Arre quase nem sabia o caminho para cá!
Mas esta sexta feira mereceu uma vinda cá para partilhar convosco o meu dia.
Estava eu a ir para o comboio, na minha scooter, quando uma porca de uma abelha, deve ter achado que eu era uma flor, conseguiu passar para baixo da roupa através da manga do casaco e da camisa (que tinha os botões do punho fechado). Entretanto, à entrada de uma rotunda começou a picar-me. Foi por pouco que eu e a mota não fomos ao chão, mas lá a consegui parar (praticamente no meio da rotunda) e comecei a despir-me enquanto a mula da abelha me picava. O que eu achei mais piada é que estava ao sinal fechado e toda a gente a olhar para a maluquinha que atirava a mala para o chão, despia o casaco e arregaçava as mangas da camisa (só me passava pela cabeça que se a abelha subisse tinha que tirar a camisa no meio da rua), mas mal o sinal abriu arrancaram todos e ninguém foi capaz de me perguntar se estava tudo bem.
Ainda por cima, consegui perder o comboio e chegar ao trabalho com um braço que parecia um trambolho!
sábado, agosto 26, 2006
sábado, julho 29, 2006
Música?
Acabei agora de ver o final do Top+ (já nem tenho paciência para ver o programa todo) e fiquei a saber que os a tabela é liderada pelo Mikael Carreira, os D'zrt, o FF e na cabeça da lista está a Floribela.
Olho para isto e fico deprimida. Então esta é a música que temos? É isto que as pessoas gostam de ouvir? É que se é eu devo andar muito afastada da realidade do nosso país.
Nem sei que diga, mas fico simplesmente abismada por saber que a música que diz que os desgraçadinhos dos pobres é que estão bem e que os ricos são uns infelizes é a responsável pelo primeiro lugar da tabela de vendas.
Olho para isto e fico deprimida. Então esta é a música que temos? É isto que as pessoas gostam de ouvir? É que se é eu devo andar muito afastada da realidade do nosso país.
Nem sei que diga, mas fico simplesmente abismada por saber que a música que diz que os desgraçadinhos dos pobres é que estão bem e que os ricos são uns infelizes é a responsável pelo primeiro lugar da tabela de vendas.
quinta-feira, julho 27, 2006
Trabalho e saúde
Os avós gostam muito de dizer que trabalhar faz bem, mas eu não sei quem é que lhes incutiu esta ideia na cabeça, pois não podia haver nada de pior para a saúde de uma pessoa.
Trabalhar nunca fez bem a ninguém, o máximo que pode fazer é dar-nos dinheiro, mas pouco e à custa de muito sacrifício.
De qualquer forma, a prova de que trabalhar não faz bem à saúde e que eu tinha razão quando era miúda e dizia que quando fosse grande queria ser reformada é que fiz uma tendinite no trabalho.
Mais acrescento que pior do que trabalhar é ter que trabalhar e ainda ter que fazer arquivo. O raio do dossier deu-me cabo do ombro.
Por isso quando vos disserem que trabalhar faz bem, dêem o meu contacto a essa pessoa pq eu arranjo-lhes ocupação.
Trabalhar nunca fez bem a ninguém, o máximo que pode fazer é dar-nos dinheiro, mas pouco e à custa de muito sacrifício.
De qualquer forma, a prova de que trabalhar não faz bem à saúde e que eu tinha razão quando era miúda e dizia que quando fosse grande queria ser reformada é que fiz uma tendinite no trabalho.
Mais acrescento que pior do que trabalhar é ter que trabalhar e ainda ter que fazer arquivo. O raio do dossier deu-me cabo do ombro.
Por isso quando vos disserem que trabalhar faz bem, dêem o meu contacto a essa pessoa pq eu arranjo-lhes ocupação.
terça-feira, julho 11, 2006
Voltei
Estive tanto tempo sem aqui vir que por pouco já não me lembrava do endereço e depois ainda tenho a pouca vergonha (que hei-de continuar a ter) de me queixar da ausência de comentários.
Bem, passado quase um mês regressei à actividade bloguistica, ainda que não saiba ao certo qual a periodicidade com que aqui poderei vir.
Entretanto aconteceram duas mudanças, a mais importante das quais é o regresso à vida de trabalhadora após uma estadia demasiado prolongada em casa por falta de trabalho. Estou a trabalhar numa agência de um banco e todos os dias trago de lá histórias novas. Garanto-vos que o meu respeito por todas as pessoas que trabalham em agências cresceu exponencialmente, apanhamos com todo o tipo de pessoas e cada vez confirmo mais o lema "não há dois clientes iguais". Quando puder vou vos trazer aqui algumas das minhas aventuras.
Depois, a outra novidade é o fim das crónicas da Rádio Pernes, com alguma tristeza da minha parte, confesso. No entanto a entrar às 8h15 no banco não podia fazer o directo às 9h, tentei contactar o Paulo Carvalho (não é o cantor) que é o responsável pelo programa e que não me ligou nenhuma, nem sequer me respondeu. Se me estás a ler, agradeço a tua atenção.
Claro que tomei a liberdade de entender esta atitude como um "tou-me a cagar para a tua badalhoquice de crónicas", portanto ficámos por aqui e lá se acabou a minha experiência de cronicadora, mas ao menos é por uma boa causa, ter outra vez dinheirinho para gastar sabe muito bem e até já ando a planear um fim-de-semana de relax com a Susana, que entre muitas outras coisas é a minha companheira do programa "A linha do Alfa".
Bem, passado quase um mês regressei à actividade bloguistica, ainda que não saiba ao certo qual a periodicidade com que aqui poderei vir.
Entretanto aconteceram duas mudanças, a mais importante das quais é o regresso à vida de trabalhadora após uma estadia demasiado prolongada em casa por falta de trabalho. Estou a trabalhar numa agência de um banco e todos os dias trago de lá histórias novas. Garanto-vos que o meu respeito por todas as pessoas que trabalham em agências cresceu exponencialmente, apanhamos com todo o tipo de pessoas e cada vez confirmo mais o lema "não há dois clientes iguais". Quando puder vou vos trazer aqui algumas das minhas aventuras.
Depois, a outra novidade é o fim das crónicas da Rádio Pernes, com alguma tristeza da minha parte, confesso. No entanto a entrar às 8h15 no banco não podia fazer o directo às 9h, tentei contactar o Paulo Carvalho (não é o cantor) que é o responsável pelo programa e que não me ligou nenhuma, nem sequer me respondeu. Se me estás a ler, agradeço a tua atenção.
Claro que tomei a liberdade de entender esta atitude como um "tou-me a cagar para a tua badalhoquice de crónicas", portanto ficámos por aqui e lá se acabou a minha experiência de cronicadora, mas ao menos é por uma boa causa, ter outra vez dinheirinho para gastar sabe muito bem e até já ando a planear um fim-de-semana de relax com a Susana, que entre muitas outras coisas é a minha companheira do programa "A linha do Alfa".
terça-feira, junho 06, 2006
Caladinho (para Rádio Pernes 5Jun06)
Os avós são um poço de experiência, por isso sempre fiz questão de ouvir com muita atenção aquilo que as minhas avós me diziam.
Uma delas fazia questão de me repetir duas coisas que hoje vêm mesmo a propósito do assunto que vos trago. A primeira é que “o respeito vem de cima para baixo” e a segunda é que “quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito”.
No passado dia 26 de Maio teve lugar na Assembleia da República o debate mensal. Regra geral, este espectáculo, perdão debate, tem transmissão directa na :2.
Há poucos programas da nossa televisão que eu gosto mesmo de ver, mas as transmissões dos debates da assembleia da república estão nesse grupo.
Se nunca tiveram oportunidade de assistir, aconselho-vos vivamente a experimentarem, porque há poucos momentos televisivos mais engraçados e divertidos do que aquele.
Se não estou em erro, nunca consegui ver um destes debates sem dar umas boas gargalhadas.
Mas no dia 26 foi de mais, o tema em questão era relacionado com as farmácias.
O CDS/PP interpelava o Governo, na pessoa do primeiro ministro José Sócrates.
O deputado da bancada popular Nuno Melo parecia que tinha assaltado uma farmácia, ou então que tinha sido acometido por várias doenças súbitas, tal era a quantidade de medicamentos que ele levava para tentar demonstrar a evolução dos preços destes.
Confesso que, tendo em atenção quer tudo aumentou, estranho seria se o mesmo não se tivesse passado com os medicamentos.
Voltando ao debate, o deputado Nuno Melo tinha colocado umas questões ao primeiro-ministro e na altura em que Sócrates estava a responder, o deputado conversava com o seu colega de bancada.
O chefe do Governo achou que isto era falta de educação, e neste aspecto até tenho que lhe dar uma certa razão. Quando alguém nos responde, devemos ao menos olhar para ela. No entanto, os parâmetros da cortesia parlamentar são algo diferentes e é comum que estas situações aconteçam.
No entanto, o primeiro ministro quis mostrar que estava ao nível desta falta de etiqueta e disse “oh senhor deputado, esteja caladinho e ouça”, mostrando o que é a verdadeira brejeirice, falta de educação e de boas maneiras.
Claro que, deste momento em diante, as farmácias e o preço dos medicamentos perderam a importância toda para se passar a discutir qual deles tinha cometido a falta maior.
Sócrates ainda tentou justificar-se dizendo que tinha estado calado enquanto o deputado o interpelou e que não era nada de mais pedir silêncio.
Eu acho que os fins não justificam os meios e que, de hoje em diante, o primeiro ministro deixou de poder exigir respeito, não obstante os sorrisos forçados que distribui a eito
Uma delas fazia questão de me repetir duas coisas que hoje vêm mesmo a propósito do assunto que vos trago. A primeira é que “o respeito vem de cima para baixo” e a segunda é que “quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito”.
No passado dia 26 de Maio teve lugar na Assembleia da República o debate mensal. Regra geral, este espectáculo, perdão debate, tem transmissão directa na :2.
Há poucos programas da nossa televisão que eu gosto mesmo de ver, mas as transmissões dos debates da assembleia da república estão nesse grupo.
Se nunca tiveram oportunidade de assistir, aconselho-vos vivamente a experimentarem, porque há poucos momentos televisivos mais engraçados e divertidos do que aquele.
Se não estou em erro, nunca consegui ver um destes debates sem dar umas boas gargalhadas.
Mas no dia 26 foi de mais, o tema em questão era relacionado com as farmácias.
O CDS/PP interpelava o Governo, na pessoa do primeiro ministro José Sócrates.
O deputado da bancada popular Nuno Melo parecia que tinha assaltado uma farmácia, ou então que tinha sido acometido por várias doenças súbitas, tal era a quantidade de medicamentos que ele levava para tentar demonstrar a evolução dos preços destes.
Confesso que, tendo em atenção quer tudo aumentou, estranho seria se o mesmo não se tivesse passado com os medicamentos.
Voltando ao debate, o deputado Nuno Melo tinha colocado umas questões ao primeiro-ministro e na altura em que Sócrates estava a responder, o deputado conversava com o seu colega de bancada.
O chefe do Governo achou que isto era falta de educação, e neste aspecto até tenho que lhe dar uma certa razão. Quando alguém nos responde, devemos ao menos olhar para ela. No entanto, os parâmetros da cortesia parlamentar são algo diferentes e é comum que estas situações aconteçam.
No entanto, o primeiro ministro quis mostrar que estava ao nível desta falta de etiqueta e disse “oh senhor deputado, esteja caladinho e ouça”, mostrando o que é a verdadeira brejeirice, falta de educação e de boas maneiras.
Claro que, deste momento em diante, as farmácias e o preço dos medicamentos perderam a importância toda para se passar a discutir qual deles tinha cometido a falta maior.
Sócrates ainda tentou justificar-se dizendo que tinha estado calado enquanto o deputado o interpelou e que não era nada de mais pedir silêncio.
Eu acho que os fins não justificam os meios e que, de hoje em diante, o primeiro ministro deixou de poder exigir respeito, não obstante os sorrisos forçados que distribui a eito
segunda-feira, maio 29, 2006
Código Da Vinci (Crónica p/Rádio Pernes 29Maio06)
Este fim-de-semana fui finalmente ver o Código da Vinci.
A curiosidade já apertava e eu não queria deixar que o filme saísse de cartaz sem que eu o tivesse visto.
Eu já tinha lido o livro e portanto, se queria ver o filme é porque tinha gostado da história, mas agora não podia deixar de ir ver como é que aquelas páginas tinham ficado ao serem adaptadas para a tela.
Confesso que estava à espera que mais alguma acção, pois algumas cenas pareceram demasiado paradas.
Isto é estranho, uma vez que a história, ainda que tenha sido abreviada em virtude da transição para um novo meio, era a mesma que foi capaz de me apaixonar e de me fazer ler o livro de quase um só fôlego, sem que tenha notado os tais momentos menos vivos que vi no cinema.
Quanto à narrativa do livro, só posso dizer que me agradou imenso, não só pela forma como ela é contada, mantendo-nos presos da primeira à última página, mas também pela história em si.
Se esta é verdade ou não, é algo que me escapa, mas também me parece que não é aí que reside o cerne da questão, pelo menos para mim, porque é claro que há aí muita gente preocupada em tentar deitar a baixo o livro por esse mesmo motivo.
Mas como estava a dizer, o que realmente me importa é que estamos perante um conto interessante e cativante, com muitos factos históricos ou referências a associações simbólicas que são completamente verdadeiras e que passam ao lado do conhecimento de muitas pessoas, mas que também contém uma série de outras referências que não estão comprovadas e que por isso são postas em causa.
Mas afinal o que é a ficção? Bem, segundo o dicionário é um tipo de literatura que engloba principalmente o romance, a novela e o conto, e que assenta em acontecimentos e/ou personagens criados ou interpretados pela imaginação. Portanto até aqui tudo bem.
Já no que diz respeito à igreja católica, à Opus Dei e a todas as pessoas que, do alto do seu fundamentalismo religioso, se opuseram a esta obra, seja a literária ou a cinematográfica, acho que fizeram um excelente trabalho de promoção destas e que quem vai receber os lucros lhes deve estar muito grato.
Na verdade, e sem retirar o mérito devido ao autor, tenho dúvidas que Dan Brown tivesse alcançado tanto sucesso se não fosse a participação activa dos seus críticos que ao manifestarem-se contra a sua obra só fizeram com que ela se tornasse mais conhecida, deixando mais e mais pessoas com vontade de descobrir os motivos por trás de tanta celeuma.
Quanto à posição do autor, será que ele sai desta história, cheia de episódios de censura, minimamente prejudicado?
Claro que não. Dan Brown tem a saída mais airosa, vantajosa e lucrativa possível.
Tornou-se mundialmente conhecido, viu o Código da Vinci ser editado em mais de 40 línguas, vendendo milhões de cópias, vai ganhar muito dinheiro com a receita de bilheteira do filme e, para além disto tudo conseguiu criar uma excelente rampa de lançamento para o que quer que venha a escrever no futuro e, essencialmente, para os outros livros que até eram anteriores ao Código da Vinci, mas que estavam a precisar de uma alavanca, sendo que um deles já começou a ser adaptado para o cinema.
Esta situação é uma excelente prova de que, quando algo não nos agrada, mas vale ignorar do que estar a fazer um tremendo alarido.
Mas o que acho estranho é que a igreja católica, que é perita em fazer acontecimentos caírem no esquecimento, não saiba esta lição melhor que qualquer um dos outros intervenientes.
A curiosidade já apertava e eu não queria deixar que o filme saísse de cartaz sem que eu o tivesse visto.
Eu já tinha lido o livro e portanto, se queria ver o filme é porque tinha gostado da história, mas agora não podia deixar de ir ver como é que aquelas páginas tinham ficado ao serem adaptadas para a tela.
Confesso que estava à espera que mais alguma acção, pois algumas cenas pareceram demasiado paradas.
Isto é estranho, uma vez que a história, ainda que tenha sido abreviada em virtude da transição para um novo meio, era a mesma que foi capaz de me apaixonar e de me fazer ler o livro de quase um só fôlego, sem que tenha notado os tais momentos menos vivos que vi no cinema.
Quanto à narrativa do livro, só posso dizer que me agradou imenso, não só pela forma como ela é contada, mantendo-nos presos da primeira à última página, mas também pela história em si.
Se esta é verdade ou não, é algo que me escapa, mas também me parece que não é aí que reside o cerne da questão, pelo menos para mim, porque é claro que há aí muita gente preocupada em tentar deitar a baixo o livro por esse mesmo motivo.
Mas como estava a dizer, o que realmente me importa é que estamos perante um conto interessante e cativante, com muitos factos históricos ou referências a associações simbólicas que são completamente verdadeiras e que passam ao lado do conhecimento de muitas pessoas, mas que também contém uma série de outras referências que não estão comprovadas e que por isso são postas em causa.
Mas afinal o que é a ficção? Bem, segundo o dicionário é um tipo de literatura que engloba principalmente o romance, a novela e o conto, e que assenta em acontecimentos e/ou personagens criados ou interpretados pela imaginação. Portanto até aqui tudo bem.
Já no que diz respeito à igreja católica, à Opus Dei e a todas as pessoas que, do alto do seu fundamentalismo religioso, se opuseram a esta obra, seja a literária ou a cinematográfica, acho que fizeram um excelente trabalho de promoção destas e que quem vai receber os lucros lhes deve estar muito grato.
Na verdade, e sem retirar o mérito devido ao autor, tenho dúvidas que Dan Brown tivesse alcançado tanto sucesso se não fosse a participação activa dos seus críticos que ao manifestarem-se contra a sua obra só fizeram com que ela se tornasse mais conhecida, deixando mais e mais pessoas com vontade de descobrir os motivos por trás de tanta celeuma.
Quanto à posição do autor, será que ele sai desta história, cheia de episódios de censura, minimamente prejudicado?
Claro que não. Dan Brown tem a saída mais airosa, vantajosa e lucrativa possível.
Tornou-se mundialmente conhecido, viu o Código da Vinci ser editado em mais de 40 línguas, vendendo milhões de cópias, vai ganhar muito dinheiro com a receita de bilheteira do filme e, para além disto tudo conseguiu criar uma excelente rampa de lançamento para o que quer que venha a escrever no futuro e, essencialmente, para os outros livros que até eram anteriores ao Código da Vinci, mas que estavam a precisar de uma alavanca, sendo que um deles já começou a ser adaptado para o cinema.
Esta situação é uma excelente prova de que, quando algo não nos agrada, mas vale ignorar do que estar a fazer um tremendo alarido.
Mas o que acho estranho é que a igreja católica, que é perita em fazer acontecimentos caírem no esquecimento, não saiba esta lição melhor que qualquer um dos outros intervenientes.
quarta-feira, maio 24, 2006
Bandeira (crónica Rádio Pernes de 22Maio06)
Finalmente aconteceu. Entrei para o Guiness e acredito que é agora que a humanidade me vai dar o valor e reconhecimento que eu mereço… A mim e às restantes mais de 18 mil mulheres que no sábado marcaram presença no Estádio Nacional.
Enfim, delírios aparte a verdade é que estive no Estádio do Jamor para fazer parte do evento intitulado “a mais bela bandeira do mundo”.
Conseguir por em curso uma campanha que põe tanta gente num evento, que tem como intenção promover a imagem das instituições que o pagaram é óptimo, o retorno é garantido.
Mas fazê-lo em torno de um símbolo nacional como a bandeira, apelando ao reacender do sentimento de união que se fez sentir durante o Euro, com uma menção especial às mulheres que já se mostram em força no futebol, foram factores que potenciaram largamente o sucesso deste evento.
Quando eu cheguei a casa e me perguntaram como tinha corrido eu respondi muito sinceramente que o efeito final foi espectacular.
Após fazer o elogio da conclusão, fazia uma pausa e dava a minha opinião acerca da preparação e essa não podia ser pior.
Acredito que controlar uma massa humana daquele tamanho e mantê-la satisfeita deva ser difícil, no entanto conseguir pô-la tão insatisfeita e revoltada deve ser mais outro recorde do guiness.
A divulgação começou bem antes do evento, sendo pedido às pessoas que se registassem através do site. No sábado nada disso valeu.
Simplesmente limitaram-se a fazer entrar as pessoas para o estádio, para depois nos deixarem à espera durante horas e horas a fio.
Se durante o início o público esteve participativo, de certa hora em diante com o cansaço, a saturação e a indignação em alta, o estádio deixou de apoiar para começar a vaiar.
