Os avós são um poço de experiência, por isso sempre fiz questão de ouvir com muita atenção aquilo que as minhas avós me diziam.
Uma delas fazia questão de me repetir duas coisas que hoje vêm mesmo a propósito do assunto que vos trago. A primeira é que “o respeito vem de cima para baixo” e a segunda é que “quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito”.
No passado dia 26 de Maio teve lugar na Assembleia da República o debate mensal. Regra geral, este espectáculo, perdão debate, tem transmissão directa na :2.
Há poucos programas da nossa televisão que eu gosto mesmo de ver, mas as transmissões dos debates da assembleia da república estão nesse grupo.
Se nunca tiveram oportunidade de assistir, aconselho-vos vivamente a experimentarem, porque há poucos momentos televisivos mais engraçados e divertidos do que aquele.
Se não estou em erro, nunca consegui ver um destes debates sem dar umas boas gargalhadas.
Mas no dia 26 foi de mais, o tema em questão era relacionado com as farmácias.
O CDS/PP interpelava o Governo, na pessoa do primeiro ministro José Sócrates.
O deputado da bancada popular Nuno Melo parecia que tinha assaltado uma farmácia, ou então que tinha sido acometido por várias doenças súbitas, tal era a quantidade de medicamentos que ele levava para tentar demonstrar a evolução dos preços destes.
Confesso que, tendo em atenção quer tudo aumentou, estranho seria se o mesmo não se tivesse passado com os medicamentos.
Voltando ao debate, o deputado Nuno Melo tinha colocado umas questões ao primeiro-ministro e na altura em que Sócrates estava a responder, o deputado conversava com o seu colega de bancada.
O chefe do Governo achou que isto era falta de educação, e neste aspecto até tenho que lhe dar uma certa razão. Quando alguém nos responde, devemos ao menos olhar para ela. No entanto, os parâmetros da cortesia parlamentar são algo diferentes e é comum que estas situações aconteçam.
No entanto, o primeiro ministro quis mostrar que estava ao nível desta falta de etiqueta e disse “oh senhor deputado, esteja caladinho e ouça”, mostrando o que é a verdadeira brejeirice, falta de educação e de boas maneiras.
Claro que, deste momento em diante, as farmácias e o preço dos medicamentos perderam a importância toda para se passar a discutir qual deles tinha cometido a falta maior.
Sócrates ainda tentou justificar-se dizendo que tinha estado calado enquanto o deputado o interpelou e que não era nada de mais pedir silêncio.
Eu acho que os fins não justificam os meios e que, de hoje em diante, o primeiro ministro deixou de poder exigir respeito, não obstante os sorrisos forçados que distribui a eito
terça-feira, junho 06, 2006
segunda-feira, maio 29, 2006
Código Da Vinci (Crónica p/Rádio Pernes 29Maio06)
Este fim-de-semana fui finalmente ver o Código da Vinci.
A curiosidade já apertava e eu não queria deixar que o filme saísse de cartaz sem que eu o tivesse visto.
Eu já tinha lido o livro e portanto, se queria ver o filme é porque tinha gostado da história, mas agora não podia deixar de ir ver como é que aquelas páginas tinham ficado ao serem adaptadas para a tela.
Confesso que estava à espera que mais alguma acção, pois algumas cenas pareceram demasiado paradas.
Isto é estranho, uma vez que a história, ainda que tenha sido abreviada em virtude da transição para um novo meio, era a mesma que foi capaz de me apaixonar e de me fazer ler o livro de quase um só fôlego, sem que tenha notado os tais momentos menos vivos que vi no cinema.
Quanto à narrativa do livro, só posso dizer que me agradou imenso, não só pela forma como ela é contada, mantendo-nos presos da primeira à última página, mas também pela história em si.
Se esta é verdade ou não, é algo que me escapa, mas também me parece que não é aí que reside o cerne da questão, pelo menos para mim, porque é claro que há aí muita gente preocupada em tentar deitar a baixo o livro por esse mesmo motivo.
Mas como estava a dizer, o que realmente me importa é que estamos perante um conto interessante e cativante, com muitos factos históricos ou referências a associações simbólicas que são completamente verdadeiras e que passam ao lado do conhecimento de muitas pessoas, mas que também contém uma série de outras referências que não estão comprovadas e que por isso são postas em causa.
Mas afinal o que é a ficção? Bem, segundo o dicionário é um tipo de literatura que engloba principalmente o romance, a novela e o conto, e que assenta em acontecimentos e/ou personagens criados ou interpretados pela imaginação. Portanto até aqui tudo bem.
Já no que diz respeito à igreja católica, à Opus Dei e a todas as pessoas que, do alto do seu fundamentalismo religioso, se opuseram a esta obra, seja a literária ou a cinematográfica, acho que fizeram um excelente trabalho de promoção destas e que quem vai receber os lucros lhes deve estar muito grato.
Na verdade, e sem retirar o mérito devido ao autor, tenho dúvidas que Dan Brown tivesse alcançado tanto sucesso se não fosse a participação activa dos seus críticos que ao manifestarem-se contra a sua obra só fizeram com que ela se tornasse mais conhecida, deixando mais e mais pessoas com vontade de descobrir os motivos por trás de tanta celeuma.
Quanto à posição do autor, será que ele sai desta história, cheia de episódios de censura, minimamente prejudicado?
Claro que não. Dan Brown tem a saída mais airosa, vantajosa e lucrativa possível.
Tornou-se mundialmente conhecido, viu o Código da Vinci ser editado em mais de 40 línguas, vendendo milhões de cópias, vai ganhar muito dinheiro com a receita de bilheteira do filme e, para além disto tudo conseguiu criar uma excelente rampa de lançamento para o que quer que venha a escrever no futuro e, essencialmente, para os outros livros que até eram anteriores ao Código da Vinci, mas que estavam a precisar de uma alavanca, sendo que um deles já começou a ser adaptado para o cinema.
