quinta-feira, novembro 02, 2006

Efeméride

Há um ano andava eu feliz e contente a ter a vida que eu acho que mereço e a vivê-la como ela deve ser vivida.
Andava num cruzeiro no Mediterrâneo, o S.S. Oceanic (tem uma tripulação fantástica) ganho através do Rádio Clube Português (grande rádio, que ninguém diga o contrário) e durante o dia de hoje andámos a passear por Roma. Ontem tinha sido Florença (magnífica) e antes Vilefranche (uma vila deliciosa no sul de França), amanhã seria Nápoles (a cidade não vale muito e aproveitámos para descansar no barco), depois Tunes (grandes compras, passei o dia a dizer "mucho diñero") e de seguida um dia a bordo de regresso a Barcelona.
Por isso, deixo-vos aqui um recuerdo do sítio onde eu e a minha irmã estavamos há um ano (reparem bem no sol que nós apanhámos, esteve assim durante a viagem toda...obrigada S. Pedro). O local é a famosa, linda, enorme e imponente Fonte de Trevi.

É por estas e por outra que já disse que quero repetir e que se ganhar o Euromilhões vou reservar o barco só para a malta. Estão abertas as inscrições para quem quiser pertencer à malta.

segunda-feira, setembro 11, 2006

WTC

Por estes dias é praticamente impossível não se houvir falar dos atendados que atingiram a cidade de Nova Iorque há 5 anos atrás (parece que foi há tão pouco tempo...).
Eu lembro-me perfeitamente desse dia, estava no quarto da minha irmã com o meu pai e estavamos a ver qualquer coisa no computador, até que a minha mãe, alertada por uma chamada da minha avó, nos disse para ligarmos a televisão...em qualquer canal, davam todos o mesmo.
Demorei algum tempo até perceber o que se estava a passar e quando finalmente reparei que dois aviões tinham atingido as torres gémeas (ainda vi o segundo embate em directo) tive dos piores pensamentos que me recordo de ter tido, pois diante daqueles indícios da devastação que se aproximava eu só consegui lembrar-me que naquele dia Nova Iorque viria abaixo (sei que parece ridículo, mas sempre achei que toda aquela cidade em cima de uma ilha não deve oferecer grande estabilidade...).
Claro que depois de ter fechado a boca, ter sacudido a cabeça e espantado aquele choque consegui finalmente ter uns pensamentos menos egocêntricos.
Sei que não foi dos meus melhores momentos, mas o ser humano é mesmo assim. Perante uma catástrofe desvia o pensamento para outra coisa para ir digerindo o choque a conta gotas.
Ainda que este dia de 2001 tenha mudado, para pior, o mundo (Londres e Madrid foram, mais tarde, tristemente contempladas) os Estados Unidos revelou-se no seu melhor (naquilo que nenhum de nós pensava ser possível com um Presidente como o Geroge W. Bush) e mostrou que é realmente "the land of the free and the home of the brave".
Então como é que é possível que uma nação inteira se una verdadeiramente em torno de uma causa como aconteceu neste caso e se tenha apresentado tão apática durante a catástrofe do furacão Katrina em que as pessoas morriam lentamente enquanto a nação assitia de longe e o Presidente tirava férias em Camp David?

terça-feira, setembro 05, 2006

Palhaçadas, futebol e Mateus

Queria conhecer alguém que, sinceramente, me dissesse que não acha que toda esta situação que se está a passar no futebol é uma grande palhaçada e um concorrente de peso à anedota do século.
No entanto, sei que tudo isto se irá resolver após este espalhafato porque há muito dinheiro à mistura, ainda assim guardo para mim o desejo de que isto não se resolvesse e que a FIFA suspendesse os clubes e as selecções nacionais nas susas competições.
Talvez assim houvesse um terramoto que limpasse o mundo do futebol e talvez assim as pessoas percebessem que o futebol não é uma questão de vida ou de morte.

