos todos à tua espera!" quase não me deixavam raciocinar.
Entretanto as coisas foram correndo dentro do previsto: comiamos, bebiamos, dormiamos. Enfiam, vida de menino Jesus: nas palhinhas deitado ou nas palhinhas estendido.
A cereja no topo do bolo surgiu quando, no domingo à tarde o meu pai decidiu dar o exemplo e ajudar a tirar a mesa. Subia as escadas com duas garrafas vazias de vinho nas mãos. Caíu, cortou a mão, teve que ir para o hospital e ser suturado. Ainda por cima, eu estava a ver o filme "As horas" e fui atraida pelo alarido como uma borboleta pela luz. Resultado não consegui ver o filme e o meu pai ficou com 5 pontos que o impossibilitam de fazer muitas coisas.
Mas estes dias fizeram-me pensar em muitas coisas, em mim, na forma como ando a ocupar o meu tempo, na proximidade do meu aniversário...acho que é melhor aumentar o ritmo do trabalho para ver se a habitual depressão pré-aniversário não tem oportunidade para aparecer. Os outros assuntos que me ocorreram durante o tempo que passei a olhar para as estrelas ou para a paisagem vão aparecer nos próximos posts. Aposto que os conseguem reconhecer, são assuntos típicos de quem não tem nada que fazer e se põe a pensar, baboseiras claro!

quinta-feira, agosto 12, 2004

Adivinha

Na terça à noite estava com vontade de vegetar e por isso pus-me a ver tv.
Como estava quase a adormecer mudei para o canal que me exigia menos esforço mental: a TVI, claro!
Passava pouco das 20h e eu pensei que estivesse a dar o telejornal, mas depois vi uma "coisa" (penso que notícia, reportagem ou peça não são termos indicados) sobre os dez mandamentos do preguiçoso. Parece que até há uma associação acerca disso e como, aparentemente, é algo de extrema importância até foram recolher declarações de pessoas que passavam na rua.
Por tudo aquilo que aprendi na escolinha, isto não pode ser um telejornal. Alguém me sabe explicar o que é?m Estou à espera de explicações dos jovens jornalistas que visitam este espaço, penso que como experts no assunto me consigam ajudar a resolver esta questão.

quarta-feira, agosto 11, 2004

The day to remember

Peço, antecipadamente, desculpa pelo facto de o post estar escrito em inglês, mas não havia outra solução para passar esta mensagem.

An year ago something happened in my life. I never imagined that something like that could happen, specially between the two of us.
We know it was a magical moment that made us smile for a long time. Maybe we shouldn't have done it and probably we shouldn't have repeated it in the following days. But that doesn't matter anymore, it was stronger that us and it's over.
We knew eachother before that, but in the night of the 11th of August of 2003 we discovered eachother in a different way.
The distance between us and the fact that i wasn't ready to go ahead (like you were) forced me to put a full stop in what we had (whatever it was...). A period of pain followed that and we were often mad at eachother. When the situation became more calm we started talking and now we act like friends separated by distance and we still fight. I think that will never change.
Sometimes we talk about what happen and about what might happen when we see eachother. when we do that something still moves inside of me and i know the same happens with you.
No-one, ever, made me feel as special as you did. Next to you, during that brief period, I felt like flying. You made me feel like the most important person in the world. I knew what was love because you showed me and i like to believe that I also showed you a couple of things. I know that you won't forget me, no matter waht happens, and I know that I will never forget you (my heart won't let me do that) no matter who or what will happen.
An year ago you happened in my life.

sexta-feira, agosto 06, 2004

Breve

Já repararam bem na voz da nova cantora da República da Geórgia que canta "this is the closest thing to crazy I have ever been, feeling 22 and acting 17".
Acho a música excelente e a voz da rapariga, cujo nome eu desconheço, fantástica. Para além disso ainda anda a fazer aquilo que eu gostava de fazer, comportar-me como se tivesse outra vez 17 anos. Estes 22 cada vez me parecem mais como 42...
Se alguém me souber dizer o nome da menina ou da música eu agradeço e já sabem que não se oferecem alvíssaras.

quinta-feira, agosto 05, 2004

Dois traços distintos

No outro dia olhei para o céu. Estava azul claro, sem nuvens, por isso não é de estranhar que aquilo que inicialmente me pareceu ser um traço de avião me tenha chamado a atenção. Fiquei durante algum tempo a olhar para ele e a pensar.
Na verdade, reparei depois, eram dois traços, de dois aviões. No príncipio fizeram a sua viagem lado a lado, sem se separarem. A certa altura começaram a afastar-se e quando chegaram ao outro lado do céu já levavam rumos diferentes.
Fez-me lembrar algo que se passou comigo.
Tinha uma amiga com quem andava sempre, íamos para todo o lado. No entanto, e avançando 7 anos, a vida levou-nos por caminhos diferentes.
Ainda existiram tentativas de re-aproximação que resultavam em curtos períodos em que parecia que tudo tinha voltado a ser como antigamente, para depois nos voltarmos a chatear ou a afastar com maior intensidade.
Depois as tentativas começaram a escassear, as discussões a piorar e as reconciliações a enfraquecerem.
Até que a última aconteceu. Parece-me que agora não há retorno e mesmo que volte a haver nunca mais vou confiar nas palavras dela quando me vier dizer "desta vez é a sério, prometo que não volto a afastar e a abandonar-te, vou mudar a minha atitude e dar-te o valor que mereces, afinal és a minha melhor amiga e sei que não agi correctamente".
Acho que desta é de vez.
De qualquer forma, acho que mais vale acabar já com algo do que andar a prolongar uma situação que se anda a arrastar há demasiado tempo. É como um golpe de misericórdia, acabar com o sofrimento do animal que está mortalmente ferido.

P.S. Este post já foi escrito há algum tempo. Apesar de morarmos lado a lado e de nos vermos de vez em quando já não nos falamos. Quando a vejo cumprimento-a, mas não passa daí. Não sei se isto alguma vez irá mudar, só sei que não tenho interesse em me dar com uma pessoa que não me dá o valor que eu acho que mereço. Acho que demorei demasiado tempo a perceber isso.

quarta-feira, agosto 04, 2004

Pum....

Pum...........................................................................
.................................................Pum..........................
...............Pum............................................................
.................................................................Pum..........
Sócrates, o pistoleiro de esquerda, continua a apontar ao próprio pé...

terça-feira, agosto 03, 2004

Laissez faire ou "Anita no centro de emprego"

Hoje fui-me inscrever no Centro de emprego da minha área de residência para poder aceder ao programa de estágios profissionais do IEFP.
Fui uma experiência interessante e digo-vos que se tudo funcionar como ali há muita coisa que fica explicada, tal como o facto de haver tantos desempregados no nosso país.
Estavam lá várias pessoas que tinham recebido uma carta a dizer que lhes tinham encontrado um emprego, mas pareceu-me que nem para todos isto era uma boa notícia. Talvez a perspectiva de começarem a fazer alguma coisa para receberem dinheiro em vez de ficarem em casa a coçar os ditos à custa do subsídio de desemprego não fosse muito animadora. Por exemplo, estava lá um jovem que não podia aceitar a proposta porque ía de férias para fora do país. Porra, eu nem sei quando é que vou ter férias!
Para além de tudo isto fiquei chocada por saber que o síndroma da repartição de finanças (tema a ser debatido com maior profundidade brevemente) está a alastrar, ou talvez só agora é que eu me apercebo da extensão da situação.
Cheguei lá às 9.30 e saí de lá às 11.20. Claro que vocês vão perguntar se eu estive a jogar às cartas com a senhora. Antes fosse...
A inscrição na lista de espera foi rápida só que depois tive que esperar mais de uma hora para ser chamada. Quando percebi como é que aquilo funcionava até fiquei espantada de ter sido tão pouco tempo. Estive 25 minutos num gabinete com uma menina que me fazia perguntas, 20 dos quais à espera que a menina e o computador se entendessem.
As condições daquele Centro de Emprego não são as melhores: os gabinetes pareciam pequenos bunkers, atafulhados até ao tecto e com a tinta a cair das paredes. Apeteceu-me perguntar-lhe porque é que ela não se inscrevia a ver se arranjava um sítio melhorzito, mas talvez a experiência lhe diga que o melhor é estar quietinha...

segunda-feira, agosto 02, 2004

Continuo por cá

Ao contrário do que eu tinha previsto há alguns posts atrás, acabei por ficar na F.P.F.
Depois do estágio curricular que fiz através da escola, estive um mês numa situação algo indefinida em que recebia em géneros (bilhetes para todos os jogos do Euro), há algum tempo atrás fiz uma proposta de ficar a fazer um estágio profissional que acabou por ser aceite.
Estou a ficar preocupada. Será que me estou a transformar numa viciada em estágios? Saio de um para entrar noutro?
A boa notícia é que vou ter um ordenado do qual não me posso queixar e fico cá durante nove meses, com mais três de opção.
Na verdade o Gil até é um tipo fixe, espero que ele não se arrependa por me ter deixado cá ficar. Para ser sincera acho que ele não sabe ao certo quem eu sou, deve pensar que sou a filha de uma funcionária qualquer. De certo modo até gosto que as coisas continuem assim, ouvi dizer que ele é contra ténis e contra calças de ganga...
O mais giro de tudo é que desde que eu disse que já acabei o curso que o meu nome começou a aparecer com um "Drª" atrás. Ainda me sinto algo incomodada com o título e dá-me sempre uma certa vontade de rir com o facto de, subitamente, o tratamento ter mudado tanto. Porém esta mudança é só nos papéis, porque o resto continua na mesma ;-)
Para além de tudo isto, hoje tenho uma chefe nova. A primeira impressão foi boa, vamos ver como é que corre...

sexta-feira, julho 30, 2004

Eu vou!

Já reservei os bilhetes para ir ver o concerto da Madonna no dia 14 de Setembro no Pavilhão Atlântico. Depois de ter passado a manhã toda a tentar ligar para a Ticketline e a ouvir "de momento não é possivél estabelecer a sua ligação, tente novamente daqui a alguns minutos", finalmente, quando já tinha perdido a esperança, ouvi o telefone a tocar (toda eu era rejubilo!). Mais dez minutos em lista de espera e finalmente ouvi a voz do operador a dizer "tem de levantar os seus bilhetes até dia 3 de Agosto".
Agora estou incrédula e contente. Sempre gostei de Madonna, apesar de não ser uma fã incondicional. No entanto, ela é uma grande artista e imagino que em palco seja algo de espectacular.
Espero que a Re-Invention Tour faça juz ao nome e que eu dê por bem empregues os 122€ dos dois bilhetes. Desta vez não vale a pena oferecerem-se para serviço de acompanhantes porque vou levar a minha irmã, apesar de ela ainda não saber...Se a sacana da miúda não disser que vai mandar construir uma estátua em minha homenagem faço um escândalo! Garina, estás avisada!

quinta-feira, julho 29, 2004

O que é ser optimista?

