terça-feira, maio 22, 2007
Mika
No outro dia prestei uma atenção especial à música Happy ending. Por ter gostado tanto daqueles versos e também achar que já não há finais felizes deixo-vos aqui uns excertos.
This is the hardest story that I've ever told
No hope, or love, or glory
Happy endings gone forever more
I feel as if I feel as if I'm wastin'
And I'm wastin' everyday
This is the way you left me,
I'm not pretending.
No hope, no love, no glory,
No Happy Ending.
This is the way that we love,
Like it's forever.
Then live the rest of our life,
But not together.
O álbum de estreia de Mika - Life in Cartoon Motion - é essencialmente um álbum que nos deixa com vontade de pular, tal como a música Grace Kelly, mas ainda que esta música fuja um pouco a essa tendência insere-se perfeitamente no conjunto. É como respirar fundo depois de termos corrido.
sexta-feira, maio 11, 2007
Mas quando aqui cheguei olhei para o espaço em branco e fiquei sem saber o que escrever.
Acho que tenho que me esforçar por vir aqui mais vezes.
Isto só pode ser umsinal de que me desabituei de aqui vir escrever e acho que ainda não estou pronta para cortar o cordão umbilical que me liga a este blog.
quarta-feira, abril 04, 2007
Fazer a nossa parte
Cada vez que iniciarem uma conversa no Messenger, a MSN vai doar uma parte das receitas publicitárias para a organização que vocês escolheram. E esta não é uma daquelas tangas que vos enchem a caixa do correio.
Mas o que é que é preciso fazer? É tão simples quanto acrescentares à frente do teu nome no Messenger meia dúzia de letras e garanto-vos que é tão complicado quanto parece.
Daí em diante, cada vez que começarem uma conversa irão contribuir para instituições ligadas a causas tão importantes como a sida, esclerose múltipla, refugiados, cancro da mama, jovens em risco ou o aquecimento global.
Só há uma coisa que têm que se lembrar, quando vos perguntarem digam que moram nos Estados Unidos, caso contrário não será possível participar, mas não me parece que se vocês tiverem mesmo vontade de ajudar a fazer a diferença que vai ser uma perguntinha que vos vai impedir.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Em primeiro lugar devo dizer que os hassidim não procuram convencer ou converter os povos. Assim, não escrevo para ser lido; escrevo para conservar a verdade dos factos e a perenidade da memória. É por ela que escrevo e para a posteridade: foi com os meus pais e os pais dos meus pais que aprendi que era preciso registar e conservar escondidas num cantinho do mundo as coisas e os pensamentos, não com vista à actualidade e aos leitores de agora, pois nós temos uma vocação monástica e vivemos à parte, mas para os leitores futuros, as gerações por vir que saberão descobrir e compreender: descobrir nos segredos e compreender a nossa língua. Não escrevo para mim, pois a escrita não é fuga ou confissão herética e pagã. Para mim e para os meus, a escrita é sagrada, é um rito a que me entrego quase contra vontade, com o sentido do dever. E a minha forma de orar, de procurar o perdão; de sacrificar.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
15000
Nesta altura sinto mais vontade de postar e espero conseguir voltar a fazê-lo com regularidade para que vocês possam ler as minhas baboseiras.
Obrigada a todos e parabéns a mim!
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Sugestões da chef
Afinal o vídeo é muito bom, não só no que diz respeito à forma como está produzido (adorei os jogos com as palavras), mas também pelos conceitos que apresenta sobre a net e a necessidade de, em último caso, nos re-inventarmos enquanto re-inventamos o mundo que nos rodeia e a forma como nos relacionamos com ele.
Vejam e digam-me qualquer coisa.
sábado, fevereiro 03, 2007
Les misèrables
Se fazemos alarido do que temos de bom, porque não fazê-lo também com o que temos de mau? Vamos revolucionar a promoção nacional e, já que estamos numa de non-sense, damos também um Nobel de "gajo mais iluminado" para o Ministro Manuel Pinho.
A triste verdade é que se nós, opinião pública, não fossemos uma massa anónima de atrasados mentais, teríamos o descernimento de perceber que se o tipo está à frente do ministério da economia e INOVAÇÃO é porque é uma especialista do caraças no assunto, uma pessoa muito à frente do seu tempo e, como todas que o são, um incompreendido.
Daqui a uns anos, quando ouvirmos slogans como "Brasil, onde ninguém toca num corrupto e os gangs das favelas ditam a lei" ou "Estados Unidos da América, venha divertir-se com a tristeza de presidente que nós temos", ainda vamos dar razão ao Manuel Pinho.