Esta situação é uma excelente prova de que, quando algo não nos agrada, mas vale ignorar do que estar a fazer um tremendo alarido.
Mas o que acho estranho é que a igreja católica, que é perita em fazer acontecimentos caírem no esquecimento, não saiba esta lição melhor que qualquer um dos outros intervenientes.
A curiosidade já apertava e eu não queria deixar que o filme saísse de cartaz sem que eu o tivesse visto.
Eu já tinha lido o livro e portanto, se queria ver o filme é porque tinha gostado da história, mas agora não podia deixar de ir ver como é que aquelas páginas tinham ficado ao serem adaptadas para a tela.
Confesso que estava à espera que mais alguma acção, pois algumas cenas pareceram demasiado paradas.
Isto é estranho, uma vez que a história, ainda que tenha sido abreviada em virtude da transição para um novo meio, era a mesma que foi capaz de me apaixonar e de me fazer ler o livro de quase um só fôlego, sem que tenha notado os tais momentos menos vivos que vi no cinema.
Quanto à narrativa do livro, só posso dizer que me agradou imenso, não só pela forma como ela é contada, mantendo-nos presos da primeira à última página, mas também pela história em si.
Se esta é verdade ou não, é algo que me escapa, mas também me parece que não é aí que reside o cerne da questão, pelo menos para mim, porque é claro que há aí muita gente preocupada em tentar deitar a baixo o livro por esse mesmo motivo.
Mas como estava a dizer, o que realmente me importa é que estamos perante um conto interessante e cativante, com muitos factos históricos ou referências a associações simbólicas que são completamente verdadeiras e que passam ao lado do conhecimento de muitas pessoas, mas que também contém uma série de outras referências que não estão comprovadas e que por isso são postas em causa.
Mas afinal o que é a ficção? Bem, segundo o dicionário é um tipo de literatura que engloba principalmente o romance, a novela e o conto, e que assenta em acontecimentos e/ou personagens criados ou interpretados pela imaginação. Portanto até aqui tudo bem.
Já no que diz respeito à igreja católica, à Opus Dei e a todas as pessoas que, do alto do seu fundamentalismo religioso, se opuseram a esta obra, seja a literária ou a cinematográfica, acho que fizeram um excelente trabalho de promoção destas e que quem vai receber os lucros lhes deve estar muito grato.
Na verdade, e sem retirar o mérito devido ao autor, tenho dúvidas que Dan Brown tivesse alcançado tanto sucesso se não fosse a participação activa dos seus críticos que ao manifestarem-se contra a sua obra só fizeram com que ela se tornasse mais conhecida, deixando mais e mais pessoas com vontade de descobrir os motivos por trás de tanta celeuma.
Quanto à posição do autor, será que ele sai desta história, cheia de episódios de censura, minimamente prejudicado?
Claro que não. Dan Brown tem a saída mais airosa, vantajosa e lucrativa possível.
Tornou-se mundialmente conhecido, viu o Código da Vinci ser editado em mais de 40 línguas, vendendo milhões de cópias, vai ganhar muito dinheiro com a receita de bilheteira do filme e, para além disto tudo conseguiu criar uma excelente rampa de lançamento para o que quer que venha a escrever no futuro e, essencialmente, para os outros livros que até eram anteriores ao Código da Vinci, mas que estavam a precisar de uma alavanca, sendo que um deles já começou a ser adaptado para o cinema.
Esta situação é uma excelente prova de que, quando algo não nos agrada, mas vale ignorar do que estar a fazer um tremendo alarido.
Mas o que acho estranho é que a igreja católica, que é perita em fazer acontecimentos caírem no esquecimento, não saiba esta lição melhor que qualquer um dos outros intervenientes.
quarta-feira, maio 24, 2006
Bandeira (crónica Rádio Pernes de 22Maio06)
Finalmente aconteceu. Entrei para o Guiness e acredito que é agora que a humanidade me vai dar o valor e reconhecimento que eu mereço… A mim e às restantes mais de 18 mil mulheres que no sábado marcaram presença no Estádio Nacional.
Enfim, delírios aparte a verdade é que estive no Estádio do Jamor para fazer parte do evento intitulado “a mais bela bandeira do mundo”.
Conseguir por em curso uma campanha que põe tanta gente num evento, que tem como intenção promover a imagem das instituições que o pagaram é óptimo, o retorno é garantido.
Mas fazê-lo em torno de um símbolo nacional como a bandeira, apelando ao reacender do sentimento de união que se fez sentir durante o Euro, com uma menção especial às mulheres que já se mostram em força no futebol, foram factores que potenciaram largamente o sucesso deste evento.
Quando eu cheguei a casa e me perguntaram como tinha corrido eu respondi muito sinceramente que o efeito final foi espectacular.
Após fazer o elogio da conclusão, fazia uma pausa e dava a minha opinião acerca da preparação e essa não podia ser pior.
Acredito que controlar uma massa humana daquele tamanho e mantê-la satisfeita deva ser difícil, no entanto conseguir pô-la tão insatisfeita e revoltada deve ser mais outro recorde do guiness.
A divulgação começou bem antes do evento, sendo pedido às pessoas que se registassem através do site. No sábado nada disso valeu.
Simplesmente limitaram-se a fazer entrar as pessoas para o estádio, para depois nos deixarem à espera durante horas e horas a fio.
Se durante o início o público esteve participativo, de certa hora em diante com o cansaço, a saturação e a indignação em alta, o estádio deixou de apoiar para começar a vaiar.
As críticas começaram a ouvir-se e se, por um lado, todas as pessoas tinham razão quando se queixaram da curta aparição da Selecção Nacional que supostamente estava presente para agradecer mas que mostrou grande relutância em deixar-se ver.