Segundo a definição habitual, o optimista é aquela pessoa que sabe sempre ver o lado positivo de uma situação, que pode estar atolado de porcaria até ao pescoço mas diz "pelo menos não chega até à boca" (se eu fosse a realizadora desse filme era nessa altura que alguém lhe despejava um balde na cabeça).
Quando levado ao extremo, o optimimismo pode ser uma patologia perigosa que devia dar direito a um tratamento de choques e condicionamento à boa velha maneira do Laranja Mecânica.
Na minha opinião o optimismo pode levar-nos por dois caminhos:
  1. Vivemos continuamente iludidos e pensamos sempre que as coisas vão correr bem, apesar de sermos, inevitavelmente, desapontados ou
  2. Tentamos ser optimistas, mas após batermos com a cabeça na parede umas quantas vezes passamos do optimismo para o pessimismo patológico, passando a ver apenas o lado negativo.
Eu não me considero optimista nem pessimista, penso que realista é capaz de ser mais adequado. Porém, se for honesta, tenho que dizer que muitas vezes dou por mim a ser muito pessimista. Talvez isso esteja relacionado com alguns desapontamentos e com o facto de, frequentemente, a realidade ser mais para o lado do negativo do que para o positivo. Sei tambem que, nessas alturas, devia olhar para as situações de uma forma mais positiva, mas nem sempre consigo.
Confesso que é mais fácil não esperarmos nada (ou o pior) das pessoas e das situações e não nos desapontarmos, do que esperar alguma coisa (por muito pouco que seja) andarmos sempre a bater com a cabeça na parede.

segunda-feira, julho 26, 2004

Pedido a Deus

Guardem este post nas vossas memórias pois este é um momento inédito. O ser mais ateu que eu conheço (eu própria) estás prestes a fazer algo de insólito, tentar ter um diálogo com um O próprio.
Se Deus existe, ou alguma entidade que assuma as mesmas funções, e se este é realmente omnipresente e omnipotente deve andar muito distraído com qualquer coisa, por isso eu venho aqui deixar um pedido. Eu gostava que Tu tomasses uma atitude radical em relação às pessoas que, ano após ano, põem o nosso país a arder. Para que não maces muito a cabecinha a pensar numa solução eu deixo-Te uma que abarca vários castigos que deveriam ser utilizados simultâneamente de forma a que a terapêutica surta maior efeito:


  1. As mãos desses criminosos devem caír de maduras, como se fossem pêssegos;
  2. Os genitáis devem apodrecer e criar bichos de uma tal forma que meta nojo aos próprios e
  3. Faz com que lhes cresça um pinheirinho no rabo, com aproximadamente 1,5 metros, que pegue fogo todas as noites - vão parecer pirilampos com hemorróidas.

A solução apresentada aplicar-se ía às pessoas que ateiam fogos por prazer, porém, para todos os atrasados mentais que o fazem inconscientemente, porque não sabiam que uma queimada em pleno Verão é perigosa, ou que um cigarro pode acender um fogo, ... Para todos esses tenho outra solução. Faz com que a sua casa e tudo aquilo que construiram durante uma vida arda. Faz com que todos os bens materiais que se esforçaram por amealhar, roupas, electrodomésticos, mobiliário, quintas, pomares, gado e hortas desapareçam diante dos seus olhos enquanto eles observam impotentes. A cereja no topo do bolo seria gravar em queimadura, claro, a expressão "tecla 3" na testa destes seres ignóbeis.
Penso que não seria pedir muito tendo em atenção a calamidade a que temos vindo a assistir. Este ano está a ser ainda pior do que o anterior, já deflagraram mais incêncios e ainda nem chegámos ao fim de Julho.

Dia das avós

A minha avó mora sozinha há alguns anos, por isso anda sempre a chatear-nos para a irmos visitar, apesar de se recusar terminantemente a ir a nossa casa. Diz que na casa dela é que se sente bem e eu compreendo-a, também compreendo a sua solidão e sei que custa passarmos todos os dias sozinhos, sem ninguém que esteja ao nosso lado nem que seja só pela companhia.
Na semana passada cedi e disse-lhe que hoje iria almoçar com ela. Sei que lhe alegrei o dia com a notícia e que lhe dei com que se entreter até segunda.
Durante o fim-de-semana a minha mãe (a filha da minha avó) veio ter comigo e disse-me que a minha avó tinha ficado muito sensibilizada por eu ter marcado o almoço no dia das avós. Coitadinha, pensou que tinha sido propositado!
Mas sei que a fiz feliz apesar de a visita ter sido muito breve e eu também fiquei muito contente por lá ter ido. Hoje de manhã estava um pouco com a neura, estava a precisar de ser paparicada e não há nada melhor para resolver uma carência dessas do que ir visitar a minha avó.
Vim de lá como nova e sei que lhe dei uma alegria que vai durar bastante tempo. Vim de lá contente comigo própria, fiz a minha boa acção e sinto-me bem por saber que algo qe fiz com prazer fez outra pessoa feliz.

domingo, julho 25, 2004

Anjos na cerveja

Pessoalmente acho que a Super Bock Green não é grande coisa. Eu sou daquelas pessoas que gosta de uma boa cerveja. Quando me apetece uma cerveja gosto de beber uma cerveja a sério, quando me apetece qualquer coisa mais leve bebo um sumo, um vodka ou um gin tónico...que são aquelas bebidas muito parecidas.
No entanto, para quem gosta de cerveja com limão, aquilo até se bebe.
Porém este post não era para ser sobre consumo alcoólico, mas sim sobre o anúncio televisivo deste produto, que, na minha opinião, está excelente.
Sem me alongar numa análise mais profunda (até porque com este calor nem apetece pensar), o anúncio tem tudo. O que mais me agradou foi a ideia das asas serem associadas à leveza da cerveja.
Este anúncio fez-me lembrar a excelente mini-série "Anjos na América" que a :2 tinha recentemente acabado de transmitir e com a qual fiquei fascinada. Na verdade faltam-me as palavras para descrever a série.

As conversas de autocarro

Uma vez disseram-me "quando pensares que não pode haver nada pior do que determinada coisa, vai haver algo que te vai mostrar que é sempre possível ser ainda pior".
Ultimamente tenho andado com maior frequência nos autocarros da Boa Viagem que são os únicos que fazem carreiras para trás do sol posto, ou seja, onde eu moro.
Como tenho uma tendência para adormecer durante a viagem, costumo sentar-me nos lugares da frente onde é mais fácil perceber onde estou quando abro os olhos. O problema é que esses lugares também são os escolhidos por umas senhoras que gostam de ir o caminho todo a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa, oferecendo, aos restantes passageiros, as suas opiniões e comentários formulados como se fossem dogmas.
O grande prazer destas senhoras é debruçarem-se sobre a vida de outras pessoas e sobre o trânsito. No entanto, como observadora neutra, saliento que é impressionante o nível de barbaridades seguidas que elas conseguem dizer, principalmente quando fazem juízos de valor ou comentários sobre condução quando nem sequer sabem para que servem os pedáis.
É verdade, quando eu pensava que não havia nada pior do que conversas de elevador, eis que aparecem as conversas de autocarro. Esta variante das conversas de circunstância, utilizadas para quebrar silêncios incómodos e ocupar o tempo é tremendamente pior do que as de elevador por uma razão muito simples: eu fico dez segundos no elevador, mas a viagem de autocarro demora uma hora!

quinta-feira, julho 22, 2004

Uma falha de luz por dia nem sabe o bem que lhe fazia

Hoje de manhã quando cheguei à F.P.F. disseram-me que não havia luz, em príncipio até às 11h. Isto significa que não havia elevador, computadores ou sequer telefone. Portanto não havia forma de me entreter.
Senti-me a voltar aos tempos de escola em que, quando o prof faltava, o pessoal ía todo para o café. Foi exactamente isso que fizemos, o café aqui do lado parecia uma sala de estar dos funcionários da F.P.F.
Depois lá fomos andando para o edifício e passado mais uns minutos decidimos começar a subir as escadas muito devagarinho, afinal não havia grande pressa.
Infelizmente a falha electrica foi resolvida com uma hora de antecedência, o que eu acho indecente. Para compensar ainda não tenho acesso à rede.
Vou fazer um protesto porque todos estes factores estão a interferir com a minha (muito reduzida, quase residual) vontade de trabalhar...
Esqueci-me de vos contar que já me disseram que "vai ser muito complicado" eu ficar cá...parece que há muitas cunhas que têm de ser satisfeitas e portanto saem os elos mais fracos, adeus!
Agora que já tenho luz, já tenho mais formas para me entreter, afinal de contas, daqui até ao fim do mês ainda falta algum tempo.

Crise de identidade

Se:
quem tira engenharia é engenheiro;
quem tira medicina é médico;
quem tira advocacia é advogado;
quem tira jornalismo é jornalista;
quem tira gestão é gestor;
quem tira publicidade é publicitário;
quem tira design é designer;
quem tira assessoria de imprensa é assessor de imprensa;
... (acho que já deu para perceber onde quero chegar)

Então:
quem tira Comunicação Social - variante cultural é o quê?

segunda-feira, julho 19, 2004

Onde é que eles andam?

Estou preocupada com a ausência da Fátima Felgueiras, ou Fátinha como a costumo tratar. Esta minha preocupação não é recente e acho que uma senhora com tanto gabarito devia ser melhor tratada. O que é que será que se passa com a Fátinha? É que há mais de dois meses que ela não dá uma conferência de imprensa.
Esta ausência entristece-me imenso, pois caso não se lembrem a última vez que ela apareceu na televisão foi um fartote de rir e acho, sinceramente, que a nossa televisão precisa de mais e melhor humor.
Por falar em ausências prolongadas no Brasil...o que é que é feito do padre Frederico?
Se alguém tiver notícias destas personagens incontornáveis agradecia que as partilhasse, não se oferecem alvíssaras.

Resumindo...

Ontem no telejornal deram uma notícia que mais parecia uma das anedotas dos malucos do riso.
O novo Governo foi tomar posse e sinceramente não sei o que foi mais caricato, se a cara de surpresa do Paulo Portas quando soube o nome do seu ministério ou a tentativa de do Santana Lopes de resumir o discurso.
Gostava de saber quem é que escreveu aquele discurso, porque, pela quantidade de páginas que o Sanatana saltou, estive na dúvida se era mesmo o discurso ou se (só no gozo) tinham trocado aquilo por uma cópia dos Maias.
Mas ainda assim não sei porque é que fiquei surpreendida, afinal, quem aturou o Guterres durante seis anos é capaz de suportar quase tudo...

sexta-feira, julho 16, 2004

Dias decisivos...

Ouvi dizer, por estes corredores federativos, que entre ontem e hoje o Presidente (neste momento faço sempre uma vénia) ía decidir o meu futuro. Ou seja, ía decidir quanto à proposta que fizemos de eu ficar cá a fazer um estágio profissional com uma duração de 9 a 12 meses.
Muito sinceramente, não estou com grande fé quanto a uma resposta positiva, algo me diz que por estes lados não há...como é que devo dizer...receptividade (?) para terem cá uma pessoa a trabalhar durante esse período e pagarem apenas uma percentagem do ordenado.
Para além de não acreditar muito, agora estou com uma dúvida tremenda. Em que situação é que devo comemorar?
Cada vez que penso no rumo que este departamento está a levar fico mais na dúvida se ficar cá é bom ou se é mau. Ainda assim, por muito mau que isto esteja, a angústia associada ao desemprego é maior e prefiro ficar aqui do que ficar em casa...sempre dá para ganhar experiência e no currículo fica sempre bem.

quinta-feira, julho 15, 2004

Parabéns a nós...

Algures entre ontem e hoje este blog atingiu a marca das 2000 visitas.
Juro que não ando a fazer o mesmo que fizeram na eleição do Mourinho!
Espero que este número seja um sinal de que gostam do que eu aqui deixo. Espero que continuem a voltar e a deixar comentários.