As críticas começaram a ouvir-se e se, por um lado, todas as pessoas tinham razão quando se queixaram da curta aparição da Selecção Nacional que supostamente estava presente para agradecer mas que mostrou grande relutância em deixar-se ver.
Por outro lado não posso deixar de criticar a atitude de muitos dos presentes. É certo que quando uma pessoa fica cansada, saturada e com sede a paciência começa a esgotar-se, mas dificilmente isso servirá como desculpa para muito do que ali se passou, em cuja origem está uma falta de civismo inqualificável.
Desde famílias que levaram consigo os seus bebes de colo, até pessoas que pareciam andar à procura de criar confusão, com um comportamento mais digno de um espectáculo de luta livre do que de um evento de apoio à Selecção.
No entanto, estas tristes atitudes acabam por ir parar à gaveta, porque amanhã é dia de começarmos a torcer pela nossa Selecção, primeiro no Euro com os sub-21 e depois no Mundial com os A’s.
Para aqueles que dizem que temos muitos assuntos como o défice com que nos preocupar eu tenho que concordar, mas a vida não pode ser só problemas e por vezes é necessário mudar de atitude para ganharmos motivação.
Enfim, delírios aparte a verdade é que estive no Estádio do Jamor para fazer parte do evento intitulado “a mais bela bandeira do mundo”.
Conseguir por em curso uma campanha que põe tanta gente num evento, que tem como intenção promover a imagem das instituições que o pagaram é óptimo, o retorno é garantido.
Mas fazê-lo em torno de um símbolo nacional como a bandeira, apelando ao reacender do sentimento de união que se fez sentir durante o Euro, com uma menção especial às mulheres que já se mostram em força no futebol, foram factores que potenciaram largamente o sucesso deste evento.
Quando eu cheguei a casa e me perguntaram como tinha corrido eu respondi muito sinceramente que o efeito final foi espectacular.
Após fazer o elogio da conclusão, fazia uma pausa e dava a minha opinião acerca da preparação e essa não podia ser pior.
Acredito que controlar uma massa humana daquele tamanho e mantê-la satisfeita deva ser difícil, no entanto conseguir pô-la tão insatisfeita e revoltada deve ser mais outro recorde do guiness.
A divulgação começou bem antes do evento, sendo pedido às pessoas que se registassem através do site. No sábado nada disso valeu.
Simplesmente limitaram-se a fazer entrar as pessoas para o estádio, para depois nos deixarem à espera durante horas e horas a fio.
Se durante o início o público esteve participativo, de certa hora em diante com o cansaço, a saturação e a indignação em alta, o estádio deixou de apoiar para começar a vaiar.
As críticas começaram a ouvir-se e se, por um lado, todas as pessoas tinham razão quando se queixaram da curta aparição da Selecção Nacional que supostamente estava presente para agradecer mas que mostrou grande relutância em deixar-se ver.
Por outro lado não posso deixar de criticar a atitude de muitos dos presentes. É certo que quando uma pessoa fica cansada, saturada e com sede a paciência começa a esgotar-se, mas dificilmente isso servirá como desculpa para muito do que ali se passou, em cuja origem está uma falta de civismo inqualificável.
Desde famílias que levaram consigo os seus bebes de colo, até pessoas que pareciam andar à procura de criar confusão, com um comportamento mais digno de um espectáculo de luta livre do que de um evento de apoio à Selecção.
No entanto, estas tristes atitudes acabam por ir parar à gaveta, porque amanhã é dia de começarmos a torcer pela nossa Selecção, primeiro no Euro com os sub-21 e depois no Mundial com os A’s.
Para aqueles que dizem que temos muitos assuntos como o défice com que nos preocupar eu tenho que concordar, mas a vida não pode ser só problemas e por vezes é necessário mudar de atitude para ganharmos motivação.
quinta-feira, maio 18, 2006
Carrilho (crónica Pernes)
De seguida, transcrevo a crónica que fiz para a Rádio Pernes e que foi transmitida no dia 15 de Maio.
Quando vemos um miúdo com mau perder pensamos que é porque é um pouco mimado, porque não está habituado a perder e até desculpamos, afinal é uma criança e nós queremos acreditar que com a idade ele irá crescer e essa característica vai ficar perdida algures na infância.
Mas quando encontramos um adulto com esta característica e que ainda por cima tem uma posição de algum relevo na sociedade estamos perante uma situação complicada. Pois um adulto que pelas funções que desempenha está sujeito ao escrutínio público e que tem mau perder é alguém que se pode tornar muito desagradável.
Foi exactamente isso que Manuel Maria Carrilho conseguiu esta semana. Depois de a população alfacinha lhe ter dito que não confia nele para ser presidente da câmara da capital, ele vem mostrar que não tem respeito por ninguém.
Não tem respeito pelos adversários, não tem respeito pela comunicação social, nem pelo voto do público.
Sob o signo da verdade, o nome do livro onde Manuel Maria Carrilho vem lavar a roupa suja, é uma análise pessoal, que, enquanto tal, tem o valor que tem. No entanto, uma análise pessoal difere em muito de ataques pessoais a todas as pessoas que, num momento ou noutro, da campanha para as autárquicas não concordaram com o deputado.
Uma pessoa que se apresenta ao público e que se submete a este tem que estar preparada para ouvir opiniões menos agradáveis.
Mas uma pessoa que se apresenta com a família e tenta fazer uma campanha política toda ela baseada na mulher e no filho, que até já diz “papá”, tem que estar preparada para ser completamente cilindrada pelos seus adversários e pelos comentadores.
Na minha opinião nem sequer foi isso que aconteceu e até penso que ambas as partes acusadas de injustiça para com o candidato foram brandas na sua abordagem, o que me deixa a pensar sobre qual seria a dimensão da birra se a campanha tivesse sido um pouco mais agressiva.
Depois, Carrilho volta a trazer a lume episódios dos quais já ninguém falava tais como o famoso aperto de mão que não chegou a acontecer.
Este remexer das águas, só faz com que a sua imagem, que não saiu incólume das autárquicas, volte a ser lembrada pelos piores motivos.
Basicamente, Carrilho dispara em todas as direcções possíveis e imaginárias, numa tentativa ridícula de sacudir a água do capote e de tentar desviar as atenções do seu fracasso político.
Porém, parece que este filósofo não é estratega, pois o tiro saiu-lhe completamente pela culatra e seis meses depois vem reavivar na memória de todos o mau feitio que demonstrou durante a carreira política sempre que os acontecimentos não lhe corriam de feição.
O ex-ministro da cultura aderiu ao sensacionalismo barato e deu à população de Lisboa a melhor prova de que o voto em Carmona Rodrigues foi realmente a melhor opção.
Quando vemos um miúdo com mau perder pensamos que é porque é um pouco mimado, porque não está habituado a perder e até desculpamos, afinal é uma criança e nós queremos acreditar que com a idade ele irá crescer e essa característica vai ficar perdida algures na infância.
Mas quando encontramos um adulto com esta característica e que ainda por cima tem uma posição de algum relevo na sociedade estamos perante uma situação complicada. Pois um adulto que pelas funções que desempenha está sujeito ao escrutínio público e que tem mau perder é alguém que se pode tornar muito desagradável.
Foi exactamente isso que Manuel Maria Carrilho conseguiu esta semana. Depois de a população alfacinha lhe ter dito que não confia nele para ser presidente da câmara da capital, ele vem mostrar que não tem respeito por ninguém.
Não tem respeito pelos adversários, não tem respeito pela comunicação social, nem pelo voto do público.
Sob o signo da verdade, o nome do livro onde Manuel Maria Carrilho vem lavar a roupa suja, é uma análise pessoal, que, enquanto tal, tem o valor que tem. No entanto, uma análise pessoal difere em muito de ataques pessoais a todas as pessoas que, num momento ou noutro, da campanha para as autárquicas não concordaram com o deputado.
Uma pessoa que se apresenta ao público e que se submete a este tem que estar preparada para ouvir opiniões menos agradáveis.
Mas uma pessoa que se apresenta com a família e tenta fazer uma campanha política toda ela baseada na mulher e no filho, que até já diz “papá”, tem que estar preparada para ser completamente cilindrada pelos seus adversários e pelos comentadores.
Na minha opinião nem sequer foi isso que aconteceu e até penso que ambas as partes acusadas de injustiça para com o candidato foram brandas na sua abordagem, o que me deixa a pensar sobre qual seria a dimensão da birra se a campanha tivesse sido um pouco mais agressiva.
Depois, Carrilho volta a trazer a lume episódios dos quais já ninguém falava tais como o famoso aperto de mão que não chegou a acontecer.
Este remexer das águas, só faz com que a sua imagem, que não saiu incólume das autárquicas, volte a ser lembrada pelos piores motivos.
Basicamente, Carrilho dispara em todas as direcções possíveis e imaginárias, numa tentativa ridícula de sacudir a água do capote e de tentar desviar as atenções do seu fracasso político.
Porém, parece que este filósofo não é estratega, pois o tiro saiu-lhe completamente pela culatra e seis meses depois vem reavivar na memória de todos o mau feitio que demonstrou durante a carreira política sempre que os acontecimentos não lhe corriam de feição.
O ex-ministro da cultura aderiu ao sensacionalismo barato e deu à população de Lisboa a melhor prova de que o voto em Carmona Rodrigues foi realmente a melhor opção.
quinta-feira, maio 11, 2006
A solidariedade é muito bonita - parte II
Realmente a solidariedade é muito bonita mas quando temos alguma projecção e quando conseguimos ter proveito de uma acto tão abnegado.
Ultimamente tenho visto, lido e ouvido algumas notícias que me têm dado a volta ao estômago, como esta. O motivo não é a notícia em si, claro está, e até louvo o acto de apoiar as Aldeias SOS.
No entanto, ainda me lembro disto e de quando andei a tentar angariar apoios para o mesmo projecto fora da FPF porque a direcção foi a primeira a dizer que não dava nada.
No entanto, agora que as câmaras da televisão e as objectivas dos fotógrafos estão voltadas naquela direcção já se ouve o Sr. Presidente a dizer que sente uma enorme honra em associar-se a este projecto e que até vão oferecer 5000 euros. Sr. Presidente, esta é só para si: BULLSHIT!
É verdade que mais vale tarde do que nunca, mas a hipocrisia e a vontade de aparecer na televisão por tudo e por nada enoja-me.
Ultimamente tenho visto, lido e ouvido algumas notícias que me têm dado a volta ao estômago, como esta. O motivo não é a notícia em si, claro está, e até louvo o acto de apoiar as Aldeias SOS.
No entanto, ainda me lembro disto e de quando andei a tentar angariar apoios para o mesmo projecto fora da FPF porque a direcção foi a primeira a dizer que não dava nada.
No entanto, agora que as câmaras da televisão e as objectivas dos fotógrafos estão voltadas naquela direcção já se ouve o Sr. Presidente a dizer que sente uma enorme honra em associar-se a este projecto e que até vão oferecer 5000 euros. Sr. Presidente, esta é só para si: BULLSHIT!
É verdade que mais vale tarde do que nunca, mas a hipocrisia e a vontade de aparecer na televisão por tudo e por nada enoja-me.
segunda-feira, abril 24, 2006
Rádio Pernes
Há coisa de um ano atrás, recebi uma mensagem no voice mail do meu telemóvel que me deixou de queixo caído.
Um amigo dos tempos de Setúbal, que na altura era jornalista na Rádio Pernes, ligou-me para dizer que tinha mostrado o EVB a uma das animadoras da Rádio e que queriam que eu fizesse uma crónica semanal.
Primeiro não fazia ideia que ele mostrasse isto a alguém, segundo não fazia ideia que esse alguém me endereçasse um convite deste género.
Assim começou uma aventura e "sem saber ler nem escrever" comecei a cronicar semanalmente na Rádio Pernes sobre aquilo que me desse na real gana.
A experiência do Espaço Virtual de Baboseiras foi fundamental, pois aqui comecei a escrever para um público, sujeitando-me às opiniões (de parte) deste, mas houve qualquer coisa dentro de mim que deu um leve sinal de que ainda andava por cá, o bichinho da rádio.
Durante muito tempo quis trabalhar em rádio, cheguei a fazer estágios curriculares na Rádio Jornal de Setúbal, mas depois decidi manter-me na área da comunicação, mas abandonar o jornalismo para me dedicar à área que no nosso curso se chamava "cultural", mas que corresponde às relações públicas, aos eventos, à assessoria de imprensa, ao marketing,...
Mas, pelos visto, a rádio resistiu a isto e voltou a entrar pela minha vida dentro sem eu sequer me aperceber.
No dia 11 de Abril de 2005 estava a fazer a minha primeira crónica, gosto de pensar que desde essa data evolui, quanto mais não seja em "à-vontade".
Ainda que as minhas crónicas e aquilo que escrevo aqui sejam algo diferentes, pois tenho que adequar a minha mensagem a um público e a um meio diferentes (McLuhan, és grande!) acredito que a essência seja a mesma.
Assim, e para partilhar convosco esta faceta, vou começar a publicar aqui alguns dos textos. As crónicas podem ouvi-las em directo na Rádio Pernes, em www.radiopernes.pt ou em 101.7 / 105.5, todas as segundas-feiras, por volta das 9h15.
Aviso à navegação: a Rádio Pernes é uma rádio regional da zona de Santarém e é dirigida a um público muito específico, pelo que, em termos de música, não vão à espera de uma RFM.
Um amigo dos tempos de Setúbal, que na altura era jornalista na Rádio Pernes, ligou-me para dizer que tinha mostrado o EVB a uma das animadoras da Rádio e que queriam que eu fizesse uma crónica semanal.
Primeiro não fazia ideia que ele mostrasse isto a alguém, segundo não fazia ideia que esse alguém me endereçasse um convite deste género.
Assim começou uma aventura e "sem saber ler nem escrever" comecei a cronicar semanalmente na Rádio Pernes sobre aquilo que me desse na real gana.
A experiência do Espaço Virtual de Baboseiras foi fundamental, pois aqui comecei a escrever para um público, sujeitando-me às opiniões (de parte) deste, mas houve qualquer coisa dentro de mim que deu um leve sinal de que ainda andava por cá, o bichinho da rádio.
Durante muito tempo quis trabalhar em rádio, cheguei a fazer estágios curriculares na Rádio Jornal de Setúbal, mas depois decidi manter-me na área da comunicação, mas abandonar o jornalismo para me dedicar à área que no nosso curso se chamava "cultural", mas que corresponde às relações públicas, aos eventos, à assessoria de imprensa, ao marketing,...
Mas, pelos visto, a rádio resistiu a isto e voltou a entrar pela minha vida dentro sem eu sequer me aperceber.
No dia 11 de Abril de 2005 estava a fazer a minha primeira crónica, gosto de pensar que desde essa data evolui, quanto mais não seja em "à-vontade".
Ainda que as minhas crónicas e aquilo que escrevo aqui sejam algo diferentes, pois tenho que adequar a minha mensagem a um público e a um meio diferentes (McLuhan, és grande!) acredito que a essência seja a mesma.
Assim, e para partilhar convosco esta faceta, vou começar a publicar aqui alguns dos textos. As crónicas podem ouvi-las em directo na Rádio Pernes, em www.radiopernes.pt ou em 101.7 / 105.5, todas as segundas-feiras, por volta das 9h15.
Aviso à navegação: a Rádio Pernes é uma rádio regional da zona de Santarém e é dirigida a um público muito específico, pelo que, em termos de música, não vão à espera de uma RFM.
sexta-feira, abril 21, 2006
Os parvinhos do mundo
É sabido que as pessoas que têm pouco que fazer "deitam-se a pensar". Foi em momentos de pouca actividade como estes que surgiram coisas tão importantes nos nossos dias como a lei da gravidade (o marmanjo estava debaixo da árvore a bater uma sorna e fica conhecido para todo o sempre por ter levado com uma maça na cabeça), a mini-saia (a senhora tinha pouco que fazer na ala masculina e pensou que um cinto em vez de saia aumentaria as suas probabilidades), o Castelo Branco (dispensa apresentações) e este blog (se consultarem os arquivos vão ver que nasceu numa época em que tinha uma quantidade de trabalhos da escola inversamente proporcional à vontade para os fazer).
Ultimamente ando com muito pouco que fazer. Bem que me tento entreter, mas nem sempre é possível.
Hoje, estava no comboio a regressar a casa quando de repente me comecei a lembrar dos tempos em que andava na Escola Secundária Reynaldo dos Santos (essa grande instituição onde eu nasci para a comunicação, não sei se a abençoe ou se a amaldiçoe) e cheguei, mais uma vez, à conclusão de que era uma parvinha.
Não tenho vergonha de o admitir, era parvinha. Fazia parvoíces, pensava em parvoíces,...
Na altura tinha entre 15 e 17 anos, morava num sítio em que não conhecia e não lidava bem com o meu nível de parvoíce, o que fazia com que fosse mais reservada.
Claro que com 15 anos toda a gente é parva, mas com o mal dos outros posso eu bem. E nesta frase reside a nova informação, a peça fulcral deste texto com mais parentisis do que pontos finais, a grande revelação: eu ainda hoje sou parvinha, bem, talvez agora seja mais a puxar para o parvalhona.
A diferença é que aos 15 anos todos somos parvos, mas alguns ultrapassam essa frase e tornam-se pessoas sérias, sensaboronas e sem qualquer interesse. Outros mudam a sua linha de orientação e tornam-se estúpidos, grunhos e matarros. Outros, como eu, continuam arvinhos, mas de uma forma mais refinada. Conseguem controlar-se em algumas situações e chegam mesmo a conseguir passar por "normais" ou por "pessoas com piada", mas o seu verdadeiro habitat é constituído por parvoíces como este blog e povoado por leitores como vocês.
Ultimamente ando com muito pouco que fazer. Bem que me tento entreter, mas nem sempre é possível.
Hoje, estava no comboio a regressar a casa quando de repente me comecei a lembrar dos tempos em que andava na Escola Secundária Reynaldo dos Santos (essa grande instituição onde eu nasci para a comunicação, não sei se a abençoe ou se a amaldiçoe) e cheguei, mais uma vez, à conclusão de que era uma parvinha.
Não tenho vergonha de o admitir, era parvinha. Fazia parvoíces, pensava em parvoíces,...
Na altura tinha entre 15 e 17 anos, morava num sítio em que não conhecia e não lidava bem com o meu nível de parvoíce, o que fazia com que fosse mais reservada.
Claro que com 15 anos toda a gente é parva, mas com o mal dos outros posso eu bem. E nesta frase reside a nova informação, a peça fulcral deste texto com mais parentisis do que pontos finais, a grande revelação: eu ainda hoje sou parvinha, bem, talvez agora seja mais a puxar para o parvalhona.
A diferença é que aos 15 anos todos somos parvos, mas alguns ultrapassam essa frase e tornam-se pessoas sérias, sensaboronas e sem qualquer interesse. Outros mudam a sua linha de orientação e tornam-se estúpidos, grunhos e matarros. Outros, como eu, continuam arvinhos, mas de uma forma mais refinada. Conseguem controlar-se em algumas situações e chegam mesmo a conseguir passar por "normais" ou por "pessoas com piada", mas o seu verdadeiro habitat é constituído por parvoíces como este blog e povoado por leitores como vocês.
terça-feira, abril 04, 2006
Espaço Virtual de Baboseiras, ou o canto do quisto
Recentemente fez um ano que fui operada para sacar o larbinhas (petit-nom do quisto aqui por casa).
Na altura partilhei o triste/feliz (o larbinhas morreu/finalmente livrei-me do sacana do larbinhas) convosco, registando o momento para a posteridade.
Quando me lembro, gosto de ir ao contador de visitantes ver quais são as expressões que trazem os viajantes incautos ao Espaço Virtual de Baboseiras e é frequente encontrar expressões de pesquisa como "quisto" ou "quisto dermóide".
Para além disso, ultimamente têm chegado à caixa de correio alguns e-mails de visitantes (essencialmente do sexo feminino) que padecem do mesmo problema e que gostariam de ter um relato em primeira mão ou simplesmente conversar com alguém que passou pelo mesmo.
Saber que este espaço é de alguma utilidade para as pessoas que estão desse lado enche-me de orgulho, por isso se me quiserem escrever (sobre quistos ou só para dizer olá) estejam à vontade, o e-mail baboseirasvirtuais@hotmail.com foi criado para vocês. Deste lado fica a promessa de resposta.
Na altura partilhei o triste/feliz (o larbinhas morreu/finalmente livrei-me do sacana do larbinhas) convosco, registando o momento para a posteridade.