Por outro lado não posso deixar de criticar a atitude de muitos dos presentes. É certo que quando uma pessoa fica cansada, saturada e com sede a paciência começa a esgotar-se, mas dificilmente isso servirá como desculpa para muito do que ali se passou, em cuja origem está uma falta de civismo inqualificável.
Desde famílias que levaram consigo os seus bebes de colo, até pessoas que pareciam andar à procura de criar confusão, com um comportamento mais digno de um espectáculo de luta livre do que de um evento de apoio à Selecção.
No entanto, estas tristes atitudes acabam por ir parar à gaveta, porque amanhã é dia de começarmos a torcer pela nossa Selecção, primeiro no Euro com os sub-21 e depois no Mundial com os A’s.
Para aqueles que dizem que temos muitos assuntos como o défice com que nos preocupar eu tenho que concordar, mas a vida não pode ser só problemas e por vezes é necessário mudar de atitude para ganharmos motivação.
Enfim, delírios aparte a verdade é que estive no Estádio do Jamor para fazer parte do evento intitulado “a mais bela bandeira do mundo”.
Conseguir por em curso uma campanha que põe tanta gente num evento, que tem como intenção promover a imagem das instituições que o pagaram é óptimo, o retorno é garantido.
Mas fazê-lo em torno de um símbolo nacional como a bandeira, apelando ao reacender do sentimento de união que se fez sentir durante o Euro, com uma menção especial às mulheres que já se mostram em força no futebol, foram factores que potenciaram largamente o sucesso deste evento.
Quando eu cheguei a casa e me perguntaram como tinha corrido eu respondi muito sinceramente que o efeito final foi espectacular.
Após fazer o elogio da conclusão, fazia uma pausa e dava a minha opinião acerca da preparação e essa não podia ser pior.
Acredito que controlar uma massa humana daquele tamanho e mantê-la satisfeita deva ser difícil, no entanto conseguir pô-la tão insatisfeita e revoltada deve ser mais outro recorde do guiness.
A divulgação começou bem antes do evento, sendo pedido às pessoas que se registassem através do site. No sábado nada disso valeu.
Simplesmente limitaram-se a fazer entrar as pessoas para o estádio, para depois nos deixarem à espera durante horas e horas a fio.
Se durante o início o público esteve participativo, de certa hora em diante com o cansaço, a saturação e a indignação em alta, o estádio deixou de apoiar para começar a vaiar.
As críticas começaram a ouvir-se e se, por um lado, todas as pessoas tinham razão quando se queixaram da curta aparição da Selecção Nacional que supostamente estava presente para agradecer mas que mostrou grande relutância em deixar-se ver.
Por outro lado não posso deixar de criticar a atitude de muitos dos presentes. É certo que quando uma pessoa fica cansada, saturada e com sede a paciência começa a esgotar-se, mas dificilmente isso servirá como desculpa para muito do que ali se passou, em cuja origem está uma falta de civismo inqualificável.
Desde famílias que levaram consigo os seus bebes de colo, até pessoas que pareciam andar à procura de criar confusão, com um comportamento mais digno de um espectáculo de luta livre do que de um evento de apoio à Selecção.
No entanto, estas tristes atitudes acabam por ir parar à gaveta, porque amanhã é dia de começarmos a torcer pela nossa Selecção, primeiro no Euro com os sub-21 e depois no Mundial com os A’s.
Para aqueles que dizem que temos muitos assuntos como o défice com que nos preocupar eu tenho que concordar, mas a vida não pode ser só problemas e por vezes é necessário mudar de atitude para ganharmos motivação.
quinta-feira, maio 18, 2006
Carrilho (crónica Pernes)
De seguida, transcrevo a crónica que fiz para a Rádio Pernes e que foi transmitida no dia 15 de Maio.
Quando vemos um miúdo com mau perder pensamos que é porque é um pouco mimado, porque não está habituado a perder e até desculpamos, afinal é uma criança e nós queremos acreditar que com a idade ele irá crescer e essa característica vai ficar perdida algures na infância.
Mas quando encontramos um adulto com esta característica e que ainda por cima tem uma posição de algum relevo na sociedade estamos perante uma situação complicada. Pois um adulto que pelas funções que desempenha está sujeito ao escrutínio público e que tem mau perder é alguém que se pode tornar muito desagradável.
Foi exactamente isso que Manuel Maria Carrilho conseguiu esta semana. Depois de a população alfacinha lhe ter dito que não confia nele para ser presidente da câmara da capital, ele vem mostrar que não tem respeito por ninguém.
Não tem respeito pelos adversários, não tem respeito pela comunicação social, nem pelo voto do público.
Sob o signo da verdade, o nome do livro onde Manuel Maria Carrilho vem lavar a roupa suja, é uma análise pessoal, que, enquanto tal, tem o valor que tem. No entanto, uma análise pessoal difere em muito de ataques pessoais a todas as pessoas que, num momento ou noutro, da campanha para as autárquicas não concordaram com o deputado.
Uma pessoa que se apresenta ao público e que se submete a este tem que estar preparada para ouvir opiniões menos agradáveis.
Mas uma pessoa que se apresenta com a família e tenta fazer uma campanha política toda ela baseada na mulher e no filho, que até já diz “papá”, tem que estar preparada para ser completamente cilindrada pelos seus adversários e pelos comentadores.
Na minha opinião nem sequer foi isso que aconteceu e até penso que ambas as partes acusadas de injustiça para com o candidato foram brandas na sua abordagem, o que me deixa a pensar sobre qual seria a dimensão da birra se a campanha tivesse sido um pouco mais agressiva.
Depois, Carrilho volta a trazer a lume episódios dos quais já ninguém falava tais como o famoso aperto de mão que não chegou a acontecer.