Revolução

O meu pai é um adepto fanático da TSF, pelo que quando estou no carro com ele só se ouve uma estação. Para evitar decorar as notícias habituei-me a deixar de ouvir, pois até algum tempo atrás, durante uma viagem de uma hora, eu chegava a ouvir o mesmo noticiário três ou quatro vezes.
No entanto, ultimamente, tenho notado algumas alterações. Para meu grande espanto, a TSF passou a dar música entre os noticiários em vez dos, até então, habituais 10/15 minutos de publicidade.
O mais interessante neste caso é que as músicas até são engraçadas e eu tenho gostado delas. Ontem, porém, fiquei algo assustada e suspeito que o mundo está a ficar de pernas para o ar, pois passaram uma música de Celine Dion. Não pensem que eu estou a reclamar porque eu até gosto de Celine Dion. Sim, eu confesso, é verdade que gosto, até tenho alguns cd's!
Depois desta mudança já espero tudo e já estou a pensar qual será a próxima surpresa. Será que a Ana Gomes e o Francisco Louçã vão fazer uma conferência de imprensa conjunta onde vão afirmar que perceberam que são uns autênticos energúmenos* e que constataram, finalmente, que o seu contributo para a política e para o país é completamente negativo (-15 numa escala de 0 a 20) e por isso vão retirar-se e pedir asilo ao Botswana?

*A palavra energúmeno é aqui utilizada no seu sentido figurado e para que não haja quaisquer confusões transcrevo aqui a definição do dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora: energúmeno - s.m. possesso do Demónio; [fig] pessoa que, dominada por uma obsessão, pratica desatinos.
Ainda estou a ponderar se eles estarão ou não possessos pelo Demónio, portanto fico só pelo sentido figurado.

quarta-feira, julho 14, 2004

A vida não é uma praia

Esta está a ser uma semana complicada e a procissão ainda vai a meio.
No domingo de manhã acordei com o telemóvel. Era a minha orientadora a dizer-me que o Secretário-Geral da FPF tinha morrido. Lá foi o domingo para o lixo...
Na segunda cruzava-me com as pessoas que andavam todas de lágrimas nos olhos, foi aí que me apercebi do que realmente se tinha passado. Afinal de contas o Manuel Quaresma tinha apenas 49 anos, um filho com 20, montes de planos por realizar e uma vida pela frente.
Na terça fomos ao velório e ao funeral. Arrependi-me tremendamente de ter entrado na igreja, pois não fazia ideia que o caixão estava aberto.
Hoje é quarta, parece que a semana já dura há um mês. Para ajudar à festa a minha orientadora está de baixa. Andou aqui até não poder mais, agora está em casa para recuperar as forças gastas num trabalho onde não lhe dão o valor merecido. Entretanto eu vou tentado segurar as pontas, apesar de por vezes me sentir perdida.
Para terminar este meu choradinho, só falta dizer que estou prestes a acabar esta minha colaboração não remunerada com a FPF e ninguém me diz se é para continuar ou não. Será que devo fazer uma informação a explicar que a telepatia não faz parte dos meus dotes?
Portanto, se houver alguém interessado em contratar uma brilhante jovem recém-licenciada em Comunicação Social-variante cultural, com um domínio vastíssimo de variadas coisas, dê-me uma apitadela...pode ser que eu conheça alguém assim.
Em época estival apetecia-me que a vida fosse mais beach e menos bitch.

sábado, julho 10, 2004

Hoje vi um filme que me deu vontade de ter esperança outra vez. Depois reflecti sobre os meus próprios pensamentos e lembrei a mim própria que a vida não imita a ficção.
A vontade de voltar a ter esperança continua aqui. Veio não se sabe de onde, mas sinto-a tal como das outras vezes. Apesar de saber que esta sensação precede sempre uma desilusão e que desta vez não tenho nada que me alimente a esperança, ela continua aqui.
Sinto-a como um ferro em brasa que me toca por dentro, parece que me diz para me deixar de coisas sem importância e para voltar a viver, que chega de me limitar a sobreviver.
Talvez seja altura de acordar, mas acordar para quê? Para ver o quê? O que será que despoletou esta sensação? Parece que algo me diz que vale a pena continuar a ter vontade e continuar a lutar por algo que acho que é meu por direito.
Talvez seja altura de crescer, abrir os olhos e de me deixar de "sensações" que me perseguem desde alguns anos a esta parte. Será que o caminho passa por pôr os pés no chão definitivamente e deixar de ter esperança?
Dizem que depois da tempestade vem sempre a bonança, pois eu estou farta de tempestades.
Quero a bonança que me é devida!

quarta-feira, julho 07, 2004

( i ) m u n d o

Um dia acordei
e assim pensei:
O mundo
está imundo.

Assim me levantei
e mal-disposta fiquei.
De que vale estar
sempre a sonhar?

O mundo não é
e nunca será
aquilo que esperava:
o melhor que há!

Mariana Janeiro

A autora deste poema é a minha irmã e decidi publicá-lo aqui por duas razões:
1. Ela merece, a sacana da miúda até escreve umas coisas engraçadas, para quem tem 13 anos e tem o pensamento toldado pelas hormonas;
2. São muitos os dias em que acordo e sinto-me exactamente da forma que a Mariana descreve neste poema: desiludida com tudo. Dias em que eu acho que merecia que o mundo me desse muito mais do que aquilo que me dá. Momentos em que me sinto prestes a perder a esperança e a vontade de continuar a lutar, mas depois passa-me...e a ela também.

segunda-feira, julho 05, 2004

A tragédia grega por Ferrada

Era uma vez uns meninos que tinham o sonho de serem campeões da Europa.
Depois de um começo azarado decidiram apanhar uma bela bebedeira com umas miúdas russas e a acompanhar uma vodka limão, seguiram-se as tapas, sempre de difícil digestão, mas estas encontravam-se deliciosas e de tenro sabor.

Mais tarde, saíram ao nosso caminho uns tais de ingleses, que dizem as más línguas vivem numa ilhota no norte da Europa rodeados de cerveja....mas o que eles não sabiam é que o tuga gosta de vinhaça e a bebedeira do vinho dá mais forca, como tal, demos uma valente coça que deixou os nossos amigos ko e a pensar que tínhamos tomado alguma poção magica antes do jogo.
De manha ao acordar, e com a ressaca a zumbir na mona, nada melhor que um suminho bem fresco de laranja vitaminada para abrir o apetite para a final.

Epílogo
Somos um povo triste e como tal bem no fundo dos nossos corações já pressentíamos que algo de nefasto ia acontecer....o chamado terrível fado lusitano.
Apareceram uns gregos os mesmos da abertura, mas desta vez eram mais...muito mais....faziam muito barulho e gritavam que queriam hellas....mas elas quem?
No final a tragédia abateu-se sobre os nossos meninos, Camões no céu ao lado de Sócrates escrevia mais uma estrofe triste, enquanto o nosso amigo Onasis acendia mais um charuto...o da vitoria.


P.S. Este texto foi publicado ao abrigo da lei do anonimato, se não existe nada disso passa a existir agora e será brevemente publicada no Diário da República do Espaço Virtual de Baboseiras.

"Contra os canhões marchar, marchar!"

O que se passou ontem não foi nenhuma desgraça nem sequer um motivo de vergonha, muito pelo contrário. Temos muitos motivos para nos orgulhar: fizemos a melhor campanha de sempre num Europeu, o Euro2004 foi um sucesso a todos os níveis e a mobilização nacional foi um estrondo.
Claro que fiquei triste que acho que podíamos ter feito melhor, mas depois deste Europeu, penso que não temos motivos para esmorecer, baixar a cabeça, desistirmos ou crucificarmos a equipa ou o treinador.
Foi bonito ver toda uma nação a cantar o hino, a "levantar hoje de novo o esplendor de Portugal", mas foi ainda mais bonito ver os portugueses a comemorarem no fim do jogo, porque apesar de termos perdido continuamos a ter muitas razões para nos sentirmos orgulhosos.

sábado, julho 03, 2004

Euro2004

Fico feliz por estar a ver o fim ao torneio. Entre jogos de Portugal, elaboração, entrega e apresentação do relatório, mudança de instalações da FPF, muito trabalho e vendas de cachecóis, questões pessoais, saídas, estas últimas semanas têm sido longas e cansativas.
Finalmente o Euro está a acabar e podemos dizer que foi um sucesso, agora só falta ganharmos aos Gregos e estou convencida de que isso vai acontecer. Espero que seja uma grande festa, eu vou fazer a minha parte no estádio: torcer pela nossa Selecção.
Só tenho um problema, depois da nossa vitória eu vou ter que ir festejar e depois como é que vou trabalhar na segunda de manhã? Algo me diz que o marketing vai ter que se aguentar sem mim...

quarta-feira, junho 30, 2004

Finito!

Durante a última semana perguntaram-me algumas vezes "então e o curso?". Eu respondia "na terça feira apresento o relatório de estágio e acabou tudo".
Só me apercebi do que isto queria realmente dizer quando estava a ir para Setúbal para a dita apresentação. Comecei a pensar "então mas isto é mesmo o fim?"
Durante a apresentação sentia um misto de felicidade e nostalgia, mas tentei não pensar muito nisso.
Quando cheguei a casa a minha mãe abraçou-se a mim, começou a dar-me beijos e a dizer aquelas frases típicas de mãe "ai a minha menina, parabéns filha!". Despistada como eu sou ainda cheguei a pensar se faria anos, até que ela me disse "já acabaste o curso!".
Pois parece que é mesmo verdade. Aquela que foi a etapa académica mais longa da minha vida chegou ao fim, começam outras etapas.
Porém, agora estou com um problema. Até aqui sempre que me perguntavam o que é que eu fazia eu dizia sempre "sou estudante", o que para a maioria das pessoas significava desocupada, irresponsável, etc, etc, etc. Então e agora sou o quê? Jovem licenciada à procura do primeiro emprego? O que é que eu sou agora?

terça-feira, junho 29, 2004

Karga nisso!

Segundo consta há pessoas que andam a enviar mensagens a convocar manifestações de apoio e contra o Santana Lopes. O que se passa é o seguinte: eu estou sem dinheiro no telemóvel e ainda falta uma semana para o carregamento paternal, portanto agradecia que, em vez de gastarem dinheiro em mensagens para manifestações ridículas e infundadas, fizessem uma transferência para o meu telemóvel. Garanto-vos que o dinheiro será bem empregue.

domingo, junho 27, 2004

Mas afinal o que é isto?

Algo de estranho se anda a passar neste jardim à beira mar plantado...ou melhor, várias coisas muito estranhas...
1º Parece que ninguém avisou a quem de direito que é suposto serem sempre as mesmas selecções a ganharem este tipo de competições e que é quase um escândalo se a Taça for para um país diferente;
2º Está tudo a correr demasiado bem: não há problemas com a organização e a nossa selecção está a fazer uma excelente campanha;
3º O Durão Barroso foi convidado para ser presidente da Comissão Europeia
4º O Santano Lopes ou o Cavaco Silva tornam-se no próximo primeiro ministro;
5º O nosso país está a ser palco de tudo o que havia para acontecer este ano, não há nenhum grande evento que não passe por aqui;
6º Os alemães vêm cá aprender a organizar o Mundial de 2006 e
7º A nossa Selecção é uma forte candidata a ganhar alguma coisa que não seja o último lugar, será que é desta?

O que é que será que falta?
1º A seguir alguém repara que afinal os indíces que nos apontavam como estando na cauda da cauda da Europa estão todos errados e afinal estamos a liderar o pelotão;
2º Portugal ganha o Europeu, o Scolari fica e vamos ganhar o mundial.
3º Os nossos árbitros aprendem alguma coisa com os estrangeiros e deixam de roubar;
4º Descobrimos que o subsolo de Portugal tem mais petróleo do que calhaus e
5º Tornamo-nos todos muito ricos, bem comportados, educados, trabalhadores, organizados, letrados, respeitados e respeitadores...