Quando me lembro, gosto de ir ao contador de visitantes ver quais são as expressões que trazem os viajantes incautos ao Espaço Virtual de Baboseiras e é frequente encontrar expressões de pesquisa como "quisto" ou "quisto dermóide".
Para além disso, ultimamente têm chegado à caixa de correio alguns e-mails de visitantes (essencialmente do sexo feminino) que padecem do mesmo problema e que gostariam de ter um relato em primeira mão ou simplesmente conversar com alguém que passou pelo mesmo.
Saber que este espaço é de alguma utilidade para as pessoas que estão desse lado enche-me de orgulho, por isso se me quiserem escrever (sobre quistos ou só para dizer olá) estejam à vontade, o e-mail baboseirasvirtuais@hotmail.com foi criado para vocês. Deste lado fica a promessa de resposta.
domingo, abril 02, 2006
Pró natal o meu presente eu quero que seja
Quero apaixonar-me e ser correspondida. Voltar a sentir tudo o que já senti, antes que me esqueça. Tenho medo que passe tempo demais e que depois seja demasiado tarde.
Este post poderia transformar-se na maior lamechice de toda a história, por isso, e antes que fique irremediavelmente lamechas, vou destrambelhar dizendo que, pensando melhor, talvez não seja boa ideia esperarmos até ao natal...estou farta de passar as festas "sozinha".
Já nem sequer consigo desviar este post do seu rumo ultra-lamechas, por isso vou-me ficar por aqui.
Este post poderia transformar-se na maior lamechice de toda a história, por isso, e antes que fique irremediavelmente lamechas, vou destrambelhar dizendo que, pensando melhor, talvez não seja boa ideia esperarmos até ao natal...estou farta de passar as festas "sozinha".
Já nem sequer consigo desviar este post do seu rumo ultra-lamechas, por isso vou-me ficar por aqui.
terça-feira, março 21, 2006
Dia da Poesia
A minha avó Clara disse-me que hoje era o Dia da Poesia e, por isso, decidi presentear-vos com um clássico 8lembrem-se que a culpa é da avó).
"Oh lua que vais tão alta,
redonda que nem um tamanco.
Maria traz cá a escada
que eu não chego lá com o banco."
Enfim, é impressionante como, apesar de ser apenas uma quadra, consegue condesar toda a força dos verdadeiros clássicos.
"Oh lua que vais tão alta,
redonda que nem um tamanco.
Maria traz cá a escada
que eu não chego lá com o banco."
Enfim, é impressionante como, apesar de ser apenas uma quadra, consegue condesar toda a força dos verdadeiros clássicos.
sábado, março 11, 2006
Mais puro
Conseguem sentir que o ar que respiramos está mais limpo?
Slobodan Milosevic foi encontrado morto na sua cama na prisão do Tribunal Internacional de Haia.
Recordo que Milosevic estava acusado de crimes de guerra, crimes contra a humanidad e e genocídio pelo seu papel nas guerras na Croácia e Bósnia (1991-1995) e no Kosovo (1998-1999).
Slobodan Milosevic foi encontrado morto na sua cama na prisão do Tribunal Internacional de Haia.
Recordo que Milosevic estava acusado de crimes de guerra, crimes contra a humanidad e e genocídio pelo seu papel nas guerras na Croácia e Bósnia (1991-1995) e no Kosovo (1998-1999).
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Sócrates, o pistoleiro de esquerda regressa
Sócrates volta a disparar, mas ao invés de apontar ao próprio pé decidiu fazer do português o seu alvo.
Ontem, na sequência da polémica que surgiu com o anúncio do eventual encerramento de 1500 escolas do ensino básico o nosso primeiro-ministro decidiu prestar umas declarações e ainda bem que o fez pois contribuiu para o aumento do número de minutos de humor na rádio portuguesa.
Então, estava o sr. eng. a dizer que esta medida prende-se com o facto de "as crianças destas escolas de província terem um nível de educação mais baixo" e que tal não pode ser permitido. Um ponto para o Sócrates.
De seguida, rematou dizendo que, por outro lado, compreende perfeitamente que as pessoas destas localidades queiram defender as suas terras porque ele também viveu numa terriola do interior e que está solidario com este sentimento, mas que as pessoas têm que entender que ao mudar as crianças para uma escola maior e mais central estas vão ficar "mais bem ensinadas". Conta lá em que escola andaste Sócrates?
P.S. A saga de "Sócrates, o pistoleiro de esquerda" começou aqui. Quem sabe esteja aqui o tema do meu livro (depois só ficam a faltar a árvore e o filho), material é coisa que não falta.
Ontem, na sequência da polémica que surgiu com o anúncio do eventual encerramento de 1500 escolas do ensino básico o nosso primeiro-ministro decidiu prestar umas declarações e ainda bem que o fez pois contribuiu para o aumento do número de minutos de humor na rádio portuguesa.
Então, estava o sr. eng. a dizer que esta medida prende-se com o facto de "as crianças destas escolas de província terem um nível de educação mais baixo" e que tal não pode ser permitido. Um ponto para o Sócrates.
De seguida, rematou dizendo que, por outro lado, compreende perfeitamente que as pessoas destas localidades queiram defender as suas terras porque ele também viveu numa terriola do interior e que está solidario com este sentimento, mas que as pessoas têm que entender que ao mudar as crianças para uma escola maior e mais central estas vão ficar "mais bem ensinadas". Conta lá em que escola andaste Sócrates?
P.S. A saga de "Sócrates, o pistoleiro de esquerda" começou aqui. Quem sabe esteja aqui o tema do meu livro (depois só ficam a faltar a árvore e o filho), material é coisa que não falta.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
domingo, fevereiro 12, 2006
Nunca mais é Março (o fel está em alta)
Aqueles que, provavelmente, são as duas épocas mais merdosas do ano estão aí: o dia dos namorados e o carnaval.
No primeiro o mel é tanto que até enjoa, para além de que as hormonas da primavera estão a chegar e anda toda a gente demasiado enamorada para o meu gosto de encalhada (atenção: eu tenho a perfeita noção de que isto é dor de corno). No segundo as pessoas são invadidas por uma folia compulsiva e uma vontade de se mascararem que eu, sinceramente não entendo e, até aqueles, que não gostam se sentem obrigados/compelidos a entrarem na festa.
"Ambas as duas" me dão a volta ao estômago e Março parece estar tão longe...
No primeiro o mel é tanto que até enjoa, para além de que as hormonas da primavera estão a chegar e anda toda a gente demasiado enamorada para o meu gosto de encalhada (atenção: eu tenho a perfeita noção de que isto é dor de corno). No segundo as pessoas são invadidas por uma folia compulsiva e uma vontade de se mascararem que eu, sinceramente não entendo e, até aqueles, que não gostam se sentem obrigados/compelidos a entrarem na festa.
"Ambas as duas" me dão a volta ao estômago e Março parece estar tão longe...
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Parabéns a mim
Reparei agora que já atingi os 10000 visitantes.
Para alguns pode não ser muito, mas é acho que é muito bom e como aqui quem manda sou eu...
Fiz umas contas, e 10000 visitantes em 2 anos e (quase) um mês dá uma média superior da 13 visitas diária. Surpreende-me que todos os dias haja 13 (uns dias mais outros menos) pessoas (ou talvez extra-terrestres) desocupadas e com tão pouco que fazer que venham aqui perder tempo.
Obrigada a todos pelas visitas e um agradecimento especial aos comentadores.
Para alguns pode não ser muito, mas é acho que é muito bom e como aqui quem manda sou eu...
Fiz umas contas, e 10000 visitantes em 2 anos e (quase) um mês dá uma média superior da 13 visitas diária. Surpreende-me que todos os dias haja 13 (uns dias mais outros menos) pessoas (ou talvez extra-terrestres) desocupadas e com tão pouco que fazer que venham aqui perder tempo.
Obrigada a todos pelas visitas e um agradecimento especial aos comentadores.
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Da ilha para o ténis
Na segunda feira fui ver o Match Point. Aqueles que vão à procura de um filme sobre ténis, podem desenganar-se porque não tem nada a ver. Quer dizer aparecem lá umas cenas de umas aulas de ténis e o início (que define a filosofia de todo o filme) é só com uma rede e uma bola, mas não é sobre ténis.
O filme é muito bom, tem uma série de reviravoltas surpreendentes e que nos tiram o tapete debaixo dos pés. Claro que nenhum dos choques foi maior do que aquele que acabei de ter ao descobrir que a Scarlett Johansson tem 21 anos.
Citando a Susana, "a mulher é um escândalo". Não só é linda, com dá uma instensidade espectacular aos seus papéis. Desde o filme "Uma boa mulher" que ando a reparar nela, depois seguiu-se "A ilha" e agora o "Match Point".
Aposto que ela ainda tem muito para dar, afinal, com a progressão que ela teve desde o "Encantador de Cavalos" só podemos esperar muitos mais bons papéis. Eu já estou à espera do "Bórgia"...
O filme é muito bom, tem uma série de reviravoltas surpreendentes e que nos tiram o tapete debaixo dos pés. Claro que nenhum dos choques foi maior do que aquele que acabei de ter ao descobrir que a Scarlett Johansson tem 21 anos.
Citando a Susana, "a mulher é um escândalo". Não só é linda, com dá uma instensidade espectacular aos seus papéis. Desde o filme "Uma boa mulher" que ando a reparar nela, depois seguiu-se "A ilha" e agora o "Match Point".
Aposto que ela ainda tem muito para dar, afinal, com a progressão que ela teve desde o "Encantador de Cavalos" só podemos esperar muitos mais bons papéis. Eu já estou à espera do "Bórgia"...
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Presidênciais 2006 - O dia depois
A atitude de Sócrates ao sobrepor-se a Manuel Alegre é considerada de "incompetência ou má fé".
Será que o nosso primeiro-ministro prefere ser recordado como:
-o incompetente que não soube olhar para a televisão para ver que o candidato presidêncial que ficou em segundo lugar nas votações estava a discursar ou;
-o primeiro-ministro que apoiou o candidato errado e, ao aperceber-se do seu erro, demonstrou todo o seu mau perder ao atropelar Manuel Alegre, numa clara atitudede desrespeito pelo candidato presidêncial que os eleitores preferiram ao apoiado pelo PS?
Lembro-vos que este "incidente"(?) foi relatado em tempo real no Espaço Virtual de Baboseiras. Este parágrafo não passa de gabarolice em tempo real da autora do EVB.
Será que o nosso primeiro-ministro prefere ser recordado como:
-o incompetente que não soube olhar para a televisão para ver que o candidato presidêncial que ficou em segundo lugar nas votações estava a discursar ou;
-o primeiro-ministro que apoiou o candidato errado e, ao aperceber-se do seu erro, demonstrou todo o seu mau perder ao atropelar Manuel Alegre, numa clara atitudede desrespeito pelo candidato presidêncial que os eleitores preferiram ao apoiado pelo PS?
Lembro-vos que este "incidente"(?) foi relatado em tempo real no Espaço Virtual de Baboseiras. Este parágrafo não passa de gabarolice em tempo real da autora do EVB.
domingo, janeiro 22, 2006
Finalmente! - Rescaldo das Presidências MMVI
O novo Presidente da República acabou de falar e de dizer que tem orgulho no seu país, a minha irmã já dorme no sofá.
Está na hora de fechar a banca, ir imprimir a minha crónica para amanhã (eu disse que tinha novidades para vocês) e ir para a cama.
Espero que o Prof. Cavaco Silva dê o seu melhor contributo para que todos nós possamos ter orgulho no nosso país e nas pessoas que nos representam.
Está na hora de fechar a banca, ir imprimir a minha crónica para amanhã (eu disse que tinha novidades para vocês) e ir para a cama.
Espero que o Prof. Cavaco Silva dê o seu melhor contributo para que todos nós possamos ter orgulho no nosso país e nas pessoas que nos representam.
Finalmente - Rescaldo das Presidênciais XXIV
Será que a Manuela Moura Guedes andou a fumar ganzas antes do directo ou andou a beber? Nunca vi ninguém a rir-se tanto enquanto apresenta os resultados das eleições presidênciais.
Por mais que o Miguel Sousa Tavares baralhe e volte a dar de novo não consegue dar a volta aos resultado e a Maria José Nogueira Pinto está a revelar-se uma acérrima defensora da candidatura de direita.
Por mais que o Miguel Sousa Tavares baralhe e volte a dar de novo não consegue dar a volta aos resultado e a Maria José Nogueira Pinto está a revelar-se uma acérrima defensora da candidatura de direita.
Finalmente! - Rescaldo das presidênciais (já perdi a conta da parte)
Cavaco sai finalmente da toca. Os vizinhos do Prof. saíram todos para a rua para celebrarem a sua partida para Belém. Será que o Sr. era assim tão mau vizinho?
Manuel Alegre começou o seu discurso e na altura em que se preparava para nos brindar com um poema escrito hoje enquanto fazia a sua higiene matinal quando o Primeiro-ministro começou o seu discurso.
Custa-me a acreditar que o PS não soubesse que Manuel Alegre estava a prestar declarações e que esta intromissão e atropelo nojento tenha sido casual. Sócrates volta a mostrar que todos os golpes valem, até os mais baixos.
Manuel Alegre começou o seu discurso e na altura em que se preparava para nos brindar com um poema escrito hoje enquanto fazia a sua higiene matinal quando o Primeiro-ministro começou o seu discurso.
Custa-me a acreditar que o PS não soubesse que Manuel Alegre estava a prestar declarações e que esta intromissão e atropelo nojento tenha sido casual. Sócrates volta a mostrar que todos os golpes valem, até os mais baixos.
Finalmente! - Rescaldo das Presidênciais IV
Já está! O Jerónimo de Sousa e a candidatura apoiada pelo PCP voltaram a sair vencedores de mais uma eleição.
Soares fez um discurso ao qual não prestei atenção nenhuma, no entanto não deixei de ouvir o slogan "Soares é fixe" que mostra claramente a mentalidade das pessoas que fizeram parte desta campanha. A re-utilização de uma frase que foi criada há mais de 10 anos exactamente na mesma situação (ainda que com um desfecho diferente) demonstra o revivalismo, saudosismo e falta de noção da realidade arraigada na mente de todas aquelas pessoas.
Soares fez um discurso ao qual não prestei atenção nenhuma, no entanto não deixei de ouvir o slogan "Soares é fixe" que mostra claramente a mentalidade das pessoas que fizeram parte desta campanha. A re-utilização de uma frase que foi criada há mais de 10 anos exactamente na mesma situação (ainda que com um desfecho diferente) demonstra o revivalismo, saudosismo e falta de noção da realidade arraigada na mente de todas aquelas pessoas.
Finalmente - Rescaldo das Presidênciais III
A Manuela Moura Guedes estava a milimetros de dar duas chapadas ao Augusto Santos Silva só para o obrigar a concordar com ela. Após este momento a TVI tornou-se uma peixeirada pegada, principalmente quando a Ana Drago se lembrou de reclamar por ainda não ter dito nada.
Adorei os largos minutos durante os quais a Sic nos brindou com uma imagem da janela do Prof. Cavaco Silva. Todos nós adorámos ficar a saber que tem um quadro giríssimo e um ramo de flores chiquérrimo.
Aguardo ansiosamente pela declaração de Gerónimo de Sousa em que irá afirmar categoricamente que o PCP tee uma vitória retumbante nas eleições presidênciais.
Adorei os largos minutos durante os quais a Sic nos brindou com uma imagem da janela do Prof. Cavaco Silva. Todos nós adorámos ficar a saber que tem um quadro giríssimo e um ramo de flores chiquérrimo.
Aguardo ansiosamente pela declaração de Gerónimo de Sousa em que irá afirmar categoricamente que o PCP tee uma vitória retumbante nas eleições presidênciais.
Finalmente! - Rescaldo das Presidênciais II
Garcia Pereira ganhou a corrida das declarações, nem nessa Soares conseguiu ficar em primeiro.
Francisco Louçã nunca conseguiria uma votação que se afastasse do risível, afinal todos sabemos que está científicamente provado que ninguém vota num tipo chamado Francisco Anacleto.
A candidatura de Soares diz que, apesar de todas as previsões apontarem uma maioria absoluta para Cavaco Silva, os resultados não são seguros. Na verdade Mário Soares acabou de acordar da sua terceira sesta da tarde e ainda não sabe bem o que se está a passar e não pára de pedir para ver os jogos sem fronteiras.
Francisco Louçã nunca conseguiria uma votação que se afastasse do risível, afinal todos sabemos que está científicamente provado que ninguém vota num tipo chamado Francisco Anacleto.
A candidatura de Soares diz que, apesar de todas as previsões apontarem uma maioria absoluta para Cavaco Silva, os resultados não são seguros. Na verdade Mário Soares acabou de acordar da sua terceira sesta da tarde e ainda não sabe bem o que se está a passar e não pára de pedir para ver os jogos sem fronteiras.
Finalmente! - Rescaldo das Presidênciais I
O site do Stape dá uma maioria de 56% para o Prof. Cavaco Silva.
Passavam poucos minutos das 20h quando a família Janeiro celebrou a eleição do Prof., ou melhor, parte da família celebrou porque o pai teve uma febre de poemas e ficou caladinho que nem um rato.
A mãe puxou do bom-senso e disse:
"olha que ainda é cedo, tem calma..."
A irmã puxou da parvoíce e rematou:
"E se isto fosse um sonho e afinal o Soares tinha ganho?"
A mãe apercebeu-se do erro que cometeu ao tentar por água na fervura, atirou tudo para o ar e terminou a conversa:
"Oh filha, isso nem em sonho..."
Passavam poucos minutos das 20h quando a família Janeiro celebrou a eleição do Prof., ou melhor, parte da família celebrou porque o pai teve uma febre de poemas e ficou caladinho que nem um rato.
A mãe puxou do bom-senso e disse:
"olha que ainda é cedo, tem calma..."
A irmã puxou da parvoíce e rematou:
"E se isto fosse um sonho e afinal o Soares tinha ganho?"
A mãe apercebeu-se do erro que cometeu ao tentar por água na fervura, atirou tudo para o ar e terminou a conversa:
"Oh filha, isso nem em sonho..."
terça-feira, janeiro 17, 2006
2 anos?!
Sei que parece conversa de velha, mas o tempo passa muito depressa.
Quando olho para trás custa-me a acreditar que já passaram dois anos desde que o Espaço Virtual de Baboseiras abriu as suas portas ao público.
As expectativas nunca foram muito altas e, de certeza, que nunca pensei aguentar isto durante este tempo. Sempre imaginei que passado 2 meses já estivesse farta e que hoje este espaço fosse apenas um vestígio de uma tarde em que eu tinha um trabalho da escola para fazer, pouca vontade para isso e uma amiga no messenger com um blog acabadinho de estrear.
Aqui encontram um pouco da história da minha vida nos últimos dois anos, com altos e baixos, como tudo na vida.
Se, a certa altura, estive para acabar com o Espaço Virtual de Baboseiras, hoje não seria capaz de o fazer.
Não sei se daqui a um ano ainda aqui estarei a comemorar o 3º aniversário, mas enquanto tiver vontade garanto-vos que vou continuar por este lado, espero, sinceramente, que vocês continuem por aí e que me dêem as vossas opiniões.
Por enquanto, vou tentar deixar-vos com água na boca, prometendo novidades para breve.
P.S. Ontem não tive oportunidade de passar por aqui, mas não podia deixar de assinalar a passagem de mais um 16 de Janeiro, que este ano coincidiu com o dia em que o Sobral de Monte Agraço (bem perto da minha casa) deixou de ter apenas um parque infantil, para ter também (e aposto que com grande orgulho da população) um barricado!
Quando olho para trás custa-me a acreditar que já passaram dois anos desde que o Espaço Virtual de Baboseiras abriu as suas portas ao público.
As expectativas nunca foram muito altas e, de certeza, que nunca pensei aguentar isto durante este tempo. Sempre imaginei que passado 2 meses já estivesse farta e que hoje este espaço fosse apenas um vestígio de uma tarde em que eu tinha um trabalho da escola para fazer, pouca vontade para isso e uma amiga no messenger com um blog acabadinho de estrear.
Aqui encontram um pouco da história da minha vida nos últimos dois anos, com altos e baixos, como tudo na vida.
Se, a certa altura, estive para acabar com o Espaço Virtual de Baboseiras, hoje não seria capaz de o fazer.
Não sei se daqui a um ano ainda aqui estarei a comemorar o 3º aniversário, mas enquanto tiver vontade garanto-vos que vou continuar por este lado, espero, sinceramente, que vocês continuem por aí e que me dêem as vossas opiniões.