Este remexer das águas, só faz com que a sua imagem, que não saiu incólume das autárquicas, volte a ser lembrada pelos piores motivos.
Basicamente, Carrilho dispara em todas as direcções possíveis e imaginárias, numa tentativa ridícula de sacudir a água do capote e de tentar desviar as atenções do seu fracasso político.
Porém, parece que este filósofo não é estratega, pois o tiro saiu-lhe completamente pela culatra e seis meses depois vem reavivar na memória de todos o mau feitio que demonstrou durante a carreira política sempre que os acontecimentos não lhe corriam de feição.
O ex-ministro da cultura aderiu ao sensacionalismo barato e deu à população de Lisboa a melhor prova de que o voto em Carmona Rodrigues foi realmente a melhor opção.
Quando vemos um miúdo com mau perder pensamos que é porque é um pouco mimado, porque não está habituado a perder e até desculpamos, afinal é uma criança e nós queremos acreditar que com a idade ele irá crescer e essa característica vai ficar perdida algures na infância.
Mas quando encontramos um adulto com esta característica e que ainda por cima tem uma posição de algum relevo na sociedade estamos perante uma situação complicada. Pois um adulto que pelas funções que desempenha está sujeito ao escrutínio público e que tem mau perder é alguém que se pode tornar muito desagradável.
Foi exactamente isso que Manuel Maria Carrilho conseguiu esta semana. Depois de a população alfacinha lhe ter dito que não confia nele para ser presidente da câmara da capital, ele vem mostrar que não tem respeito por ninguém.
Não tem respeito pelos adversários, não tem respeito pela comunicação social, nem pelo voto do público.
Sob o signo da verdade, o nome do livro onde Manuel Maria Carrilho vem lavar a roupa suja, é uma análise pessoal, que, enquanto tal, tem o valor que tem. No entanto, uma análise pessoal difere em muito de ataques pessoais a todas as pessoas que, num momento ou noutro, da campanha para as autárquicas não concordaram com o deputado.
Uma pessoa que se apresenta ao público e que se submete a este tem que estar preparada para ouvir opiniões menos agradáveis.
Mas uma pessoa que se apresenta com a família e tenta fazer uma campanha política toda ela baseada na mulher e no filho, que até já diz “papá”, tem que estar preparada para ser completamente cilindrada pelos seus adversários e pelos comentadores.
Na minha opinião nem sequer foi isso que aconteceu e até penso que ambas as partes acusadas de injustiça para com o candidato foram brandas na sua abordagem, o que me deixa a pensar sobre qual seria a dimensão da birra se a campanha tivesse sido um pouco mais agressiva.
Depois, Carrilho volta a trazer a lume episódios dos quais já ninguém falava tais como o famoso aperto de mão que não chegou a acontecer.
Este remexer das águas, só faz com que a sua imagem, que não saiu incólume das autárquicas, volte a ser lembrada pelos piores motivos.
Basicamente, Carrilho dispara em todas as direcções possíveis e imaginárias, numa tentativa ridícula de sacudir a água do capote e de tentar desviar as atenções do seu fracasso político.
Porém, parece que este filósofo não é estratega, pois o tiro saiu-lhe completamente pela culatra e seis meses depois vem reavivar na memória de todos o mau feitio que demonstrou durante a carreira política sempre que os acontecimentos não lhe corriam de feição.
O ex-ministro da cultura aderiu ao sensacionalismo barato e deu à população de Lisboa a melhor prova de que o voto em Carmona Rodrigues foi realmente a melhor opção.
quinta-feira, maio 11, 2006
A solidariedade é muito bonita - parte II
Realmente a solidariedade é muito bonita mas quando temos alguma projecção e quando conseguimos ter proveito de uma acto tão abnegado.
Ultimamente tenho visto, lido e ouvido algumas notícias que me têm dado a volta ao estômago, como esta. O motivo não é a notícia em si, claro está, e até louvo o acto de apoiar as Aldeias SOS.
No entanto, ainda me lembro disto e de quando andei a tentar angariar apoios para o mesmo projecto fora da FPF porque a direcção foi a primeira a dizer que não dava nada.
No entanto, agora que as câmaras da televisão e as objectivas dos fotógrafos estão voltadas naquela direcção já se ouve o Sr. Presidente a dizer que sente uma enorme honra em associar-se a este projecto e que até vão oferecer 5000 euros. Sr. Presidente, esta é só para si: BULLSHIT!
É verdade que mais vale tarde do que nunca, mas a hipocrisia e a vontade de aparecer na televisão por tudo e por nada enoja-me.
Ultimamente tenho visto, lido e ouvido algumas notícias que me têm dado a volta ao estômago, como esta. O motivo não é a notícia em si, claro está, e até louvo o acto de apoiar as Aldeias SOS.
No entanto, ainda me lembro disto e de quando andei a tentar angariar apoios para o mesmo projecto fora da FPF porque a direcção foi a primeira a dizer que não dava nada.
No entanto, agora que as câmaras da televisão e as objectivas dos fotógrafos estão voltadas naquela direcção já se ouve o Sr. Presidente a dizer que sente uma enorme honra em associar-se a este projecto e que até vão oferecer 5000 euros. Sr. Presidente, esta é só para si: BULLSHIT!
É verdade que mais vale tarde do que nunca, mas a hipocrisia e a vontade de aparecer na televisão por tudo e por nada enoja-me.
segunda-feira, abril 24, 2006
Rádio Pernes
Há coisa de um ano atrás, recebi uma mensagem no voice mail do meu telemóvel que me deixou de queixo caído.
Um amigo dos tempos de Setúbal, que na altura era jornalista na Rádio Pernes, ligou-me para dizer que tinha mostrado o EVB a uma das animadoras da Rádio e que queriam que eu fizesse uma crónica semanal.
