terça-feira, janeiro 11, 2005

"Fora do tempo pôs-se o sol
e a lua fora do tempo também.
Fora do tempo nasceram dois
filhos da mesma mãe"



Estes versos pertencem a uma música de Luís Represas.

Passei por aqui a deixá-los porque às vezes dou por mim com a sensação que ando fora do tempo.

Fora do tempo que a "música" tem e que os outros marcam e fora do tempo em termos de calendário (penso frequentemente que devia ter nascido num outra época qualquer, apesar de não saber bem qual).

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Não gosto de deitar foguetes antes do tempo, mas deixem-me gozar este momento, pois, pelo menos durante uma semana,
Estamos na frente
Segundo o Record e a Bola, somos líderes isolados (??), apesar de eu não saber em que país é que um ponto de diferença é "isolado", mas enfim...

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Receitas extraordinárias

O Sócrates veio hoje dizer que caso seja eleito primeiro-ministro não irá recorrer a receitas extraordinárias (como o actual governo tentou fazer) para controlar o défice.
Gostava sinceramente de saber como é que ele vai conseguir isso, uma vez que é praticamente um milagre. Bem, todos sabemos que o Guterres tem boas relações com os padres (até foi chamado de "pedaço de carne benzida") e pode ser que ele lhe peça para interceder junto da Santa Sé para se arranjar um milagrito.
Porém, como este blog está sempre "aquele" passo mais à frente, venho aqui sugerir uma alternativa, que consiste no seguinte: o Sócrates arranca os seus dentinhos e os dos restantes ministros e membros do PS, põe-nos todos debaixo de uma grande almofada e espera que a Fada dos Dentes os troque por moedinhas.
Claro que para a maioria dos seres humanos isto parece ridículo, mas quem acredita que consegue controlar o défice sem recorrer a receitas extraordinárias também deve acreditar na Fada dos Dentes. Pode ser que tenhamos sorte e lhe apareça a Fada dos Dentes do filme Dragão Vermelho...
Note-se que eu não concordo com a forma como o Bagão Félix assaltou o fundo de pensões da CGD para arranjar dinheiro, mas preparem-se porque, infelizmente, o Sócrates deve vir a ser o próximo Primeiro-ministro e (podem escrever) o espectáculo não vai ser bonito...

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Janeiro

Janeiro é um mês mágico.
É o primeiro do ano, as pessoas começam o mês de ressaca e passam o resto nas lonas porque gastaram tudo no natal e na passagem de ano. É um mês frio como o raio. Atendecede o mês do Carnaval e (este ano) de eleições, logo vamos assistir à triste campanha eleitoral. Pelo que disse até agora pouco tem de mágico, não é?
Bem, pensem positivo...o Big Brother já acabou, estamos mais perto do Verão, já não temos que aturar 20 minutos de intervalos com anúncios a nenucos,...
Para além disto, Janeiro é especial porque é o MEU mês e porque temos duas datas especiais que irão ser devidamente celebradas a seu tempo, portanto estejam atentos nos dias 16 (o meu dia, explico quando lá chegarmos) e 17 (o Espaço Virtual de Baboseiras faz 1 ano!).

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Tem mais encanto na hora da despedida

Este ano vou passar o fim de ano a Coimbra com bons amigos de quem tenho muitas saudades. Vai ser espectacular, como é sempre que eu estou com aquelas pessoas.
Para me despidir do ano velho e dar as boas-vindas ao ano novo deixo aqui uma imagem que (ainda que alusiva à época natalícia) é uma imagem de rambóia. Como rambóia é aquilo que se vai passar na passagem de ano (ainda que sem sexo, sadomasoquismo ou chicotes...não excluo as renas propositadamente), pareceu-me indicada. Espero que gostem!


Posted by Hello

A família

As famílias são, segundo consta, todas iguais...ou pelo menos muito parecidas. Há quem diga que a minha irmã é igualzinha a mim, mas em ponto pequeno. Por vezes até me assusto quando ela diz uma coisa em que eu estava a pensar naquele preciso instante.
Claro que, tal como eu, a miúda (apesar da tenra idade) em uma perita em parvoíces e baboseiras. No outro dia estavamos a duas e o meu pai a ver uma reportagem na tv sobre as famílias de afecto. Vira-se a chavala para o pai (já com aquele ar de quem vai dizer uma coisa que vai deixar o homem 5 anos mais velho) e atira "oh pai, nós bem que podíamos ser uma família de afecto. Até podíamos adoptar um menino, para aí com 14 anos (por coincidência é a idade dela), um que fosse assim giro e divertido. O que é que achas?"
Ainda não satisfeita com a cara de espanto do pai e com as minhas gargalhadas, voltou à carga "Já agora...o melhor é adoptarmos dois: o de 14 e um de 23 para a mana..."
Perdi logo a vontade de rir. É que vindo de outra pessoa este comentário até teria piada, mas a minha irmã gosta muito de dizer "oh mana, tens 23 anos e ainda não tens namorado. O que é que pensas fazer? Tens que arranjar alguém para te casares e saíres de casa, olha que já estás a ficar velhota"