sábado, agosto 26, 2006

Arre quase nem sabia o caminho para cá!
Mas esta sexta feira mereceu uma vinda cá para partilhar convosco o meu dia.
Estava eu a ir para o comboio, na minha scooter, quando uma porca de uma abelha, deve ter achado que eu era uma flor, conseguiu passar para baixo da roupa através da manga do casaco e da camisa (que tinha os botões do punho fechado). Entretanto, à entrada de uma rotunda começou a picar-me. Foi por pouco que eu e a mota não fomos ao chão, mas lá a consegui parar (praticamente no meio da rotunda) e comecei a despir-me enquanto a mula da abelha me picava. O que eu achei mais piada é que estava ao sinal fechado e toda a gente a olhar para a maluquinha que atirava a mala para o chão, despia o casaco e arregaçava as mangas da camisa (só me passava pela cabeça que se a abelha subisse tinha que tirar a camisa no meio da rua), mas mal o sinal abriu arrancaram todos e ninguém foi capaz de me perguntar se estava tudo bem.
Ainda por cima, consegui perder o comboio e chegar ao trabalho com um braço que parecia um trambolho!

sábado, julho 29, 2006

Música?

Acabei agora de ver o final do Top+ (já nem tenho paciência para ver o programa todo) e fiquei a saber que os a tabela é liderada pelo Mikael Carreira, os D'zrt, o FF e na cabeça da lista está a Floribela.
Olho para isto e fico deprimida. Então esta é a música que temos? É isto que as pessoas gostam de ouvir? É que se é eu devo andar muito afastada da realidade do nosso país.
Nem sei que diga, mas fico simplesmente abismada por saber que a música que diz que os desgraçadinhos dos pobres é que estão bem e que os ricos são uns infelizes é a responsável pelo primeiro lugar da tabela de vendas.

quinta-feira, julho 27, 2006

Trabalho e saúde

Os avós gostam muito de dizer que trabalhar faz bem, mas eu não sei quem é que lhes incutiu esta ideia na cabeça, pois não podia haver nada de pior para a saúde de uma pessoa.
Trabalhar nunca fez bem a ninguém, o máximo que pode fazer é dar-nos dinheiro, mas pouco e à custa de muito sacrifício.
De qualquer forma, a prova de que trabalhar não faz bem à saúde e que eu tinha razão quando era miúda e dizia que quando fosse grande queria ser reformada é que fiz uma tendinite no trabalho.
Mais acrescento que pior do que trabalhar é ter que trabalhar e ainda ter que fazer arquivo. O raio do dossier deu-me cabo do ombro.
Por isso quando vos disserem que trabalhar faz bem, dêem o meu contacto a essa pessoa pq eu arranjo-lhes ocupação.

terça-feira, julho 11, 2006

Voltei

Estive tanto tempo sem aqui vir que por pouco já não me lembrava do endereço e depois ainda tenho a pouca vergonha (que hei-de continuar a ter) de me queixar da ausência de comentários.
Bem, passado quase um mês regressei à actividade bloguistica, ainda que não saiba ao certo qual a periodicidade com que aqui poderei vir.
Entretanto aconteceram duas mudanças, a mais importante das quais é o regresso à vida de trabalhadora após uma estadia demasiado prolongada em casa por falta de trabalho. Estou a trabalhar numa agência de um banco e todos os dias trago de lá histórias novas. Garanto-vos que o meu respeito por todas as pessoas que trabalham em agências cresceu exponencialmente, apanhamos com todo o tipo de pessoas e cada vez confirmo mais o lema "não há dois clientes iguais". Quando puder vou vos trazer aqui algumas das minhas aventuras.
Depois, a outra novidade é o fim das crónicas da Rádio Pernes, com alguma tristeza da minha parte, confesso. No entanto a entrar às 8h15 no banco não podia fazer o directo às 9h, tentei contactar o Paulo Carvalho (não é o cantor) que é o responsável pelo programa e que não me ligou nenhuma, nem sequer me respondeu. Se me estás a ler, agradeço a tua atenção.
Claro que tomei a liberdade de entender esta atitude como um "tou-me a cagar para a tua badalhoquice de crónicas", portanto ficámos por aqui e lá se acabou a minha experiência de cronicadora, mas ao menos é por uma boa causa, ter outra vez dinheirinho para gastar sabe muito bem e até já ando a planear um fim-de-semana de relax com a Susana, que entre muitas outras coisas é a minha companheira do programa "A linha do Alfa".

terça-feira, junho 06, 2006

Caladinho (para Rádio Pernes 5Jun06)