O que é que se passa? Andamos distraídos ou quê? Vejam lá se entram nos eixos, se não ainda começam a pensar que isto é sempre assim!

sexta-feira, junho 25, 2004

Até os comemos!

Esta deve ser a frase mais batida dos últimos tempos, mas é a verdade! Ganhámos aos ingleses e mostramos várias coisas:
1. Aqui quem manda ainda somos nós;
2. Quantidade não é sinónimo de qualidade;
3. Em Portugal, bifes só mesmo com ovo a cavalo e batata frita e
4. Somos o máximo para expulsarmos invasores que vêm aqui destruir o nosso país.

Conclusão: já comemos as tapas, o bife também já marchou, de seguida apanhamos com uma laranja ou com um Smörgasbord, para brindarmos com um champanhe...a derradeira vingança!

Para quem viu em casa deve ter sido um jogo fenómenal, mas deixem que vos diga que no estádio estava um ambiente espectacular, especialmente quando calámos os ingleses.
Foi um jogo espectacular, apesar de, para mim, ter sido complicado. Depois de ter levado o meu pai aos três primeiros jogos, decidi desta vez levar uma amiga que nunca tinha visto um jogo de futebol num estádio. Sei que ela ficou muito feliz e eu fiquei muito contente por lhe ter dado esse prazer, mas parece que lá em casa ninguém conhece o conceito de partilha. Hoje estou divídida entre uma grande alegria pelo resultado e, por outro lado, revolta, incompreensão, tristeza e os remorsos que fazem questão em impingir-me.
Felizmente, passámos, eu vou outra vez ver o jogo ao estádio isso é o que importa!

segunda-feira, junho 21, 2004

Olha o fish and ships...até os comemos!

Como não podia deixar de ser, apesar de ontem ter o relatório de estágio atrasadíssimo lá fui a Alvalade ver o jogo. Na minha qualidade de Sportinguista vejo-me forçada a dizer que uma vitória daquelas só podia acontecer naquele estádio!
Já sabemos que a Inglaterra são os nossos próximos adversários e em princípio vou outra vez ter bilhetes à borlix! Como eu adoro o meu estágio! Excusam de se voluntariar para serviço de acompanhantes porque a companhia já está escolhida!
Estou com aquele feeling de que agora ninguém nos pára e de que vamos até à final para encontrarmos a França e nos vingarmos do Euro 2000! Depois penso um pouco e apercebo-me que os próximos são os ingleses e a esperança desvanece...no entanto ninguém diria que depois daquele começo acabaríamos em primeiro, não é?

Adios, adieu,....

Finalmente acabei o relatório, no entanto acho que podia ter feito melhor. Espero que os profs. ainda estejam anestesiados da vitória sobre a Espanha e que estejam a contar que eu lhes ofereça uns bilhetinhos.
À minha boa e infeliz maneira deixei tudo para a última, quando ficou com a corda na garganta arrependo-me sempre mas nunca aprendi de uma para as outra...sim! a minha burrice chega ao ponto de não me emendar! Começo a achar que isto é patológico e que se calhar os profs. me deviam beneficiar por isso...
De qualquer forma, tão cedo não quero saber de escolas, trabalhos, aulas ou qualquer um desses derivados (excepção feita às borgas, claro!)!
Ontem tomei umas resoluções, até parecia ano novo, para que a tradição não se perdesse já nem sequer me lembro daquilo que resolvi fazer, excepto de ter dito "daqui para a frente a minha vida vai levar um rumo novo! vou.... e vou ... e não quero saber mais de escola durante algum tempo, estou farta! ahhh e também vou...". Como podem ver tenho uma memória muito selectiva!

sábado, junho 19, 2004

Curiosidades

Ainda no capítulo das grandes curiosidades acerca de pequenos animais, a minha irmã fez questão de me dar uma informação capaz de revolucionar o mundo como o conhecemos: depois de fecundada, a rainha das abelhas guarda o sémen do macho dentro de si voltando a reutilizá-lo durante toda a sua vida.
Para além da nojice que isto me parece e com a qual decerto concordam, é também uma boa forma de fazer reciclagem. Acho que quando o partido "Os Verdes" descobrir isto vai fazer um comicío de apoio à rainha e apostar nela para Presidente da República.

segunda-feira, junho 14, 2004

Squadra Azura

Penso que a presença da Selecção Italiana no Euro 2004 é uma mais-valia para o nosso país e que devíamos apoiá-la e torcer para que fique cá o máximo de tempo possível.
Temos que concordar que não é todos os dias que temos homens bons como aqueles no nosso país, mas não são só os jogadores, até os apoiantes são de valor. Não só são gajos giros como têm uma língua (estou a referir-me ao italiano, seus depravados!) que é, na minha opinião, muito sensual. Posso não perceber muito bem tudo o que eles dizem, mas isso também não interessa porque as palavras deles têm uma música capaz de encantar.
Bem sei que a maioria dos italianos que vêm cá são inacessíveis a uma jovem como eu, mas ao menos sempre serve para irmos limpando as vistas. Assim, quando o Euro acabar e nós ficarmos só com a Selecção Nacional vamos, com certeza, lembrar-nos com saudade daquela equipa, até porque comparar umas com a outra é como comparar a Feira Popular com o olho....cof cof cof...

P.S. Este post foi durante o Itália-Dinamarca, enquanto ansiava que o realizador fizesse planos mais apertados dos jogadores (só para apreciar melhor a técnica deles) e imaginava como a flash interview iria ser interessante.

domingo, junho 13, 2004

Até os comíamos?

Ontem fui ao Porto ver o jogo inaugural do Euro 2004. A cerimónia de abertura foi lindíssima e eu fiquei muito emocionada quando ouvi aquela gente toda a cantar o hino.
Quando olhava para as pessoas notava um clima de festa, uma confiança muito forte na nossa equipa, claro que passado sete minutos já ninguém tinha a mesma disposição. Para ajudar à festa ainda tive a sorte de ficar sentada à frente de uma besta que passou o tempo todo a mandar palpites, a dar orientações ao Scolari e a dizer mal de tudo e de todos. Depois de um resultado e uma demonstração daquelas é preciso que os jogadores percebam os seus erros, que entrem em campo com mais humildade e que tenham a vontade de ganhar que o Cristiano Ronaldo demonstrou ter. É também importante que todos os apoiantes façam juz a essa qualidade e que apoiem a sua equipa, acho sinceramente que ir para o estádio, pagar o dinheiro do bilhete e passar o tempo todo a dizer mal é uma parvoíce de todo o tamanho.
Já agora aproveito para deixar aqui um recado para a besta barbuda que estava atrás de mim e que se identificará caso leia isto: Aquele olhar que te fiz era a rogar-te uma praga por teres tornado aquele jogo ainda pior do que já estava a ser, portanto quando te cairem os dentes todos e o cabelo vai-te preparando porque as doenças venéreas são apenas a etapa seguinte de uma lista interminável!

P.S. Esta foi a primeira vez que vi um jogo da Selecção da bancada. Para primeira vez acho que não tive muita sorte, espero que no Rússia-Portugal as coisas melhorem, em ambos os sentidos...

quinta-feira, junho 10, 2004

Curiosidade do dia

Sou uma fraca, não aguentei nem dez minutos!
Vim aqui outra vez só para partilhar uma curiosidade convosco: vocês sabiam que as formigas não dormem?
Fiquei de boca aberta quando soube! Imaginam a quantidade de café e red bull que elas devem beber? E as olheiras, como é que elas as disfarçam?
O meu mundo acabou de sofrer uma revolução com esta novidade, daqui em diante tudo vai ser diferente...ou não.

Relatório a quanto obrigas...

Curada dos efeitos colaterais do encerramento do Rock in Rio, chegou a altura de me debruçar no relatório de estágio. Como grande estagiária empenhada em respeitar todas as tradições académicas deixei tudo para o fim. Agora estou em casa desde dia 7 até dia 21 (dia em que tenho que entregar o maldito trabalho) para ver se consigo fazer alguma coisa de jeito. Espero que isto corra bem até porque esta é só a nota com mais peso de todo o curso.
Como todas as pessoas que já escreveram, deparo-me com um problema: por onde é que devo começar? Mas para além disso há ainda a falta de vontade, como é óbvio apetece-me tudo menos ficar em casa a fazer isto. No entanto acho que estou a conseguir superar-me, afinal de contas já não falta fazer tudo.
Portanto restam-me ainda 9 dias (sem contar com o sábado em que vou ver o Portugal-Grécia) para resumir 4 meses num trabalho que tem de ter entre 10 a 40 páginas. Já sei que vai ser uma tarefa inglória, porque faça o que fizer vai sempre ficar algo por dizer e os profs. vão fazer questão de me lembrar desse facto. Diz-me a experiência adquirida com os relatórios anteriores que o trabalho que desenvolvi no estágio não vai ser recompensado com a nota do relatório.
Isto tudo para vos dizer que é natural que nos próximos dias ande algo afastada deste espaço, pelo menos não conto vir cá escrever diariamente...vamos ver se consigo resistir.

segunda-feira, junho 07, 2004

Eu fui e já voltei

Tal como já vos tinha dito, no domingo fui ao encerramento do Rock in Rio e, há que dizê-lo com frontalidade, foi excelente. Para aqueles que não foram deixo aqui um breve resumo:
- Ivete Sangalo foi o máximo, tem uma energia em palco que me deixou muito surpreendida. Cheguei lá a conhecer uma ou duas músicas e saí de lá com uma grande admiração por ela. Foi mesmo um concerto de levantar poeira;
- Alejandro Sanz foi o sacrificado em prol do jantar, algum tinha que cair e no meu caso ele foi o elo mais fraco, mas também não estou nada arrependida;
-Era um pandemónio conseguir comer alguma coisa, as pessoas pareciam verdadeiros homens das cavernas, perderam o resquício de civilização que ainda tinham;
- Alicia Keys tem uma voz fantastica e deu um grande espectáculo;
- Sting continua a ser um grande senhor, a música é excelente e se ele me dissesse "Ana, vem comigo para o meu castelo que eu tomo conta de ti e canto-te ao ouvido todos os dias" eu nem sequer pensava nisso, ía logo com ele;
- Pedro Abrunhosa continua com grandes letras, músicas excelentes, só é pena é não ser grande coisa como cantor, mas tem um "je ne sais quois" que me faz adorar a música dele.
A companhia não podia ser melhor: quatro boas amigas, no entanto uma delas é muito especial (as outras que me perdoem). A Marta é uma amiga de há muito tempo (uma das poucas) e eu tenho um carinho muito especial por ela. Apesar de morarmos relativamente perto uma da outra há mais de 6 meses que não nos víamos por isso foi uma festa. Ela é, sem dúvida, a melhor pessoa do mundo, nunca lhe vi um traço de algo que pudesse ser repreensível. Sei também que ela acompanha este blog, apesar de nunca ter deixado um comentário, espero que seja desta que o faças.
Cheguei a casa às 6.15 da manhã, dormi até às 14h e passei o resto do dia com uma dor de cabeça brutal, cheia de sono e com dores de garganta (aquele pó deu cabo de mim).
Daqui a dois anos temos outro Rock in Rio, ainda bem que não é mais cedo para eu ter tempo de me esquecer dos efeitos colaterais para ir à segunda edição. Quero voltar!

domingo, junho 06, 2004

Entre eventos

Ontem estive a trabalhar no jogo da Selecção Nacional AA em Setúbal. Saí de casa às 12h e cheguei depois da 1h da manhã. Apesar de estar bastante cansada adorei a experiência, especialmente quando estive no relvado, mesmo atrás das balizas. Foi o primeiro jogo da Selecção que eu vi ao vivo, por isso estava muito entusiasmada e apesar de só ter visto os últimos trinta minutos da primeira parte adorei.
Ver um jogo do relvado é completamente diferente, muda tudo. A perspectiva é diferente e quando estamos na relva quase nos sentimos actores que fazem parte daquele filme. Sentir as pessoas à nossa volta a gritarem (apesar de sabermos que não é por nós que chamam) faz mexer qualquer coisa cá dentro.
Adorei ter ido fazer o jogo e se soubesse que ia ser assim tão bom já me tinha oferecido para ir há mais tempo, é pena que este seja o último, pois agora só há jogos organizados por nós para a próxima temporada, mas nessa altura eu já devo estar noutro sítio.
Agora estou a pensar seriamente em ir almoçar e fazer uma sestinha, porque eu vou. Isto é, daqui a umas horas estou eu metida no Rock in Rio. Estou a prever que só regresso a casa no primeiro comboio da manhã e que quando chegar a casa desmaio para a cama e não sei quando acordo.
Dizem que quem corre por gosto não cansa, mas isso não pode ser verdade porque eu já estou cansada e a procissão ainda vai no adro.

quinta-feira, junho 03, 2004

Que horas são?