Por enquanto, vou tentar deixar-vos com água na boca, prometendo novidades para breve.
P.S. Ontem não tive oportunidade de passar por aqui, mas não podia deixar de assinalar a passagem de mais um 16 de Janeiro, que este ano coincidiu com o dia em que o Sobral de Monte Agraço (bem perto da minha casa) deixou de ter apenas um parque infantil, para ter também (e aposto que com grande orgulho da população) um barricado!
terça-feira, janeiro 03, 2006
sábado, dezembro 24, 2005
Os Votos do EVB
Nesta quadra natalícia, repleta de consumismo e outras coisas boas, preparei um postal de boas festas para todos os visitantes do Espaço Virtual de Baboseiras.
Se se sentirem com coragem, carreguem aqui para rejubilarem com o postal
Se se sentirem com coragem, carreguem aqui para rejubilarem com o postal
terça-feira, dezembro 20, 2005
Reclamação
Os Correios andam a funcionar muito mal.
Então o casamento do ano entre o Sir Elton John e o seu namorado de há 12 anos é já amanhã e o convite ainda não chegou.
Quero saber onde anda o meu convite, porque eles de certeza que enviaram...
Então o casamento do ano entre o Sir Elton John e o seu namorado de há 12 anos é já amanhã e o convite ainda não chegou.
Quero saber onde anda o meu convite, porque eles de certeza que enviaram...
sábado, dezembro 17, 2005
Declarações polémicas
Se eu vos dissesse que a crise que ultimamente se tem vindo a acentuar em alguns clubes, fazendo com que os jogadores tenham deixado de receber os seus ordenados, levando, em vários casos, a situações muito graves que têm vindo a ser noticiadas é
"uma questão patronal entre a entidade patronal e os empregadores"
achavam que ainda valia a pena dizer mais alguma coisa?
"uma questão patronal entre a entidade patronal e os empregadores"
achavam que ainda valia a pena dizer mais alguma coisa?
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Padeirices
Uma das vantagens de se morar longe da civilização é que o padeiro pára com a carrinha à nossa porta, na verdade são dois, um de manhã e outro de tarde.
O padeiro da tarde é meio estranho e quando lhe perguntamos se existe um determinado bolo, ele responde "bolos é o que há".
Será que se nós conseguissemos ver o que estava dentro das parte de trás da carrinha q n tem iluminação sentíamos necessidade de perguntar?
E a expressão "bolos é o que há" quer dizer sim, não ou não faço ideia do qe tenho na carrinha?
O padeiro da tarde é meio estranho e quando lhe perguntamos se existe um determinado bolo, ele responde "bolos é o que há".
Será que se nós conseguissemos ver o que estava dentro das parte de trás da carrinha q n tem iluminação sentíamos necessidade de perguntar?
E a expressão "bolos é o que há" quer dizer sim, não ou não faço ideia do qe tenho na carrinha?
terça-feira, dezembro 13, 2005
Agenda 13/12/05
Planos para hoje:
Ciclo Comunicação
Discutir o Jornalismo
Organização: Filipa Melo e Almedina (Paula Lopes)
Jornalismo Online
13 Dezembro, 19:00 horas
Com José Vítor Malheiros (director publico.pt), Nuno Henriques Luz (director
Portugal Diário) e Filipe Rodrigues da Silva (director Diário Digital)
História e evolução do jornalismo nas redes online em Portugal. Suportes tecnológicos, viabilidade económica e formação de profissionais especializados. Que critérios para a selecção de informação? Que interacção com o público? Ciberjornais, blogues e media tradicionais. Ética e limites do jornalismo online.
Livraria Almedina
Atrium Saldanha, loja 71, 2º piso
Lisboa
Ciclo Comunicação
Discutir o Jornalismo
Organização: Filipa Melo e Almedina (Paula Lopes)
Jornalismo Online
13 Dezembro, 19:00 horas
Com José Vítor Malheiros (director publico.pt), Nuno Henriques Luz (director
Portugal Diário) e Filipe Rodrigues da Silva (director Diário Digital)
História e evolução do jornalismo nas redes online em Portugal. Suportes tecnológicos, viabilidade económica e formação de profissionais especializados. Que critérios para a selecção de informação? Que interacção com o público? Ciberjornais, blogues e media tradicionais. Ética e limites do jornalismo online.
Livraria Almedina
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Lisboa
terça-feira, dezembro 06, 2005
A mãe ao volante
A minha mãe faz coisas que não passam pela cabeça de ninguém, algumas das quais são relacionadas com a condução, mas atenção, isto não quer dizer que ela seja má condutora, muito pelo contrário.
Há uns tempos atrás, estava a levar a casa uma senhora que lhe tinha acabado de arranjar as unhas, quando, numa das raras incursões dos GNR arrudenses ao exterior do posto, um guarda a mandou parar e mostrar-lhe os documentos.
O que é que a senhora minha mãe lhe respondeu? Aqueles que responderam "oh senhor guarda, mas assim vou estragar as unhas..." acertaram.
Nas palavras da minha mãe o GNR respondeu-lhe com um sorriso, mas eu acho que deve ter sido mais um esgar de dor do que outra coisa.
De qualquer forma não se livrou de ter que mostrar a carta e o BI. Acho indecente, pá!
Há uns tempos atrás, estava a levar a casa uma senhora que lhe tinha acabado de arranjar as unhas, quando, numa das raras incursões dos GNR arrudenses ao exterior do posto, um guarda a mandou parar e mostrar-lhe os documentos.
O que é que a senhora minha mãe lhe respondeu? Aqueles que responderam "oh senhor guarda, mas assim vou estragar as unhas..." acertaram.
Nas palavras da minha mãe o GNR respondeu-lhe com um sorriso, mas eu acho que deve ter sido mais um esgar de dor do que outra coisa.
De qualquer forma não se livrou de ter que mostrar a carta e o BI. Acho indecente, pá!
quarta-feira, novembro 16, 2005
Serve-me de consolo
Posso não andar muito certa, mas sinto-me ligeiramente melhor quando vejo que há outros como eu ou ainda pior.
Como a minha irmã.
Estávamos a ver o jogo da Selecção Nacional-Clube Portugal contra a República da Irlanda há uns dois minutos quando ela olha para o marcador (nessa altura ainda era o marcador da estação emissora - em inglês - e não o da RTP), vê "NIR 0 - 0 POR" e remata com o seguinte: "Portugal está a jogar com a Nigéria?"
Não sabia se havia de chamar a atenção para a cor de pele, a cor do cabelo, o facto de, em inglês, a Irlanda do Norte ser Northern Ireland ou se havia apenas de chorar.
Mas depois a gaja reparou que se tinha metido num buraco bem maior do que ela e que tinha dito uma burrice de alto nível.
Desde então tenho-me contentado em gozar sempre que posso...nem me parece muito...
Como a minha irmã.
Estávamos a ver o jogo da Selecção Nacional-Clube Portugal contra a República da Irlanda há uns dois minutos quando ela olha para o marcador (nessa altura ainda era o marcador da estação emissora - em inglês - e não o da RTP), vê "NIR 0 - 0 POR" e remata com o seguinte: "Portugal está a jogar com a Nigéria?"
Não sabia se havia de chamar a atenção para a cor de pele, a cor do cabelo, o facto de, em inglês, a Irlanda do Norte ser Northern Ireland ou se havia apenas de chorar.
Mas depois a gaja reparou que se tinha metido num buraco bem maior do que ela e que tinha dito uma burrice de alto nível.
Desde então tenho-me contentado em gozar sempre que posso...nem me parece muito...
domingo, novembro 13, 2005
Interacções medicamentosas II
O Sr. doutor de que vos falei no post anterior receitou-me Zirtec e digo-vos que isto não anda nada fácil.
Aquela porcaria dá-me uma moca de sono tão grande que de manhã vou nos transportes sempre a dormir. No outro dia até ía sendo atropelada porque estava a atravessar a estrada ainda meio a dormir.
Das duas uma: ou o medicamente acaba depressa ou então ainda vão pensar que fui picada pela mosca tsé-tsé.
Aquela porcaria dá-me uma moca de sono tão grande que de manhã vou nos transportes sempre a dormir. No outro dia até ía sendo atropelada porque estava a atravessar a estrada ainda meio a dormir.
Das duas uma: ou o medicamente acaba depressa ou então ainda vão pensar que fui picada pela mosca tsé-tsé.
quinta-feira, novembro 10, 2005
Interacções medicamentosas
Ontem estava mais para lá do que para cá. Como dizia a uma amiga, já via a luz branca ao fundo do túnel.
Uma gripe das antigas apanhada graças a ter-me ido meter no jacuzzi ao ar livre às 19h30 enquanto fazia um cruzeiro no mediterrâneo. Sim porque as gajas finas como eu, constipam-se em jucuzzis e vão fazê-lo ao estrangeiro. Ou pensam que isto é uma merda qualquer? Não, é aquele merdoso de qualidade superior!
Enfim, ontem saí do bules e arrastei-me (literalmente, já não conseguia levantar os pés do chão) até ao hospital. O sôr doutor receitou-me uma catrefada de coisas que estão a fazer efeito (vamos todos aplaudir de pé) entre as quais um xarope.
Hoje ía tomar o dito cujo e fiquei muito surpreendida quando vi a indicação "via oral". Passei da surpresa à tranquilidade, afinal já não ía precisar de ir à procura de uma seringa para por o xarope para a veia.
Outros teriam ficado tristes por não terem desculpa para o tomar por outra via, mas para além de fina eu também sou muito casta.
Uma gripe das antigas apanhada graças a ter-me ido meter no jacuzzi ao ar livre às 19h30 enquanto fazia um cruzeiro no mediterrâneo. Sim porque as gajas finas como eu, constipam-se em jucuzzis e vão fazê-lo ao estrangeiro. Ou pensam que isto é uma merda qualquer? Não, é aquele merdoso de qualidade superior!
Enfim, ontem saí do bules e arrastei-me (literalmente, já não conseguia levantar os pés do chão) até ao hospital. O sôr doutor receitou-me uma catrefada de coisas que estão a fazer efeito (vamos todos aplaudir de pé) entre as quais um xarope.
Hoje ía tomar o dito cujo e fiquei muito surpreendida quando vi a indicação "via oral". Passei da surpresa à tranquilidade, afinal já não ía precisar de ir à procura de uma seringa para por o xarope para a veia.
Outros teriam ficado tristes por não terem desculpa para o tomar por outra via, mas para além de fina eu também sou muito casta.
terça-feira, outubro 25, 2005
Aspiração
(Aspiração no sentido de ambição e não de quem usa um aspirador.)
Como eu sou uma pessoa que tem muito pouco em que pensar lembrei-me que estou a 1278 visitas de chegar à bela marca de 10000 (não sei que beleza terá, mas achei que ficava bem) desocupados que passaram pelo Espaço Virtual de Baboseiras.
Por outro lado, este blog (ou blogue, para os puristas da língua) está a 2 meses e meio de fazer 2 anos.
Por isso e porque me apetece, deixo-vos aqui um repto: QUERO ATINGIR AS 10000 VISITAS ANTES DE 17 DE JANEIRO!
Na verdade é mais uma ordem do que um repto, mas como aprendi que as pessoas detestam que lhes vendam, mas adoram comprar, achei que era preferível dar o ar de que isso ficava à vossa consideração.
Portanto, ponham a família, o cão, o gato e os vizinhos a virem cá e façam-me a vontade.
Como eu sou uma pessoa que tem muito pouco em que pensar lembrei-me que estou a 1278 visitas de chegar à bela marca de 10000 (não sei que beleza terá, mas achei que ficava bem) desocupados que passaram pelo Espaço Virtual de Baboseiras.
Por outro lado, este blog (ou blogue, para os puristas da língua) está a 2 meses e meio de fazer 2 anos.
Por isso e porque me apetece, deixo-vos aqui um repto: QUERO ATINGIR AS 10000 VISITAS ANTES DE 17 DE JANEIRO!
Na verdade é mais uma ordem do que um repto, mas como aprendi que as pessoas detestam que lhes vendam, mas adoram comprar, achei que era preferível dar o ar de que isso ficava à vossa consideração.
Portanto, ponham a família, o cão, o gato e os vizinhos a virem cá e façam-me a vontade.
domingo, outubro 23, 2005
Estes últimos dias foram de arrumações.
Na sexta-feira tinha que estar no colombo às 21h e aproveitar para ficar na Federação até às 20h30. Deu-me uma veneta e comecei a arrumar a minha secretária. Descobri que tinha tampo e que os papéis e o pc não estavam a flutuar.
Mas não pode ser tudo de uma vez, tive que sair e só consegui fazer metade.
Espero que o meu chefe repare porque ele anda sempre a dizer-me que eu devia arrumar a secretária. Muitas vezes penso se ele se apercebe que, na maior parte dos dias, nem tenho tempo para respirar...quanto mais para andar a fazer arquivo.
Ontem foi o meu quarto. Os meus pais tinham-me comprado uns móveis (estantes) para eu poder arrumar a minha tralha (livros, caixas, velas e uma infinidade de pequenos objectos que estavam acumulados pelos cantos do quarto).
O meu pai tinha dito que me ía ajudar a montar, a minha mãe disse para eu não fazer sozinha porque o mais certo era fazer asneira (é bom sentir que os outros confiam em nós), mas como ninguém se mexia para me ajudar, disse a mim própria que era uma gaja independente, cheia de capacidade e que com as instruções aquilo não ía ser complicado.
Sabem que mais, consegui. Não foi nada complicado e no final ainda re-organizei o meu quarto e arrumei quase tudo nos móveis. Tenho sempre que deixar qualquer coisa para fazer mais tarde.
Um espécie de por ordem na casa para colmatar a falta que sinto de pôr ordem na minha cabeça.
Na sexta-feira tinha que estar no colombo às 21h e aproveitar para ficar na Federação até às 20h30. Deu-me uma veneta e comecei a arrumar a minha secretária. Descobri que tinha tampo e que os papéis e o pc não estavam a flutuar.
Mas não pode ser tudo de uma vez, tive que sair e só consegui fazer metade.
Espero que o meu chefe repare porque ele anda sempre a dizer-me que eu devia arrumar a secretária. Muitas vezes penso se ele se apercebe que, na maior parte dos dias, nem tenho tempo para respirar...quanto mais para andar a fazer arquivo.
Ontem foi o meu quarto. Os meus pais tinham-me comprado uns móveis (estantes) para eu poder arrumar a minha tralha (livros, caixas, velas e uma infinidade de pequenos objectos que estavam acumulados pelos cantos do quarto).
O meu pai tinha dito que me ía ajudar a montar, a minha mãe disse para eu não fazer sozinha porque o mais certo era fazer asneira (é bom sentir que os outros confiam em nós), mas como ninguém se mexia para me ajudar, disse a mim própria que era uma gaja independente, cheia de capacidade e que com as instruções aquilo não ía ser complicado.
Sabem que mais, consegui. Não foi nada complicado e no final ainda re-organizei o meu quarto e arrumei quase tudo nos móveis. Tenho sempre que deixar qualquer coisa para fazer mais tarde.
Um espécie de por ordem na casa para colmatar a falta que sinto de pôr ordem na minha cabeça.
sexta-feira, outubro 21, 2005
Excertos
Hoje vou apenas deixar-vos um excerto da Ode Marítima de Álvaro de Campos que encontrei por acaso quando andava a vaguear na net.
"Ah! a selvajaria desta selvajaria! merda
Pra toda a vida como a nossa, que não é nada disto!
Eu pr’aqui engenheiro, prático à força, sensível a tudo,
Pr’aqui parado, em relação a vós, mesmo quando ando;
Mesmo quando ajo, inerte; mesmo quando me imponho, débil;
Estático, quebrado, dissidente, cobarde da vossa Glória,
Da vossa grande dinâmica estridente, quente e sangrenta!"
Ode Marítima, A.Campos
"Ah! a selvajaria desta selvajaria! merda
Pra toda a vida como a nossa, que não é nada disto!
Eu pr’aqui engenheiro, prático à força, sensível a tudo,
Pr’aqui parado, em relação a vós, mesmo quando ando;
Mesmo quando ajo, inerte; mesmo quando me imponho, débil;
Estático, quebrado, dissidente, cobarde da vossa Glória,
Da vossa grande dinâmica estridente, quente e sangrenta!"
Ode Marítima, A.Campos
terça-feira, outubro 18, 2005
segunda-feira, outubro 17, 2005
domingo, outubro 16, 2005
sábado, outubro 15, 2005
sexta-feira, outubro 14, 2005
quinta-feira, outubro 13, 2005
quarta-feira, outubro 12, 2005
terça-feira, outubro 11, 2005
sexta-feira, outubro 07, 2005
Sempre com a Selecção
O texto que se segue foi retirado do site fpf.pt e é onde eu vou andar amanhã.
A imagem que conseguem ver é a mesma que está numa lona que nos irá acompanhar no percurso até Aveiro e durante o jogo.

"Uma claque muito especial
A Federação Portuguesa de Futebol organizou um passeio/convívio, convidando os seus funcionários a deslocarem-se, em conjunto, a Aveiro, para apoiar a Selecção Nacional.
"Os funcionários da FPF são, como a grande maioria dos portugueses, fervorosos adeptos da Selecção Nacional - Clube Portugal. É com muito prazer que marcarão presença no Estádio Municipal de Aveiro dando todo o seu apoio à 'equipa de todos nós'", disse Francisco Nogueira, Presidente da Associação dos Funcionários da FPF.
Um autocarro sairá, às 10h30 da manhã, da Sede da FPF, em Lisboa, rumo a Aveiro. Ao almoço, os funcionários que estão de serviço noutros locais juntar-se-ão aos restantes colegas.
"Muitos dos que trabalham, todos os dias, com enorme dedicação ao futebol português raramente saem dos bastidores, mas nem por isso deixam de viver as emoções do futebol com intensidade. Esperemos que a Selecção Nacional dê a todos os portugueses mais uma enorme alegria.", concluiu Francisco Nogueira."
A imagem que conseguem ver é a mesma que está numa lona que nos irá acompanhar no percurso até Aveiro e durante o jogo.

"Uma claque muito especial
A Federação Portuguesa de Futebol organizou um passeio/convívio, convidando os seus funcionários a deslocarem-se, em conjunto, a Aveiro, para apoiar a Selecção Nacional.
"Os funcionários da FPF são, como a grande maioria dos portugueses, fervorosos adeptos da Selecção Nacional - Clube Portugal. É com muito prazer que marcarão presença no Estádio Municipal de Aveiro dando todo o seu apoio à 'equipa de todos nós'", disse Francisco Nogueira, Presidente da Associação dos Funcionários da FPF.
Um autocarro sairá, às 10h30 da manhã, da Sede da FPF, em Lisboa, rumo a Aveiro. Ao almoço, os funcionários que estão de serviço noutros locais juntar-se-ão aos restantes colegas.
"Muitos dos que trabalham, todos os dias, com enorme dedicação ao futebol português raramente saem dos bastidores, mas nem por isso deixam de viver as emoções do futebol com intensidade. Esperemos que a Selecção Nacional dê a todos os portugueses mais uma enorme alegria.", concluiu Francisco Nogueira."
sábado, outubro 01, 2005
Jogos para telemóvel
Se alguém souber de um site bom para sacar jogos fixes (de borla, claro) para um telemóvel nokia 6630 diga-me qualquer coisa, sff.
Da mesma forma, se souberem desbloquear também agradeço.
Da mesma forma, se souberem desbloquear também agradeço.
sábado, setembro 17, 2005
Grande Esquadrão
Não gosto de ver o Big Brother, a Quinta dos Famosos, os Acorrentados ou qualquer um desses programas.
No entanto, tenho que confessar, e digo-o com muito orgulho, que ADORO o Esquadrão G.
Na verdade, acho que não me divertia tanto desde que vi numa tarde o DVD do Gato Fedorento.
E mais, venero aqueles cinco homens e, eu e a minha irmã, estamos a ponderar fundar o Clube de Fãs do Esquadrão G.
Enfim, está o meu pecado confessado.
No entanto, tenho que confessar, e digo-o com muito orgulho, que ADORO o Esquadrão G.
Na verdade, acho que não me divertia tanto desde que vi numa tarde o DVD do Gato Fedorento.
E mais, venero aqueles cinco homens e, eu e a minha irmã, estamos a ponderar fundar o Clube de Fãs do Esquadrão G.