Os avós são um poço de experiência, por isso sempre fiz questão de ouvir com muita atenção aquilo que as minhas avós me diziam.
Uma delas fazia questão de me repetir duas coisas que hoje vêm mesmo a propósito do assunto que vos trago. A primeira é que “o respeito vem de cima para baixo” e a segunda é que “quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito”.
No passado dia 26 de Maio teve lugar na Assembleia da República o debate mensal. Regra geral, este espectáculo, perdão debate, tem transmissão directa na :2.
Há poucos programas da nossa televisão que eu gosto mesmo de ver, mas as transmissões dos debates da assembleia da república estão nesse grupo.
Se nunca tiveram oportunidade de assistir, aconselho-vos vivamente a experimentarem, porque há poucos momentos televisivos mais engraçados e divertidos do que aquele.
Se não estou em erro, nunca consegui ver um destes debates sem dar umas boas gargalhadas.
Mas no dia 26 foi de mais, o tema em questão era relacionado com as farmácias.
O CDS/PP interpelava o Governo, na pessoa do primeiro ministro José Sócrates.
O deputado da bancada popular Nuno Melo parecia que tinha assaltado uma farmácia, ou então que tinha sido acometido por várias doenças súbitas, tal era a quantidade de medicamentos que ele levava para tentar demonstrar a evolução dos preços destes.
Confesso que, tendo em atenção quer tudo aumentou, estranho seria se o mesmo não se tivesse passado com os medicamentos.
Voltando ao debate, o deputado Nuno Melo tinha colocado umas questões ao primeiro-ministro e na altura em que Sócrates estava a responder, o deputado conversava com o seu colega de bancada.
O chefe do Governo achou que isto era falta de educação, e neste aspecto até tenho que lhe dar uma certa razão. Quando alguém nos responde, devemos ao menos olhar para ela. No entanto, os parâmetros da cortesia parlamentar são algo diferentes e é comum que estas situações aconteçam.
No entanto, o primeiro ministro quis mostrar que estava ao nível desta falta de etiqueta e disse “oh senhor deputado, esteja caladinho e ouça”, mostrando o que é a verdadeira brejeirice, falta de educação e de boas maneiras.
Claro que, deste momento em diante, as farmácias e o preço dos medicamentos perderam a importância toda para se passar a discutir qual deles tinha cometido a falta maior.
Sócrates ainda tentou justificar-se dizendo que tinha estado calado enquanto o deputado o interpelou e que não era nada de mais pedir silêncio.
Eu acho que os fins não justificam os meios e que, de hoje em diante, o primeiro ministro deixou de poder exigir respeito, não obstante os sorrisos forçados que distribui a eito

segunda-feira, maio 29, 2006

Código Da Vinci (Crónica p/Rádio Pernes 29Maio06)

Este fim-de-semana fui finalmente ver o Código da Vinci.
A curiosidade já apertava e eu não queria deixar que o filme saísse de cartaz sem que eu o tivesse visto.
Eu já tinha lido o livro e portanto, se queria ver o filme é porque tinha gostado da história, mas agora não podia deixar de ir ver como é que aquelas páginas tinham ficado ao serem adaptadas para a tela.
Confesso que estava à espera que mais alguma acção, pois algumas cenas pareceram demasiado paradas.
Isto é estranho, uma vez que a história, ainda que tenha sido abreviada em virtude da transição para um novo meio, era a mesma que foi capaz de me apaixonar e de me fazer ler o livro de quase um só fôlego, sem que tenha notado os tais momentos menos vivos que vi no cinema.
Quanto à narrativa do livro, só posso dizer que me agradou imenso, não só pela forma como ela é contada, mantendo-nos presos da primeira à última página, mas também pela história em si.
Se esta é verdade ou não, é algo que me escapa, mas também me parece que não é aí que reside o cerne da questão, pelo menos para mim, porque é claro que há aí muita gente preocupada em tentar deitar a baixo o livro por esse mesmo motivo.
Mas como estava a dizer, o que realmente me importa é que estamos perante um conto interessante e cativante, com muitos factos históricos ou referências a associações simbólicas que são completamente verdadeiras e que passam ao lado do conhecimento de muitas pessoas, mas que também contém uma série de outras referências que não estão comprovadas e que por isso são postas em causa.
Mas afinal o que é a ficção? Bem, segundo o dicionário é um tipo de literatura que engloba principalmente o romance, a novela e o conto, e que assenta em acontecimentos e/ou personagens criados ou interpretados pela imaginação. Portanto até aqui tudo bem.
Já no que diz respeito à igreja católica, à Opus Dei e a todas as pessoas que, do alto do seu fundamentalismo religioso, se opuseram a esta obra, seja a literária ou a cinematográfica, acho que fizeram um excelente trabalho de promoção destas e que quem vai receber os lucros lhes deve estar muito grato.
Na verdade, e sem retirar o mérito devido ao autor, tenho dúvidas que Dan Brown tivesse alcançado tanto sucesso se não fosse a participação activa dos seus críticos que ao manifestarem-se contra a sua obra só fizeram com que ela se tornasse mais conhecida, deixando mais e mais pessoas com vontade de descobrir os motivos por trás de tanta celeuma.
Quanto à posição do autor, será que ele sai desta história, cheia de episódios de censura, minimamente prejudicado?
Claro que não. Dan Brown tem a saída mais airosa, vantajosa e lucrativa possível.
Tornou-se mundialmente conhecido, viu o Código da Vinci ser editado em mais de 40 línguas, vendendo milhões de cópias, vai ganhar muito dinheiro com a receita de bilheteira do filme e, para além disto tudo conseguiu criar uma excelente rampa de lançamento para o que quer que venha a escrever no futuro e, essencialmente, para os outros livros que até eram anteriores ao Código da Vinci, mas que estavam a precisar de uma alavanca, sendo que um deles já começou a ser adaptado para o cinema.
Esta situação é uma excelente prova de que, quando algo não nos agrada, mas vale ignorar do que estar a fazer um tremendo alarido.
Mas o que acho estranho é que a igreja católica, que é perita em fazer acontecimentos caírem no esquecimento, não saiba esta lição melhor que qualquer um dos outros intervenientes.