Cada vez me convenço mais que o meu pai tem o relógio biológico estragado, pois só isso pode explicar as constantes alterações do fuso horário em que ele está.
Esta minha conclusão surge na sequência da observação que eu tenho feito das reacções dele perante situações distintas. Passo a exemplificar, quando fica 2 minutos dentro do carro à espera que eu chegue diz que esperou 10 ou 15 minutos. Porém quando me diz "estou aí dentro de 15 minutos" sei sempre que posso contar com, pelo menos, 30 minutos de espera, podendo mesmo ascender aos 45.
Será que ele tem algum bug? Será que já há algum patch para o corrigir?* Ou será que é apenas falta de noção da realidade? Não acredito que seja isto porque um dos truques mais conhecidos que ele faz é adivinhar com grande precisão as horas. Portanto isto leva-me ainda a concluir que ele sabe exactamente que horas são, só que numa das situações distorce a realidade como mais lhe convém, na outra situação está pura e simplesmente a marimbar-se para quem fica há espera.
Isto tudo porque falei agora com ele ao telefone e disse que dentro de 15 minutos estava aqui ao pé da Praça da Alegria para me levar para casa e não estou com vontade nenhuma de estar 30 minutos em pé, ao sol e, ainda por cima, à beira da estrada na Av. da Liberdade...parece sempre que estou a exercer uma daquelas profissões liberais, só que a minha indumentária é muito mais modesta...


* Usei a linguagem informática porque o "sujeito" em questão trabalha em informática e refere-se ao seu próprio cérebro como CPU, portanto achei que era condizente.

quarta-feira, junho 02, 2004

Já temos equipa, só falta o apoio

Estou muito satisfeita com o apoio que se está a criar em torno da Selecção Nacional. Espero que continue assim, mesmo que os resultados não sejam os melhores.
queremos todos ganhar, portanto é muito importabnte que acreditemos que somos capazes de o fazer e apoiarmos a nossa Selecção.
É muito mais importante apoiarmos os jogadores seleccionados do que continuarmos a discutir as razões das escolhas.
Os jogadores, o seleccionador e toda a equipa técnica são muito importantes para os resultados, mas são os adeptos que puxam pela equipa e pelos jogadores. Acredito que os jogadores vão ter mais motivação para correr, chutar, defender e marcar grandes golos se sentirem que têm um país inteiro a torcer por eles.
Segundo sei, internamente o ambiente está óptimo, pelo que vemos nos telejornais em Óbidos estavam todos com os jogadores. Parece-me que estamos no bom caminho e é importante que continuemos assim.
Portanto deixo aqui um apelo aos (três) visitantes deste blog para que apoiem a nossa selecção e acreditem que somos capazes de ganhar o Euro. Até eu que geralmente sou pessimista estou a acreditar que somos capazes de fazer uma boa prestação, fazer deste Campeonato uma grande festa e, se possível, por o nome de Portugal na Taça.

Tormento no Marketing

Se já viram o filme "Quem tramou Roger Rabbit?" lembram-se concerteza do que acontecia aos desenhos animados quando tocavam no ácido. Começavam a derreter.
Pois bem, é isso que me tem acontecido nos últimos dias. Desde que começou a ficar mais calor ando a derreter, qualquer dia deixo rasto como os caracóis.
E porquê perguntam vocês. Eu explico: eu trabalho (muito pouco, mas trabalho) numa sala pequena, um anexo ao edifício principal. O tecto desse anexo é em chapa de zinco, o que já de si é óptimo, porque quando está frio nós gelamos, quando está calor derretemos. Até aqui ainda nos aguentámos, mas o ar condicionado decidiu reformar-se.
Agora imaginem o que temos sofrido com as temperaturas que se têm sentido.
Estou a sentir que vocês querem saber quais são as consequências desta situação. Eu também explico isso. Quando fica mesmo muito calor, aproximadamente entre as 12 e as 16 horas, dá-nos um ataque de parvoíce (provocado pelo calor, claro!) e ficamos todos muito sossegadinhos à espera que o calor passe por nós e não nos afecte.
Parece-me que nos espera mais um dia de tormento é que são 10h30, já estão 25 graus e não para de subir!

terça-feira, junho 01, 2004

Há aproximadamente dois anos escrevi estas linhas que aqui vos deixo. Já não me lembrava que as tinha escrito, mas no outro dia "cruzei-me" com o papel onde as tinha rabiscado e decidi partilhá-las.
Ainda me lembro perfeitamente da situação onde as escrevi: num sítio descampado, sentada na minha scooter, a sentir o vento fresco típico do início de noite do princípio do verão. Andava um pouco triste, sentia-me sozinha. Regra geral escrevo mais quando estou com essa disposição. Mas isto não interessa muito, portanto aqui ficam as minhas frases recicladas. Espero que gostem.

Aqui debaixo deste céu negro
sinto o vento frio a bater-me nas costas
e enquanto o tempo passa e o papel queima
vejo a lua a sair de entre as nuvens.
É uma lua cheia,linda como todas são,
mas esta parece especial.
Branca como a neve,
vai passando de nuvem em nuvem,
mostrando-se em todo o seu esplendor,
como que a brincar comigo.
Agora voltou a esconder-se.
Quando voltará a mostrar-se,
esta lua que hoje foi só minha?
São horas de partir.
Até outro dia...

segunda-feira, maio 31, 2004

I can see clearly now...

Estes últimos dias trouxeram várias novidades.
No domingo fui, finalmente, benzer e queimar as minhas fitas. Despois de 5 anos de árduo trabalho e muitas borgas chegou o grande dia. Hoje estou estoirada. Doem-me os pés e as pernas. Como estava muito sol (foi em Setúbal) estive sempre de óculos de sol, caso contrário não conseguia abrir os olhos. Toda a gente me dizia para os tirar, mas eu não fui na conversa e hoje tenho a marca dos óculos, parece que andei de mascarilha. Serve-me de consolo saber que se passa o mesmo com metade da minha turma.
Hoje cheguei à Federação bastante cansada, mas tive várias notícias que me alegraram o dia:
1ºTinha 6 bilhetes para o Euro à minha espera, dois para cada jogo da fase de grupos. Logo aqui pensei "este dia vai ser o máximo..."
2º Pagaram-me o subsídio de almoço. Com esta novidade ocorreu-me "dão-me bilhetes e ainda me dão dinheiro...o dia hoje está lindo!"
3º O meu estágio acaba dia 5 de Junho, mas vão prolongá-lo até ao final do mês de Julho! O que são óptimas notícias.
Portanto, meus amigos, rejubilemos porque o dia hoje está lindo. Afinal de contas, as boas novidades fazem o sol brilhar mais. I can see clearly now the rain is gone...
Mas não é tudo, ontem tive uma revelação que ainda não consegui assimilar completamente. Mas isso fica para outro post...

sexta-feira, maio 28, 2004

Renovação

Andava a sentir que o Espaço virtual de baboseiras precisava de algo novo. Como não consegui editá-lo em livro decidi submetê-lo a uma operação de estética, um lifting ou peeling ou qualquer coisa assim desse género.
Depois de ter escolhido o novo template e de ter andado as voltas com o html para por tudo o que tinha antes consegui deixá-lo como queria. No entanto o meu blog não teve que ficar com a cara embrulhada em ligaduras durante umas semanas como aconteceu à Lili Caneças.
Portanto rejubilemos, o Espaço virtual de baboseiras tem um look novo, mas é só isso...o conteúdo vai manter-se no mesmo nível (baixo), isto é prometo as baboseiras do costume.
Espero que seja do vosso agrado, mas se não for metam a violinha no saco e fiquem caladinhos porque eu não estou para mudar isto outra vez - democracia acima de tudo.

quinta-feira, maio 27, 2004

FCP

Hoje não posso deixar de dar os parabéns aos jogadores do FCPorto. Quiseram ganhar, lutaram e fizeram tudo para alcançarem a vitória, portanto mereceram trazer a Taça.
Por outro lado temos o treinador. Já deixei bem claro que não gosto dele e continuo a não gostar. Teve uma atitude arrogante, de desprezo por tudo e por todos. Enquanto os jogadores comemoravam com a taça e as medalhas recém ganhas, o Mourinho limitou-se a afastar-se sem sequer festejar. Acho até que me posso arriscar a dizer que dou um prémio a quem tiver visto um sorriso dele.
Muito sinceramente (ódios à parte) não consigo acreditar que uma pessoa que alcançou uma vitória como a de ontem não esteja contente. Porém, o Mourinho não parecia nada contente, aliás parecia chateado e com raiva acerca de alguma coisa.
No outro lado temos os adeptos que estão, segundo ouvi esta manhã, indignados com o facto de o treinador nem sequer ter ido ao estádio festejar com a equipa e os adeptos a conquista da maior competição europeia de clubes. Na minha opinião tiveram o que mereciam. Enquanto metade deste país dizia que ele era arrogante, os portistas limitavam-se a dizer que o que interessavam eram as vitórias. Pois aí têm, poucas horas depois de o jogo ter acabado já ele dizia que se queria ir embora e que queria ir para o Chelsea.
Hoje ouvi uma frase que, na minha opinião, ilustra bem este caso: "lá fora a relva é sempre mais verde, nem que seja verde da cor do dinheiro"

P.S. Parece que hoje de manhã o autocarro do Porto não cabia debaixo de um viaduto perto do Estádio. Acho que isto está relacionado com o facto de os jogadores estarem inchados que nem balões. Um inchaço merecido, diga-se de passagem...

segunda-feira, maio 24, 2004

Reconhecer os erros

Florentino Perez, presidente do Real Madrid, está claramente a cuspir no prato onde comeu (salvo seja) e ao qual andou a dar graxa durante muito tempo.
Agora lembrou-se de vir dizer que se equivocaram ao contratar o treinador português Carlos Queirós.
Acredito que o treinador teve culpa, possivelmente não teve pulso para pôr na linha aquela quantidade enorme de meninos bonitos e vedetas. No entanto, da última vez que vi, quem andava no campo a pastelar não era o treinador mas sim os meninos bonitos do Florentino Perez.
Porque é que será que o presidente dos merengues não diz que a culpa é de todos? Dele que se equivocou e não consultou o treinador relativamente a questões de jogadores, do treinador que não soube manter o balneário unido e dos jogadores que andaram, claramente, a boicotar o treinador para que este fosse para o olho da rua assim que a temporada findasse.
A resposta a esta minha pergunta talvez passe por dois pontos:
1. O presidente admite a culpa dos outros, mas não a dele;
2. Não era de bom tom criticar os jogadores que lhe rendem tanto dinheiro, até porque da próxima vez eles poderiam fazer ainda pior e desta vez quem iria para a rua era, possivelmente, ele.