Primeiro não fazia ideia que ele mostrasse isto a alguém, segundo não fazia ideia que esse alguém me endereçasse um convite deste género.
Assim começou uma aventura e "sem saber ler nem escrever" comecei a cronicar semanalmente na Rádio Pernes sobre aquilo que me desse na real gana.
A experiência do Espaço Virtual de Baboseiras foi fundamental, pois aqui comecei a escrever para um público, sujeitando-me às opiniões (de parte) deste, mas houve qualquer coisa dentro de mim que deu um leve sinal de que ainda andava por cá, o bichinho da rádio.
Durante muito tempo quis trabalhar em rádio, cheguei a fazer estágios curriculares na Rádio Jornal de Setúbal, mas depois decidi manter-me na área da comunicação, mas abandonar o jornalismo para me dedicar à área que no nosso curso se chamava "cultural", mas que corresponde às relações públicas, aos eventos, à assessoria de imprensa, ao marketing,...
Mas, pelos visto, a rádio resistiu a isto e voltou a entrar pela minha vida dentro sem eu sequer me aperceber.
No dia 11 de Abril de 2005 estava a fazer a minha primeira crónica, gosto de pensar que desde essa data evolui, quanto mais não seja em "à-vontade".
Ainda que as minhas crónicas e aquilo que escrevo aqui sejam algo diferentes, pois tenho que adequar a minha mensagem a um público e a um meio diferentes (McLuhan, és grande!) acredito que a essência seja a mesma.
Assim, e para partilhar convosco esta faceta, vou começar a publicar aqui alguns dos textos. As crónicas podem ouvi-las em directo na Rádio Pernes, em www.radiopernes.pt ou em 101.7 / 105.5, todas as segundas-feiras, por volta das 9h15.
Aviso à navegação: a Rádio Pernes é uma rádio regional da zona de Santarém e é dirigida a um público muito específico, pelo que, em termos de música, não vão à espera de uma RFM.
Um amigo dos tempos de Setúbal, que na altura era jornalista na Rádio Pernes, ligou-me para dizer que tinha mostrado o EVB a uma das animadoras da Rádio e que queriam que eu fizesse uma crónica semanal.
Primeiro não fazia ideia que ele mostrasse isto a alguém, segundo não fazia ideia que esse alguém me endereçasse um convite deste género.
Assim começou uma aventura e "sem saber ler nem escrever" comecei a cronicar semanalmente na Rádio Pernes sobre aquilo que me desse na real gana.
A experiência do Espaço Virtual de Baboseiras foi fundamental, pois aqui comecei a escrever para um público, sujeitando-me às opiniões (de parte) deste, mas houve qualquer coisa dentro de mim que deu um leve sinal de que ainda andava por cá, o bichinho da rádio.
Durante muito tempo quis trabalhar em rádio, cheguei a fazer estágios curriculares na Rádio Jornal de Setúbal, mas depois decidi manter-me na área da comunicação, mas abandonar o jornalismo para me dedicar à área que no nosso curso se chamava "cultural", mas que corresponde às relações públicas, aos eventos, à assessoria de imprensa, ao marketing,...
Mas, pelos visto, a rádio resistiu a isto e voltou a entrar pela minha vida dentro sem eu sequer me aperceber.
No dia 11 de Abril de 2005 estava a fazer a minha primeira crónica, gosto de pensar que desde essa data evolui, quanto mais não seja em "à-vontade".
Ainda que as minhas crónicas e aquilo que escrevo aqui sejam algo diferentes, pois tenho que adequar a minha mensagem a um público e a um meio diferentes (McLuhan, és grande!) acredito que a essência seja a mesma.
Assim, e para partilhar convosco esta faceta, vou começar a publicar aqui alguns dos textos. As crónicas podem ouvi-las em directo na Rádio Pernes, em www.radiopernes.pt ou em 101.7 / 105.5, todas as segundas-feiras, por volta das 9h15.
Aviso à navegação: a Rádio Pernes é uma rádio regional da zona de Santarém e é dirigida a um público muito específico, pelo que, em termos de música, não vão à espera de uma RFM.
sexta-feira, abril 21, 2006
Os parvinhos do mundo
É sabido que as pessoas que têm pouco que fazer "deitam-se a pensar". Foi em momentos de pouca actividade como estes que surgiram coisas tão importantes nos nossos dias como a lei da gravidade (o marmanjo estava debaixo da árvore a bater uma sorna e fica conhecido para todo o sempre por ter levado com uma maça na cabeça), a mini-saia (a senhora tinha pouco que fazer na ala masculina e pensou que um cinto em vez de saia aumentaria as suas probabilidades), o Castelo Branco (dispensa apresentações) e este blog (se consultarem os arquivos vão ver que nasceu numa época em que tinha uma quantidade de trabalhos da escola inversamente proporcional à vontade para os fazer).
Ultimamente ando com muito pouco que fazer. Bem que me tento entreter, mas nem sempre é possível.
Hoje, estava no comboio a regressar a casa quando de repente me comecei a lembrar dos tempos em que andava na Escola Secundária Reynaldo dos Santos (essa grande instituição onde eu nasci para a comunicação, não sei se a abençoe ou se a amaldiçoe) e cheguei, mais uma vez, à conclusão de que era uma parvinha.
Não tenho vergonha de o admitir, era parvinha. Fazia parvoíces, pensava em parvoíces,...
Na altura tinha entre 15 e 17 anos, morava num sítio em que não conhecia e não lidava bem com o meu nível de parvoíce, o que fazia com que fosse mais reservada.
Claro que com 15 anos toda a gente é parva, mas com o mal dos outros posso eu bem. E nesta frase reside a nova informação, a peça fulcral deste texto com mais parentisis do que pontos finais, a grande revelação: eu ainda hoje sou parvinha, bem, talvez agora seja mais a puxar para o parvalhona.