quarta-feira, maio 24, 2006

Bandeira (crónica Rádio Pernes de 22Maio06)

Finalmente aconteceu. Entrei para o Guiness e acredito que é agora que a humanidade me vai dar o valor e reconhecimento que eu mereço… A mim e às restantes mais de 18 mil mulheres que no sábado marcaram presença no Estádio Nacional.
Enfim, delírios aparte a verdade é que estive no Estádio do Jamor para fazer parte do evento intitulado “a mais bela bandeira do mundo”.
Conseguir por em curso uma campanha que põe tanta gente num evento, que tem como intenção promover a imagem das instituições que o pagaram é óptimo, o retorno é garantido.
Mas fazê-lo em torno de um símbolo nacional como a bandeira, apelando ao reacender do sentimento de união que se fez sentir durante o Euro, com uma menção especial às mulheres que já se mostram em força no futebol, foram factores que potenciaram largamente o sucesso deste evento.
Quando eu cheguei a casa e me perguntaram como tinha corrido eu respondi muito sinceramente que o efeito final foi espectacular.
Após fazer o elogio da conclusão, fazia uma pausa e dava a minha opinião acerca da preparação e essa não podia ser pior.
Acredito que controlar uma massa humana daquele tamanho e mantê-la satisfeita deva ser difícil, no entanto conseguir pô-la tão insatisfeita e revoltada deve ser mais outro recorde do guiness.
A divulgação começou bem antes do evento, sendo pedido às pessoas que se registassem através do site. No sábado nada disso valeu.
Simplesmente limitaram-se a fazer entrar as pessoas para o estádio, para depois nos deixarem à espera durante horas e horas a fio.
Se durante o início o público esteve participativo, de certa hora em diante com o cansaço, a saturação e a indignação em alta, o estádio deixou de apoiar para começar a vaiar.
As críticas começaram a ouvir-se e se, por um lado, todas as pessoas tinham razão quando se queixaram da curta aparição da Selecção Nacional que supostamente estava presente para agradecer mas que mostrou grande relutância em deixar-se ver.
Por outro lado não posso deixar de criticar a atitude de muitos dos presentes. É certo que quando uma pessoa fica cansada, saturada e com sede a paciência começa a esgotar-se, mas dificilmente isso servirá como desculpa para muito do que ali se passou, em cuja origem está uma falta de civismo inqualificável.
Desde famílias que levaram consigo os seus bebes de colo, até pessoas que pareciam andar à procura de criar confusão, com um comportamento mais digno de um espectáculo de luta livre do que de um evento de apoio à Selecção.
No entanto, estas tristes atitudes acabam por ir parar à gaveta, porque amanhã é dia de começarmos a torcer pela nossa Selecção, primeiro no Euro com os sub-21 e depois no Mundial com os A’s.
Para aqueles que dizem que temos muitos assuntos como o défice com que nos preocupar eu tenho que concordar, mas a vida não pode ser só problemas e por vezes é necessário mudar de atitude para ganharmos motivação.

quinta-feira, maio 18, 2006

Carrilho (crónica Pernes)

De seguida, transcrevo a crónica que fiz para a Rádio Pernes e que foi transmitida no dia 15 de Maio.