Violência

Acho que a violência, seja ela qual for e contra quem for é pura e simplesmente condenável. Quer dizer, sempre sempre também não, acho que tem que haver sempre excepções à regra.
Há pessoas que são insuportáveis e que merecem receber um tratamento drástico. Parece-me que esta é um ocasião em que a violência se justifica plenamente. Vejam e digam-me se não acham que foi merecida.
Há algumas semanas foi divulgado um estudo acerca das forças de segurança pública segundo o qual metade dos GNR nem sequer saiem do quartel (ou esquadras ou lá como é que eles chamam aos espaços de lazer onde estão habitualmente). Prevê-se que acontece o mesmo com os polícias.
É bom saber que os nossos impostos são tão bem empregues, afinal de contas gasta-se muito dinheiro a formar as pessoas para depois exercerem funções de secretárias. Não tenho nada contra quem exerce funções de secretárias, apenas acho que para isso já existem cursos específicos.
Agora já percebo porque é que estão sempre a reinvindicar que são precisos mais polícias e GNR, pois se descontarmos aqueles que foram para o Iraque e os que vão trabalhar durante o Euro 2004 as esquadras ficam sem ninguém que desempenhe funções tão importantes como atender os telefones, tomar nota dos recados, fazer cartas e, claro, tirar cafés.

sexta-feira, maio 21, 2004

Manifesto

Há uns tempos atrás fiz um post onde dizia que andava a sentir uma "fúria consumista a cresecer dentro de mim", mais à frente dizia mesmo que "o dinheiro no banco não faz nada".
Claro que apareceram logos uns oportunistas a disponibilizarem o seu NIB, para aliviarem o meu saldo. No entanto o comentário que mais me espantou foi o seguinte: "Ana, já estou a imaginar-te a pegares no teu dinheirinho e comprares uns bons acessórios de maquilhagem. Quem sabe tb um vestido e umas sandálias de salto alto.... Acho que era um bom investimento, apesar de saber q não ligas mto a esse tipo de coisas!!! Mas já está na altura de pensares nisso, q tal?"
Acredito que a minha colega Vanessa (autora do comentário) o fez na melhor das intenções, no entanto não posso deixar de manifestar a minha opinião acerca deste assunto. Acho, acredito e defendo que cada pessoa tem o direito à sua individualidade. Isto é, não somos obrgados a reger-nos todos pelos mesmos padrões. Assim que aparece alguém pronto a quebrar um dogma é logo rotulado negativamente.
Vanessa, agradeço muito o teu comentário e espero que continues a fazê-lo, mas realmente a questão não tem a ver com ligar a esse tipo de coisas, tem mais a ver com não ligar às mesmas coisas que tu.
Em jeito de conclusão, deixo aqui outro comentário, o da Susana, e faço minhas as palavras dela: "Ana, sabes k apesar da minha agenda apertada, arranjo sempre um espacinho para ti E para quem tem dinheiro a fazer cócegas na conta, uma comprinhas são uma boa solução. Agora, qto aos meus conselhos, lamento Vanessa, mas não passam por sandálias de salto alto, nem vestidos... é que a Ana que eu saiba não vai a nenhum casamento Roupa gira, bonita e prática é que é fundamental "

Ai que tédio...

Hoje está aquele tipo de tempo quem me deixa extremamente mole, quase adormecida.
Consegui estar o dia quase todo sem fazer nada, ou melhor, bocejei, espreguicei-me, bebi água, fui almoçar, voltei, bocejei mais um pouco, espreguicei-me mais e bebi água.
Pelo meio ainda nos rimos como o caraças, até porque hoje nenhuma das pessoas daqui do departamento estava com vontade de fazer fosse o que fosse.
Agora estou com tanta preguiça que nem me apetece levantar para ir à casa de banho...Ai ai...vou fazer mais um post e vou-me arrastar daqui para fora.

quarta-feira, maio 19, 2004

A solidariedade é muito bonita...

Na sexta-feira passada deram-me um documento para as mãos onde nos era pedido que angariássemos fundos para apoiar as Aldeias SOS. Como o pedido vinha da FIFA não nos podíamos recusar e como era por uma boa causa dava vontade de dar o nosso melhor. Este foi o meu primeiro erro: motivar-me e acreditar que seria possível.
A ideia passava por encontrarmos patrocinadores que dessem algum dinheiro para esta nobre causa. Como contrapartida da boa acção das instituições seria disposta publicidade no campo onde vai decorrer o jogo Portugal-Gana de sub-21 e que vai ter transmissão directa na RTP. Este jogo é na sexta-feira, dia 21, ou seja, tinha menos de uma semana para conseguir isto. Ainda assim continuei a acreditar. Segundo erro: envolver-me pessoalmente.
Na terça de manhã, depois de ter feito um ofício todo catita, contactei todos os nossos patrocinadores e parceiros pois, em princípio, estes seriam aqueles que mais facilmente apoiariam esta nossa tentativa.
Por outro lado tínhamos que mandar fazer lonas para pôr no estádio e camisolas com publicidade para distribuir. Das mentes iluminadas perante quem nós respondemos surgiu logo a indicação "nós não damos dinheiro nenhum, os custos são para abater naquilo que se conseguir angariar". Terceiro erro: pensar que esta casa iria ajudar alguém.
Entretanto foram surgindo as respostas dos patrocinadores. Não após não a minha esperança foi-se desvanecendo. A minha disposição piorou consideravelmente quando chegou a seguinte resposta: "era o que faltava darmos dinheiro para isso, vão pedir a outros". Bonito, não é?
Ainda assim, consegui que as lonas e as t-shirts fossem de borla. O caso já não parecia tão mal parado, podíamos não angariar nada, mas também não gastávamos e ainda conseguíamos fazer alguma publicidade às Aldeias SOS.
Passados alguns minutos chega uma indicação que me deixou de rastos. Afinal, se calhar, já não ia haver jogo. Parece que o Gana não tem jogadores suficientes para fazer uma equipa. Após a minha perplexidade inicial, percebi de que todo o esforço tinha sido em vão. Fiquei com uma neura brutal, mas não deixei de aprender com a minha experiência e tirei as seguintes conclusões:
1ª Nos dias de muito calor não sou grande fã de trabalhar, prefiro estar numa esplanada a beber um jola;
2ª Esforçar-me para conseguir alguma coisa e chegar ao fim para perceber que foi tudo em vão é uma grande mer...porcaria;
3ª Detesto trabalhar para aquecer;
4ª A minha ingenuidade continua a trair-me e a deixar-me surpreendida;
5ª A solidariedade é muito bonita quando temos visibilidade com isso, ganhamos a fama de sermos bons samaritanos e, principalmente, não gastamos um tostão.

terça-feira, maio 18, 2004

E os convocados são...

Tal como já vos tinha dito hoje fui à conferência de imprensa da Selecção AA, no Hotel Amazónia-Jamor.
Para todos os presentes a conferência serviu para a divulgação dos 23 atletas que vão representar o nosso país durante o Euro 2004.
Para mim serviu para observar diversas situações, analisar os comportamentos e arranjar mais material para inserir no meu relatório de estágio.
Como aluna de Comunicação Social fiquei envergonhada com o comportamento dos jornalistas, enquanto possível futura profissional da área de marketing/relações públicas fiquei assustada.
Aquilo que vi não me poderia surpreender mais. Os jornalistas não têm qualquer respeito pelos seus colegas de profissão, atropelam-se constantemente e estão-se nas tintas para se o barulho que fazem está a prejudicar o trabalho do outro, por exemplo.
Eu já calculava que aquilo fosse mau, mas nunca pensei que a falta de civismo e a competição fossem tão grandes. Na minha opinião isto deve-se ao facto de serem "muitos cães ao mesmo osso", mas principalmente a uma grande falta de respeito. Não digo que fossem todos assim, mas a maioria era.
Depois de ter chegado ao fim de todo aquele espectáculo percebi porque é que todos dizem que o Scolari é arrogante e antipático: não se pode dar abébias.
O assessor de imprensa, Afonso de Melo, teve uma calma surpreendente. Adoptou uma atitude fria e segura que não deixou espaço a grandes abusos.
Tanto um (Scolari) como o outro (Afonso de Melo) foram, fora daquele circo, bastante simpáticos, mas ali, na arena, é preciso passar uma imagem completamente diferente.
Pergunto-me se, caso estivesse no lugar deles, conseria ser uma...como hei-de dizer..."cold bitch"?
Estou a começar a sentir-me frustrada com isto.
Há umas duas semanas atrás reparei que o meu contador de visitantes tinha desaparecido. Hoje fui ao sitemeter e dizia lá que o contador tinha ido ao ar e que tinha de fazer outro. O problema é que o e-mail com o código não chega ao Hotmail.
Não sei se é de mim, do Hotmail ou do sitemeter. Se calhar é dos três.
A verdade é que hoje estou a sentir-me algo atrofiada, talvez seja mesmo eu que tenho a solução à frente dos olhos, mas não a consigo ver.
Logo se vê, agora vou almoçar. Volto ao final da tarde com a lista dos convocados, já agora, querem que mande algum recado ao Scolari? Aproveitem que eu não faço de Mercúrio todos os dias.

Parabéns a você...

O menino Karol Wojtyla faz hoje 84 anos.
Tenho alguma pena dele, pois acho que alguém com esta idade merece ter paz e descanso e não andar a aturar os padres todos e a ouvir toda a gente a queixar-se dos males do mundo.
Ainda por cima deve ter tido uma infância muito triste, não acredito que um rapaz chamado Karol pudesse ter uma infância em condicões.
Enfim, o Papa João Paulo II (nome pelo qual é mais conhecido) está de parabéns.

sábado, maio 08, 2004

Propostas indecentes e muito tentadoras

Agora ando numa de relatar conversas que tive, até que alguém me mande prender, se bem que já estou habituada a ver a PJ a aparecer... Aqui vai mais uma conversa:

Susana: Acho que me vou dedicar à pesca e vou para uma ilha no pacífico.
Ana (a precisar de mudar de ares): olha e eu vou contigo!
Susana (a interpretar literalmente o meu desabafo): a sério?
Ana (completamente fora da jogada) : sim, tou mesmo a precisar de férias...
Susana: conheço duas raparigas que abriram uma tasca na República Dominicana e estão a ter sucesso.Podíamos fazer o mesmo.
Ana (agora a gozar): sim e vendíamos shot's ou tiros, à boa maneira portuguesa.
Susana: disseram-me que se tivessemos dinheiro para investir era uma boa opção.
Ana (percebi finalmente que ela não estava a brincar): oh Susana, e onde é que nós temos dinheiro para investir?
Susana: pedimos um empréstimo a fundo perdido e durante os primeiros tempos até podemos dormir no chão da tasca...

A Susana costuma ter umas ideias meio malucas mas muito tentadoras. Na altura levei aquilo na brincadeira, mas passei a tarde toda a imaginar-me a trabalhar numa tasca dominicana com a minha sócia.
Uma frase não parava de ecoar na minha cabeça: "se eu pudesse pirava-me e era já...bem, saía daqui com uma pinta doida e sem olhar para trás, nem pensava duas vezes..."
Se, se, se...sempre o mesmo se.

quarta-feira, maio 05, 2004

Gelsen...Gelsen...quê?