Enfim, está o meu pecado confessado.
sexta-feira, setembro 16, 2005
domingo, setembro 11, 2005
Estou sentada em frente ao computador, quase deitada na cadeira.
Tenho uma dor no pescoço que me impede de raciocinar em condições e que me atormenta, quase ininterruptamente, há uma semana.
Tenho uma racha no tecto do corredor que neste momento capta a minha atenção mais do que qualquer outro acontecimento.
Dormi quase 12 horas, estou apática e a tentar manter os meus pensamentos longe do meu dia de ontem.
Pergunto-me se alguma muralha que eu construa em torno de ontem (e eu sou uma especialista) será suficientemente forte.
Saber a minha irmã próxima de mim forçou-me a reagir.
Sinto que uma semana complicada se está a aproximar.
Tenho uma dor no pescoço que me impede de raciocinar em condições e que me atormenta, quase ininterruptamente, há uma semana.
Tenho uma racha no tecto do corredor que neste momento capta a minha atenção mais do que qualquer outro acontecimento.
Dormi quase 12 horas, estou apática e a tentar manter os meus pensamentos longe do meu dia de ontem.
Pergunto-me se alguma muralha que eu construa em torno de ontem (e eu sou uma especialista) será suficientemente forte.
Saber a minha irmã próxima de mim forçou-me a reagir.
Sinto que uma semana complicada se está a aproximar.
quarta-feira, setembro 07, 2005
Rússia-Portugal AA (intervalo)
A Selecção Naciona-Clube Portugal está a defrontar a sua congénere Russa no Estádio do Lokomotiv.
O jogo já está no intervalo e a equipa de todos nós conseguiu superar o ímpeto inicial da equipa de leste, acabando a primeira parte a dominar o jogo.
Após acumulação de amarelos, Alexei Smertin foi expulso quando corriam os 43 minutos de jogo.
O jogo já está no intervalo e a equipa de todos nós conseguiu superar o ímpeto inicial da equipa de leste, acabando a primeira parte a dominar o jogo.
Após acumulação de amarelos, Alexei Smertin foi expulso quando corriam os 43 minutos de jogo.
sexta-feira, setembro 02, 2005
Ausência prolongada
Sei que tenho andado desaparecida, sei que faz amanhã um mês que não escrevo nada, sei que nem quando fui operada estive tanto tempo sem escrever e sei que, tendo este espaço aberto, teria o dever de o actualizar com maior frequência por respeito a quem aqui vem, se é que ainda cá vem alguém.
Espero que compreendam que ando cansada e os dias que antecedem o 4 de Setembro são sempre complicados...aquela depressão anual anda no ar. Depois do trabalho sobra-me pouco tempo e vontade para escrever e já que tive férias de outras lides (umas em que faço umas crónicas) aproveitei para não escrever mesmo nada...uma espécie de licença sabática.
O que eu não sei é se vocês querem que eu continue a escrever aqui, se isso vos é pura e simplesmente indiferente, se gostam do que aqui lêem, se têm algumas críticas ou sugestões. O mês de Agosto é sempre complicado porque há muita gente que está de férias, mas parece que todas as pessoas que aqui vinham deixaram de o fazer, ou então acham que os textos que aqui ponho são tão pouco interessantes que nem vale a pena dizer um olá, claro que ainda há algumas excepções e a essas (muito poucas) pessoas tenho que deixar o meu MUITO OBRIGADA, têm sido um balão de oxigénio.
Eu gosto de ter o vosso feedback, nem que seja para me dizerem que não escrevo nada de jeito, pelo menos sempre é sinal de que se deram ao trabalho de ler e quando começo a sentir que não tenho ninguém desse lado começo a perder o ânimo. De qualquer forma, gosto muito disto: de escrever, de comentar, de criticar e elogiar, de dizer aquilo que me apetece num espaço meu.
De qualquer forma, fico à espera de um sinal de vida inteligente desse lado. Mostrem-me que estão aí, que estão atentos e que notam que a minha falta de confiança nas minhas capacidades está a atacar.
Espero que compreendam que ando cansada e os dias que antecedem o 4 de Setembro são sempre complicados...aquela depressão anual anda no ar. Depois do trabalho sobra-me pouco tempo e vontade para escrever e já que tive férias de outras lides (umas em que faço umas crónicas) aproveitei para não escrever mesmo nada...uma espécie de licença sabática.
O que eu não sei é se vocês querem que eu continue a escrever aqui, se isso vos é pura e simplesmente indiferente, se gostam do que aqui lêem, se têm algumas críticas ou sugestões. O mês de Agosto é sempre complicado porque há muita gente que está de férias, mas parece que todas as pessoas que aqui vinham deixaram de o fazer, ou então acham que os textos que aqui ponho são tão pouco interessantes que nem vale a pena dizer um olá, claro que ainda há algumas excepções e a essas (muito poucas) pessoas tenho que deixar o meu MUITO OBRIGADA, têm sido um balão de oxigénio.
Eu gosto de ter o vosso feedback, nem que seja para me dizerem que não escrevo nada de jeito, pelo menos sempre é sinal de que se deram ao trabalho de ler e quando começo a sentir que não tenho ninguém desse lado começo a perder o ânimo. De qualquer forma, gosto muito disto: de escrever, de comentar, de criticar e elogiar, de dizer aquilo que me apetece num espaço meu.
De qualquer forma, fico à espera de um sinal de vida inteligente desse lado. Mostrem-me que estão aí, que estão atentos e que notam que a minha falta de confiança nas minhas capacidades está a atacar.
quarta-feira, agosto 03, 2005
Anúncio
Caros leitores (ainda tenho dúvidas que seja isso que vocês aqui vêm fazer, mas pareceu-me um início pomposo), chamo a vossa atenção para o facto de o Grande João ter voltado a escrever para esse Grande Blog que é o Autobiografia Venenosa ou a Malícia dos Ignorantes.
Vão espreitar o post dele porque vale a pena.
Agora que ele regressou à escrita, sinto-me espicaçada para voltar postar naquele espaço, portanto mantenham-se atentos pois prevejo o regresso aos bons velhos tempos e a muitos posts completamente ignorantes e maliciosos.
Vão espreitar o post dele porque vale a pena.
Agora que ele regressou à escrita, sinto-me espicaçada para voltar postar naquele espaço, portanto mantenham-se atentos pois prevejo o regresso aos bons velhos tempos e a muitos posts completamente ignorantes e maliciosos.
Prioridades
Há dias em que perco a cabeça e fico com vontade de saber o que se passa no nosso país, foi o que aconteceu recentemente.
Então, fui dar um passeio pelos jornais digitais.
Entre outros encontrei títulos que registavam uma explosão numa fábrica que causou 14 feridos, um fogo que ameaçava casas e já tinha alastrado à localidade vizinha, a Comissão Europeia a avisar-nos que temos três anos para corrigir o défice, o facto de o governo considerar inaceitável o protesto da PSP, os possíveis cortes selectivos de água no Algarve, entre vários fogos e a seca que teima em continuar. Ah, por pouco esquecia-me de uma notícia que me chamou a atenção e que dizia que o Aeroporto da Ota estará em funcionamento dentro de 10 a 12 anos.
Recapitulando, temos uma polícia que não pode fazer greve (acho que isto é um direito consagrado num documento qualquer muito importante), o país está a arder, a seca vai abrindo caminho aos fogos e a grande preocupação dos membros dos governo, nomeadamente o Ministro das Obras Públicas, é a Aeroporto da Ota.
Parece-vos normal? É que a mim não, mas talvez seja por eu não considerar que um investimento enorme como um aeroporto seja uma das prioridades do nosso país. Principalmente se tivermos em consideração que já nos aumentaram o IVA, que cada vez pagamos mais por tudo, que os ordenados não crescem enquanto o desemprego e o défice aumentam.
As eleições legislativas decorreram em Fevereiro e apenas 130 dias após a tomada de posse são poucas as pessoas que continuam a confiar neste governo e a acreditar que vai ser capaz de fazer um bom trabalho ou de cumprir algumas das promessas eleitorais.
Agora, surgiu aquilo que no futebol se chama uma chicotada psicológica. O Ministro, ou melhor ex-ministro, Campos e Cunha, alegou cansaço e razões pessoais e abandonou o Governo.
Quanto aos motivos pessoais não me pronuncio, mas é suspeito que eles tenham surgido após a publicação de um artigo no Público que veio agravar o clima de desconforto que já se sentia entre Campos e Cunha e o primeiro-ministro.
Mas quanto ao cansaço, acho que todos compreendemos esta parte. Afinal, nós não trabalhamos directamente com o Sócrates e após meia dúzia de meses já estamos todos fartos dele, imaginem o estado em que o ex-ministro não estaria depois de o ter como chefe após este tempo…
Concluindo, qual é o ensinamento que tiramos deste episódio? Cada um tem as suas prioridades, ou seja, o país arde e afunda-se em dívidas, mas vamos poder comprar aspirinas no supermercado, ter um comboio de alta velocidade e ter um aeroporto novo daqui a 10 anos.
Então, fui dar um passeio pelos jornais digitais.
Entre outros encontrei títulos que registavam uma explosão numa fábrica que causou 14 feridos, um fogo que ameaçava casas e já tinha alastrado à localidade vizinha, a Comissão Europeia a avisar-nos que temos três anos para corrigir o défice, o facto de o governo considerar inaceitável o protesto da PSP, os possíveis cortes selectivos de água no Algarve, entre vários fogos e a seca que teima em continuar. Ah, por pouco esquecia-me de uma notícia que me chamou a atenção e que dizia que o Aeroporto da Ota estará em funcionamento dentro de 10 a 12 anos.
Recapitulando, temos uma polícia que não pode fazer greve (acho que isto é um direito consagrado num documento qualquer muito importante), o país está a arder, a seca vai abrindo caminho aos fogos e a grande preocupação dos membros dos governo, nomeadamente o Ministro das Obras Públicas, é a Aeroporto da Ota.
Parece-vos normal? É que a mim não, mas talvez seja por eu não considerar que um investimento enorme como um aeroporto seja uma das prioridades do nosso país. Principalmente se tivermos em consideração que já nos aumentaram o IVA, que cada vez pagamos mais por tudo, que os ordenados não crescem enquanto o desemprego e o défice aumentam.
As eleições legislativas decorreram em Fevereiro e apenas 130 dias após a tomada de posse são poucas as pessoas que continuam a confiar neste governo e a acreditar que vai ser capaz de fazer um bom trabalho ou de cumprir algumas das promessas eleitorais.
Agora, surgiu aquilo que no futebol se chama uma chicotada psicológica. O Ministro, ou melhor ex-ministro, Campos e Cunha, alegou cansaço e razões pessoais e abandonou o Governo.
Quanto aos motivos pessoais não me pronuncio, mas é suspeito que eles tenham surgido após a publicação de um artigo no Público que veio agravar o clima de desconforto que já se sentia entre Campos e Cunha e o primeiro-ministro.
Mas quanto ao cansaço, acho que todos compreendemos esta parte. Afinal, nós não trabalhamos directamente com o Sócrates e após meia dúzia de meses já estamos todos fartos dele, imaginem o estado em que o ex-ministro não estaria depois de o ter como chefe após este tempo…
Concluindo, qual é o ensinamento que tiramos deste episódio? Cada um tem as suas prioridades, ou seja, o país arde e afunda-se em dívidas, mas vamos poder comprar aspirinas no supermercado, ter um comboio de alta velocidade e ter um aeroporto novo daqui a 10 anos.
quinta-feira, julho 14, 2005
Telefonemas inéditos
Depois da simpática senhora que me disse para dirigir o fax ao fax, trago-vos mais um telefonema inédito que aconteceu quando eu estava a ligar para um Centro de Estágio para pedir o número de fax.
Ana: Boa tarde...(interrompida abruptamente)
Senhor: Boa tarde menina, então diga lá se faz favor.
Ana (meio atarantada com a simpatia): eu estou a ligar (daquele sítio) e precisava do vosso número de fax.
Senhor: Concerteza menina, é só um bocadinho. Então queira apontar, é o 2xx xxx xxx. É só isso menina?
Ana: É sim, muito obrigada.
Senhor (cada vez mais animado e simpático): Ora essa menina, de nada.
Ana: Então boa tarde.
Senhor (agora em êxtase total): Boa tarde menina...olhe...e VIVA O SPORTING!
Tenho que salientar que eu não estava a ligar para a Academia de Alcochete.
Portanto, nem tudo é mau, apesar de apanhar umas cabras que não tinham tomado a dose de valium da manhã, ainda consigo apanhar outras pessoas bem simpáticas, divertidas e como o extremo bom gosto de serem do Sporting Clube de Portugal!
Ana: Boa tarde...(interrompida abruptamente)
Senhor: Boa tarde menina, então diga lá se faz favor.
Ana (meio atarantada com a simpatia): eu estou a ligar (daquele sítio) e precisava do vosso número de fax.
Senhor: Concerteza menina, é só um bocadinho. Então queira apontar, é o 2xx xxx xxx. É só isso menina?
Ana: É sim, muito obrigada.
Senhor (cada vez mais animado e simpático): Ora essa menina, de nada.
Ana: Então boa tarde.
Senhor (agora em êxtase total): Boa tarde menina...olhe...e VIVA O SPORTING!
Tenho que salientar que eu não estava a ligar para a Academia de Alcochete.
Portanto, nem tudo é mau, apesar de apanhar umas cabras que não tinham tomado a dose de valium da manhã, ainda consigo apanhar outras pessoas bem simpáticas, divertidas e como o extremo bom gosto de serem do Sporting Clube de Portugal!
domingo, julho 03, 2005
Maior que o seu tempo

António é como os Humanos lhe chamam. O seu apelido é Ribeiro, ainda que todos o conheçamos por Variações.
A crítica musical não é, nem de perto nem de longe, a minha especialidade. Felizmente para todos nós, essa não é a minha intenção. Porém, da mesma forma que me acho no direito de criticar o que bem entendo, sinto-me também no dever de elogiar o que há de positivo, principalmente quando é algo muito bom completamente made in Portugal.
Na passada quarta-feira tive a oportunidade de assistir ao espectáculo dos Humanos, que, para quem não sabe, é um grupo constituído por sete músicos de diferentes proveniências a quem foram entregues várias letras inéditas (umas musicadas outras não) de António Variações. Uma verdadeira relíquia.
“Um músico à frente do seu tempo” é uma das frases que mais vezes é usada para descrever este artista e, ainda que pareça um cliché absolutamente banal, é a mais pura das verdades.
O António morreu em 1984, com 34 anos. A sua curta carreira permitiu-lhe apenas a edição de dois álbuns. Ainda assim, é um nome que nunca será esquecido e cuja obra é agora prolongada com este conjunto de músicas.
Os três vocalistas, Manuela Azevedo, David Fonseca e Camané, conseguiram criar uma cumplicidade em palco que os transformou num trio absolutamente fantástico, pelas interpretações que nos deram e pela alma que emprestaram às músicas.
Não houve nenhuma parte do espectáculo em que não reconhecêssemos a mão inconfundível do António Variações que nos deixou, felizmente, mais letras dentro do género a que tão bem nos habituou, com a originalidade, a ousadia e a intensa criatividade sempre presente.
Sou uma fã da discografia deste artista, mas ainda assim comprei o bilhete com uma atitude algo céptica, claro que acabei por me render às evidências, como aliás todo o Coliseu.
Do reportório fizeram parte as novas músicas, aquelas que o António Variações nunca teve tempo de editar, mas também alguns dos temas mais conhecidos do cantor e outros que, de alguma forma, estão ligadas ao seu universo.
A capacidade de escrita do António é absolutamente fantástica. As letras chegam a ser simples, basta ouvir uma vez para começarmos a trautear, e , no entanto é aí que reside a sua verdadeira beleza.
Sem ter pretensões de fazer poemas complicados, consegue dar-nos, sim porque é uma autêntica dádiva, músicas perfeitas, cheias de significado, divertidas ou mais melancólicas, mas sempre óptimas.
Naquela noite os sons, as luzes, os artistas e as letras faziam um conjunto perfeito capazes de contagiar o público mais heterogéneo que eu já vi, o que constitui a maior prova de que as músicas do António Variações são, não só intemporais, mas também capazes de cativar todas os tipos de pessoas.
Há quem tente enquadrar as músicas deste artista num género musical, ainda que o consenso esteja em dizer que estão entre a música popular e a música sofisticada.
Eu digo que não cabe em nenhuma. O António era grande demais para ser enclausurado, ainda que fosse só num estilo musical.
terça-feira, junho 28, 2005
Classificados
Procuram-se empresas/instituições com interesse em anunciar publicações (revista, tríptico, monofolha ou microsite) elaboradas a propósito dos seguintes jogos:
-Portugal-Egipto (Selecção Nacional-Clube Portugal), 17 de Agosto em Ponta Delgada/ Hungria-Portugal (Sub-21)
-Super Taça Cândido de Oliveira - Benfica-Setúbal - 13 de Agosto, Estádio do Algarve.
O desespero atinge altos níveis...
-Portugal-Egipto (Selecção Nacional-Clube Portugal), 17 de Agosto em Ponta Delgada/ Hungria-Portugal (Sub-21)
-Super Taça Cândido de Oliveira - Benfica-Setúbal - 13 de Agosto, Estádio do Algarve.
O desespero atinge altos níveis...
sexta-feira, junho 24, 2005
Que belo trabalho
Eu sei que ainda agora voltei ao trabalho, mas continuam a dar-me a mesma bosta de tarefa.
Também sei que já me queixei da (pouco) nobre arte de vender publicidade para a porcaria das revistas, mas aquilo não tem melhoras...para além de que como se não me bastasse ter uma revista, um tríptico (que nome mais apaneleirado) que pode passar a dois e uma monofolha que também pode aumentar, para encher de publicidade, ainda tenho tudo o resto: "arranja-me duas bandeiras", "tenho um senhor que quer comprar um pin", "prepara esta encomenda", "arranja-me duas canetas" ou "responde a esta carta"...só falta mesmo o "limpa-me o rabinho".
De qualquer forma, vim aqui relatar-vos uma conversa telefónica que eu tive hoje com uma senhora de uma empresa cujo nome começa por "Uni" e termina em "pack", lá pelo meio tem tantas letras como a gaja tinha de educação:
Ana: Boa tarde, eu estou a ligar da (aquele sítio fantástico que vocês sabem, quem não sabe e quer muito, muito saber pode procurar nos posts antigos) e quero enviar-vos uma proposta de publicidade. será que me pode dizer para onde a ...
Gaja: Não queremos!
Ana surpreendida porque normalmente deixam-me acabar, pelo menos, esta frase: Desculpe?
Gaja: Não queremos, não estamos interessados!
Ana: (Oh minha grande vaca!) Então, mas está a dizer-me que não está interessada em algo que nem sabe o que é...
Gaja: É isso mesmo, não estamos interessados, mas se quiser mesmo enviar...
Ana: (Vacarrona, podes ter a certeza que vou enviar nem que seja só para te chatear e obrigar a responder!) Já agora, se não se importa, vou mesmo enviar. Podia dar-me o número de fax, por favor?
Gaja: É o 234*** ***.
Ana: (Com a voz embargada pela satisfação) Muito obrigada. Já agora, pode dizer-me a quem devo dirigir o documento?
Gaja: Ao fax!
...(momento de silêncio porque fiquei sem palavras perante tamanha enormidade)
Ana: Com certeza, dirijo ao fax. Muito obrigada, mas uma vez, boa tarde e bom fim-de-semana!
O pior de tudo é que situações como esta e outras semelhantes não são tão raras quanto isso...
Conclusão: Há por aí muita gente a precisar de Valium! E por este caminho, qualquer dia eu também!
Também sei que já me queixei da (pouco) nobre arte de vender publicidade para a porcaria das revistas, mas aquilo não tem melhoras...para além de que como se não me bastasse ter uma revista, um tríptico (que nome mais apaneleirado) que pode passar a dois e uma monofolha que também pode aumentar, para encher de publicidade, ainda tenho tudo o resto: "arranja-me duas bandeiras", "tenho um senhor que quer comprar um pin", "prepara esta encomenda", "arranja-me duas canetas" ou "responde a esta carta"...só falta mesmo o "limpa-me o rabinho".
De qualquer forma, vim aqui relatar-vos uma conversa telefónica que eu tive hoje com uma senhora de uma empresa cujo nome começa por "Uni" e termina em "pack", lá pelo meio tem tantas letras como a gaja tinha de educação:
Ana: Boa tarde, eu estou a ligar da (aquele sítio fantástico que vocês sabem, quem não sabe e quer muito, muito saber pode procurar nos posts antigos) e quero enviar-vos uma proposta de publicidade. será que me pode dizer para onde a ...