Quando vemos um miúdo com mau perder pensamos que é porque é um pouco mimado, porque não está habituado a perder e até desculpamos, afinal é uma criança e nós queremos acreditar que com a idade ele irá crescer e essa característica vai ficar perdida algures na infância.
Mas quando encontramos um adulto com esta característica e que ainda por cima tem uma posição de algum relevo na sociedade estamos perante uma situação complicada. Pois um adulto que pelas funções que desempenha está sujeito ao escrutínio público e que tem mau perder é alguém que se pode tornar muito desagradável.
Foi exactamente isso que Manuel Maria Carrilho conseguiu esta semana. Depois de a população alfacinha lhe ter dito que não confia nele para ser presidente da câmara da capital, ele vem mostrar que não tem respeito por ninguém.
Não tem respeito pelos adversários, não tem respeito pela comunicação social, nem pelo voto do público.
Sob o signo da verdade, o nome do livro onde Manuel Maria Carrilho vem lavar a roupa suja, é uma análise pessoal, que, enquanto tal, tem o valor que tem. No entanto, uma análise pessoal difere em muito de ataques pessoais a todas as pessoas que, num momento ou noutro, da campanha para as autárquicas não concordaram com o deputado.
Uma pessoa que se apresenta ao público e que se submete a este tem que estar preparada para ouvir opiniões menos agradáveis.
Mas uma pessoa que se apresenta com a família e tenta fazer uma campanha política toda ela baseada na mulher e no filho, que até já diz “papá”, tem que estar preparada para ser completamente cilindrada pelos seus adversários e pelos comentadores.
Na minha opinião nem sequer foi isso que aconteceu e até penso que ambas as partes acusadas de injustiça para com o candidato foram brandas na sua abordagem, o que me deixa a pensar sobre qual seria a dimensão da birra se a campanha tivesse sido um pouco mais agressiva.
Depois, Carrilho volta a trazer a lume episódios dos quais já ninguém falava tais como o famoso aperto de mão que não chegou a acontecer.
Este remexer das águas, só faz com que a sua imagem, que não saiu incólume das autárquicas, volte a ser lembrada pelos piores motivos.
Basicamente, Carrilho dispara em todas as direcções possíveis e imaginárias, numa tentativa ridícula de sacudir a água do capote e de tentar desviar as atenções do seu fracasso político.
Porém, parece que este filósofo não é estratega, pois o tiro saiu-lhe completamente pela culatra e seis meses depois vem reavivar na memória de todos o mau feitio que demonstrou durante a carreira política sempre que os acontecimentos não lhe corriam de feição.
O ex-ministro da cultura aderiu ao sensacionalismo barato e deu à população de Lisboa a melhor prova de que o voto em Carmona Rodrigues foi realmente a melhor opção.

quinta-feira, maio 11, 2006

A solidariedade é muito bonita - parte II

Realmente a solidariedade é muito bonita mas quando temos alguma projecção e quando conseguimos ter proveito de uma acto tão abnegado.
Ultimamente tenho visto, lido e ouvido algumas notícias que me têm dado a volta ao estômago, como esta. O motivo não é a notícia em si, claro está, e até louvo o acto de apoiar as Aldeias SOS.
No entanto, ainda me lembro disto e de quando andei a tentar angariar apoios para o mesmo projecto fora da FPF porque a direcção foi a primeira a dizer que não dava nada.
No entanto, agora que as câmaras da televisão e as objectivas dos fotógrafos estão voltadas naquela direcção já se ouve o Sr. Presidente a dizer que sente uma enorme honra em associar-se a este projecto e que até vão oferecer 5000 euros. Sr. Presidente, esta é só para si: BULLSHIT!
É verdade que mais vale tarde do que nunca, mas a hipocrisia e a vontade de aparecer na televisão por tudo e por nada enoja-me.