A diferença é que aos 15 anos todos somos parvos, mas alguns ultrapassam essa frase e tornam-se pessoas sérias, sensaboronas e sem qualquer interesse. Outros mudam a sua linha de orientação e tornam-se estúpidos, grunhos e matarros. Outros, como eu, continuam arvinhos, mas de uma forma mais refinada. Conseguem controlar-se em algumas situações e chegam mesmo a conseguir passar por "normais" ou por "pessoas com piada", mas o seu verdadeiro habitat é constituído por parvoíces como este blog e povoado por leitores como vocês.
Ultimamente ando com muito pouco que fazer. Bem que me tento entreter, mas nem sempre é possível.
Hoje, estava no comboio a regressar a casa quando de repente me comecei a lembrar dos tempos em que andava na Escola Secundária Reynaldo dos Santos (essa grande instituição onde eu nasci para a comunicação, não sei se a abençoe ou se a amaldiçoe) e cheguei, mais uma vez, à conclusão de que era uma parvinha.
Não tenho vergonha de o admitir, era parvinha. Fazia parvoíces, pensava em parvoíces,...
Na altura tinha entre 15 e 17 anos, morava num sítio em que não conhecia e não lidava bem com o meu nível de parvoíce, o que fazia com que fosse mais reservada.
Claro que com 15 anos toda a gente é parva, mas com o mal dos outros posso eu bem. E nesta frase reside a nova informação, a peça fulcral deste texto com mais parentisis do que pontos finais, a grande revelação: eu ainda hoje sou parvinha, bem, talvez agora seja mais a puxar para o parvalhona.
A diferença é que aos 15 anos todos somos parvos, mas alguns ultrapassam essa frase e tornam-se pessoas sérias, sensaboronas e sem qualquer interesse. Outros mudam a sua linha de orientação e tornam-se estúpidos, grunhos e matarros. Outros, como eu, continuam arvinhos, mas de uma forma mais refinada. Conseguem controlar-se em algumas situações e chegam mesmo a conseguir passar por "normais" ou por "pessoas com piada", mas o seu verdadeiro habitat é constituído por parvoíces como este blog e povoado por leitores como vocês.
terça-feira, abril 04, 2006
Espaço Virtual de Baboseiras, ou o canto do quisto
Recentemente fez um ano que fui operada para sacar o larbinhas (petit-nom do quisto aqui por casa).
Na altura partilhei o triste/feliz (o larbinhas morreu/finalmente livrei-me do sacana do larbinhas) convosco, registando o momento para a posteridade.
Quando me lembro, gosto de ir ao contador de visitantes ver quais são as expressões que trazem os viajantes incautos ao Espaço Virtual de Baboseiras e é frequente encontrar expressões de pesquisa como "quisto" ou "quisto dermóide".
Para além disso, ultimamente têm chegado à caixa de correio alguns e-mails de visitantes (essencialmente do sexo feminino) que padecem do mesmo problema e que gostariam de ter um relato em primeira mão ou simplesmente conversar com alguém que passou pelo mesmo.
Saber que este espaço é de alguma utilidade para as pessoas que estão desse lado enche-me de orgulho, por isso se me quiserem escrever (sobre quistos ou só para dizer olá) estejam à vontade, o e-mail baboseirasvirtuais@hotmail.com foi criado para vocês. Deste lado fica a promessa de resposta.
Na altura partilhei o triste/feliz (o larbinhas morreu/finalmente livrei-me do sacana do larbinhas) convosco, registando o momento para a posteridade.
Quando me lembro, gosto de ir ao contador de visitantes ver quais são as expressões que trazem os viajantes incautos ao Espaço Virtual de Baboseiras e é frequente encontrar expressões de pesquisa como "quisto" ou "quisto dermóide".
Para além disso, ultimamente têm chegado à caixa de correio alguns e-mails de visitantes (essencialmente do sexo feminino) que padecem do mesmo problema e que gostariam de ter um relato em primeira mão ou simplesmente conversar com alguém que passou pelo mesmo.
Saber que este espaço é de alguma utilidade para as pessoas que estão desse lado enche-me de orgulho, por isso se me quiserem escrever (sobre quistos ou só para dizer olá) estejam à vontade, o e-mail baboseirasvirtuais@hotmail.com foi criado para vocês. Deste lado fica a promessa de resposta.
domingo, abril 02, 2006
Pró natal o meu presente eu quero que seja
Quero apaixonar-me e ser correspondida. Voltar a sentir tudo o que já senti, antes que me esqueça. Tenho medo que passe tempo demais e que depois seja demasiado tarde.
Este post poderia transformar-se na maior lamechice de toda a história, por isso, e antes que fique irremediavelmente lamechas, vou destrambelhar dizendo que, pensando melhor, talvez não seja boa ideia esperarmos até ao natal...estou farta de passar as festas "sozinha".
Já nem sequer consigo desviar este post do seu rumo ultra-lamechas, por isso vou-me ficar por aqui.
Este post poderia transformar-se na maior lamechice de toda a história, por isso, e antes que fique irremediavelmente lamechas, vou destrambelhar dizendo que, pensando melhor, talvez não seja boa ideia esperarmos até ao natal...estou farta de passar as festas "sozinha".
Já nem sequer consigo desviar este post do seu rumo ultra-lamechas, por isso vou-me ficar por aqui.
terça-feira, março 21, 2006
Dia da Poesia
A minha avó Clara disse-me que hoje era o Dia da Poesia e, por isso, decidi presentear-vos com um clássico 8lembrem-se que a culpa é da avó).
"Oh lua que vais tão alta,
redonda que nem um tamanco.
Maria traz cá a escada
que eu não chego lá com o banco."
Enfim, é impressionante como, apesar de ser apenas uma quadra, consegue condesar toda a força dos verdadeiros clássicos.