terça-feira, dezembro 28, 2004

A tradição ainda é o que era

Venho da uma boa notícia a todos aqueles que andavam acabrunhadinhos e desapontados com as televisões portuguesas por, durante a época natalícia, não terem passado nenhum filme com o Macaulay Culkin.
Parece que vai passar um filme (para aí com 10 anos) com o miúdo na passagem de ano ou no dia 1 de Janeiro. Não é nenhum dos sozinhos em casa, mas é aquele com o tio que é quase tão bom como os outros.
Numa época tão conturbada como a actual é bom ver que há coisas que não mudam e que a tradição ainda é o que era. Por isso, deixo aqui o meu muito obrigada às televisões nacionais por nos mostrarem que nunca irão melhorar!

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Os votos do Espaço virtual de baboseiras


"O Voto" foi gentilmente cedido pelo Daniel que produziu esta imagem para enviarmos pelo e-mail interno, mas depois decidimos que isto era demasiado "à frente" para aquele meio. Posted by Hello

terça-feira, dezembro 21, 2004

A minha mana

Conheci a minha mana no primeiro ano da ESE. Não eramos do mesmo curso, mas tínhamos algumas disciplinas juntas durante o primeiro ano. A certa altura descobrimos que tínhamos nascido exactamente no mesmo dia, apenas com umas horas de diferença. A partir de então passámos a ser manas, manas gémeas.
Já acabámos o curso. Ela é professora (gabo-lhe a coragem) e eu finjo que trabalho onde vocês já sabem. Infelizmente não nos vemos com a mesma frequência, mas continuamos a ser manas do coração.
Agora ela está numa escola perto da minha casa e no sábado passado foi visitar-me (acho que não nos víamos há mais de um ano). Quando a vi abracei-a e ela respondeu-me "os teus abraços continuam exactamente iguais".
Mais tarde pensei naquela frase e reparei que me fez sentir muito bem, não só a visita dela, mas o facto de saber que há coisas que nunca mudam, por mais voltas que a vida dê. Os meus abraços continuam iguais e nós continuamos a ser manas.
É bom saber que ainda há pontos estáveis, dá-me uma forte sensação de segurança e solidez. O que é uma ajuda preciosa para quem tem uma cabecinha como a minha que anda sempre à deriva e desorientada.

sábado, dezembro 18, 2004

Mais perto do mundo civilizado

Costumo dizer que moro num sítio onde nem Judas se atreveu a ir perder as botas. Fica longe de tudo, apesar de não estar muito distante de Lisboa (uns míseros 30 km) parece que estamos no interior esquecido e ostracizado.
Até há pouco tempo só podíamos ter internet por telefone o que, sabe quem já experimentou, é desesperante e angustiante.
No entanto, desde a semana passada que há ADSL!!! É a loucura! Portanto agora estou ligada à maquina, especialmente porque é uma ligação a 1Mb sem quaisquer limites de downloads ou uploads. Um mundo de oportunidades, músicas e filmes pirateados abre-se diante dos meus dedos...
A parvoíce hoje está muito forte porque ontem foi o jantar de Natal do sítio onde eu finjo que trabalho. Foi uma noite em grande e penso que há uma frase para a qualificar "upa upa!puxadote!" (somos fãs dos gatos). Cheguei a casa bem cedo, quando o sacana do galo do vizinho já estava a cantar e estavam a dar desenhos animados na tv.
Por outro lado, no fim da noite aconteceu algo de muito desagradável. Quando a noite acabou e eu estava a regressar a casa estava completamente de rastos, afinal tinha-me levantado às 7 da manhã e tinha sido um dia de loucos. Quando entrei no comboio já estava mais para lá do que para cá e aquilo pareceu-me uma excelente oportunidade para passar pelas brasas. Só que três miúdos resolveram sentar-se mesmo ao pé de mim para gozarem cada vez que eu adormecia e dizerem coisas simpáticas como "esta gente já nem aguenta a noite toda"...os filhos de uma grande...nem sequer consegui dormir com o barulho dos risinhos e gargalhadas sufocadas.
Agora são 17h, já vesti o pijamita, vou comer qualquer coisita e vou enroscar-me nos lençóis e tentar ficar lá até amanhã...