Ontem o Porto lá ganhou, contra aquilo que eu esperava, mas enfim...o meu poder também não é assim tão grande.
A propósito disso, não sei se repararam na indirecta que o Mourinho me mandou, sim porque aquela boca só podia ser para mim. O (desprezível) treinador do Porto disse que esperava que todo o país se unisse em torno do clube e que todos o apoiassem na final. Sim, Mourinho não queres mais nada?
Da última vez que falei do Porto disse que desejava que eles perdessem na Corunha, como não perderam eu vou-me resignar e deixar de pensar nisso. Já não estou contra eles, vou limitar-me a abster-me relativamente a essa questão, mas o Mourinho que nem pense que eu os vou apoiar...isso já é demais.
Agora a equipa vai começar a preparar o jogo da final, penso que o mais importante e aquilo que vai dar mais trabalho vai ser ensinar a equipa a dizer o nome do sítio onde vão jogar, mas isso deve ser a única coisa que o (fraco) intelecto deles lhes permite fazer. Parece-me que vão ter muitas aulinhas extra para aprenderem a dizer Gelsenkirchen.

domingo, maio 02, 2004

Lugares que ficam

- If that plane leaves the ground and you are not with him, you'll regret it. Maybe not today, maybe not tomorrow, but soon and for the rest of your life.
- What about us?
- We'll always have Paris.

É verdade, por muito que as situações se alterem e por muito tempo que passe, há momentos e, principalmente, lugares que ficam para sempre. Lugares que serão sempre meus, por mais públicos que sejam, e que eu guardarei para sempre.

25 de Abril sempre! Fascismo nunca mais!

Permitam-me q vos relate um belo momento familiar que se passaou no sábado ao início da noite.
Estava a família quase toda (sim, porque a minha irmã já nos tinha trocado pela internet-não a censuro) reunida na sala em torno da caixinha mágica a ver o fim do telejornal da SIC e a comentar como a informação da TVI é má (é o equivalente a conversa de elevador).
O telejornal acaba e começa o genérico da telenovela. A mãe bate três palminhas em sinal de contentamento e o pai, em sinal de respeito por todas nós, muda para a RTP1. Neste canal, em virtude de ser o 1 de Maio, estavam a passar imagens do 1º dia do trabalhador.
Estava o Mário Soares a fazer um inflamado discurso quando o pai diz "Eu estava lá!"
Mário Soares - permitam-me que me vire para Álvaro Cunhal e...
Ana - lhe dê um beijo na boca, não acredito!
Soares - ...o cumprimento por ter sido um grande resistente anti-fascista!
Mãe - oh Zé deixa lá ver a telenovela, ainda por cima é este parvo que está a falar (claramente à beira do desespero por estar a perder o ínicio do episódio).
Ana, em sinal de solidariedade com a Mãe - sim pai, vá lá, muda lá isso!
Como o Pai fazia de conta que não nos ouvia a Avó decidiu juntar o seu apelo:
Avó - ainda se fosse alguém de jeito...mas é este baboso!
Mãe, farta da situação - vou ver a telenovela para a outra televisão. Levanta-se e sai de cena.
Ana - bem vou para o meu quarto ver televisão.
A Avó deixou-se ficar sentada, de qualquer forma deve ter adormecido em cinco minutos.

O que é que podemos concluir desta história?
*Na minha casa há várias televisões, o que é bastante bom pois nunca nos entendemos;
*Cá em casa todos desprezamos o bochehas, bem como qualquer membro daquela família. É quase uma tradição nossa;
*O Pai era um gajo novo quando foi o 25 de Abril, por isso como todos os jovens daquela altura rejubilou com o fim da ditadura. Chega-se mesmo a contar a história de que ele fez parte do PCTP/MRPP (não se preocupem, mais tarde passou-lhe). É um grande democrata...quando está fora de casa e os assuntos não envolvem o telecomando;
*O Pai faz ouvidos moucos às reinvidicações do proletariado.

Questão final: quando é que o 25 de Abril chega cá a casa e passamos a tomar as decisões de uma forma democrática? A primeira medida altamente democrática deveria passar por proíbir, a bem da Nação, o pai de tocar em qualquer telecomando.

sexta-feira, abril 30, 2004

A PJ aguarda-te

Este é o título do post que eu fiz acerca da minha querida Fátima Felgueiras. No entanto está alojado num "blog comunitário" do qual eu faço parte, chama-se Autobiografia Venenosa ou a Malícia dos Ignorantes, um nome bem catita, não acham? Aconselho-vos a visitarem. Podem ler aqui o meu post.
Para quem quiser relembrar o meu primeiro post acerca deste grande doidona que é a Fátima Felgueiras, pode lê-lo aqui.
É impressionante como eu consegui fazer um post com três hiperligações e sem dizer nada de jeito. É o chamado post da chulice!

quarta-feira, abril 28, 2004

Apito Dourado

Recentemente um colega bloguista (O mundo visto do sofá) acusou-me de estar com medo de falar da visita da Polícia Judiciária à Federação Portuguesa de Futebol.
Antes de continuar passo a explicar a razão deste comentário malicioso do meu colega: eu estou, desde Fevereiro, a estagiar na Federação Portuguesa de Futebol. Felizmente não fui para a arbitragem porque senão a esta hora estava a prestar declarações em Gondomar, estou no Marketing onde, felizmente, são todos tão malucos quanto eu...parece uma dependência do Miguel Bombarda.
No entanto, se pensavam que eu vinha aqui contar tudo o que se passou estão muito enganados, venho apenas fazer este esclarecimento e fazer publicidade enganosa e descarada. Passo a explicar, ao usar palavras/expressões como Valentim Loureiro, Pinto de Sousa, suborno, árbitros, corrupção, arbitragem, apito dourado, Polícia Judiciária, Federação Portuguesa de Futebol, Liga Portuguesa de Futebol Profissional e Gondomar F.C. estou a atrair viajantes incautos a este espaço. Pois, quando uma pessoa vai a um motor de busca e insere uma destas palavras numa pesquisa o meu blog vai ser uma das moradas apresentadas.
Já agora aproveito para acrescentar scandal in the portuguese football, para ver se há alguns estrangeiros que vêm cá parar.
Perdoem-me pela minha falta de vergonha, mas agora que cheguei aos 1000 acessos fiquei com a febre e quero ver quanto tempo é que demoro até atingir os 2000. eh eh! Estou a brincar foi só para gozar com os visitantes mais curiosos e que pensavam que vinha aqui contar os meandros do escândalo.
As explicações e o relato do que se passou ainda aí vêm, prometo que conto toda a história daquele dia em que a PJ nos visitou. Desta vez é a sério!

1000

Tenho que me penitenciar pois cometi uma falha terrível.
Atingi a meta dos 1000 acessos e não comemorei convenientemente essa data, pelo menos não convosco. Aqui no meu estágio disse a toda a gente que estava prestes a atingir este número, mas esqueci-me completamente de a comemorar convosco, pois vocês são os grandes culpados.
Por esta altura já devem estar a ficar fartos destas minhas comemorações. Já festejámos os 100, os 500 e agora os 1000 acessos...e só ainda lá vão três meses!
Sei que há outros blogs que têm muito mais visitas e que, comparado com eles, o meu número de visitas não é brilhante. No entanto não posso deixar de ficar contente pois nunca pensei que houvesse por esse mundo (sim, porque este blog já é internacional) tantas pessoas com tão pouco que fazer ao ponto de virem aqui ler as minhas baboseiras.
Cada vez que venho ao blog e encontro no mesmo post 10 comentários (raríssimo) ou encontro um nome que nunca tinha deixado um comentário fico muito contente e com o ego lá em cima, pois é sinal que há pessoas (poucas, mas sempre são pessoas) e um extraterreste (é bom não discriminar as minorias) que gostam daquilo que faço.
Escrevo por mim, porque preciso de fazer alguns dos desabafos que aqui faço e porque gosto. No entanto se soubesse que ninguém vinha aqui provavelmente deixaria de o fazer, a prova disso é que nunca tive vontade nem pachorra para escrever um diário.
Portanto peço-vos que continuem a vir cá, afinal de contas isto é muito mais barato do que fazer psicoterapia intensiva e porque são as vossas visitas e os vossos comentários que me dão animo para manter este espaço.
Obrigada!

O Hulk que há em mim

Eu considero-me uma gaja muito pacífica, não gosto de me meter em confusões, porém há certas situações que despoletam em mim uma atitude algo diferente, às vezes até me assusto.
É verdade, sou como o Hulk - durante a maior parte do tempo sou uma "paz de alma", uma gaja inteligente (modéstia à parte) muito racional, despois transformo-me, mas não não fico verde (isso é só por dentro;-) ) e nem acontece com tanta frequência como ao Hulk.
Na segunda aconteceu uma dessas situações. Ia no metro quando um sacana (para dizer o mínimo) me meteu a mão no rabo. Não sei que prazer é que esses tarados podem ter numa atitude dessas, mas enfim...só espero que lhe caia a mãozinha.
Senti uma raiva assassina a crescer dentro de mim, estava capaz de espancar o tipo, até já o imaginava inconsciente no chão.
No entanto tive que fazer um esforço hercúleo para me controlar porque não tinha a certeza de quem tinha sido e não era bonito partir os dentes a um tipo que não tinha feito nada.
Já me imaginava a empurrá-lo para a linha, mas ainda bem que não o fiz porque senão tinha parado a circulação do metro e depois já não conseguia voltar para casa, o que era muito chato e também porque não gosto nada daquele cheiro a porco queimado.

quarta-feira, abril 21, 2004

FCP

Hoje ouvi umas declarações do Mourinho acerca do jogo do Porto com o Corunha. Então não é que ele só falou em castelhano?! Mas será que ele não leu o post que eu escrevi acerca de os portugueses falarem castelhano?
Já agora aproveito para dizer uma coisa que me anda a apetecer há imenso tempo: espero que o Porto perca...ou melhor, espero que empatem cá e que sejam humilhados em Espanha! Estou farta de guardar isto só para mim, apenas porque não é politicamente correcto, como disse o outro: estou-me a cagar para o segredo de justiça!
É verdade, espero que percam a eliminatória. Eu sei que é uma equipa portuguesa e que devíamos torcer todos por ela, mas não consigo evitar. Eu não gosto do FCP, não gosto dos jogadores, não gosto do treinador (a este detesto-o mesmo), não gosto do presidente (mafioso), não gosto da atitude deles, nem da política deles. Resumindo, a única coisa de bom que o FCP tem é estar na cidade do Porto. Até vos digo mais, se eu fosse presidente da Câmara, arranjava maneira de os explusar de lá, eles que fossem para o outro lado do rio! Esta medida até podia ser incluída no orçamento do saneamento, porque afinal...bem é melhor ficarmos por aqui!
Já sei que vou ser chacinada, amaldiçoada e insultada por isto que escrevi, mas tinha que desabafar. Já agora aproveito para ver quantas pessoas é que consigo enervar ;-)

segunda-feira, abril 19, 2004

Que espertos...