"Oh lua que vais tão alta,
redonda que nem um tamanco.
Maria traz cá a escada
que eu não chego lá com o banco."
Enfim, é impressionante como, apesar de ser apenas uma quadra, consegue condesar toda a força dos verdadeiros clássicos.
sábado, março 11, 2006
Mais puro
Conseguem sentir que o ar que respiramos está mais limpo?
Slobodan Milosevic foi encontrado morto na sua cama na prisão do Tribunal Internacional de Haia.
Recordo que Milosevic estava acusado de crimes de guerra, crimes contra a humanidad e e genocídio pelo seu papel nas guerras na Croácia e Bósnia (1991-1995) e no Kosovo (1998-1999).
Slobodan Milosevic foi encontrado morto na sua cama na prisão do Tribunal Internacional de Haia.
Recordo que Milosevic estava acusado de crimes de guerra, crimes contra a humanidad e e genocídio pelo seu papel nas guerras na Croácia e Bósnia (1991-1995) e no Kosovo (1998-1999).
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Sócrates, o pistoleiro de esquerda regressa
Sócrates volta a disparar, mas ao invés de apontar ao próprio pé decidiu fazer do português o seu alvo.
Ontem, na sequência da polémica que surgiu com o anúncio do eventual encerramento de 1500 escolas do ensino básico o nosso primeiro-ministro decidiu prestar umas declarações e ainda bem que o fez pois contribuiu para o aumento do número de minutos de humor na rádio portuguesa.
Então, estava o sr. eng. a dizer que esta medida prende-se com o facto de "as crianças destas escolas de província terem um nível de educação mais baixo" e que tal não pode ser permitido. Um ponto para o Sócrates.
De seguida, rematou dizendo que, por outro lado, compreende perfeitamente que as pessoas destas localidades queiram defender as suas terras porque ele também viveu numa terriola do interior e que está solidario com este sentimento, mas que as pessoas têm que entender que ao mudar as crianças para uma escola maior e mais central estas vão ficar "mais bem ensinadas". Conta lá em que escola andaste Sócrates?
P.S. A saga de "Sócrates, o pistoleiro de esquerda" começou aqui. Quem sabe esteja aqui o tema do meu livro (depois só ficam a faltar a árvore e o filho), material é coisa que não falta.
Ontem, na sequência da polémica que surgiu com o anúncio do eventual encerramento de 1500 escolas do ensino básico o nosso primeiro-ministro decidiu prestar umas declarações e ainda bem que o fez pois contribuiu para o aumento do número de minutos de humor na rádio portuguesa.
Então, estava o sr. eng. a dizer que esta medida prende-se com o facto de "as crianças destas escolas de província terem um nível de educação mais baixo" e que tal não pode ser permitido. Um ponto para o Sócrates.
De seguida, rematou dizendo que, por outro lado, compreende perfeitamente que as pessoas destas localidades queiram defender as suas terras porque ele também viveu numa terriola do interior e que está solidario com este sentimento, mas que as pessoas têm que entender que ao mudar as crianças para uma escola maior e mais central estas vão ficar "mais bem ensinadas". Conta lá em que escola andaste Sócrates?
P.S. A saga de "Sócrates, o pistoleiro de esquerda" começou aqui. Quem sabe esteja aqui o tema do meu livro (depois só ficam a faltar a árvore e o filho), material é coisa que não falta.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
domingo, fevereiro 12, 2006
Nunca mais é Março (o fel está em alta)
Aqueles que, provavelmente, são as duas épocas mais merdosas do ano estão aí: o dia dos namorados e o carnaval.
No primeiro o mel é tanto que até enjoa, para além de que as hormonas da primavera estão a chegar e anda toda a gente demasiado enamorada para o meu gosto de encalhada (atenção: eu tenho a perfeita noção de que isto é dor de corno). No segundo as pessoas são invadidas por uma folia compulsiva e uma vontade de se mascararem que eu, sinceramente não entendo e, até aqueles, que não gostam se sentem obrigados/compelidos a entrarem na festa.
"Ambas as duas" me dão a volta ao estômago e Março parece estar tão longe...
No primeiro o mel é tanto que até enjoa, para além de que as hormonas da primavera estão a chegar e anda toda a gente demasiado enamorada para o meu gosto de encalhada (atenção: eu tenho a perfeita noção de que isto é dor de corno). No segundo as pessoas são invadidas por uma folia compulsiva e uma vontade de se mascararem que eu, sinceramente não entendo e, até aqueles, que não gostam se sentem obrigados/compelidos a entrarem na festa.
"Ambas as duas" me dão a volta ao estômago e Março parece estar tão longe...
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Parabéns a mim
Reparei agora que já atingi os 10000 visitantes.
Para alguns pode não ser muito, mas é acho que é muito bom e como aqui quem manda sou eu...
Fiz umas contas, e 10000 visitantes em 2 anos e (quase) um mês dá uma média superior da 13 visitas diária. Surpreende-me que todos os dias haja 13 (uns dias mais outros menos) pessoas (ou talvez extra-terrestres) desocupadas e com tão pouco que fazer que venham aqui perder tempo.
Obrigada a todos pelas visitas e um agradecimento especial aos comentadores.
Para alguns pode não ser muito, mas é acho que é muito bom e como aqui quem manda sou eu...
Fiz umas contas, e 10000 visitantes em 2 anos e (quase) um mês dá uma média superior da 13 visitas diária. Surpreende-me que todos os dias haja 13 (uns dias mais outros menos) pessoas (ou talvez extra-terrestres) desocupadas e com tão pouco que fazer que venham aqui perder tempo.
Obrigada a todos pelas visitas e um agradecimento especial aos comentadores.