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Final da Taça UEFA

Já estão à venda os bilhetes para a Final da Taça UEFA que se irá disputar no Estádio Alvalade XXI no dia 18 de Maio de 2005.
Os bilhetes podem ser adquiridos através do site da FPF ou pelo link directo.

terça-feira, dezembro 14, 2004

Fora de serviço

Hoje apetece-me fugir, desaparecer. Não estou chateada, nem triste, nem nada desse género. Apenas sinto que não é aqui que devia estar.
Apetece-me virar o letreiro da minha porta para "volte mais tarde" e fechar-me.
Sinto que metade de mim hoje ficou em casa, sinto-me ausente e fora do sítio, como um bibelot que está desarrumado.
Estou afastada de mim própria e distante de tudo o que me rodeia.
Hoje nada me irá satisfazer e tudo vai ficar aquém daquilo que realmente queria, apesar de nem eu mesma saber o que isso é.
Mas sair daqui e ir andar para a beira rio era capaz de me fazer bem. O ar frio a bater na cara podia ajudar a pôr as ideias (e a mim própria) no sítio, mas cada um tem aquilo que merece e, por isso, vou para o armazém o que até é parecido com a um passeio à beira rio...

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Ai que está a tremer...

Passava pouco das 14h da tarde quando a terra tremeu, depois de termos afastado a possibilidade inicial de excesso de álcool lá nos apercebemos que tinha sido um pequeno sismo.
Chegámos também à conclusão que era devido aos movimentos terrestres que o alarme não parava de tocar e eu já estava a ficar com dores de cabeça. Sim, porque nós aqui ouvimos o alarme a tocar e continuamos sentadinhos no nosso lugar.
Agora que penso nisso, um sismo é muito preocupante até porque eu estou no quarto andar e não me apetece nada levar com o pessoal que está nos andares superiores (até ao 8º) em cima...
Ainda tentei convencer o pessoal a fazermos uma evacuação e irmos para a Alexandre Herculano ver os carros passarem, mas ninguém foi na minha conversa.
Esta foi a primeira vez que eu senti um sismo. Vocês também deram conta?

quinta-feira, dezembro 09, 2004

Os rapazes não crescem

Lembro-me que quando andava na escola preparatória reparei que os rapazes eram uns seres muito infantis, mas dei-lhes o desconto de ainda serem muito novos.
Quando cheguei à secundária percebi que eles não haviam mudado, mas já notava algumas nuances. Ou seja, quando isolados comportavam-se em condições, quando em bando eram os mesmos infantis de sempre. Ainda assim continuei a pensar que, talvez, com a idade mudassem.
Agora apercebo-me, talvez tardiamente, que eles pura e simplesmente não crescem, continuam sempre infantis.
Às vezes chateia-me ver as diferenças de atitude de um gajo entre uma situação que está só ele como representante do sexo masculino e situações em que tem outros espécimes junto de si.
Claro que temos excepções, que como em tudo confirmam a regra, mas a maioria dos gajos são pessoas sociáveis com quem conseguimos ter uma conversa decente quando estão sozinhos, depois quando se juntam dois tornam-se uns parvinhos que só conseguem fazer palhaçadas.
Será que isto é uma espécie de um bug que só é accionado quando na presença de outro elemento com cromossomas XY? Ou é apenas o resultado de séculos e séculos de experiência de parvoíce acumulada?

terça-feira, dezembro 07, 2004

Baboseira da semana

A besta do Castelo Branco disse ontem:
"Oh Mónica, eu passei coisas na minha vida que tu nem imaginas, mas quando leres as minhas memórias tu vais perceber. Eu sou como uma tartaruga ninja que está sempre a mudar mas não deixa de ser ela própria". Acerca desta afirmação tenho várias coisas a dizer:
  1. As coisas más que passaste na tua vida devem ter acontecido na altura que andavas a aviar magalas em Moçambique;
  2. A literatura nacional já teve melhores dias, não lances as tuas memórias porque de certeza que o papel nem vai ser bom para levarmos para a casa-de-banho;
  3. As tartarugas ninja, como toda a gente sabe, não são mutáveis. A mutação que sofreram foi à nascença, mas depois ficaram daquela forma.
  4. Quando uma pessoa faz uma referência é para tentar parecer erudito, logo falhaste ao referires as tartarugas ninja. Por outro lado, ao fazer referências devemos cingir-nos a um universo que esteja dentro dos nossos conhecimentos, o que no teu caso se aplica ao livrinho com ditos religiosos que andas sempre a ler; e
  5. És uma besta de todo o tamanho.