A estupidez humana é um assunto que não deixa de me fascinar.
Parece que aconteceu uma tentativa de fuga do Estabelecimento Prisional de Lisboa. As brilhantes mentes lembraram-se de saltar de um segundo andar para fugirem da prisão. Parece que depois do salto, só um deles se voltou a levantar, os outros partiram os pézinhos e as perninhas.
Acho que o raciocínio deles deve ter sido algo do género: "como o pessoal é parente do plasticman pelo lado da mãe e do superhomem pelo lado do pai é na boa...de certeza que não nos acontece nada!" E depois...pumbas...assim vão ter direito a uns dias de férias na enfermaria e a vários meses de gozo por parte dos seus colegas.

sexta-feira, abril 16, 2004

Regresso

Tenho andado afastada deste espaço e os meus fãs já começam a estranhar, por isso venho aqui justificar a minha ausência e pedir que não enviem mais cartas para a minha morada a perguntar o que se passa, pois os correios já tiveram que destacar um carteiro só para entregar as centenas de cartas que diariamente têm chegado e as minhas cadelas já estão a ficar roucas de tanto ladrar ao senhor.
A minha semana começou muito mal. Sem saber porquê fiquei muito triste e muito abatida. Não dormia bem e passava a noite entre um sono inconstante e sonhos que me atormentavam.
Durante o dia andava completamente apática e tentava concentrar-me ao máximo no trabalho para não ter que pensar no resto. Todos os pensamentos eram demasiado dolorosos e vinham acompanhados de crises de choro incontroláveis.
Sei que eu não devia ser assim, mas sempre que fico neste estado tenho tendência para me isolar e esperar que passe. Sei que devia desabafar com alguém, mas é sempre muito difícil explicar o que me vai na alma. Com o avançar da semana este estado de espírito foi melhorando e agora sinto-me, finalmente, menos em baixo. Tal como uma coisa insignificante fez uma mossa impressionante, outra coisa aparentemente simples teve o condão de me ajudar a sair do buraco.
Agora estou de volta (para o bem e para o mal!lol!) e quero deixar um agradecimento sentido a todos os que me aturaram e que, quase sem saberem, me ajudaram apenas por estarem presentes na minha semana, ainda que, em certos casos, essa presença fosse só através de um computador ou de um telemóvel.

sábado, abril 10, 2004

Piadas

Tenho ouvido grandes piadas e tenho ouvido gozar com muita gente, mas a RTP devia ter mais cuidado ao fazê-lo. É um meio de grande visibilidade e pode ser processada, ou qualquer coisa desse género. No entanto também pode alegar que o serviço público também passa por divertir o público e contar umas piadas.
Por esta altura devem estar a pensar: "então mas afinal o que é que se passou?"
Eu explico: Na promoção ao programa Grande Entrevista da passada quinta-feira, falava-se do entrevistado António Vitorino e do seu percurso. O que na minha opinião foi perigoso e gozo do mais puro foi quando se referiram ao Vitorino como sendo um político charmoso.
Espero, sinceramente, que fosse a gozar com ele, porque se alguém acredita mesmo nisso é grave, é que o senhor tem tanto, ou menos, charme que um peixe morto há 15 dias.

sexta-feira, abril 09, 2004

Direitos de imagem

Segundo a Igreja Católica (IC) nós somos todos filhos de Deus. Este pressuposto por si só levanta uma questão muito importante: a consanguinidade. Basicamente andamos a ter filhos dos nossos irmãos e primos.
Outra questão: Já repararam na exploração que é feita da imagem de Deus (o nosso pai, segundo a IC) e de Jesus (o nosso irmão, também segundo a IC). Ou muito me engano, ou caso a família destas duas pessoas (todas as pessoas do mundo) pusesse um processo ao Vaticano por se apropriar ilegitimamente da imagem de dois membros da nossa família e reclamasse os direitos de imagem ía ser muito engraçado. É óbvio que o dinheiro dividido por todos não ía dar muito, mas ía ser giro ver a IC a vender o Vaticano e o Santuário de Fátima em leilão para poderem pagar os direitos de imagem acumulados ao longo de mais de 2000 anos.

Imagens alternativas

Ontem estava a dar um filme na televisão onde nos era apresentado um Jesus pequenino (mais ou menos 6/7 anos), este menino era loiro, de olhos azuis e falava com uma eloquência que põe a um canto muito boa gente que hoje em dia anda a dar opiniões em tudo quanto é lado.
Quando uma pessoa vai ver televisão já vai preparada para assistir a certas cenas que desafiam os limites do real. Vai com uma predisposição para aceitar certas coisas, mesmo sabendo que nada daquilo é verdade. É essa a base para conseguirmos suportar muito do entretenimento que nos é apresentado: adoptar uma atitude vegetativa.
No entanto há coisas que são demais e penso que um Jesus apresentado naqueles moldes é uma dessas coisas. SE Jesus realmente existiu e se tivermos em atenção a zona geográfica a que ele teria pertencido era praticamente impossível que ele tivesse aquele aspecto.
Quanto à incrível eloquência daquele menino, das duas uma ou ele era sobredotado e andou-se a perder a pregar aquelas pessoas ou então Deus era um grande criativo e esmerou-se bastante naquele filho.

quarta-feira, abril 07, 2004

Nunca fui grande fã de ir às compras, ou melhor nunca gostei nada disso.
No entanto, ultimamente estou a sentir uma fúria consumista a crescer dentro de mim e o facto de ter dinheiro na conta está a contribuir muito.
Apetece-me oferecer umas prendas, especialmente à minha irmã que bem merece por me aturar tanto (miúda vê lá se dás umas dicas porque eu não sei o que te hei-de dar!).
Mas também tenho em vista umas coisas para mim, mas estou com dúvidas e preciso de falar com uma pessoa que às vezes me dá uns bons conselhos. Portanto aproveito para deixar mais um recado: Susana temos que falar. O dinheiro no banco não faz nada e vi uns ténis lindos! ;-)
Este post de futilidade foi patrocinado pela boa disposição com que eu ando.

terça-feira, abril 06, 2004

O tempo é um fenómeno maravilhoso. Para além de proporcionar a muito boa gente inúmeras conversas de elevador tem um efeito espantoso em mim, especialmente o bom tempo.
Sinto-me feliz com estes dias. Não houve nenhuma mudança na minha vida (está tudo na mesma como a lesma) mas estes dias de sol fazem-me olhar para a vida de uma forma mais alegre, renovam-me, aquecem-me a alma e fazem-me trautear na rua (o que, pela forma como as pessoas olham para mim, nem sempre é positivo ;-)
Sinto vontade de ir passear, de ir sentir o sol a tocar-me no corpo, se pudesse guardava um pouco destes dias dentro de uma caixinha e sempre que os dias fossem mais cinzentos, tirava um pouco de sol para ficar tal e qual como estou hoje.
Isto tudo para dizer que me sinto feliz :-)

quinta-feira, abril 01, 2004

Uma boa gargalhada

Na minha opinião não há nada como uma boa gargalhada para começar o dia.
As gargalhadas que dei hoje de manhã foram patrocinadas pelo camarada Carlos Carvalhas (ou Cacete Carvalhas como é carinhosamente conhecido). Na verdade são poucas as coisas que me alegram mais do que ouvir o camarada a falar ou o PCP em si. As ideias defendidas são pura e simplesmente hilariantes.
Se formos a ver bem temos que dar a mão à palmatória pois este nível de humor mantém-se inalterável há centenas de anos (para aí desde as revoluções russas) e são poucas as piadas que duram tanto tempo.
Por isso eu digo "Camarada, as tuas declarações são sempre bem vindas às notícias matinais. Obrigada por alegrares o dia de tanta gente. Esse sim é o verdadeiro serviço público, um precioso auxílio para ajudar o país a sair da depressão e do cinzentismo, provocado pelo capitalismo e por governos opressores de direita,..." É daquelas piadas que por muito que se repita não se gasta.
A Câmara Municipal de Lisboa disponibiliza uma linha telefónica que permite aos cidadãos alertarem a edilidade para certas situações, como por exemplo passeios estragados, jardins degradados, lixo na via pública, carros abandonados, etc.
Agora as pessoas têm menos uma desculpa para apenas se queixarem da situação e não fazerem nada para a emendar.
E agora que desculpa é que vão arranjar? É que o número até é uma linha azul...

quarta-feira, março 31, 2004

Falem português, porra!

Da última vez que confirmei estava em Portugal e a língua oficial deste país era o português. Não sei se entretanto mudou, espero que não porque eu tenho muito orgulho na nossa língua. Não tenho é muito orgulho em algumas das pessoas que nos representam, mas isso é outra história.
Também não tenho qualquer problema com o facto de certas pessoas dizerem que têm uma segunda língua, como por exemplo o inglês. Eu própria o faço e acho que não há mal nenhum nisso. No entanto o português é a nossa língua, algo do qual nos devíamos orgulhar, que devíamos respeitar e usar sempre que seja possível.
Por tudo isto, fez-me bastante confusão ouvir o nosso Presidente da República chegar a Espanha e falar em espanhol para os jornalistas espanhóis. Que eu me lembre nunca ouvi o Aznar, das várias vezes que ele cá veio, falar em português para os nossos jornalistas. Ele fala espanhol e quem perceber percebe, quem não perceber paciência.
Não digo que adoptemos uma posição arrogante do género “eu sou português, logo só falo português” mas que tenhamos alguma dignidade. Se nós percebemos os espanhóis eles com certeza que também nos percebem.
Mas ainda pior do que isso e algo que me mete realmente nojo é ouvir em anúncios expressões como “call center”, “case study” e tantas outras que tais. Se não houvesse uma tradução para português era uma coisa, mas na maioria dos casos até há e bastante fácil, são até expressões que toda a gente conhece. O problema é que as pessoas têm tendência para, estupidamente, pensarem que uma expressão em inglês no meio de uma frase dá-lhe um toque de classe. Eu acho que dá classe de parvo, mas isso sou eu.
Por isso falem português, porra!

quarta-feira, março 24, 2004

O passageiro adormecido

Estou à espera do dia em que vou calmamente sentadinha no comboio e surge o Sr. Pica (nome que eu dei aos revisores - acho que é muito mais explicativo das funções que desempenham). Como eu sou uma menina comportadinha tiro logo o meu bilhete para mostrar, porém o senhor que está três metros à minha frente está a dormir. Então o Sr. Pica prepara-se para o acordar com aquele toque no braço que ele aprendeu na escola de Srs. Picas. Assim que toca no passageiro adormecido este levanta-se, saca de uma arma do coldre que até então tinha permanecido oculto e começa a gritar com o ar mais alucinado do mundo "nunca me hão de apanhar...são Eles, Eles andam à minha procura...perseguem-me porque eu sei de mais...mas eu mato-os...e depois mato-me...nunca me vou deixar apanhar...(enquanto solta risos histéricos e psicóticos)".
Até que finalmente olha em seu redor e percebe onde está, olha para o Sr. Pica (que por esta altura tem as calças molhadas e uma poça aos pés) esforça-se por sair do transe em que se encontrava, tira o bilhete do bolso, mostra-o e diz "desculpe, pensava que era outra pessoa".

P.S. Esta ideia surgiu-me, não sei bem como, quando ía no comboio para casa. Fiquei assustada com o meu delirio.

Inquietações

Hoje de manhã perdi a cabeça e decidi pedir uma queijada de laranja para acompanhar o meu café.
Foi aí que me surgiu uma questão que me está a inquietar e que quero partilhar convosco: porque é que chamamos "queijada" a um bolo que nem sequer leva queijo?
As minhas preferidas são as de leite, mas esta até estava boa.

terça-feira, março 23, 2004

Acho que o Sr. Zapatero faz muito bem em mandar retirar as tropas espanholas do Iraque. É a atitude ideal de quem pretende demonstrar que ataques terroristas são a melhor forma de atingir um propósito. Aí está uma boa forma de se aprovar o velho ditado "não olhar a meios para atingir os fins".

Por outro lado:
O ex-Predidente desta bela República em que vivemos demonstra cada vez mais que não está na plena posse das suas faculdades mentais. Prova do seu avançado estado de senilidade são as recentes declarações nas quais propôs que se dialogasse com os terroristas.
Tentei fazer uma análise destas declarações, mas não consegui pois o nível do ridículo é tão grande e a baboseira de tão elevado calibre que não me pareceu apropriado estar a acrescentar alguma baboseira da minha autoria, correndo o risco de baixar o nível.