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Da ilha para o ténis
Na segunda feira fui ver o Match Point. Aqueles que vão à procura de um filme sobre ténis, podem desenganar-se porque não tem nada a ver. Quer dizer aparecem lá umas cenas de umas aulas de ténis e o início (que define a filosofia de todo o filme) é só com uma rede e uma bola, mas não é sobre ténis.
O filme é muito bom, tem uma série de reviravoltas surpreendentes e que nos tiram o tapete debaixo dos pés. Claro que nenhum dos choques foi maior do que aquele que acabei de ter ao descobrir que a Scarlett Johansson tem 21 anos.
Citando a Susana, "a mulher é um escândalo". Não só é linda, com dá uma instensidade espectacular aos seus papéis. Desde o filme "Uma boa mulher" que ando a reparar nela, depois seguiu-se "A ilha" e agora o "Match Point".
Aposto que ela ainda tem muito para dar, afinal, com a progressão que ela teve desde o "Encantador de Cavalos" só podemos esperar muitos mais bons papéis. Eu já estou à espera do "Bórgia"...
O filme é muito bom, tem uma série de reviravoltas surpreendentes e que nos tiram o tapete debaixo dos pés. Claro que nenhum dos choques foi maior do que aquele que acabei de ter ao descobrir que a Scarlett Johansson tem 21 anos.
Citando a Susana, "a mulher é um escândalo". Não só é linda, com dá uma instensidade espectacular aos seus papéis. Desde o filme "Uma boa mulher" que ando a reparar nela, depois seguiu-se "A ilha" e agora o "Match Point".
Aposto que ela ainda tem muito para dar, afinal, com a progressão que ela teve desde o "Encantador de Cavalos" só podemos esperar muitos mais bons papéis. Eu já estou à espera do "Bórgia"...
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Presidênciais 2006 - O dia depois
A atitude de Sócrates ao sobrepor-se a Manuel Alegre é considerada de "incompetência ou má fé".
Será que o nosso primeiro-ministro prefere ser recordado como:
-o incompetente que não soube olhar para a televisão para ver que o candidato presidêncial que ficou em segundo lugar nas votações estava a discursar ou;
-o primeiro-ministro que apoiou o candidato errado e, ao aperceber-se do seu erro, demonstrou todo o seu mau perder ao atropelar Manuel Alegre, numa clara atitudede desrespeito pelo candidato presidêncial que os eleitores preferiram ao apoiado pelo PS?
Lembro-vos que este "incidente"(?) foi relatado em tempo real no Espaço Virtual de Baboseiras. Este parágrafo não passa de gabarolice em tempo real da autora do EVB.
Será que o nosso primeiro-ministro prefere ser recordado como:
-o incompetente que não soube olhar para a televisão para ver que o candidato presidêncial que ficou em segundo lugar nas votações estava a discursar ou;
-o primeiro-ministro que apoiou o candidato errado e, ao aperceber-se do seu erro, demonstrou todo o seu mau perder ao atropelar Manuel Alegre, numa clara atitudede desrespeito pelo candidato presidêncial que os eleitores preferiram ao apoiado pelo PS?
Lembro-vos que este "incidente"(?) foi relatado em tempo real no Espaço Virtual de Baboseiras. Este parágrafo não passa de gabarolice em tempo real da autora do EVB.
domingo, janeiro 22, 2006
Finalmente! - Rescaldo das Presidências MMVI
O novo Presidente da República acabou de falar e de dizer que tem orgulho no seu país, a minha irmã já dorme no sofá.
Está na hora de fechar a banca, ir imprimir a minha crónica para amanhã (eu disse que tinha novidades para vocês) e ir para a cama.
Espero que o Prof. Cavaco Silva dê o seu melhor contributo para que todos nós possamos ter orgulho no nosso país e nas pessoas que nos representam.
Está na hora de fechar a banca, ir imprimir a minha crónica para amanhã (eu disse que tinha novidades para vocês) e ir para a cama.
Espero que o Prof. Cavaco Silva dê o seu melhor contributo para que todos nós possamos ter orgulho no nosso país e nas pessoas que nos representam.
Finalmente - Rescaldo das Presidênciais XXIV
Será que a Manuela Moura Guedes andou a fumar ganzas antes do directo ou andou a beber? Nunca vi ninguém a rir-se tanto enquanto apresenta os resultados das eleições presidênciais.
Por mais que o Miguel Sousa Tavares baralhe e volte a dar de novo não consegue dar a volta aos resultado e a Maria José Nogueira Pinto está a revelar-se uma acérrima defensora da candidatura de direita.
Por mais que o Miguel Sousa Tavares baralhe e volte a dar de novo não consegue dar a volta aos resultado e a Maria José Nogueira Pinto está a revelar-se uma acérrima defensora da candidatura de direita.
Finalmente! - Rescaldo das presidênciais (já perdi a conta da parte)
Cavaco sai finalmente da toca. Os vizinhos do Prof. saíram todos para a rua para celebrarem a sua partida para Belém. Será que o Sr. era assim tão mau vizinho?
Manuel Alegre começou o seu discurso e na altura em que se preparava para nos brindar com um poema escrito hoje enquanto fazia a sua higiene matinal quando o Primeiro-ministro começou o seu discurso.
Custa-me a acreditar que o PS não soubesse que Manuel Alegre estava a prestar declarações e que esta intromissão e atropelo nojento tenha sido casual. Sócrates volta a mostrar que todos os golpes valem, até os mais baixos.
Manuel Alegre começou o seu discurso e na altura em que se preparava para nos brindar com um poema escrito hoje enquanto fazia a sua higiene matinal quando o Primeiro-ministro começou o seu discurso.
Custa-me a acreditar que o PS não soubesse que Manuel Alegre estava a prestar declarações e que esta intromissão e atropelo nojento tenha sido casual. Sócrates volta a mostrar que todos os golpes valem, até os mais baixos.
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