Acho que é tudo, já descarreguei alguma da rabujice que tenho hoje. Acho que vou começar a trabalhar.

segunda-feira, novembro 29, 2004

We are the world...

Hoje ouvi uma notícia na qual era dito que o primeiro ministro Santana Lopes ía juntar (durante um almoço, salvo erro) alguns dos pesos-pesados do seu Governo para, assim, discutirem a actual situação.
Assim que ouvi isto veio-me à ideia que esta reunião era uma espécie de Live Aid Governamental, em que cada um chegava lá, cantava uma musiquita e animava o pessoal durante mais algum tempo.

Dúvida

Há uma dúvida que me assaltou no fim-de-semana: o que é que o Santana Lopes queria dizer com aquela história do bébe na incubadora e da família que lhe dá pancada?
Uma pessoa já anda confusa com as medidas que eles tomam e com as políticas praticadas e ele ainda nos atira com esta tentativa de analogia para nos deixar mais desnorteados...ou será que era mesmo essa a intenção?

sexta-feira, novembro 26, 2004

O sol brilhará para todos nós

O Partido Comunista continua, como sempre, fechado sobre si próprio e agarrado a ideias que já morreram há 50 anos. Esta atitude tem consequências físicas nos membros do partido, pois, todos sabemos, que começam a hiperventilar cada vez que se afastam mais de 50 km do recinto da Festa do Avante, excepto quando é para ir ao Alentejo assinalar a morte de Catarina Eufémia, cuja história foi totalmente manipulada afim de servir os interesses do Partido.
Calculamos que este congresso irá decorrer, como todos os outros, sob o signo da democracia, do respeito pela pluralidade de opiniões e da renovação e abertura as novas ideias e conceitos. Ah ah ah...estou cheia de piadas logo pela manhã.
Só para finalizar deixo-vos aqui uma passagem da música mais conhecida deste partido e que, calculo eu, deve ser ainda mais velha do que o próprio Cunhal...se é que isso é possível:
"Avante camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz!
Avante camarada, avante camarada,
O sol brilhará para todos nós!"
Espero que tenham cantado com o punho esquerdo no ar!

quinta-feira, novembro 25, 2004

Barómetro DN/TSF/Marktest

Desta feita o Barómetro debruça-se sobre a opinião dos portugueses relativamente ao desfecho do Caso Casa Pia que se inicia hoje.
De acordo com esta sondagem 64,3 por cento acha que o desfecho não será justo, contra 22,5 por cento que têm opinião contrária, ao passo que 13,2 por cento disse não ter opinião.
Porém acho que é de valor analizarmos o perfil destes três grupos e segundo a minha análise temos:
  • Um grupo que não acredita na justiça e que acredita que as pessoas "poderosas" cometem crimes à vontade e conseguem sair impunes. Eu incluo-me neste grupo;
  • Um grupo de ingénuos que anda com os olhos tapados e ainda não percebeu em que tipo de país vive, é por isso que acreditam que vai ser feita justiça; e
  • Um grupo que se está "a cagar" para o que se passa no país, pois desde que recebam o cheque ao fim do mês e que o seu clube ganhe aos fins-de-semana está tudo bem.

E, meus amigos, é este o país que temos, composto por criminosos, cépticos, ingénuos e atrasados mentais.

quarta-feira, novembro 24, 2004

Estado de espírito

Já tive momentos na minha vida em que me senti feliz, momentos em que fui muito feliz, parecia que tudo corria bem e que os acontecimentos se encaixavam numa perfeição que tinham o condão de me deixar radiante. Não se podia pedir muito mais.
Ao contrário desses períodos, agora sinto infeliz todos os dias. As coisas que me alegram são muito, muito poucas e, regra geral, não me sinto entusiasmada com nada e sinto-me farta de tudo.
Bem sei que a vida tem altos e baixos, mas há baixos demasiado longos. Continuo a pensar que isto vai melhorar, da forma como as coisas estão acho que só pode melhorar. Talvez seja apenas a criança ingénua que existe dentro de mim que continua a alimentar essa esperança.
Porém, tenho uma necessidade muito forte de acreditar que, algures no futuro, a felicidade espera por mim, pois a ideia de pensar que já esgotei os meus momentos de felicidade e que daqui para a frente vai ser sempre assim é algo que me assusta profundamente e faz-me pensar se, caso assim seja, vale a pena continuar ou se não será melhor desistir.