segunda-feira, abril 24, 2006

Rádio Pernes

Há coisa de um ano atrás, recebi uma mensagem no voice mail do meu telemóvel que me deixou de queixo caído.
Um amigo dos tempos de Setúbal, que na altura era jornalista na Rádio Pernes, ligou-me para dizer que tinha mostrado o EVB a uma das animadoras da Rádio e que queriam que eu fizesse uma crónica semanal.
Primeiro não fazia ideia que ele mostrasse isto a alguém, segundo não fazia ideia que esse alguém me endereçasse um convite deste género.
Assim começou uma aventura e "sem saber ler nem escrever" comecei a cronicar semanalmente na Rádio Pernes sobre aquilo que me desse na real gana.
A experiência do Espaço Virtual de Baboseiras foi fundamental, pois aqui comecei a escrever para um público, sujeitando-me às opiniões (de parte) deste, mas houve qualquer coisa dentro de mim que deu um leve sinal de que ainda andava por cá, o bichinho da rádio.
Durante muito tempo quis trabalhar em rádio, cheguei a fazer estágios curriculares na Rádio Jornal de Setúbal, mas depois decidi manter-me na área da comunicação, mas abandonar o jornalismo para me dedicar à área que no nosso curso se chamava "cultural", mas que corresponde às relações públicas, aos eventos, à assessoria de imprensa, ao marketing,...
Mas, pelos visto, a rádio resistiu a isto e voltou a entrar pela minha vida dentro sem eu sequer me aperceber.
No dia 11 de Abril de 2005 estava a fazer a minha primeira crónica, gosto de pensar que desde essa data evolui, quanto mais não seja em "à-vontade".
Ainda que as minhas crónicas e aquilo que escrevo aqui sejam algo diferentes, pois tenho que adequar a minha mensagem a um público e a um meio diferentes (McLuhan, és grande!) acredito que a essência seja a mesma.
Assim, e para partilhar convosco esta faceta, vou começar a publicar aqui alguns dos textos. As crónicas podem ouvi-las em directo na Rádio Pernes, em www.radiopernes.pt ou em 101.7 / 105.5, todas as segundas-feiras, por volta das 9h15.

Aviso à navegação: a Rádio Pernes é uma rádio regional da zona de Santarém e é dirigida a um público muito específico, pelo que, em termos de música, não vão à espera de uma RFM.

sexta-feira, abril 21, 2006

Os parvinhos do mundo

É sabido que as pessoas que têm pouco que fazer "deitam-se a pensar". Foi em momentos de pouca actividade como estes que surgiram coisas tão importantes nos nossos dias como a lei da gravidade (o marmanjo estava debaixo da árvore a bater uma sorna e fica conhecido para todo o sempre por ter levado com uma maça na cabeça), a mini-saia (a senhora tinha pouco que fazer na ala masculina e pensou que um cinto em vez de saia aumentaria as suas probabilidades), o Castelo Branco (dispensa apresentações) e este blog (se consultarem os arquivos vão ver que nasceu numa época em que tinha uma quantidade de trabalhos da escola inversamente proporcional à vontade para os fazer).

Ultimamente ando com muito pouco que fazer. Bem que me tento entreter, mas nem sempre é possível.

Hoje, estava no comboio a regressar a casa quando de repente me comecei a lembrar dos tempos em que andava na Escola Secundária Reynaldo dos Santos (essa grande instituição onde eu nasci para a comunicação, não sei se a abençoe ou se a amaldiçoe) e cheguei, mais uma vez, à conclusão de que era uma parvinha.

Não tenho vergonha de o admitir, era parvinha. Fazia parvoíces, pensava em parvoíces,...

Na altura tinha entre 15 e 17 anos, morava num sítio em que não conhecia e não lidava bem com o meu nível de parvoíce, o que fazia com que fosse mais reservada.

Claro que com 15 anos toda a gente é parva, mas com o mal dos outros posso eu bem. E nesta frase reside a nova informação, a peça fulcral deste texto com mais parentisis do que pontos finais, a grande revelação: eu ainda hoje sou parvinha, bem, talvez agora seja mais a puxar para o parvalhona.