Gaja: Não queremos!
Ana surpreendida porque normalmente deixam-me acabar, pelo menos, esta frase: Desculpe?
Gaja: Não queremos, não estamos interessados!
Ana: (Oh minha grande vaca!) Então, mas está a dizer-me que não está interessada em algo que nem sabe o que é...
Gaja: É isso mesmo, não estamos interessados, mas se quiser mesmo enviar...
Ana: (Vacarrona, podes ter a certeza que vou enviar nem que seja só para te chatear e obrigar a responder!) Já agora, se não se importa, vou mesmo enviar. Podia dar-me o número de fax, por favor?
Gaja: É o 234*** ***.
Ana: (Com a voz embargada pela satisfação) Muito obrigada. Já agora, pode dizer-me a quem devo dirigir o documento?
Gaja: Ao fax!
...(momento de silêncio porque fiquei sem palavras perante tamanha enormidade)
Ana: Com certeza, dirijo ao fax. Muito obrigada, mas uma vez, boa tarde e bom fim-de-semana!
O pior de tudo é que situações como esta e outras semelhantes não são tão raras quanto isso...
Conclusão: Há por aí muita gente a precisar de Valium! E por este caminho, qualquer dia eu também!
sexta-feira, junho 17, 2005
Literatura
Neste momento, os meus livros de cabeceira são:
- Criação e Gestão de Micro-empresas e Pequenos Negócios (volumes I e II);
- Guia do Jovem empresário ou 1001 maneiras de investir e
- Ideias para empresas - Melhores empresas para mulheres
Se alguém conhecer algum livro do género Criação e Gestão de empresas para idiotas façam o favor de dizer, porque esse livro deve ter sido feito especialmente para mim...eu é que ainda não o encontrei.
Também se aceitam sugestões para empresas.
Cara sócia, como vês eu estou empenhada e ando a pensar nisto a sério!
Breves
Hoje é dia de concerto e eu vou lá estar para, mais uma vez, ver a Adriana Calcanhotto...quer dizer Adriana Partimpim.
quarta-feira, junho 15, 2005
Boas notícias
Finalmente vou voltar ao trabalho!
O Sr. Dr. já me considerou apta, ainda que o buraquito não esteja completamente fechado, por isso segunda-feira lá vou eu voltar a ganhar dinheiro! IUPI!
Money money...trala la la la
O Sr. Dr. já me considerou apta, ainda que o buraquito não esteja completamente fechado, por isso segunda-feira lá vou eu voltar a ganhar dinheiro! IUPI!
Money money...trala la la la
terça-feira, junho 14, 2005
Mais um marco
Cheguei e passei as 7000 visitas.
Obrigada a todos os que por aqui passaram e, principalmente, aos que deixaram o seu comentário (hei-de continuar a reclamar por isto ;-) )
Obrigada a todos os que por aqui passaram e, principalmente, aos que deixaram o seu comentário (hei-de continuar a reclamar por isto ;-) )
quinta-feira, junho 02, 2005
Onde é que vocês andam?
Eu sei que não tenho escrito muito frequentemente e o pouco que faço não é das melhores coisas, mas ando preocupada.
Não sei onde é que vocês andam. Os comentários são poucos e até os habituais andam meio desaparecidos.
Para variar, aqui fica mais um post de treta que, possívelmente vocês irão recompensar com um comentário, ou dois, se for um dia bom.
Não sei onde é que vocês andam. Os comentários são poucos e até os habituais andam meio desaparecidos.
Para variar, aqui fica mais um post de treta que, possívelmente vocês irão recompensar com um comentário, ou dois, se for um dia bom.
segunda-feira, maio 30, 2005
Mais um livro da Anita
Hoje é dia de meter a máscara de menina prendada, ir para a cozinha e tratar do jantar: Anita na cozinha.
Portanto, hoje sai salada de frango (uma das minhas especialidades) que nos dias de maior calor sabe a pato...quer dizer...enfim...
Isto também quer dizer que é dia de o meu pai chegar a casa, olhar para a salada e fazer uma pergunta do género "onde é que está a carne?" ou então "isto é que é o comer?", para depois enfardar 8literalmente) o dobro do que devia comer e, no fim, dizer que estava medíocre - o meu pai é sempre generoso quando chega a altura de fazer elogios..até dá gosto cozinhar para ele.
Bem, já se faz tarde e o frango(infelizmente não se desfia sozinho.
Portanto, hoje sai salada de frango (uma das minhas especialidades) que nos dias de maior calor sabe a pato...quer dizer...enfim...
Isto também quer dizer que é dia de o meu pai chegar a casa, olhar para a salada e fazer uma pergunta do género "onde é que está a carne?" ou então "isto é que é o comer?", para depois enfardar 8literalmente) o dobro do que devia comer e, no fim, dizer que estava medíocre - o meu pai é sempre generoso quando chega a altura de fazer elogios..até dá gosto cozinhar para ele.
Bem, já se faz tarde e o frango(infelizmente não se desfia sozinho.
terça-feira, maio 24, 2005
Que país fantástico
Não, não me vou por a dizer mal de Portugal. Desta vez venho falar-vos de uma notícia que ouvi ainda há pouco no telejornal.
Descobriram que nos Estados Unidos alguns médicos têm receitado viagra a deliquentes sexuais. Só num estado foram passadas quase 200 receitas a pessoas que haviam sido condenadas por ofensas sexuais.
Parece que a desculpa dada pelos profissionais de saúde é que eles não sabiam das tendências sexuais destas pessoas e que os próprios não se revelavam como sendo abusadores, pedófilos ou violadores. Mais uma vez voltam a dar um ar da sua graça e a mostrar que, tal como o seu presidente, não primam pela inteligência. Já estou a imaginar a conversa:
-Bom dia sô dr.
-Olá Bibi (nome fictício) como está?
-Estou bem, obrigada. Estive a falar com uns amigos meus, o Padre Frederico e o Farfalha que têm o mesmo problema que eu e disseram que vieram ter consigo e que o sô dr. os ajudou.
-Então, conte lá o que se passa consigo.
-Bem, isto é um pouco complicado, mas eu tenho dificuldades em manter uma erecção (pelo menos quando não estou com miúdos a quem ofereço cadernos).
-Ah, então é isso, mas isso resolve-se facilmente (este não me parece ser pedófilo e até é amigo do Farfalha, um cidadão respeitável, e do sr. padre que fez a primeira comunhão à minha filhinha...).
Eu vou-lhe receitar uns comprimidos azuis que de certeza o irão ajudar. Até tenho aqui uma amostra que lhe vou dar. Meia hora antes, você toma um comprimido destes e parece que o Luís de Matos o está a ajudar.
-Oh sô dr., muito obrigado (é melhor não tomar já, porque senão acontece o mesmo que da outra vez, com aquele médico estagiário, acabadinho de sair da universidade...)
Os Estados Unidos são mesmo um país espectacular, "the land of the free and the home of the brave".
Descobriram que nos Estados Unidos alguns médicos têm receitado viagra a deliquentes sexuais. Só num estado foram passadas quase 200 receitas a pessoas que haviam sido condenadas por ofensas sexuais.
Parece que a desculpa dada pelos profissionais de saúde é que eles não sabiam das tendências sexuais destas pessoas e que os próprios não se revelavam como sendo abusadores, pedófilos ou violadores. Mais uma vez voltam a dar um ar da sua graça e a mostrar que, tal como o seu presidente, não primam pela inteligência. Já estou a imaginar a conversa:
-Bom dia sô dr.
-Olá Bibi (nome fictício) como está?
-Estou bem, obrigada. Estive a falar com uns amigos meus, o Padre Frederico e o Farfalha que têm o mesmo problema que eu e disseram que vieram ter consigo e que o sô dr. os ajudou.
-Então, conte lá o que se passa consigo.
-Bem, isto é um pouco complicado, mas eu tenho dificuldades em manter uma erecção (pelo menos quando não estou com miúdos a quem ofereço cadernos).
-Ah, então é isso, mas isso resolve-se facilmente (este não me parece ser pedófilo e até é amigo do Farfalha, um cidadão respeitável, e do sr. padre que fez a primeira comunhão à minha filhinha...).
Eu vou-lhe receitar uns comprimidos azuis que de certeza o irão ajudar. Até tenho aqui uma amostra que lhe vou dar. Meia hora antes, você toma um comprimido destes e parece que o Luís de Matos o está a ajudar.
-Oh sô dr., muito obrigado (é melhor não tomar já, porque senão acontece o mesmo que da outra vez, com aquele médico estagiário, acabadinho de sair da universidade...)
Os Estados Unidos são mesmo um país espectacular, "the land of the free and the home of the brave".
domingo, maio 22, 2005
Fim-de-semana em grande
Na sexta feira à noite fui, mais a famelga, para Setúbal pois no sábado ía receber o diploma.
Foi uma cerimónia engraçadita, na qual, felizmente, quase não estive sentada. De qualquer forma, acho que podiam ter abrilhantado um pouco mais. Fiquei triste por não darem sequer um copinho de moscatel a cada um dos diplomados.
De qualquer foma, ainda deu para ficar um pouquito nostálgica e estive quase a verter uma lagriminha (sou uma maria chorona) quando fomos chamados ao palco para cantar o hino da ESE...a quantidade de vezes que eu gozei com aquela música e naquele momento teve um significado especial.
Fiquei surpreendida com o valor entregue nas bolsas de mérito. Se me tivessem dito que podia ganhar 1750 euros, tinha estudado um pouco mais, aparecido em menos festas, bebido menos, fechado menos bares, jogado menos matraquilhos e menos snooker, tinha-me baldado menos, tinha galhofado menos nas aulas e por aí fora.
Depois do jantar fui dar uma volta com os meus pais e resolvi ir apanhar um pouco de ar, ou seja fui ter com uns amigos que me tinham convidado para uma festa.
As minha condições não me permitem estar muito tempo sentada, nem andar em grandes reboliços. Por isso evitei estar em lugares com muita gente onde alguém poderia bater onde não devia e borrar a pintura.
De qualquer forma, fiz os possíveis para aproveitar ao máximo aquela pequena noite de liberdade condicional e bebi uns copitos (nada de mais, apenas os inevitáveis jola, moscatel e caipirinha), conversei muito, ri-me. Enfim, diverti-me como há algum tempo não fazia.
Sei que a noite não foi nada de especial, apenas uma mão cheia de amigos (às vezes nem isso) a passarem tempo juntos, mas para mim foi como se tivesse sido a melhor das noites.
Após um dia óptimo, voltei para casa muito contente e com um copo na mala, claro.
Foi uma cerimónia engraçadita, na qual, felizmente, quase não estive sentada. De qualquer forma, acho que podiam ter abrilhantado um pouco mais. Fiquei triste por não darem sequer um copinho de moscatel a cada um dos diplomados.
De qualquer foma, ainda deu para ficar um pouquito nostálgica e estive quase a verter uma lagriminha (sou uma maria chorona) quando fomos chamados ao palco para cantar o hino da ESE...a quantidade de vezes que eu gozei com aquela música e naquele momento teve um significado especial.
Fiquei surpreendida com o valor entregue nas bolsas de mérito. Se me tivessem dito que podia ganhar 1750 euros, tinha estudado um pouco mais, aparecido em menos festas, bebido menos, fechado menos bares, jogado menos matraquilhos e menos snooker, tinha-me baldado menos, tinha galhofado menos nas aulas e por aí fora.
Depois do jantar fui dar uma volta com os meus pais e resolvi ir apanhar um pouco de ar, ou seja fui ter com uns amigos que me tinham convidado para uma festa.
As minha condições não me permitem estar muito tempo sentada, nem andar em grandes reboliços. Por isso evitei estar em lugares com muita gente onde alguém poderia bater onde não devia e borrar a pintura.
De qualquer forma, fiz os possíveis para aproveitar ao máximo aquela pequena noite de liberdade condicional e bebi uns copitos (nada de mais, apenas os inevitáveis jola, moscatel e caipirinha), conversei muito, ri-me. Enfim, diverti-me como há algum tempo não fazia.
Sei que a noite não foi nada de especial, apenas uma mão cheia de amigos (às vezes nem isso) a passarem tempo juntos, mas para mim foi como se tivesse sido a melhor das noites.
Após um dia óptimo, voltei para casa muito contente e com um copo na mala, claro.
quarta-feira, maio 18, 2005
A cereja no topo do bolo
Esta semana não foi boa.
O Sporting "perdeu" o Campeonato ao ser mal derrotado pelo Benfica e depois perdeu a "sua" final da Taça UEFA ao ser derrotado por um CSKA que pouco fez por merecer um resultado de 3-1.
A equipa russa jogou basicamente em contra-ataque e beneficiou da infelicidade dos jogadores leoninos que tiveram muitas oportunidades para se distanciarem no marcador sem nunca conseguirem concretizar.
Eu e minha irmã vimos o jogo sozinha e no final a tristeza era mais que muita.
Mas claro que a vida não é só o Sporting, mas seria se assim fosse...
O pior de tudo é que na terça feira o médico disse-me que a velocidade a que o buraco estava a fechar reduziu e que ele pensava que aquilo estaria mais adiantado.
E eu que estou farta disto? A princípio até tinha alguma piada, mas agora quero voltar a fazer a minha vida normal. Tenho saudades de passear, de andar na rua, de ver as montras, de ir ao cinema, de ver o rio,de me sentar à vontade,...
Para culminar, o buraquito deve ter ficado triste com a derrota do Sporting, pois imitou a santinha e chorou, coisa que não acontecia há muito tempo.
O Sporting "perdeu" o Campeonato ao ser mal derrotado pelo Benfica e depois perdeu a "sua" final da Taça UEFA ao ser derrotado por um CSKA que pouco fez por merecer um resultado de 3-1.
A equipa russa jogou basicamente em contra-ataque e beneficiou da infelicidade dos jogadores leoninos que tiveram muitas oportunidades para se distanciarem no marcador sem nunca conseguirem concretizar.
Eu e minha irmã vimos o jogo sozinha e no final a tristeza era mais que muita.
Mas claro que a vida não é só o Sporting, mas seria se assim fosse...
O pior de tudo é que na terça feira o médico disse-me que a velocidade a que o buraco estava a fechar reduziu e que ele pensava que aquilo estaria mais adiantado.
E eu que estou farta disto? A princípio até tinha alguma piada, mas agora quero voltar a fazer a minha vida normal. Tenho saudades de passear, de andar na rua, de ver as montras, de ir ao cinema, de ver o rio,de me sentar à vontade,...
Para culminar, o buraquito deve ter ficado triste com a derrota do Sporting, pois imitou a santinha e chorou, coisa que não acontecia há muito tempo.
domingo, maio 15, 2005
Rescaldo do derby
Quando o jogo acabou tive que beber para esquecer. Penso que assim conseguem perceber o sentimento generalizado aqui em casa.
Não é ter mau perder, é sentir que a outra equipa não fez nada para ganhar.
Aliás, o Benfica vai, infelizmente, ganhar o campeonato da mesma forma que ganhou este jogo: sem merecer e ajudado pelo árbitro.
Da última vez que ouvi falar acerca das regras do jogo, contaram-me que o guarda-redes não pode ser carregado dentro da pequena área, mas pelos vistos são regras que não se aplicam ao Benfica.
Desde que estive a três metros dele que fiquei com a impressão que o Paraty era um palhacito. Confirma-se.
Não é ter mau perder, é sentir que a outra equipa não fez nada para ganhar.
Aliás, o Benfica vai, infelizmente, ganhar o campeonato da mesma forma que ganhou este jogo: sem merecer e ajudado pelo árbitro.
Da última vez que ouvi falar acerca das regras do jogo, contaram-me que o guarda-redes não pode ser carregado dentro da pequena área, mas pelos vistos são regras que não se aplicam ao Benfica.
Desde que estive a três metros dele que fiquei com a impressão que o Paraty era um palhacito. Confirma-se.
quinta-feira, maio 12, 2005
Ahhhh! (grito de desespero)
Sei que não vão acreditar no que vos vou contar, nem eu acredito mas aqui vai: Deram-me dois bilhetes para A GRANDE FINAL DA TAÇA UEFA e eu NÃO VOU poder ir.
Ai ai, estou a sentir-me a adoecer de frustração.
E porque sua burra, perguntam vocês.
Porque a burra aqui está de baixa e, logo, não deve andar a ir ver jogos de futebol, especialmente quando sabe que, tal como eu, todos os meus colegas receberam bilhetes.
Para além disto, hoje sinto-me um bocado em baixo. A única coisa que me animou um pouco foi a Susy ter-me convidado para abrirmos uma empresa, apesar de ainda não sabermos de quê...
Ai ai, estou a sentir-me a adoecer de frustração.
E porque sua burra, perguntam vocês.
Porque a burra aqui está de baixa e, logo, não deve andar a ir ver jogos de futebol, especialmente quando sabe que, tal como eu, todos os meus colegas receberam bilhetes.
Para além disto, hoje sinto-me um bocado em baixo. A única coisa que me animou um pouco foi a Susy ter-me convidado para abrirmos uma empresa, apesar de ainda não sabermos de quê...
segunda-feira, maio 09, 2005
Apanhado informativo
Os últimos dias têm sido uma roda viva de emoções, felizmente todas boas...na verdade boas é pouco...têm sido melhor que óptimas.
O Sporting qualificou-se para a Final da Taça Uefa, após aquele jogo impróprio para cardíacos.
O dia seguinte, 6/5/2005, vai ficar para sempre gravado na minha memória. Tive a melhor prenda da minha vida (ainda que não tenha sido o meu aniversário), no entanto só a vou poder abrir daqui a uns meses. Se estão à espera que vos diga o que é, esperem sentados. Ainda não está na altura de levantar o véu deste pequeno mistério. A seu tempo saberão tudo, prometo!
Portanto, da maneira como as coisas estão a correr, tudo indica que o Sporting ganhe a Taça Uefa e o Campeonato. Para que as coisas se encaminhem correctamente só é preciso que ganhem o jogo contra o Guimarães, cujo relato estou agora a ouvir.
Bem, como é visível, não consigo escrever nada de jeito, por isso vou encerrar a loja.
O Sporting qualificou-se para a Final da Taça Uefa, após aquele jogo impróprio para cardíacos.
O dia seguinte, 6/5/2005, vai ficar para sempre gravado na minha memória. Tive a melhor prenda da minha vida (ainda que não tenha sido o meu aniversário), no entanto só a vou poder abrir daqui a uns meses. Se estão à espera que vos diga o que é, esperem sentados. Ainda não está na altura de levantar o véu deste pequeno mistério. A seu tempo saberão tudo, prometo!
Portanto, da maneira como as coisas estão a correr, tudo indica que o Sporting ganhe a Taça Uefa e o Campeonato. Para que as coisas se encaminhem correctamente só é preciso que ganhem o jogo contra o Guimarães, cujo relato estou agora a ouvir.
Bem, como é visível, não consigo escrever nada de jeito, por isso vou encerrar a loja.
quinta-feira, maio 05, 2005
Algo light para desanuviar
Hoje o Sporting disputa a segunda mão das meias-finais. Depois da vitória por 2-1, em casa, basta um empate ou vitória frente aos holandeses do AZ Alkmar para que os pupilos de José Peseiro garantam o seu lugar na Final da Taça Uefa, disputada no dia 18 de Maio no Estádio de Alvalade.
Claro que estou a torcer pela minha equipa, aliás, já estou de cachecol ao pescoço desde as 14h. Basta manter a cabeça fria e fazermos o "nosso" jogo durante 90min.
Faltam menos de duas horas para o jogo começar e o meu nervoso miudinho começa a apertar. Vou tentar não ficar rouca...
Espero amanhã voltar aqui e poder dizer "Estamos na Final"!
Já agora, nem vale a pena pedirem-me para tentar arranjar bilhetes...nem para mim tenho.
Claro que estou a torcer pela minha equipa, aliás, já estou de cachecol ao pescoço desde as 14h. Basta manter a cabeça fria e fazermos o "nosso" jogo durante 90min.
Faltam menos de duas horas para o jogo começar e o meu nervoso miudinho começa a apertar. Vou tentar não ficar rouca...
Espero amanhã voltar aqui e poder dizer "Estamos na Final"!
Já agora, nem vale a pena pedirem-me para tentar arranjar bilhetes...nem para mim tenho.
segunda-feira, maio 02, 2005
"Pensa em mim"
Quando nos despedimos disseste-me para pensar em ti, mas nem precisavas de o ter feito...era inevitável.