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Reclusos vão poder trabalhar em empresas
Não obstante a importância desta medida, gostava mais que tivessem noticiado, que empresários poderão vir a ser reclusos. De qualquer forma, está desde já garantido que se os detidos forem trabalhar para empresas de construção, por exemplo, a sua integração será perfeita, afinal de contas sabemos que o lobby dos criminosos é muito forte.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Uma questão de confiança
Lembrei-me que à saída da "Vila" (na direcção de Alhandra) há uma bomba da Cepsa, para onde me dirigi a toda a velocidade - à volta de 50km/h (não tenho a certeza porque o velocímetro morreu)...a verdadeira loucura.
Quando lá cheguei não me deixaram abastecer logo, porque na Cepsa, às 11h da manhã, as motas já são obrigadas ao pré-pagamento. Que me digam que eu tenho que pagar primeiro e abastecer depois na mesma altura em que os carros são obrigados a isso é suportável, agora dizerem-me que lá porque tenho um veículo com duas rodas tenho que abastecer em pré-pagamento a qualquer hora é algo que eu simplesmente não suporto.
Na altura em que a empregada da bomba começou a tocar a campainha e a chamar-me percebi o que ela queria e pensei para mim mesma "Ana Clara, quando as pessoas são de confiança tendem a confiar nos outros, quem é desconfiado por príncipio é porque não é de confiança. Logo, se esta empresa não confia em ti só porque tens um veículo com menos rodas é porque eles não são de confiança."
Feito este raciocínio, zarpei dali para fora e fui gastar os meus 2€ de gasolina (menos rodas, menos consumo) na Galp. Agora é que a Cepsa vai entrar em crise!
segunda-feira, novembro 20, 2006
Será castigo?
P.S. Bem sei que ver a Fátima Lopes não é dos melhores momentos da minha existência, mas estava sozinha em casa e não gosto de comer sozinha, pelo que fui tomar o pequeno almoço para a sala.
domingo, novembro 19, 2006
Cada um é para o que nasce
Desta forma acho que é um desperdício que uma pessoa com um futuro promissor no alternadorismo (a nobre arte de fazer alterne) como a Paris Hilton anda a desperdiçar-se a fazer de conta que é cantora.
quinta-feira, novembro 16, 2006
Nem sempre ganhar é suficiente
É certo que os adeptos querem sempre mais golos, que os jogadores se querem poupar porque também têm clubes onde têm que dar o litro, mas depois de termos perdido com a Polónia, soube a pouco ganhar por três ao Cazaquistão.
Soube a pouco porque a equipa era manifestamente muito mais fraca do que a Selecção Nacional, porque o Nuno Gomes parece ter aprendido com o Pauleta a não marcar e porque, ao contrário do que os jornais hoje em dia dizem, 3-0 não é, nem de perto nem de longe, uma goleada.
quinta-feira, novembro 02, 2006
Efeméride
Andava num cruzeiro no Mediterrâneo, o S.S. Oceanic (tem uma tripulação fantástica) ganho através do Rádio Clube Português (grande rádio, que ninguém diga o contrário) e durante o dia de hoje andámos a passear por Roma. Ontem tinha sido Florença (magnífica) e antes Vilefranche (uma vila deliciosa no sul de França), amanhã seria Nápoles (a cidade não vale muito e aproveitámos para descansar no barco), depois Tunes (grandes compras, passei o dia a dizer "mucho diñero") e de seguida um dia a bordo de regresso a Barcelona.
Por isso, deixo-vos aqui um recuerdo do sítio onde eu e a minha irmã estavamos há um ano (reparem bem no sol que nós apanhámos, esteve assim durante a viagem toda...obrigada S. Pedro). O local é a famosa, linda, enorme e imponente Fonte de Trevi.

É por estas e por outra que já disse que quero repetir e que se ganhar o Euromilhões vou reservar o barco só para a malta. Estão abertas as inscrições para quem quiser pertencer à malta.
segunda-feira, setembro 11, 2006
WTC
Eu lembro-me perfeitamente desse dia, estava no quarto da minha irmã com o meu pai e estavamos a ver qualquer coisa no computador, até que a minha mãe, alertada por uma chamada da minha avó, nos disse para ligarmos a televisão...em qualquer canal, davam todos o mesmo.
Demorei algum tempo até perceber o que se estava a passar e quando finalmente reparei que dois aviões tinham atingido as torres gémeas (ainda vi o segundo embate em directo) tive dos piores pensamentos que me recordo de ter tido, pois diante daqueles indícios da devastação que se aproximava eu só consegui lembrar-me que naquele dia Nova Iorque viria abaixo (sei que parece ridículo, mas sempre achei que toda aquela cidade em cima de uma ilha não deve oferecer grande estabilidade...).
Claro que depois de ter fechado a boca, ter sacudido a cabeça e espantado aquele choque consegui finalmente ter uns pensamentos menos egocêntricos.
Sei que não foi dos meus melhores momentos, mas o ser humano é mesmo assim. Perante uma catástrofe desvia o pensamento para outra coisa para ir digerindo o choque a conta gotas.