A diferença é que aos 15 anos todos somos parvos, mas alguns ultrapassam essa frase e tornam-se pessoas sérias, sensaboronas e sem qualquer interesse. Outros mudam a sua linha de orientação e tornam-se estúpidos, grunhos e matarros. Outros, como eu, continuam arvinhos, mas de uma forma mais refinada. Conseguem controlar-se em algumas situações e chegam mesmo a conseguir passar por "normais" ou por "pessoas com piada", mas o seu verdadeiro habitat é constituído por parvoíces como este blog e povoado por leitores como vocês.

terça-feira, abril 04, 2006

Espaço Virtual de Baboseiras, ou o canto do quisto

Recentemente fez um ano que fui operada para sacar o larbinhas (petit-nom do quisto aqui por casa).
Na altura partilhei o triste/feliz (o larbinhas morreu/finalmente livrei-me do sacana do larbinhas) convosco, registando o momento para a posteridade.

Quando me lembro, gosto de ir ao contador de visitantes ver quais são as expressões que trazem os viajantes incautos ao Espaço Virtual de Baboseiras e é frequente encontrar expressões de pesquisa como "quisto" ou "quisto dermóide".
Para além disso, ultimamente têm chegado à caixa de correio alguns e-mails de visitantes (essencialmente do sexo feminino) que padecem do mesmo problema e que gostariam de ter um relato em primeira mão ou simplesmente conversar com alguém que passou pelo mesmo.
Saber que este espaço é de alguma utilidade para as pessoas que estão desse lado enche-me de orgulho, por isso se me quiserem escrever (sobre quistos ou só para dizer olá) estejam à vontade, o e-mail baboseirasvirtuais@hotmail.com foi criado para vocês. Deste lado fica a promessa de resposta.

domingo, abril 02, 2006

Pró natal o meu presente eu quero que seja

Quero apaixonar-me e ser correspondida. Voltar a sentir tudo o que já senti, antes que me esqueça. Tenho medo que passe tempo demais e que depois seja demasiado tarde.

Este post poderia transformar-se na maior lamechice de toda a história, por isso, e antes que fique irremediavelmente lamechas, vou destrambelhar dizendo que, pensando melhor, talvez não seja boa ideia esperarmos até ao natal...estou farta de passar as festas "sozinha".

Já nem sequer consigo desviar este post do seu rumo ultra-lamechas, por isso vou-me ficar por aqui.

terça-feira, março 21, 2006

Dia da Poesia

A minha avó Clara disse-me que hoje era o Dia da Poesia e, por isso, decidi presentear-vos com um clássico 8lembrem-se que a culpa é da avó).

"Oh lua que vais tão alta,
redonda que nem um tamanco.
Maria traz cá a escada
que eu não chego lá com o banco."

Enfim, é impressionante como, apesar de ser apenas uma quadra, consegue condesar toda a força dos verdadeiros clássicos.

sábado, março 11, 2006

Mais puro

Conseguem sentir que o ar que respiramos está mais limpo?
Slobodan Milosevic foi encontrado morto na sua cama na prisão do Tribunal Internacional de Haia.
Recordo que Milosevic estava acusado de crimes de guerra, crimes contra a humanidad e e genocídio pelo seu papel nas guerras na Croácia e Bósnia (1991-1995) e no Kosovo (1998-1999).

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Sócrates, o pistoleiro de esquerda regressa

Sócrates volta a disparar, mas ao invés de apontar ao próprio pé decidiu fazer do português o seu alvo.
Ontem, na sequência da polémica que surgiu com o anúncio do eventual encerramento de 1500 escolas do ensino básico o nosso primeiro-ministro decidiu prestar umas declarações e ainda bem que o fez pois contribuiu para o aumento do número de minutos de humor na rádio portuguesa.
Então, estava o sr. eng. a dizer que esta medida prende-se com o facto de "as crianças destas escolas de província terem um nível de educação mais baixo" e que tal não pode ser permitido. Um ponto para o Sócrates.
De seguida, rematou dizendo que, por outro lado, compreende perfeitamente que as pessoas destas localidades queiram defender as suas terras porque ele também viveu numa terriola do interior e que está solidario com este sentimento, mas que as pessoas têm que entender que ao mudar as crianças para uma escola maior e mais central estas vão ficar "mais bem ensinadas". Conta lá em que escola andaste Sócrates?


P.S. A saga de "Sócrates, o pistoleiro de esquerda" começou aqui. Quem sabe esteja aqui o tema do meu livro (depois só ficam a faltar a árvore e o filho), material é coisa que não falta.

terça-feira, fevereiro 14, 2006