Fui para a cama. Não queria fixar o meu pensamento em ti, apenas deixá-lo à deriva para que ele, de vez em quando, passasse por lá. Tentei ser mais forte e perdi. Já tinhas roubado o meu pensamento mesmo sem eu querer.
Estava tudo contra mim. Na televisão não dava nada, aquela hora nunca dá nada, mas nem sequer conseguia estar a ver uma porcaria qualquer. Olhava para lá, mas o meu pensamento estava noutro sítio.
Levantei-me e fui à procura do meu livro. Nem ele me ajudou, fez questão de desaparecer para não me embalar no sono.
Bebi água, não sei o que pretendia ao certo conseguir com a água...o meu problema não era sede.
Voltei para a cama, resignada a passar algum tempo de olhos abertos.
Decidi ceder ao teu pedido e pensei em ti. Adormeci num instante.
E o melhor é que ainda estavas lá quando eu acordei.
Fui para a cama. Não queria fixar o meu pensamento em ti, apenas deixá-lo à deriva para que ele, de vez em quando, passasse por lá. Tentei ser mais forte e perdi. Já tinhas roubado o meu pensamento mesmo sem eu querer.
Estava tudo contra mim. Na televisão não dava nada, aquela hora nunca dá nada, mas nem sequer conseguia estar a ver uma porcaria qualquer. Olhava para lá, mas o meu pensamento estava noutro sítio.
Levantei-me e fui à procura do meu livro. Nem ele me ajudou, fez questão de desaparecer para não me embalar no sono.
Bebi água, não sei o que pretendia ao certo conseguir com a água...o meu problema não era sede.
Voltei para a cama, resignada a passar algum tempo de olhos abertos.
Decidi ceder ao teu pedido e pensei em ti. Adormeci num instante.
E o melhor é que ainda estavas lá quando eu acordei.
domingo, maio 01, 2005
Triimmmm
Triiimmm é o som da campanhia q acordou o sacana do Pinilla!
Depois de ter passado uns tempos a dormir em que treinava no Sporting e jogava na Selecção do Chile, parece que hoje se lembrou de mostrar que merece o ordenado que recebe.
Livrou-se de boa: se ele não jogasse bem hoje eu ligava ao Peseiro! E se ele não se pusesse a pau também levava umas para contar em casa...
Depois de ter passado uns tempos a dormir em que treinava no Sporting e jogava na Selecção do Chile, parece que hoje se lembrou de mostrar que merece o ordenado que recebe.
Livrou-se de boa: se ele não jogasse bem hoje eu ligava ao Peseiro! E se ele não se pusesse a pau também levava umas para contar em casa...
terça-feira, abril 19, 2005
Agora chama-se Bento
Foi um roubo! O árbitro estava comprado!
Perder isto é como perder na final do Euro!
Então não é que os cardeais são mais burros do que se pensava ser humanamente possível e foram escolher o Alemão ultra-conservador? Para além disso, quem é que se quer chamar Bento? Pior do que isso só Gregório!
Estou indignada! A porcaria do fumo nem era completamente branco (o que deve ter indignado os conterrâneos do ex-cardeal), os sinos atrasaram-se a tocar, o som tinha um atraso descomunal e nem sequer houve um bocadinho de fogo de artifício!
Esta cerimónia devia ter sido abrilhantada com a presença do Michael Jackson na varanda, afinal podia aproveitar para pendurar uma criancinha da varanda e os cardeais íam ficar contentes, pois estavam há 24horas sozinhos uns com os outros...
Perder isto é como perder na final do Euro!
Então não é que os cardeais são mais burros do que se pensava ser humanamente possível e foram escolher o Alemão ultra-conservador? Para além disso, quem é que se quer chamar Bento? Pior do que isso só Gregório!
Estou indignada! A porcaria do fumo nem era completamente branco (o que deve ter indignado os conterrâneos do ex-cardeal), os sinos atrasaram-se a tocar, o som tinha um atraso descomunal e nem sequer houve um bocadinho de fogo de artifício!
Esta cerimónia devia ter sido abrilhantada com a presença do Michael Jackson na varanda, afinal podia aproveitar para pendurar uma criancinha da varanda e os cardeais íam ficar contentes, pois estavam há 24horas sozinhos uns com os outros...
Última hora
Habemus Papam!
Cá para mim, Nestum só se for de mel e mesmo assim é um pouco enjoativo, por isso espero que seja Cerelac.
Fora de brincadeira: Allez Policarpo, Allez, Allez Policarpo Allez, Allez Policarpo Allez, Allez Policarpo Allez Allez! Agora todos juntos! Quero ouvir aí atrás!
Cá para mim, Nestum só se for de mel e mesmo assim é um pouco enjoativo, por isso espero que seja Cerelac.
Fora de brincadeira: Allez Policarpo, Allez, Allez Policarpo Allez, Allez Policarpo Allez, Allez Policarpo Allez Allez! Agora todos juntos! Quero ouvir aí atrás!
domingo, abril 17, 2005
Depravação
A igreja católica preocupa-se tanto com certos assuntos que não lhes dizem respeito e, no entanto, temos autênticos atentados aos bons costumes e à moral a serem ensinados às nossas crianças. O que é que será delas no futuro? Tornam-se padres e vão aprender com o Padre Frederico?
Estão a apanhar do ar? Então vejam lá a música A Saia da Carolina (versão comentada)
A saia da Carolina Tem um lagarto pintado Sim Carolina ó - i - ó - ai Sim Carolina ó - ai meu bem
(esta frase até escapa, afinal a miúda não tem culpa de ter mau gosto e ter um lagarto pintado na saia)
Tem cuidado ó Carolina Que o lagarto dá ao rabo Sim Carolina ó - i - ó - ai Sim Carolina ó - ai meu bem
(pronto, já começa! o lagarto dá ao rabo? quando é que já viram um lagarto a dar ao rabo? parece uma alusão sexual!)
A saia da Carolina Não tem prega, nem botão Tem cautela, ó Carolina Não te caia a saia no chão
(sim menina, porque se a saia te cair ao chão já não vais virgem para o casamento!)
A saia da Carolina Tem uma barra encarnada Tem cuidado ó Carolina, Não fique a saia rasgada
(a saia fica rasgada porque foi um acto violento!)
A saia da Carolina da mais fina combraia Tem cautela ó Carolina Que o lagarto leva-te a saia
(saia da mais fina cambraia: era tão transparente que até se via...vocês sabem...)
A saia da Carolina Foi lavada com sabão Tem cuidado, ó Carolina Não lhes deixes por a mão
(porque quando eles (multiplos parceiros) te põem a mão na perna já não há maneira de os parar)
A saia da Carolina É curta e das modernas Tem cuidado ó Carolina, Que ela não te tape as pernas.
(a carolina deve ser salgado, porque para usar uma saia tão curta e transparente deve andar a atacar)
Agora digam-me se acham isto normal? O que é que os padrecos ultra-conservadores andam a fazer? Sobrinhos!
Estão a apanhar do ar? Então vejam lá a música A Saia da Carolina (versão comentada)
A saia da Carolina Tem um lagarto pintado Sim Carolina ó - i - ó - ai Sim Carolina ó - ai meu bem
(esta frase até escapa, afinal a miúda não tem culpa de ter mau gosto e ter um lagarto pintado na saia)
Tem cuidado ó Carolina Que o lagarto dá ao rabo Sim Carolina ó - i - ó - ai Sim Carolina ó - ai meu bem
(pronto, já começa! o lagarto dá ao rabo? quando é que já viram um lagarto a dar ao rabo? parece uma alusão sexual!)
A saia da Carolina Não tem prega, nem botão Tem cautela, ó Carolina Não te caia a saia no chão
(sim menina, porque se a saia te cair ao chão já não vais virgem para o casamento!)
A saia da Carolina Tem uma barra encarnada Tem cuidado ó Carolina, Não fique a saia rasgada
(a saia fica rasgada porque foi um acto violento!)
A saia da Carolina da mais fina combraia Tem cautela ó Carolina Que o lagarto leva-te a saia
(saia da mais fina cambraia: era tão transparente que até se via...vocês sabem...)
A saia da Carolina Foi lavada com sabão Tem cuidado, ó Carolina Não lhes deixes por a mão
(porque quando eles (multiplos parceiros) te põem a mão na perna já não há maneira de os parar)
A saia da Carolina É curta e das modernas Tem cuidado ó Carolina, Que ela não te tape as pernas.
(a carolina deve ser salgado, porque para usar uma saia tão curta e transparente deve andar a atacar)
Agora digam-me se acham isto normal? O que é que os padrecos ultra-conservadores andam a fazer? Sobrinhos!
sábado, abril 16, 2005
Breves
O Eye, bloguista do Incomensurável, enviou-me um e-mail com a frase feminina mais motivadora do ano:
"Tenho pneu sim... e depois...??? Qual é o avião que não tem?"
"Tenho pneu sim... e depois...??? Qual é o avião que não tem?"
terça-feira, abril 12, 2005
O desprezo dos CTT
É bom quando sabemos que as instituições que nos servem se preocupam connosco, melhor ainda quando estas dão a entender que sabem que nós existimos e que se preocupam com as pessoas que servem.
Eu moro perto de Arruda dos Vinhos e recentemente tem sido difundida uma notícia segundo a qual os CTT iriam fechar o posto de Arruda, passando toda a distribuição para Alverca. Desde logo foi organizado um baixo assinado contra esta decisão.
Pelos vistos surtiu algum efeito. Não tenho a certeza se a notícia era verdadeira ou falsa, mas a verdade é que os CTT distribuiram nas caixas de correio uma folha informativa através da qual era desmentida a notícia anteriormente difundida. Até aqui tudo bem, os CTT mostravam que estavam preocupados com a imagem que os utentes têm deles.
O problema, na minha opinião, reside apenas numa palavra, pois a certa altura é dito que "Os CTT estão presentes na cidade de Arruda dos Vinhos", o que é mentira, pois todos os moradores sabem que eles estão presentes na VILA de Arruda dos Vinhos.
Pode parecer que estou a dar demasiada importância a um detalhe o que talvez seja verdade, porém este tipo de notas (esta vem assinada por "Comunicação e Imagem") vive dos detalhes. Que imagem é que será que eles estão a querer transmitir quando, basicamente, estão a dizer que nem sequer sabem se isto é uma vila ou uma cidade?
Estão a dizer-nos que até haver um pequeno reboliço nem sequer sabiam que isto existia, que, na verdade, se estão a marimbar para nós e que esperam que este comunicado, na minha opinião, muito mal feito cale os saloios para que estes continuem a mandar cartinhas.
Eu moro perto de Arruda dos Vinhos e recentemente tem sido difundida uma notícia segundo a qual os CTT iriam fechar o posto de Arruda, passando toda a distribuição para Alverca. Desde logo foi organizado um baixo assinado contra esta decisão.
Pelos vistos surtiu algum efeito. Não tenho a certeza se a notícia era verdadeira ou falsa, mas a verdade é que os CTT distribuiram nas caixas de correio uma folha informativa através da qual era desmentida a notícia anteriormente difundida. Até aqui tudo bem, os CTT mostravam que estavam preocupados com a imagem que os utentes têm deles.
O problema, na minha opinião, reside apenas numa palavra, pois a certa altura é dito que "Os CTT estão presentes na cidade de Arruda dos Vinhos", o que é mentira, pois todos os moradores sabem que eles estão presentes na VILA de Arruda dos Vinhos.
Pode parecer que estou a dar demasiada importância a um detalhe o que talvez seja verdade, porém este tipo de notas (esta vem assinada por "Comunicação e Imagem") vive dos detalhes. Que imagem é que será que eles estão a querer transmitir quando, basicamente, estão a dizer que nem sequer sabem se isto é uma vila ou uma cidade?
Estão a dizer-nos que até haver um pequeno reboliço nem sequer sabiam que isto existia, que, na verdade, se estão a marimbar para nós e que esperam que este comunicado, na minha opinião, muito mal feito cale os saloios para que estes continuem a mandar cartinhas.
domingo, abril 10, 2005
Hoje trago-vos apenas uma hiperligação. Sigam-na e usem o vosso rato para apróximar ou afastar.
Tem tudo a ver com perspectiva, tal como no quotidiano. Se nos aproximarmos tudo parece enorme, mas com alguma distância conseguimos equacionar a situação e vê-la através de uma perspectiva diferente.
Tem tudo a ver com perspectiva, tal como no quotidiano. Se nos aproximarmos tudo parece enorme, mas com alguma distância conseguimos equacionar a situação e vê-la através de uma perspectiva diferente.
quinta-feira, abril 07, 2005
Breves
Ontem na quinta das Celebridades a Júlia Pinheiro disse à Filipa Gonçalves (também conhecida como o "ex-filho do Néné"): "A Filipa deve andar um pouco dorida com os últimos acontecimentos na quinta, não?"
Afinal parece que aquilo é muito mais quente do que se pensava e que o Sá Leão sempre faz falta para dar utilizar a sua experiência como realizador.
Afinal parece que aquilo é muito mais quente do que se pensava e que o Sá Leão sempre faz falta para dar utilizar a sua experiência como realizador.
quarta-feira, abril 06, 2005
Como é óbvio, nada do que é bom vem sozinho.
Para além de ainda estar com os movimentos limitados e mais um mês de baixa, agora apanhei uma gripalhada. Das duas uma, ou eu já não me lembrava de como isto era ou esta é fortinha...
Como se as dores de garganta não chegassem, parece que isto me está a subir ao cérebro porque não consigo pensar para escrever algumas coisa de jeito - só me sai isto!
Para além de ainda estar com os movimentos limitados e mais um mês de baixa, agora apanhei uma gripalhada. Das duas uma, ou eu já não me lembrava de como isto era ou esta é fortinha...
Como se as dores de garganta não chegassem, parece que isto me está a subir ao cérebro porque não consigo pensar para escrever algumas coisa de jeito - só me sai isto!
segunda-feira, abril 04, 2005
O fim do vigário
Durante alguns dias os olhos do mundo estiveram concentrados numa janela que faz parte de um sumptuoso edifício localizado na praça de são Pedro, na cidade do Vaticano.
Em nome da fé têm sido cometidas as mais variadas atrocidades, em nome de um deus cujas provas de existência residem na fé de cada um.
Eu deixei de acreditar. Pura e simplesmente não encontro motivos para o fazer ou talvez estes tenham desaparecido, quem sabe.
No entanto, a minha descrença, falta de fé ou incapacidade de apoiar a igreja católica não me impedem de ter um grande carinho por este papa e de acreditar que ele é uma das figuras mais marcantes do nosso tempo.
Apesar de esta ser uma igreja cheia de mentiras e hipocrisias cuja Sede se encontra num dos locais do mundo com mais ouro por m2 enquanto fala contra a pobreza, a fome e a guerra, que cometeu tantos crimes, que se manifesta contra os contraceptivos, que continua a relegar a mulher para segundo plano, entre muitas outras atitudes deploráveis...não posso esquecer que é também ela que alimenta a fé de muitas pessoas enquanto lhes dá mais força para viver, que durante este papado foram pedidas desculpas pelas atrocidades cometidas (ainda q o povo diga "as desculpas não se pedem, evitam-se"), mas acima de tudo não posso esquecer a imagem que guardo deste papa como um velhote com um sorriso caloroso que devia poder ter morrido em paz e sem sofrimento, pelo menos espero que assim tenha sido.
Em nome da fé têm sido cometidas as mais variadas atrocidades, em nome de um deus cujas provas de existência residem na fé de cada um.
Eu deixei de acreditar. Pura e simplesmente não encontro motivos para o fazer ou talvez estes tenham desaparecido, quem sabe.
No entanto, a minha descrença, falta de fé ou incapacidade de apoiar a igreja católica não me impedem de ter um grande carinho por este papa e de acreditar que ele é uma das figuras mais marcantes do nosso tempo.
Apesar de esta ser uma igreja cheia de mentiras e hipocrisias cuja Sede se encontra num dos locais do mundo com mais ouro por m2 enquanto fala contra a pobreza, a fome e a guerra, que cometeu tantos crimes, que se manifesta contra os contraceptivos, que continua a relegar a mulher para segundo plano, entre muitas outras atitudes deploráveis...não posso esquecer que é também ela que alimenta a fé de muitas pessoas enquanto lhes dá mais força para viver, que durante este papado foram pedidas desculpas pelas atrocidades cometidas (ainda q o povo diga "as desculpas não se pedem, evitam-se"), mas acima de tudo não posso esquecer a imagem que guardo deste papa como um velhote com um sorriso caloroso que devia poder ter morrido em paz e sem sofrimento, pelo menos espero que assim tenha sido.
sábado, abril 02, 2005
Breves
Pedro Lamy: "Quanto mais penso mais falho."
A minha querida Mariana: "Pois, bem me parecia..."
Depois de ter ouvido isto fiquei a pensar: "Será que isto é de família?"
A minha querida Mariana: "Pois, bem me parecia..."
Depois de ter ouvido isto fiquei a pensar: "Será que isto é de família?"
sexta-feira, abril 01, 2005
Actualização do boletim clínico (ainda a escrever de pé)
"Estupendo", "lindo", "viçoso", "bonito" e "fixe" são alguns dos adjectivos que as profissionais têm usado para descrever o local onde estava o meu maninho quistinho, sendo que a última expressão foi usada pela minha irmã que entra em delírio total sempre que as enfermeiras a deixam ver como isto está.
Como podem ver está tudo a correr muito bem, mas a ferida ainda tem três dedos de profundidade (o médico fartou-se de cavar!) e foi apenas no início desta semana que a enfermeira me disse que conseguia ver o fundo do buraco.
Os pensos têm sido feitos dia-sim-dia-não e no passado domingo aconteceu-me uma coisa completamente bizarra: fui passar a Páscoa a Setúbal com os meus pais e no sábado dirigi-me ao SADU (serviço de atendimento permanente) para me fazerem o penso. Após ter ido à consulta (e pago 2,70€) a médica mandou a enfermeira fazer-me o penso e esta ficou muito chateada porque eram 11h da manhã e ela ainda não tinha tomado o pequeno almoço. Depois decidiu arranjar uma desculpa mais plausível e lembrou-se que tinha feito cinco pensos e que já não tinha adesivo, a seguir rematou dizendo que nem tinha material nenhum, incluindo os "ferros" e mandou-me ir ao serviço particular.
Como precisava mesmo de fazer o penso lá decidi ir a um centro de enfermagem onde, após ter pago 8€, me foram prestados os cuidados de saúde de que eu necessitava.
Sei que o dinheiro não dá saúde, mas todos sabemos que ajuda muito e cada vez mais me mentalizo que preciso de fazer um seguro de saúde, pois este é o Serviço Nacional de Saúde que nós temos...
P.S. Susana Pinto, se tiveres dúvidas ou quiseres alguma explicação (dentro dos meus limitados conhecimentos) podes contactar-me através do e-mail do blog.
Como podem ver está tudo a correr muito bem, mas a ferida ainda tem três dedos de profundidade (o médico fartou-se de cavar!) e foi apenas no início desta semana que a enfermeira me disse que conseguia ver o fundo do buraco.
Os pensos têm sido feitos dia-sim-dia-não e no passado domingo aconteceu-me uma coisa completamente bizarra: fui passar a Páscoa a Setúbal com os meus pais e no sábado dirigi-me ao SADU (serviço de atendimento permanente) para me fazerem o penso. Após ter ido à consulta (e pago 2,70€) a médica mandou a enfermeira fazer-me o penso e esta ficou muito chateada porque eram 11h da manhã e ela ainda não tinha tomado o pequeno almoço. Depois decidiu arranjar uma desculpa mais plausível e lembrou-se que tinha feito cinco pensos e que já não tinha adesivo, a seguir rematou dizendo que nem tinha material nenhum, incluindo os "ferros" e mandou-me ir ao serviço particular.
Como precisava mesmo de fazer o penso lá decidi ir a um centro de enfermagem onde, após ter pago 8€, me foram prestados os cuidados de saúde de que eu necessitava.
Sei que o dinheiro não dá saúde, mas todos sabemos que ajuda muito e cada vez mais me mentalizo que preciso de fazer um seguro de saúde, pois este é o Serviço Nacional de Saúde que nós temos...
P.S. Susana Pinto, se tiveres dúvidas ou quiseres alguma explicação (dentro dos meus limitados conhecimentos) podes contactar-me através do e-mail do blog.
segunda-feira, março 21, 2005
Ao que isto chegou
O ano passado por esta altura andavamos a dizer coisas como "nunca mais para de chover".