Ainda que este dia de 2001 tenha mudado, para pior, o mundo (Londres e Madrid foram, mais tarde, tristemente contempladas) os Estados Unidos revelou-se no seu melhor (naquilo que nenhum de nós pensava ser possível com um Presidente como o Geroge W. Bush) e mostrou que é realmente "the land of the free and the home of the brave".
Então como é que é possível que uma nação inteira se una verdadeiramente em torno de uma causa como aconteceu neste caso e se tenha apresentado tão apática durante a catástrofe do furacão Katrina em que as pessoas morriam lentamente enquanto a nação assitia de longe e o Presidente tirava férias em Camp David?
terça-feira, setembro 05, 2006
Palhaçadas, futebol e Mateus
No entanto, sei que tudo isto se irá resolver após este espalhafato porque há muito dinheiro à mistura, ainda assim guardo para mim o desejo de que isto não se resolvesse e que a FIFA suspendesse os clubes e as selecções nacionais nas susas competições.
Talvez assim houvesse um terramoto que limpasse o mundo do futebol e talvez assim as pessoas percebessem que o futebol não é uma questão de vida ou de morte.
sábado, agosto 26, 2006
Mas esta sexta feira mereceu uma vinda cá para partilhar convosco o meu dia.
Estava eu a ir para o comboio, na minha scooter, quando uma porca de uma abelha, deve ter achado que eu era uma flor, conseguiu passar para baixo da roupa através da manga do casaco e da camisa (que tinha os botões do punho fechado). Entretanto, à entrada de uma rotunda começou a picar-me. Foi por pouco que eu e a mota não fomos ao chão, mas lá a consegui parar (praticamente no meio da rotunda) e comecei a despir-me enquanto a mula da abelha me picava. O que eu achei mais piada é que estava ao sinal fechado e toda a gente a olhar para a maluquinha que atirava a mala para o chão, despia o casaco e arregaçava as mangas da camisa (só me passava pela cabeça que se a abelha subisse tinha que tirar a camisa no meio da rua), mas mal o sinal abriu arrancaram todos e ninguém foi capaz de me perguntar se estava tudo bem.
Ainda por cima, consegui perder o comboio e chegar ao trabalho com um braço que parecia um trambolho!
sábado, julho 29, 2006
Música?
Olho para isto e fico deprimida. Então esta é a música que temos? É isto que as pessoas gostam de ouvir? É que se é eu devo andar muito afastada da realidade do nosso país.
Nem sei que diga, mas fico simplesmente abismada por saber que a música que diz que os desgraçadinhos dos pobres é que estão bem e que os ricos são uns infelizes é a responsável pelo primeiro lugar da tabela de vendas.
quinta-feira, julho 27, 2006
Trabalho e saúde
Trabalhar nunca fez bem a ninguém, o máximo que pode fazer é dar-nos dinheiro, mas pouco e à custa de muito sacrifício.
De qualquer forma, a prova de que trabalhar não faz bem à saúde e que eu tinha razão quando era miúda e dizia que quando fosse grande queria ser reformada é que fiz uma tendinite no trabalho.
Mais acrescento que pior do que trabalhar é ter que trabalhar e ainda ter que fazer arquivo. O raio do dossier deu-me cabo do ombro.
Por isso quando vos disserem que trabalhar faz bem, dêem o meu contacto a essa pessoa pq eu arranjo-lhes ocupação.
terça-feira, julho 11, 2006
Voltei
Bem, passado quase um mês regressei à actividade bloguistica, ainda que não saiba ao certo qual a periodicidade com que aqui poderei vir.
Entretanto aconteceram duas mudanças, a mais importante das quais é o regresso à vida de trabalhadora após uma estadia demasiado prolongada em casa por falta de trabalho. Estou a trabalhar numa agência de um banco e todos os dias trago de lá histórias novas. Garanto-vos que o meu respeito por todas as pessoas que trabalham em agências cresceu exponencialmente, apanhamos com todo o tipo de pessoas e cada vez confirmo mais o lema "não há dois clientes iguais". Quando puder vou vos trazer aqui algumas das minhas aventuras.
Depois, a outra novidade é o fim das crónicas da Rádio Pernes, com alguma tristeza da minha parte, confesso. No entanto a entrar às 8h15 no banco não podia fazer o directo às 9h, tentei contactar o Paulo Carvalho (não é o cantor) que é o responsável pelo programa e que não me ligou nenhuma, nem sequer me respondeu. Se me estás a ler, agradeço a tua atenção.
Claro que tomei a liberdade de entender esta atitude como um "tou-me a cagar para a tua badalhoquice de crónicas", portanto ficámos por aqui e lá se acabou a minha experiência de cronicadora, mas ao menos é por uma boa causa, ter outra vez dinheirinho para gastar sabe muito bem e até já ando a planear um fim-de-semana de relax com a Susana, que entre muitas outras coisas é a minha companheira do programa "A linha do Alfa".