Porém, este ano a conversa é bem diferente: já inseminámos as nuvens e ficámos frustrados quando elas foram parar aos Açores, alguns devem ter feito a dança da chuva e outros até devem ter cantado a música da Linda de Suza...tal era o desespero.
Hoje está a chover, no entanto, para que o mal fosse remediado, era preciso que estivesse assim durante um mês.
Vamos torcer para que a chuva caia em abundância para que o próximo Verão não seja completamente caótico e não arda o resto do país que sobreviveu aos incêndios do ano passado.
P.S. Desta vez o texto foi escrito mesmo por mim. Estou em pé em frente ao monitor, mas já estou de volta!
Porém, este ano a conversa é bem diferente: já inseminámos as nuvens e ficámos frustrados quando elas foram parar aos Açores, alguns devem ter feito a dança da chuva e outros até devem ter cantado a música da Linda de Suza...tal era o desespero.
Hoje está a chover, no entanto, para que o mal fosse remediado, era preciso que estivesse assim durante um mês.
Vamos torcer para que a chuva caia em abundância para que o próximo Verão não seja completamente caótico e não arda o resto do país que sobreviveu aos incêndios do ano passado.
P.S. Desta vez o texto foi escrito mesmo por mim. Estou em pé em frente ao monitor, mas já estou de volta!
sexta-feira, março 18, 2005
A Anita regressa
Finalmente estou de volta!
Na passada quarta-feira fez duas semanas desde a última vez que aqui escrevi e já andava a sentir a falta disto.
Esta ausência tão prolongada não se deve à operação a que fui sujeita, pois, na verdade, esta até foi bastante simples.
Só que após ter regressado a casa tenho estado deitada na cama, de barriga para baixo (claro!), e impedida de ir ao computador (ainda não me posso sentar).
De qualquer forma, temos estado sem internet, ou melhor, sem firewall e , por precaução, temo-nos mantido afastadas da net.
Este post está a ser feito coma colaboração da minha irmã que desde logo se voluntariou para vir escrevê-los, uma vez que eu ainda não posso.
Resumindo e concluindo, quem é vivo sempre aparece, por isso cá estou eu de regresso às lides bloguísticas, ainda que não a 100%.
Isto tudo para dizer para dizer que ainda n desisti nem que me esqueci do caminho para vir aqui dizer as minhas baboseiras.
Na passada quarta-feira fez duas semanas desde a última vez que aqui escrevi e já andava a sentir a falta disto.
Esta ausência tão prolongada não se deve à operação a que fui sujeita, pois, na verdade, esta até foi bastante simples.
Só que após ter regressado a casa tenho estado deitada na cama, de barriga para baixo (claro!), e impedida de ir ao computador (ainda não me posso sentar).
De qualquer forma, temos estado sem internet, ou melhor, sem firewall e , por precaução, temo-nos mantido afastadas da net.
Este post está a ser feito coma colaboração da minha irmã que desde logo se voluntariou para vir escrevê-los, uma vez que eu ainda não posso.
Resumindo e concluindo, quem é vivo sempre aparece, por isso cá estou eu de regresso às lides bloguísticas, ainda que não a 100%.
Isto tudo para dizer para dizer que ainda n desisti nem que me esqueci do caminho para vir aqui dizer as minhas baboseiras.
quarta-feira, março 02, 2005
O fim do suspense
Na passada segunda-feira lancei aqui um mistério. Na verdade parece que não houve muita gente preocupada com isso, pois só uma pessoa comentou...
Enfim, eu dizia que voltaria aqui antes de quinta para contar o que vai acontecer. Prometi também que iria falar do meu irmão gémeo. Ora quem me conhece estranha, certamente mais, a segunda parte do que a primeira, pois eu só tenho uma irmã nove anos mais nova. Então, de que estarei eu a falar quando me refiro ao meu gémeo?
Vamos começar a história pelo princípio (e perdoem-me se este post se tornar demasiado extenso).
Fez no passado mês de Dezembro um ano que eu tive uma grave crise de dores ao fundo das costas. Quando já não me conseguia mexer, fui ao hospital. A Dr.ª receitou-me um antibiótico e mandou-me ir ao cirurgião o quanto antes...só de ouvir a especialidade toda eu tremi. O Sr. Dr. cirurgião explicou-me que eu tinha um quisto dermóide, que é constituído por restos de movimentos embrionários. Ou seja, são células que estão connosco desde a altura em que eramos do tamanho de uma ervilha e que por algum erro não foram para o sítio correcto. Podem ganhar a forma de ossinhos, unhas, cabelinhos. Os quistos dermóides surgem ao fundo das costas na região do cóccix.
Quando dei conta o meu estava com uma grande infecção e eu vou-vos poupar ao promenores sórdidos que envolvem drenos.
Ficou decidido que teria que ser operada, mais tarde ou mais cedo, porque eles podem estar muito tempo sem dar problemas ou podem ser mais chatos (como o meu) e infectar quase mês sim, mês não obrigando a andar frenquentemente a tomar antibióticos.
Bem, resumindo, amanhã por esta hora já não tenho quisto. Vou ser operada ao início da tarde. Como é óbvio já estou em pânico, mas não por causa da operação: o pior de tudo são as agulhas, a anestesia, o facto de poder estar a soro, etc... Depois disso resta-me, pelo menos, um mês de recuperação na caminha e de rabiosque para o ar. Vai ser a re-edição de uma história famosa de há 2000 anos atrás em que o protagonista passava o tempo "nas palhinhas deitado ou nas palhinhas estendido".
E onde é que entra o gémeo?
Ter um quisto foi como um passaporte de entrada para um universo paralelo em que descobri imensa gente que tem ou já teve o mesmo problema, que atinge todo o tipo de pessoas, uma das quais me presenteou com a seguinte teoria: as células que formaram o quisto eram inicialmente destinadas a formar um gémeo que, por alguma razão, falhou. Claro que esta teoria foi-me prontamente desmentida, o que não fez com que ela deixasse de ser muito engraçada.
Desde então, o quisto é conhecido, cá em casa, como "o maninho". Não sei se viram aquele filme do Harry Potter em que o Voldemort está na nuca de um dos professores? O meu gémeo é mais ou menos a mesma coisa, só que não é do mal, não fala e está mais abaixo.
O título deste post tem duas interpretações: o fim do suspense reles que eu criei na segunda-feira e o fim do caso "maninho" que já se andava a arrastar há demasiado tempo.
Logo, durante os próximos dias não vou poder vir aqui partilhar as minhas baboseiras convosco, mas assim que voltar para casa dou aqui um pulinho para dizer que sobrevivi às agulhas.
Enfim, eu dizia que voltaria aqui antes de quinta para contar o que vai acontecer. Prometi também que iria falar do meu irmão gémeo. Ora quem me conhece estranha, certamente mais, a segunda parte do que a primeira, pois eu só tenho uma irmã nove anos mais nova. Então, de que estarei eu a falar quando me refiro ao meu gémeo?
Vamos começar a história pelo princípio (e perdoem-me se este post se tornar demasiado extenso).
Fez no passado mês de Dezembro um ano que eu tive uma grave crise de dores ao fundo das costas. Quando já não me conseguia mexer, fui ao hospital. A Dr.ª receitou-me um antibiótico e mandou-me ir ao cirurgião o quanto antes...só de ouvir a especialidade toda eu tremi. O Sr. Dr. cirurgião explicou-me que eu tinha um quisto dermóide, que é constituído por restos de movimentos embrionários. Ou seja, são células que estão connosco desde a altura em que eramos do tamanho de uma ervilha e que por algum erro não foram para o sítio correcto. Podem ganhar a forma de ossinhos, unhas, cabelinhos. Os quistos dermóides surgem ao fundo das costas na região do cóccix.
Quando dei conta o meu estava com uma grande infecção e eu vou-vos poupar ao promenores sórdidos que envolvem drenos.
Ficou decidido que teria que ser operada, mais tarde ou mais cedo, porque eles podem estar muito tempo sem dar problemas ou podem ser mais chatos (como o meu) e infectar quase mês sim, mês não obrigando a andar frenquentemente a tomar antibióticos.
Bem, resumindo, amanhã por esta hora já não tenho quisto. Vou ser operada ao início da tarde. Como é óbvio já estou em pânico, mas não por causa da operação: o pior de tudo são as agulhas, a anestesia, o facto de poder estar a soro, etc... Depois disso resta-me, pelo menos, um mês de recuperação na caminha e de rabiosque para o ar. Vai ser a re-edição de uma história famosa de há 2000 anos atrás em que o protagonista passava o tempo "nas palhinhas deitado ou nas palhinhas estendido".
E onde é que entra o gémeo?
Ter um quisto foi como um passaporte de entrada para um universo paralelo em que descobri imensa gente que tem ou já teve o mesmo problema, que atinge todo o tipo de pessoas, uma das quais me presenteou com a seguinte teoria: as células que formaram o quisto eram inicialmente destinadas a formar um gémeo que, por alguma razão, falhou. Claro que esta teoria foi-me prontamente desmentida, o que não fez com que ela deixasse de ser muito engraçada.
Desde então, o quisto é conhecido, cá em casa, como "o maninho". Não sei se viram aquele filme do Harry Potter em que o Voldemort está na nuca de um dos professores? O meu gémeo é mais ou menos a mesma coisa, só que não é do mal, não fala e está mais abaixo.
O título deste post tem duas interpretações: o fim do suspense reles que eu criei na segunda-feira e o fim do caso "maninho" que já se andava a arrastar há demasiado tempo.
Logo, durante os próximos dias não vou poder vir aqui partilhar as minhas baboseiras convosco, mas assim que voltar para casa dou aqui um pulinho para dizer que sobrevivi às agulhas.
Apanhado
Hoje, quando voltava do almoço, vi o Francisco Louça de óculos escuros e uma mala preta na mão a andar na direcção da Sede do PS. Se logo à noite vir uma notícia a dizer "Sede do PS abalada por forte explosão" já sei a quem devo ir pedir explicações.
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
Ontem chamaram-me a atenção porque há mais de uma semana que não escrevia nada neste espaço. É o que dá habituarmos mal as pessoas, depois começam a exigir! Fãs dum raio...Beijinhos!
Lamechices aparte, é verdade que tenho andado afastada, mas não tenho tido tempo nem cabeça para aqui vir e escrever como vos tenho habituado. Penso sinceramente que vir aqui só para escrever uma porcaria qualquer (como esta) é, quase, uma perda de tempo.
O objectivo deste post é só avisar-vos que ainda estou viva e ainda não me esqueci de como isto se faz, mas tenho andado com a cabeça feita em água, que ainda por cima não é tónica misturada com gin...
Antes de quinta feira voltarei aqui para vos contar uma história: a do meu irmãozinho gémeo (!) e explicar o que me irá acontecer na quinta-feira.
Até lá...
Lamechices aparte, é verdade que tenho andado afastada, mas não tenho tido tempo nem cabeça para aqui vir e escrever como vos tenho habituado. Penso sinceramente que vir aqui só para escrever uma porcaria qualquer (como esta) é, quase, uma perda de tempo.
O objectivo deste post é só avisar-vos que ainda estou viva e ainda não me esqueci de como isto se faz, mas tenho andado com a cabeça feita em água, que ainda por cima não é tónica misturada com gin...
Antes de quinta feira voltarei aqui para vos contar uma história: a do meu irmãozinho gémeo (!) e explicar o que me irá acontecer na quinta-feira.
Até lá...
domingo, fevereiro 20, 2005
O grande dia
Há algum tempo que todos aguardamos pelo final do dia de hoje.
Normalmente, a pergunta que todos fazemos é: "quem é que irá ganhar?", claro que cada um alimenta as suas esperanças mas é uma dúvida que assalta a mente de todos nós.
Porém, este ano a pergunta mudou um pouco, em virtude de muitos acontecimentos que todos conhecemos, e passou a ser "por quanto é que o PS vai ganhar" ou "por quanto é que o PSD vai perder", conforme a cor partidária de cada um.
Compreendo que as pessoas tenham sentido a necessidade de não votar no PSD, pois é preocupante ter o Pedro Santana Lopes como primeiro-ministro. No entanto, para mim, é muito mais assustador termos o Sócrates, e o batalhão de Guterristas que se lembraram de o apoiar quando perceberam que aquilo ía correr bem, no Governo.
O desespero do país é claramente visível na quantidade de votos que o Bloco de Esquerda irá ter, pois só pessoas muito assustadas e com a visão nublada podem acreditar que aqueles extremistas, disfarçados de engraçados militantes de esquerda poderão fazer alguma coisa pelo país.
Espero sinceramente que o PS não tenha maioria e que todos aqueles que votaram nesta força partidária não estejam daqui a um ou dois anos a choramingar, tal como aconteceu no último governo socialista.
De qualquer forma, desejo que, seja qual for o Governo, o país consiga, finalmente, a tão necessária estabilidade e que os governantes tomem medidas que sejam positivas para o país.
Normalmente, a pergunta que todos fazemos é: "quem é que irá ganhar?", claro que cada um alimenta as suas esperanças mas é uma dúvida que assalta a mente de todos nós.
Porém, este ano a pergunta mudou um pouco, em virtude de muitos acontecimentos que todos conhecemos, e passou a ser "por quanto é que o PS vai ganhar" ou "por quanto é que o PSD vai perder", conforme a cor partidária de cada um.
Compreendo que as pessoas tenham sentido a necessidade de não votar no PSD, pois é preocupante ter o Pedro Santana Lopes como primeiro-ministro. No entanto, para mim, é muito mais assustador termos o Sócrates, e o batalhão de Guterristas que se lembraram de o apoiar quando perceberam que aquilo ía correr bem, no Governo.
O desespero do país é claramente visível na quantidade de votos que o Bloco de Esquerda irá ter, pois só pessoas muito assustadas e com a visão nublada podem acreditar que aqueles extremistas, disfarçados de engraçados militantes de esquerda poderão fazer alguma coisa pelo país.
Espero sinceramente que o PS não tenha maioria e que todos aqueles que votaram nesta força partidária não estejam daqui a um ou dois anos a choramingar, tal como aconteceu no último governo socialista.
De qualquer forma, desejo que, seja qual for o Governo, o país consiga, finalmente, a tão necessária estabilidade e que os governantes tomem medidas que sejam positivas para o país.
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Classificados
Continuo na minha tarefa, infelizmente, habitual e a fazer um trabalho que já foi considerado (por mim, numa base multidiária) como o pior possível: procurar empresas que estejam interessadas em fazer publicidade numa das nossas revistas.
Desta vez estamos a preparar a revista para o XII Mundialito de Futebol Feminino que, mais uma vez, se irá realizar no Algarve. A competição, uma das mais importantes no calendário mundial de Selecções Femininas, vai decorrer entre 9 e 15 de Março em várias localidades algarvias.
Caso tenham ideia de alguma empresa que possa estar interessada (os preços não são altos), por favor, digam qualquer coisa. Desculpem-me a publicidade, mas estamos mesmo em cima do acontecimento: tenho que fechar a revista até 28 de Fevereiro.
Desta vez estamos a preparar a revista para o XII Mundialito de Futebol Feminino que, mais uma vez, se irá realizar no Algarve. A competição, uma das mais importantes no calendário mundial de Selecções Femininas, vai decorrer entre 9 e 15 de Março em várias localidades algarvias.
Caso tenham ideia de alguma empresa que possa estar interessada (os preços não são altos), por favor, digam qualquer coisa. Desculpem-me a publicidade, mas estamos mesmo em cima do acontecimento: tenho que fechar a revista até 28 de Fevereiro.
domingo, fevereiro 13, 2005
É amanhã!
Passou-se mais um ano, mas o dia de amanhã continua a ser a mesma tanga.
Depois de ter ouvido a Joana Cruz (RFM) a dizer "amanhã é o dia dos namorados, mas se não tem nenhum, faça um jantar com os seus amigos encalhados" o meu dia melhorou substâncialmente.
Agora já sei o que sou: uma encalhada. E estou feliz por sabê-lo, assim já posso dar um novo rumo à minha vida.
De qualquer forma, vim aqui só para dizer que amanhã, em jeito de comemoração, estaremos encerrados ao público. Os comentários continuam abertos e se algum fã secreto desejar revelar-se pode usar esse espaço, também me podem enviar prendas e coisas, caso estejam para aí virados.
Enfim, o dia de amanhã não presta, só serve para gastarmos dinheiro, deixar aqueles que têm namorado/a ansiosos com as prendas que irão receber/oferecer e os "encalhados" deprimidos.
Depois de ter ouvido a Joana Cruz (RFM) a dizer "amanhã é o dia dos namorados, mas se não tem nenhum, faça um jantar com os seus amigos encalhados" o meu dia melhorou substâncialmente.
Agora já sei o que sou: uma encalhada. E estou feliz por sabê-lo, assim já posso dar um novo rumo à minha vida.
De qualquer forma, vim aqui só para dizer que amanhã, em jeito de comemoração, estaremos encerrados ao público. Os comentários continuam abertos e se algum fã secreto desejar revelar-se pode usar esse espaço, também me podem enviar prendas e coisas, caso estejam para aí virados.
Enfim, o dia de amanhã não presta, só serve para gastarmos dinheiro, deixar aqueles que têm namorado/a ansiosos com as prendas que irão receber/oferecer e os "encalhados" deprimidos.
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
Martunis a quanto obrigas
Não vou aqui fazer considerações acerca das várias afirmações de várias pessoas, algumas das quais ligadas à F.P.F. e à Selecção Nacional, segundo as quais o auxilio ao jovem Martunis é praticamente um dever nacional, pois acho que algumas delas são quase desprovidas de sentido e apenas tentativas de aparecer nos telejornais. Caramba, não consigo evitar, acabei por fazer uma consideração...
Apenas me quero queixar porque hoje passei o dia inteirinho ao telefone a ouvir as pessoas que ligavam para saber se a licitação delas tinha sido a mais alta, os jornais que querem informações, outros que não conseguiam fazer licitações, ....
Ainda assim, esta venda de camisolas serve para vermos que há para aí muita gente com dinheiro e que não sabem o que lhes hão-de fazer. Sinceramente, dar mais de 1000 euros por uma camisola é deitar dinheiro à rua. Ainda por cima os sacanas riscaram as camisolas, ouvi dizer que aquilo eram assinaturas, mas são praticamente indecifráveis.
Apenas me quero queixar porque hoje passei o dia inteirinho ao telefone a ouvir as pessoas que ligavam para saber se a licitação delas tinha sido a mais alta, os jornais que querem informações, outros que não conseguiam fazer licitações, ....
Ainda assim, esta venda de camisolas serve para vermos que há para aí muita gente com dinheiro e que não sabem o que lhes hão-de fazer. Sinceramente, dar mais de 1000 euros por uma camisola é deitar dinheiro à rua. Ainda por cima os sacanas riscaram as camisolas, ouvi dizer que aquilo eram assinaturas, mas são praticamente indecifráveis.
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Quero...
Quero gritar!
Quero despejar a raiva que me consome.
Poder dizer que as coisas não estão bem, que na verdade estou profundamente desapontada com o rumo que isto leva.
Quero afirmar alto e bom som que o meu nível de desespero está a ficar alto.
Quero dizer que estou triste e quero chorar para ver se isto passa.
Quero que alguém me abrace e que me diga que vai ficar tudo bem, que as coisas más vão passar, que é apenas uma fase, que eu vou superar tudo e que ainda vou ficar mais forte, quero que me digam qualquer coisa que me tranquilize e que me ajude, da mesma forma que eu quero abraçar a minha irmã e dizer-lhe isso.
Não digo isto para ler as vossas palavras, ainda que elas me façam sentir melhor, faço-o apenas porque tenho um grito preso na garganta que me está a sufocar.
Quero despejar a raiva que me consome.
Poder dizer que as coisas não estão bem, que na verdade estou profundamente desapontada com o rumo que isto leva.
Quero afirmar alto e bom som que o meu nível de desespero está a ficar alto.
Quero dizer que estou triste e quero chorar para ver se isto passa.
Quero que alguém me abrace e que me diga que vai ficar tudo bem, que as coisas más vão passar, que é apenas uma fase, que eu vou superar tudo e que ainda vou ficar mais forte, quero que me digam qualquer coisa que me tranquilize e que me ajude, da mesma forma que eu quero abraçar a minha irmã e dizer-lhe isso.
Não digo isto para ler as vossas palavras, ainda que elas me façam sentir melhor, faço-o apenas porque tenho um grito preso na garganta que me está a sufocar.
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